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Emancipação financeira feminina pelo cultivo da apicultura na Tanzânia

As mulheres da tribo Maasai, no norte da Tanzânia, estão sendo engajadas pela iniciativa chamada “African Wildlife and People (AWP)”. Através de um pequeno subsídio e o treinamento provido pelo programa, elas podem iniciar seu investimento no ramo da apicultura. No entanto, diferentemente de outros financiamentos, o pagamento é mediante a conservação do meio ambiente.

Ao todo, são quase 1.200 mulheres envolvidas nas atividades e mais de 1.300 colmeias estão sendo colocadas. Há até um incentivo estatal, seja deliberado ou não, pelas leis de proteção da área. Desde anciãs a jovens são empenhadas e participam de tarefas diferentes. O investimento em futuras líderes também é presente pelo incentivo por bolsas de estudo, programas de verão ambientais, viagens para parques nacionais, entre outros.

Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia

A mudança climática, o crescimento das comunidades e seu desenvolvimento sem planejamento, expansão da agricultura e o conflito com a vida animal são desafios a serem solucionados. Assim, algumas atividades são realizadas para preservar a vida natural do país, como plantar árvores, disseminação e conscientização sobre a importância da preservação ambiental, e patrulhas para evitar desmatamento e caça ilegal. Os impactos são positivos para as mulheres e para o meio ambiente. As primeiras conseguem desenvolver seu negócio e ter uma renda através da venda do mel na cidade de Arusha e, por último, há a melhora consecutiva de 7 anos do aumento das populações de animais silvestres, bem como a preservação da região.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Abelha” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Bee#/media/File:Thomas_Bresson_-Hyménoptère_sur_une_fleur_de_pissenlit(by).jpg

Imagem 2Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_Tanzania#/media/File:Tanzania_-Massai_women(14518906813).jpg

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

FMI confirma projeções de crescimento da economia russa

Na revisão de julho do “Relatório da Perspectiva Econômica Mundial”, o Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou as projeções de crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) da Rússia para o biênio 2017-18. De acordo com a publicação, é previsto um resultado positivo de 1,4%, tanto em 2017, como em 2018. Embora modestos, estes números revelam a inversão da trajetória de queda do PIB, observada pelos últimos três anos. Em abril, a diretora do FMI, Christine Lagarde, já havia afirmado que enxerga “a economia russa crescendo após esses anos de dificuldade”.

Christine Lagarde e o primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev, em 2010”

Os “anos de dificuldade”, citados por ela, foram provocados pela imposição de sanções econômicas e pela queda nos preços internacionais das commodities, em especial do petróleo e gás natural, fatores que vêm impactando negativamente a economia russa desde 2014. Segundo dados do Banco Mundial, Moscou viu a soma das riquezas produzidas no país encolher em US$ 300 bilhões, caindo dos US$ 3,6 trilhões registrados em 2014 para US$3,3 trilhões, em 2016.

Embora as sanções impostas contra o Governo, empresas e cidadãos russos tenham contribuído para o mau desempenho da economia nos últimos três anos, foi a queda do preço internacional dos combustíveis que representou o maior golpe. Sendo o petróleo e seus derivados os responsáveis por mais da metade das exportações da Federação Russa em 2016, a queda do valor do barril, que depois de ser vendido por até US$ 115 em 2014, passou a ser comercializado a menos de US$ 30 dois anos depois, resultou em uma redução expressiva das receitas do Governo.

Inauguração do gasoduto Nord Stream, em 2010

A crise financeira também afetou a capacidade do Kremlin de financiar setores como a saúde e a educação, que experimentaram cortes orçamentários para 2017. Eventuais atrasos no pagamento de pensões governamentais e a queda do poder de compra da população também contribuem para a deterioração do quadro social na Rússia. Ainda assim, os índices de aprovação popular ao presidente Vladimir Putin permanecem acima dos 80%, o que mostra que a crise financeira não resultou na desestabilização política do país.

Como contramedida à crise, Moscou vem adotando uma política de substituição de importações, que busca fomentar outros setores da produção nacional para além daqueles relacionados ao petróleo e gás, ao mesmo tempo que procura contornar os efeitos das sanções impostas ao país. Em resposta a esses embargos, o Kremlin tenta  reduzir a dependência do dólar americano em suas transações internacionais, dando prioridade para o Rublo e para as moedas dos seus principais parceiros comerciais, como o Yuan chinês. Na mesma direção, o Banco Central russo também passou a reforçar suas reservas de ouro, processo que o levou a ser o maior comprador mundial do metal.

