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Emancipação financeira feminina pelo cultivo da apicultura na Tanzânia

As mulheres da tribo Maasai, no norte da Tanzânia, estão sendo engajadas pela iniciativa chamada “African Wildlife and People (AWP)”. Através de um pequeno subsídio e o treinamento provido pelo programa, elas podem iniciar seu investimento no ramo da apicultura. No entanto, diferentemente de outros financiamentos, o pagamento é mediante a conservação do meio ambiente.

Ao todo, são quase 1.200 mulheres envolvidas nas atividades e mais de 1.300 colmeias estão sendo colocadas. Há até um incentivo estatal, seja deliberado ou não, pelas leis de proteção da área. Desde anciãs a jovens são empenhadas e participam de tarefas diferentes. O investimento em futuras líderes também é presente pelo incentivo por bolsas de estudo, programas de verão ambientais, viagens para parques nacionais, entre outros.

Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia

A mudança climática, o crescimento das comunidades e seu desenvolvimento sem planejamento, expansão da agricultura e o conflito com a vida animal são desafios a serem solucionados. Assim, algumas atividades são realizadas para preservar a vida natural do país, como plantar árvores, disseminação e conscientização sobre a importância da preservação ambiental, e patrulhas para evitar desmatamento e caça ilegal. Os impactos são positivos para as mulheres e para o meio ambiente. As primeiras conseguem desenvolver seu negócio e ter uma renda através da venda do mel na cidade de Arusha e, por último, há a melhora consecutiva de 7 anos do aumento das populações de animais silvestres, bem como a preservação da região.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Abelha” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Bee#/media/File:Thomas_Bresson_-Hyménoptère_sur_une_fleur_de_pissenlit(by).jpg

Imagem 2Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_Tanzania#/media/File:Tanzania_-Massai_women(14518906813).jpg

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Capital do Equador quer se projetar como Smart City global

Em Quito, capital do Equador, realizou-se de 29 a 30 de outubro de 2019, o Congresso Internacional Smart City. Na ocasião, o Vice-Ministro de Turismo, Mariano Proaño, apresentou o Metroférico de Quito, o projeto de transporte público que promete incluir a capital equatoriana no rol mundial das Smart Cities.

Esta terceira edição do Congresso – a primeira foi em 2017 – promoveu o intercâmbio de conhecimento sobre cidades inteligentes (Smart Cities) e o fortalecimento das capacidades locais acerca do tema. Mais de dez temáticas foram abordadas no evento, dentre as quais: governabilidade, mobilidade urbana, cidades sustentáveis, tecnologias urbanas, empreendimento digital, energia e meio ambiente, planejamento urbano e territorial.

Logo do Congresso Smart City Ecuador

Dentre os projetos em andamento apresentados, encontravam-se o Porto de Águas Profundas de Posorja, que estará conectado ao Tren Playero, e o Metroférico de Quito. Segundo o Vice-Ministro, a Linha 1 do projeto terá 22 km de extensão e conectará o Aeroporto Mariscal Sucre com o norte da capital equatoriana, reduzindo o trajeto dos atuais 60 minutos para apenas 35 minutos. Os trens terão 15 estações de parada e estima-se que transportarão 400 mil pessoas/dia.

O Ministério do Turismo do Equador se diz empenhado em realizar ações como esta, em parceria com a iniciativa privada e governos regionais para atrair investimentos e melhorar a atratividade dos destinos turísticos do país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Congresso Internacional Smart City Equador” (Fonte): https://www.turismo.gob.ec/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-30-at-17.44.10.jpeg

Imagem 2 Logo do Congresso Smart City Ecuador” (Fonte): https://smartcityecuador.com/wp-content/uploads/2019/06/SMAR_web-logo-01.png

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Semana Russa de Energia traz prospectos positivos para o país

A Semana Russa de Energia (Russian Energy Week) aconteceu entre os dias 5 e 9 de Outubro de 2019, em Moscou, e contou com número recorde de participantes. De acordo com Caspian News, o evento reuniu mais de 10.000 representantes de 200 companhias e 80 países, e uma série de acordos foram firmados.

O fórum internacional foi organizado pelo Ministério da Energia da Federação Russa e a Fundação Roscongress, com apoio do Governo de Moscou. O carro-chefe entre os mais de 70 eventos apresentados foi o painel “Parcerias de Energia para o Crescimento Sustentável”, presidido pelo presidente Vladimir Putin. Em seu discurso, no dia de abertura do fórum, Putin destacou o importante papel da Rússia nas cadeias de distribuição de energia no mercado global e salientou a preocupação compartilhada dos participantes em “cooperar e construir confiança” e “aplicar todos os meios possíveis para equilibrar as necessidades do mercado”, com interesses coletivos, como a segurança energética e o meio ambiente.

