ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

FMI confirma projeções de crescimento da economia russa

Na revisão de julho do “Relatório da Perspectiva Econômica Mundial”, o Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou as projeções de crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) da Rússia para o biênio 2017-18. De acordo com a publicação, é previsto um resultado positivo de 1,4%, tanto em 2017, como em 2018. Embora modestos, estes números revelam a inversão da trajetória de queda do PIB, observada pelos últimos três anos. Em abril, a diretora do FMI, Christine Lagarde, já havia afirmado que enxerga “a economia russa crescendo após esses anos de dificuldade”.

Christine Lagarde e o primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev, em 2010”

Os “anos de dificuldade”, citados por ela, foram provocados pela imposição de sanções econômicas e pela queda nos preços internacionais das commodities, em especial do petróleo e gás natural, fatores que vêm impactando negativamente a economia russa desde 2014. Segundo dados do Banco Mundial, Moscou viu a soma das riquezas produzidas no país encolher em US$ 300 bilhões, caindo dos US$ 3,6 trilhões registrados em 2014 para US$3,3 trilhões, em 2016.

Embora as sanções impostas contra o Governo, empresas e cidadãos russos tenham contribuído para o mau desempenho da economia nos últimos três anos, foi a queda do preço internacional dos combustíveis que representou o maior golpe. Sendo o petróleo e seus derivados os responsáveis por mais da metade das exportações da Federação Russa em 2016, a queda do valor do barril, que depois de ser vendido por até US$ 115 em 2014, passou a ser comercializado a menos de US$ 30 dois anos depois, resultou em uma redução expressiva das receitas do Governo.

Inauguração do gasoduto Nord Stream, em 2010

A crise financeira também afetou a capacidade do Kremlin de financiar setores como a saúde e a educação, que experimentaram cortes orçamentários para 2017. Eventuais atrasos no pagamento de pensões governamentais e a queda do poder de compra da população também contribuem para a deterioração do quadro social na Rússia. Ainda assim, os índices de aprovação popular ao presidente Vladimir Putin permanecem acima dos 80%, o que mostra que a crise financeira não resultou na desestabilização política do país.

Como contramedida à crise, Moscou vem adotando uma política de substituição de importações, que busca fomentar outros setores da produção nacional para além daqueles relacionados ao petróleo e gás, ao mesmo tempo que procura contornar os efeitos das sanções impostas ao país. Em resposta a esses embargos, o Kremlin tenta  reduzir a dependência do dólar americano em suas transações internacionais, dando prioridade para o Rublo e para as moedas dos seus principais parceiros comerciais, como o Yuan chinês. Na mesma direção, o Banco Central russo também passou a reforçar suas reservas de ouro, processo que o levou a ser o maior comprador mundial do metal.

A projeção de crescimento para os próximos dois anos mostra que o colapso do país, que chegou a ser prognosticado por especialistas, não ocorreu. No entanto, embora haja demonstrações de que os piores anos da crise tenham ficado para trás, somente uma reformulação da matriz econômica, que envolva a diminuição do peso que o setor energético possui nas receitas do Estado, poderá proteger a Rússia das pressões internacionais que certamente continuará a sofrer.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Vista noturna de São Petersburgo” (Fonte):

https://ru.wikipedia.org/wiki/%D0%A1%D0%B0%D0%BD%D0%BA%D1%82-%D0%9F%D0%B5%D1%82%D0%B5%D1%80%D0%B1%D1%83%D1%80%D0%B3#/media/File:%D0%92%D0%B8%D0%B4_%D0%BD%D0%B0_%D0%9F%D0%B5%D1%82%D1%80%D0%BE%D0%BF%D0%B0%D0%BB%D0%BE%D0%B2%D0%BA%D1%83_%D0%B8_%D0%94%D0%B2%D0%BE%D1%80%D1%86%D0%BE%D0%B2%D1%8B%D0%B9_pan7.jpg

Imagem 2Christine Lagarde e o primeiroministro russo Dimitri Medvedev, em 2010” (Fonte):

https://fr.wikipedia.org/wiki/Christine_Lagarde#/media/File:Dmitry_Medvedev_in_France_2_March_2010-10.jpeg

Imagem 3Inauguração do gasoduto Nord Stream, em 2010” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Transport_in_Russia#/media/File:Dmitriy_Medvedev_Nord_Stream_9_April_2010.jpeg

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

BID recomenda criação de uma Área Livre Comércio na América Latina

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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recomendou à América Latina e Caribe a criação de uma área de comércio regional integrada para aumentar as exportações. A recomendação, que está contida na segunda parte de seu relatório macroeconômico, foi apresentada neste domingo, dia 2 de abril, aos representantes da instituição durante o último dia da assembleia anual do BID e da Corporação Interamericana de Investimentos (CII), realizada em Assunção (Paraguai).