A projeção de crescimento para os próximos dois anos mostra que o colapso do país, que chegou a ser prognosticado por especialistas, não ocorreu. No entanto, embora haja demonstrações de que os piores anos da crise tenham ficado para trás, somente uma reformulação da matriz econômica, que envolva a diminuição do peso que o setor energético possui nas receitas do Estado, poderá proteger a Rússia das pressões internacionais que certamente continuará a sofrer.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Vista noturna de São Petersburgo” (Fonte):

https://ru.wikipedia.org/wiki/%D0%A1%D0%B0%D0%BD%D0%BA%D1%82-%D0%9F%D0%B5%D1%82%D0%B5%D1%80%D0%B1%D1%83%D1%80%D0%B3#/media/File:%D0%92%D0%B8%D0%B4_%D0%BD%D0%B0_%D0%9F%D0%B5%D1%82%D1%80%D0%BE%D0%BF%D0%B0%D0%BB%D0%BE%D0%B2%D0%BA%D1%83_%D0%B8_%D0%94%D0%B2%D0%BE%D1%80%D1%86%D0%BE%D0%B2%D1%8B%D0%B9_pan7.jpg

Imagem 2Christine Lagarde e o primeiroministro russo Dimitri Medvedev, em 2010” (Fonte):

https://fr.wikipedia.org/wiki/Christine_Lagarde#/media/File:Dmitry_Medvedev_in_France_2_March_2010-10.jpeg

Imagem 3Inauguração do gasoduto Nord Stream, em 2010” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Transport_in_Russia#/media/File:Dmitriy_Medvedev_Nord_Stream_9_April_2010.jpeg

AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOCOOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]A Sustentabilidade na Agenda 2030: o lugar do Brasil nos rankings internacionais[:]

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Se, por um lado, o Brasil alcançou várias metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), credenciando o país como uma fonte de boas práticas principalmente em áreas sociais, o mesmo não se pode afirmar em questões relativas ao meio ambiente. De acordo com o Greenpeace, apesar da redução do desmatamento entre 2005 e 2012, o desmatamento entre agosto de 2015 e julho de 2016 foi de 7.989 km², 29% maior que no período 2014-2015. A título de comparação, a liberação de 586 milhões de toneladas de carbono equivalente se compara à missão de gás por todos os automóveis no Brasil em um período de 8 anos.

No entanto, diante da multiplicidade de indicadores, avaliações e desafios, dois conjuntos de rankings devem ser levados em consideração, antes de determinados pré-julgamentos. Em primeiro lugar, há rankings voltados para a avaliação de capacidades, seja exclusivamente sobre o meio ambiente, seja pela noção de desenvolvimento sustentável, que une também questões sociais e econômicas. Nesse caso, o Environmental Performance Index, da Universidade de Yale, classifica o Brasil em 46º, de um total de 180 países, de acordo com 9 temas: a) impacto na saúde; b) qualidade do ar; c) água e saneamento; d) recursos hídricos; e) agricultura; f) florestas; g) pesca; h) biodiversidade e habitat; e i) clima e energia. No Ranking da Robeco and RobecoSAM, o Brasil está em 42º, após a avaliação de 17 indicadores que compreendem pesos para indicadores sociais, de governança e ambientais.

Em segundo lugar, há rankings relacionados às capacidades naturais, isto é, a balança entre o que a natureza produz e o que se consome dela. De acordo com o Ecological Footprint, o Brasil é o nono país com mais créditos, entre produção e consumo. A biocapacidade do país excede em 190% o consumo de sua população. Nesse ranking, o país fica atrás de Guiana, Congo, República Central Africana, Bolívia, República Democrática do Congo, Timor-Leste, Uruguai e Eritreia. Nesse ranking, dois pontos merecem destaques: a diversidade e riqueza ambiental do país; e o nível econômico, em termos de consumo, da sociedade. Por exemplo, no outro extremo, Cingapura tem uma taxa de consumo de 16.000% superior à biocapacidade do país.

Em suma, diante de inúmeros comunicados, análises, indicadores e objetivos, vale a pena ressaltar a natureza de diferentes indicadores, o sucesso absoluto e relativo de políticas chaves, ligadas não apenas à proteção do meio ambiente, como também, àquelas que garantem a estabilidade de curto, médio e longo prazo, contribuindo, assim, para a estabilidade política e econômica dos países.