Principais fornecedores de gás natural para a Europa entre 2010-2017

A Rússia é um dos maiores produtores globais de energia (em especial, gás natural), e a presença do presidente Putin enfatiza seu compromisso de investimento no setor energético como principal fonte de rendimento do país. Após a crise na Ucrânia em 2014 e os recorrentes impasses com Bruxelas, a Federação Russa bifurcou o foco energético para o mercado asiático. De acordo com o presidente do conselho da Gazprom, Viktor Zubcov, o mercado de gás da China poderá ser, logo, equiparável ao da Europa.  

Dois novos gasodutos – Nord Stream 2 e TurkStream – estão a ser lançados para o mercado europeu, com uma projeção de entrega de 86,5 bilhões de metros cúbicos adicionais anualmente. Ainda, recentes sanções de Washington contra a Venezuela e o Irão redirecionaram os clientes desses países ao petróleo russo, e as consequências da guerra comercial entre Estados Unidos e China contribuem para a aproximação de companhias de energia chinesas e a Rússia.

Putin na Reunião Plenária da Semana Russa de Energia

Todos estes fatores e a crescente demanda do mundo desenvolvido por energias renováveis reforçam o importante papel da Rússia nesse setor. Durante o evento, o presidente Putin disse que continuará a abordar o comércio de energia com a Europa de maneira profissional, contudo, enfatizou que o país levará seus negócios para outros mercados caso a Europa siga “mantendo a energia refém de diferenças políticas”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Reunião Plenária da Semana Russa de Energia” (Fonte): http://en.kremlin.ru/events/president/news/61704/photos/61160

Imagem 2 Principais fornecedores de gás natural para a Europa entre 20102017” (Fonte U.S. Energy Information Administration Europe natural gas supply composition / 20102017, Public Domain): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=73862747

Imagem 3 Putin na Reunião Plenária da Semana Russa de Energia” (Fonte): http://en.kremlin.ru/events/president/news/61704/photos/61158

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Colômbia: primeira linha de metrô de Bogotá será construída por consórcio chinês

Um consórcio de empresas liderado por corporações chinesas venceu a concorrência para a construção da primeira linha do metrô de Bogotá, capital da Colômbia. O anúncio foi feito pelo Gerente Geral da empresa Metro de Bogotá, Andrés Escobar, em 17 de outubro de 2019.

O certame foi vencido pelo grupo denominado Apca Transmimetro, composto pelas empresas chinesas China Harbour Engineering Company Limited (Chec) e Xi’Na Rail Transportation Group Limited, com participações de 85% e 15%, respectivamente. Atuarão ainda, como subcontratadas dos chineses, as empresas CRRC Changchun do Brasil Railway Equipamentos e Serviços e a filial espanhola da canadense Bombardier.

Há quem critique o consórcio vencedor, em razão de a CCCC, matriz da Chec, ter sido suspensa por 8 anos, em 2009, pelo Banco Mundial, por motivo de fraude cometida nas Filipinas. A CCCC alega que o ilícito foi de responsabilidade de uma outra empresa à qual estavam associados e que, uma vez que a sanção está finalizada há 2 anos, não há porque serem inabilitados. A Prefeitura de Bogotá, por sua vez, não vê riscos, já que o contrato condiciona os ganhos à execução das obras e ao bom funcionamento do metrô.

A execução do projeto perdurará de 2019 até 2045, compreendendo as fases de pré-construção, construção e mais 20 anos de operação. Estima-se que a construção demandará 6 anos, isto é, terá início em 2020 e conclusão em 2025. Quando pronta, a linha terá 24 quilômetros de extensão, com 16 estações, sendo 10 integradas com o Transmilênio (BRT de Bogotá) e 28 edifícios de acesso. A operação se iniciará com 23 trens de 2.000 passageiros cada e espera-se a movimentação de um milhão de pessoas por dia.

Maquete do Metrô de Bogotá

Existem também questionamentos se o metrô não deveria ser subterrâneo e, segundo especialistas consultados pelo periódico colombiano Semana, apesar de esta modalidade de rede ser mais adequada a Bogotá do que o elevado que será construído, o estágio avançado do projeto faz com que seja mais viável continuá-lo que interrompê-lo. Na ocasião do anúncio dos vencedores da licitação, Enrique Peñalosa, Prefeito de Bogotá, destacou ser aquele um dia histórico e que seria lembrado como um marco para a capital colombiana

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Licitação do Metrô de Bogotá” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/metrobogota/48915555698/in/album-72157711384636502/

Imagem 2 Maquete do Metrô de Bogotá” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/metrobogota/47839788682/in/album-72157708680868304/

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Oleoduto entre Angola e Zâmbia

As relações econômicas e comerciais entre Angola e Zâmbia passarão por um estreitamento de laços, com negociações e acordos de cooperação estabelecidos em matéria de energia, dentre eles o que levou à construção de um oleoduto entre os países vizinhos.