O Banco Interamericano de Desenvolvimento afirma que a criação de uma Área de Livre Comércio da América Latina e Caribe (ALCALC) poderia se concentrar em um primeiro momento apenas no comércio de bens e serviços, podendo ser abordadas mais tarde as questões de propriedade intelectual, mão de obra e meio ambiente.

O Vice-Presidente do BID para Setores e Conhecimento, Santiago Levy, afirmou que estão “propondo uma rota de integração mais simples e mais flexível, que se concentre em ganhos comerciais e aproveite a vasta rede de tratados comerciais preferenciais já existentes. Isso é, na verdade, mais fácil de fazer do que muitos formuladores de políticas poderiam imaginar”.

Deve-se destacar que a proposta da organização rejeita a criação de uma estrutura supranacional, como uma União Aduaneira, além disso, não considerou claramente como equacionar as instabilidades políticas que diversos países da América Latina estão enfrentando e a maneira como essas oscilações poderiam afetar a efetividade de uma área de comércio regional integrada.

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Imagem 1 International Trade” (Fonte):

http://michaelczinkota.com/2017/03/new-world-new-trade-policy/

Imagem 2 Santiago Levy, Vice-Presidente do BID para Setores e Conhecimento” (Fonte):

http://hoy.com.do/bid-latinoamerica-frenara-a-17-su-ritmo-de-crecimiento-anual-hasta-2020/

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AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOCOOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]A Sustentabilidade na Agenda 2030: o lugar do Brasil nos rankings internacionais[:]

[:pt] Se, por um lado, o Brasil alcançou várias metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), credenciando o país como uma fonte de boas práticas principalmente em áreas sociais, o mesmo não se pode…

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Brasil abre disputa contra Estados Unidos na OMC[:]

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O Brasil notificou na última sexta-feira, 11 de novembro, a Organização Mundial do Comércio (OMC), que abriu disputa comercial com os Estados Unidos da América (EUA), em virtude das barreiras impostas pelo Governo estadunidense sobre as importações de aço. O setor siderúrgico brasileiro já vinha sendo afetado desde o início do ano, quando os norte-americanos passaram a investigar as exportações brasileiras. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos concluiu em março passado que várias empresas violaram regras antidumping no país e, em vista disso, o Governo decidiu impor uma série de tarifas contra vários países, entre eles o Brasil.

O pedido oficial de consultas abre espaço para uma disputa dentro da OMC, no qual representantes dos dois países terão oportunidade de realizar consultas a fim de tentar evitar o recurso aos árbitros da Organização. No entanto, caso em 60 dias não haja ajuste entre as partes, o Governo brasileiro poderá solicitar o julgamento da questão.

O Brasil contesta a sobretaxa imposta há cerca de dois meses aos produtos siderúrgicos, mais especificamente ao aço laminado a frio, exportado por empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Usiminas. Essas empresas passaram a sofrer sobretaxa de cerca de 11% sobre seus produtos, afetando, dessa forma, sua capacidade de competir no mercado norte-americano. Já empresas que exportam aço laminado a quente sofreram sobretaxas que variam entre 3,9% e 11,3%. Estima-se que somente no ano passado (2015) o Brasil exportou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em chapas de aço laminado ao mercado estadunidense.

O Governo brasileiro argumenta ainda que as medidas adotadas pelos Estados Unidos são inconsistentes com os procedimentos e ações previstas no Acordo de Subsídios e Medidas Compensatórias, assim como com o Artigo 6o do Acordo Geral de Tarifas e Comércio, estabelecido em 1994. Ainda em setembro, em entrevista à Reuters, Marcos Pereira, Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) assinalou que o Brasil iria acionar a OMC contra os EUA, em função das taxas impostas ao aço laminado. Naquela ocasião, Pereira também afirmou que as medidas adotadas pelos Estados Unidos são ilegais.

Por fim, uma das preocupações brasileiras diz respeito às decisões de Donald Trump, eleito Presidente dos Estados Unidos na semana passada, e que ainda durante sua campanha à Casa Branca prometeu elevar taxas de importação e rever acordos comerciais. Logo, especula-se que tanto o atual quanto o próximo Governo estadunidense não aceitará retirar as barreiras de forma voluntária, e, portanto, o Brasil acabará por solicitar o julgamento da disputa.