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Imagem 1 Sustentabilidade aninhada ” (Fonte Ecological Foodprint):

http://www.footprintnetwork.org/content/documents/ecological_footprint_nations/index.html

Imagem 2 Equilíbrio entre meio ambiente, sociedade e economia ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ANested_sustainability-v2.svg

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Brasil abre disputa contra Estados Unidos na OMC[:]

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O Brasil notificou na última sexta-feira, 11 de novembro, a Organização Mundial do Comércio (OMC), que abriu disputa comercial com os Estados Unidos da América (EUA), em virtude das barreiras impostas pelo Governo estadunidense sobre as importações de aço. O setor siderúrgico brasileiro já vinha sendo afetado desde o início do ano, quando os norte-americanos passaram a investigar as exportações brasileiras. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos concluiu em março passado que várias empresas violaram regras antidumping no país e, em vista disso, o Governo decidiu impor uma série de tarifas contra vários países, entre eles o Brasil.

O pedido oficial de consultas abre espaço para uma disputa dentro da OMC, no qual representantes dos dois países terão oportunidade de realizar consultas a fim de tentar evitar o recurso aos árbitros da Organização. No entanto, caso em 60 dias não haja ajuste entre as partes, o Governo brasileiro poderá solicitar o julgamento da questão.

O Brasil contesta a sobretaxa imposta há cerca de dois meses aos produtos siderúrgicos, mais especificamente ao aço laminado a frio, exportado por empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Usiminas. Essas empresas passaram a sofrer sobretaxa de cerca de 11% sobre seus produtos, afetando, dessa forma, sua capacidade de competir no mercado norte-americano. Já empresas que exportam aço laminado a quente sofreram sobretaxas que variam entre 3,9% e 11,3%. Estima-se que somente no ano passado (2015) o Brasil exportou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em chapas de aço laminado ao mercado estadunidense.

O Governo brasileiro argumenta ainda que as medidas adotadas pelos Estados Unidos são inconsistentes com os procedimentos e ações previstas no Acordo de Subsídios e Medidas Compensatórias, assim como com o Artigo 6o do Acordo Geral de Tarifas e Comércio, estabelecido em 1994. Ainda em setembro, em entrevista à Reuters, Marcos Pereira, Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) assinalou que o Brasil iria acionar a OMC contra os EUA, em função das taxas impostas ao aço laminado. Naquela ocasião, Pereira também afirmou que as medidas adotadas pelos Estados Unidos são ilegais.

Por fim, uma das preocupações brasileiras diz respeito às decisões de Donald Trump, eleito Presidente dos Estados Unidos na semana passada, e que ainda durante sua campanha à Casa Branca prometeu elevar taxas de importação e rever acordos comerciais. Logo, especula-se que tanto o atual quanto o próximo Governo estadunidense não aceitará retirar as barreiras de forma voluntária, e, portanto, o Brasil acabará por solicitar o julgamento da disputa.

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ImagemMapa da OMC mostra os países com os quais o Brasil tem disputa” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/brasil-disputa-comercial-com-os-estados-unidos-na-omc/

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AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

[:pt]Argentina, FMI y endeudamiento [:]

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Luego de una década de ausencia, el Fondo Monetario Internacional vuelve a auditar la economía de Argentina. La misión técnica del organismo comenzó una ronda de reuniones con funcionarios y diversos representantes del empresariado y organizaciones gremiales en el marco de la revisión anual de la economía prevista en el Artículo 4 de la carta constitutiva del organismo. El Gobierno entiende que este acercamiento podría moderar la posición externa del país. El Ministro de Hacienda, Alfonso Prat-Gay, aseguró que “el aislacionismo bobo” no fue útil, aunque sostuvo que la misión del FMI no implica necesariamente que las políticas pasen a estar definidas por el organismo internacional. Según el funcionario que encabeza la misión del Fondo, el objetivo es reconstruir la relación con el país. El organismo ya ha expresado su beneplácito por las medidas por las medidas tomadas por la administración Macri.  

La relación entre Argentina y el FMI ha transitado por distintas etapas. Como en muchas otras áreas, los años noventa y los gobiernos kirchneristas contrastan sustancialmente. Durante los mandatos de Carlos Menem y Fernando De la Rúa aumentó la deuda en forma relevante y también la dependencia de los organismos de crédito internacional, situación que termina con el estallido del año 2001. El giro en la relación se dio a inicios de la gestión de Néstor Kirchner cuando el Gobierno intentaba presentar una oferta de canje para la deuda en default y el FMI bloqueaba la iniciativa ante la negativa gubernamental de aceptar un ajuste ortodoxo. Finalmente, aquel Gobierno terminó pagando la totalidad de la deuda que tenía con el FMI, corriendo al organismo de crédito de la discusión con los acreedores. Curiosamente, aquella discusión en torno a la oferta que presentaría Argentina también terminó con la gestión del actual Ministro de Hacienda, que por entonces se desempeñaba como Presidente del Banco Central de la República Argentina.  

Resulta obvio que las sugerencias que emanan de los informes anuales del FMI no son de cumplimiento obligatorio para los países. Son las autoridades electas las que deciden las políticas y el tipo de relacionamiento que desean mantener con los organismos multilaterales. Sin embargo, hay condicionantes fácticos. En concreto, el nivel de deuda soberana que -a medida que se incrementa- deteriora el perfil crediticio y aumenta la dependencia que los países tienen con los organismos de crédito y el poder de éstos para condicionar políticas. Por ello, resulta importante analizar la marcha del endeudamiento externo.

Uno de los principales lineamientos de política económica del actual Gobierno ha sido el retorno al mercado de capitales. El acuerdo con los holdouts para cerrar la vieja disputa significó una cuantiosa emisión de bonos superior a los US$ 15.000 millones. Sin embargo según Reseach for traders ese monto se triplicó con el marcado proceso de endeudamiento que significaron estos primeros 9 meses de Gobierno de la gestión Macri. Según la consultora Focus Economics, el endeudamiento argentino representa el 60% de toda la deuda emitida por emergentes durante 2016. Y el salto es significativo si se compara el peso de la deuda en relación al PBI. Según la consultora Econométrica, la deuda pública con privados y organismos internacionales pasó del 13% al 21% del PBI. Por tanto, uno de las principales vectores a tener en cuenta para analizar el riesgo político en Argentina, es el acelerado proceso de endeudamiento a tasas relativamente altas, en paralelo a una importante caída de la economía en general que -según cifras oficiales- se contrajo en un 3,4% en el segundo semestre del año (2016).

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/International_Monetary_Fund#/media/File:International_Monetary_Fund_logo.svg

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Arábia Saudita e Rússia: cooperação para estabilizar o mercado petrolífero[:]

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Durante o último encontro do G-20, realizado no dia 4 de setembro deste ano (2016), em Hangzhou, na China, os ministros da energia Alexander Novak, da Rússia, e Khalid al-Falih, da Arábia Saudita, anunciaram um Acordo através do qual ambos os países pretendem cooperar para a estabilização dos preços do petróleo no mercado internacional, criando um grupo de trabalho para monitorar o mercado de petróleo e apresentar recomendações para promover sua estabilidade.

De acordo com dados publicados pela British Petroleum (BP), em junho passado, Arábia Saudita e Rússia despontaram como o segundo e terceiro maiores produtores de petróleo do mundo em 2015, sendo superados apenas pelos Estados Unidos da América (EUA). Segundo as estatísticas da BP, o somatório combinado da produção dos dois países corresponde a aproximadamente 25% do total produzido em todo o globo no período. Além disso, diferentemente da situação dos EUA, onde a capacidade produtiva nacional não é capaz de atender a demanda interna, tornando o mercado norte-americano dependente de importação de petróleo advindo do exterior, o enorme excedente produtivo da Rússia e dos sauditas é voltado para o mercado externo, tornando-os dependentes economicamente das receitas da comercialização da commodity, que figura como um dos mais importantes produtos da pauta de exportações de ambos os Estados.

As enormes reservas e o volume de produção de Arábia Saudita e Rússia inserem esses dois Estados no grupo de países conhecidos como swing producers, terminologia usada para definir os atores que detém a capacidade de exercer influência sobre os preços do mercado, aumentando ou reduzindo sua produção de petróleo, fato este que lhes concede um grande poder para manipulação do mercado internacional.

Os representantes dos dois países ainda vão se encontrar em outubro na Argélia e em novembro na Áustria, em Viena, sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), para discutir os detalhes da cooperação em foros multilaterais envolvendo outros grandes produtores. O anúncio do acordo entre russos e sauditas foi bem recebido pelos ministros da energia do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos (EAU), que demonstraram apoio a quaisquer esforços conjuntos que possam beneficiar a estabilidade do mercado internacional de petróleo.

Ainda é cedo para conjecturar os prováveis resultados da cooperação entre sauditas e russos, no entanto, é possível considerar que, para os grandes produtores de petróleo, o acordo inicial estabelecido em Hangzhou poderá contribuir para a formulação de respostas coordenadas a quedas bruscas do preço do barril de petróleo, como a de 2014, bem como para a estabilidade do mercado internacional.

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Imagem (Fonte):

https://wiki.factorio.com/index.php?title=Barrel

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