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ImagemMapa da OMC mostra os países com os quais o Brasil tem disputa” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/brasil-disputa-comercial-com-os-estados-unidos-na-omc/

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ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Organismos internacionais temem acentuação da recessão econômica em Angola[:]

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Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou uma nota sobre a futura conjuntura econômica angolana, projetando uma redução acelerada no crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB). A nota soma-se a uma série de projeções negativas para a economia de Angola, em crise pela abrupta perda de valor do petróleo no mercado mundial de commodities.

As previsões do FMI para este ano (2016) e para o ano de 2017 são de crescimento do PIB de 1,3% e de 2,1%, respectivamente. Os valores são significativamente menores se comparados à média de crescimento de 4,74%, nos últimos cinco anos, segundo dados do Banco Mundial.

Nós iremos conversar com as autoridades deste país para vermos o que podemos fazer neste momento, com o intuito de recuperar o crescimento econômico”, afirmou o economista brasileiro Ricardo Velloso, em anúncio a jornalistas angolanos e estrangeiros na semana passada. Ele lidera uma equipe de economistas do FMI que articula, desde junho deste ano, um programa de assistência ao Governo de Angola.

A queda nos preços internacionais do petróleo vem pondo em xeque a política econômica de José Eduardo dos Santos, constrangendo o orçamento governamental geral. A Sonangol, companhia estatal e principal detentora dos direitos de exploração de petróleo no país, reduziu a abrangência de suas operações a partir de uma reestruturação em seu corpo de trabalhadores e no portfólio de operações, dada a queda súbita de receitas. Segundo relatos de trabalhadores da companhia, há, inclusive, dificuldades de a empresa fornecer materiais básicos de limpeza dentro de suas instalações.

Concomitantemente às previsões negativas, na próxima semana Angola sediará o Fórum de Investimento Angola/China, desenvolvido pela Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), órgão chefiado pela Casa Civil. O Fórum terá como objetivo reforçar os laços comerciais entre o país africano e seu principal parceiro comercial, a China, destino de aproximadamente 51% das exportações angolanas, em 2014. Porém, dada a deterioração dos termos de troca angolanos, as permutas entre ambos países auferiram cifras consideravelmente menores entre janeiro-novembro de 2016 e janeiro-novembro de 2015.

Segundo os dados oficiais recém liberados, o câmbio comercial entre os dois países neste período caiu, aproximadamente, 29%. O dado revela o panorama de crise que se desenha no horizonte angolano, uma vez que há uma exorbitante dependência das suas exportações na exploração de petróleo. No longo prazo, faz-se necessária a diversificação da economia angolana, a fim de evitar com que choques nos preços internacionais das commodities impliquem em crises econômicas e aumento das taxas de pobreza no país.

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ImagemThe National Assembly building in Luanda, Angola, was built by a Portuguese company in 2013 at a cost of US$185 million” / “O edifício da Assembleia Nacional em Luanda, Angola, foi construído por uma empresa portuguesa em 2013, a um custo de 185 milhões de dólares” – Tradução Livre (FonteWikipedia):

https://en.wikipedia.org/wiki/National_Assembly_(Angola)

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Arábia Saudita e Rússia: cooperação para estabilizar o mercado petrolífero[:]

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Durante o último encontro do G-20, realizado no dia 4 de setembro deste ano (2016), em Hangzhou, na China, os ministros da energia Alexander Novak, da Rússia, e Khalid al-Falih, da Arábia Saudita, anunciaram um Acordo através do qual ambos os países pretendem cooperar para a estabilização dos preços do petróleo no mercado internacional, criando um grupo de trabalho para monitorar o mercado de petróleo e apresentar recomendações para promover sua estabilidade.

De acordo com dados publicados pela British Petroleum (BP), em junho passado, Arábia Saudita e Rússia despontaram como o segundo e terceiro maiores produtores de petróleo do mundo em 2015, sendo superados apenas pelos Estados Unidos da América (EUA). Segundo as estatísticas da BP, o somatório combinado da produção dos dois países corresponde a aproximadamente 25% do total produzido em todo o globo no período. Além disso, diferentemente da situação dos EUA, onde a capacidade produtiva nacional não é capaz de atender a demanda interna, tornando o mercado norte-americano dependente de importação de petróleo advindo do exterior, o enorme excedente produtivo da Rússia e dos sauditas é voltado para o mercado externo, tornando-os dependentes economicamente das receitas da comercialização da commodity, que figura como um dos mais importantes produtos da pauta de exportações de ambos os Estados.

As enormes reservas e o volume de produção de Arábia Saudita e Rússia inserem esses dois Estados no grupo de países conhecidos como swing producers, terminologia usada para definir os atores que detém a capacidade de exercer influência sobre os preços do mercado, aumentando ou reduzindo sua produção de petróleo, fato este que lhes concede um grande poder para manipulação do mercado internacional.

Os representantes dos dois países ainda vão se encontrar em outubro na Argélia e em novembro na Áustria, em Viena, sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), para discutir os detalhes da cooperação em foros multilaterais envolvendo outros grandes produtores. O anúncio do acordo entre russos e sauditas foi bem recebido pelos ministros da energia do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos (EAU), que demonstraram apoio a quaisquer esforços conjuntos que possam beneficiar a estabilidade do mercado internacional de petróleo.

Ainda é cedo para conjecturar os prováveis resultados da cooperação entre sauditas e russos, no entanto, é possível considerar que, para os grandes produtores de petróleo, o acordo inicial estabelecido em Hangzhou poderá contribuir para a formulação de respostas coordenadas a quedas bruscas do preço do barril de petróleo, como a de 2014, bem como para a estabilidade do mercado internacional.

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Imagem (Fonte):

https://wiki.factorio.com/index.php?title=Barrel

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ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

[:pt]Banco Mundial emite lote de títulos no mercado financeiro da China[:]

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No dia 31 de agosto deste ano (2016), ocorreu a emissão de um lote de títulos do Banco Mundial no mercado financeiro da China, no valor de US$ 700 milhões. Os títulos serão denominados em Direitos Especiais de Saque (identificados sob o acrônimo SDR), mas serão transacionados e remunerados na moeda chinesa, o Renminbi (moeda do povo) – também conhecida por Yuan. Este pacote de investimentos foi anunciado sob a insígnia de “Títulos Mulan”, tendo a validade de três anos, com rendimento anual de 0,49%.

Os SDR são a principal unidade de conta do Fundo Monetário Internacional (FMI), constituindo-se de uma cesta de moedas a serem utilizadas para lastrear os empréstimos da instituição. Cabe ressaltar que o Yuan passará a integrar a lista oficial de moedas de reserva do FMI, em 1o de outubro de 2016. A partir dessa data, a lista de moedas que compõem o fundo de SDR da instituição passará a ser composta, aproximadamente, pela seguinte proporção: dólar dos Estados Unidos (41,7%), Euro (30,9%), Yuan/Renminbi (10,9%), Yen japonês (8,3%) e libra esterlina (cerca de 8%).

As emissões de títulos do Banco Mundial na China foram aprovadas no valor de US$ 2,8 bilhões, mas deverão alcançar o montante de US$ 7 bilhões nos próximos anos. O Banco Mundial investe anualmente em torno de US$ 60 bilhões nos mercados mundiais, oferecendo uma diversidade de produtos financeiros em mais de 20 moedas diferentes. Estes investimentos têm o foco de aprofundar os mercados financeiros dos países recipientes. A última ocasião na qual o Banco Mundial emitiu títulos no mercado financeiro da China foi no ano de 1981.

No caso chinês, mais do que a necessidade de crédito ou o aprofundamento do sistema financeiro nacional, é possível pensar que a atitude seja emblemática de uma vontade política, denotando uma mudança de posição no sentido de uma maior liberalização do sistema financeiro e visando à maior internacionalização da moeda chinesa. A comercialização dos Títulos Mulan poderá auxiliar os investidores internacionais e a se ambientarem com investimentos realizados em Yuan.

O processo de internacionalização do Yuan continua avançando, à medida que um número crescente de países utiliza a moeda chinesa na composição das reservas de seus bancos centrais. Atualmente, 1,1% das reservas de moedas estrangeiras globais são denominadas em Yuan.

A emissão dos Títulos Mulan auxilia os objetivos do G20 financeiro de expandir a oferta de títulos ofertados em SDR, além de procurar reestruturar o mercado monetário a nível mundial. Portanto, a maior integração do mercado financeiro chinês fortalece a imagem de comprometimento do país com o bem público global.

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Imagem (Fonte):

https://pixabay.com/static/uploads/photo/2015/09/13/15/14/money-938269_960_720.jpg

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