Os diálogos e negociações sobre este empreendimento iniciaram no ano de 2012, contudo, apenas em 2018 foi assinado o Memorando de Entendimento entre o Ministro dos Recursos Minerais e Petróleo de Angola, Diamantino Azevedo, e o Ministro da Energia da Zâmbia, Matthew NKuwa.

Denominada Angola-Zambia Oil Pipeline (AZOP), o projeto visa a interligação da refinaria de Lobito, em Angola, com a capital zambiana de Lusaca, inicialmente orçado em 5 bilhões de dólares (aproximadamente 20,7 bilhões de reais, na cotação de 15 de outubro de 2019). Este passo também vai ao encontro do estímulo à cooperação regional no âmbito da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. O processo de construção da AZOP é considerado pelo Embaixador zambiano em Angola, Lawrence Chalungumana, como uma alternativa na obtenção de energia para o país.

Depósito de óleo Tazama

Faz-se relevante observar o setor energético zambiano. De acordo com dados do Ministério de Energia da Zâmbia, os hidrocarbonetos são majoritariamente importados e correspondem a 9% da matriz energética nacional, que é abastecida principalmente por recursos hidroelétricos. Neste cenário, os principais fornecedores de petróleo e gás para a Zâmbia são: África do Sul, Moçambique e Tanzânia. No caso da Tanzânia, os Estados estão conectados por um o oleoduto de 1.710 km, o Tazama Pipeline, que transporta combustível de Dar-es-Salaam, na Tanzânia, para a cidade zambiana de Ndola.

Neste cenário, a necessidade de diversificação das fontes de energia está amplamente conectada à questão da dependência da energia hidroelétrica. Esse fato pode ser ilustrado com o período de seca durante os anos de 2014-2015, quando a distribuição de energia foi afetada. Como consequência, foram realizados investimentos em geradores movidos a combustíveis fósseis, como petróleo, carvão, diesel.

Mini-Estação hidroelétrica de Zengamina, na Zâmbia

Ademais, o crescimento econômico vivenciado entre os anos de 2011 e 2015 é considerado pela Agência de Desenvolvimento da Zâmbia como outro vetor da necessidade de ampliação da matriz energética. Nesse contexto, registrou-se o aumento na demanda por uma maior capacidade elétrica no país, principalmente em virtude das operações nas minas de cobre. O acréscimo anual estimado é entre 150 e 200 megawatts (MW), prevendo que até o ano de 2020 esta demanda exceda a capacidade de 2500 MW.

Por sua vez, Angola, como um dos maiores produtores de hidrocarbonetos do continente africano, anunciou em outubro de 2019 a expansão da sua produção refinada por meio da construção da Refinarias de Soyo e Cabinda, e a modernização da planta da Refinaria de Luanda. É esperado que os novos empreendimentos atinjam a capacidade de abastecimento interno e do mercado externo, fortalecendo as trocas comerciais com os principais compradores regionais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Divisão política da África. No Sudoeste, os vizinhos Angola e Zâmbia” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_da_%C3%81frica#/media/Ficheiro:African_continent-pt.svg

Imagem 2Depósito de óleo Tazama” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f5/Tazama_Oil_depot.JPG

Imagem 3MiniEstação hidroelétrica de Zengamina, na Zâmbia” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Zengamina#/media/File:Zengamina_Mini-hydro_Power_Station_via_DJI_P3P.jpg

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Peru sedia concurso mundial de azeite de oliva

O Peru foi a sede do concurso de azeites de oliva Sol d’Oro Hemisfério Sul, realizado de 22 a 27 de setembro de 2019, na cidade de Tacna. Na competição são premiados os três melhores azeites extra-virgens produzidos em países ao sul do Equador, nas categorias: delicado, mediano e fruta intensa.

O Concurso Sol d’Oro é realizado há 17 anos, na versão Hemisfério Norte, sempre em Verona, na Itália, e, agora, chega à sua sexta edição no Hemisfério Sul. A intenção é prestigiar os azeites produzidos na região, além de incentivar avanços na produção, qualidade e exportação. Segundo a Agência de Promoção do Peru (PromPerú), pela primeira vez o concurso teve a participação de Argentina, África do Sul, Austrália, Brasil, Chile, Peru e Uruguai. Os competidores são julgados com o mesmo rigor da edição italiana.

Além de receberem o Sol de Ouro, Sol de Prata e Sol de Bronze, os três finalistas em cada categoria participam de várias atividades de promoção internacional. Dentre elas se destaca a inclusão no guia “Estrelas de Sol d’Oro”, além de um Selo de Ouro, a ser aplicado nas garrafas vencedoras.

Concurso SOL D’ORO HEMISFERIO SUR 2019

Foi a primeira vez que o Brasil participou do certame que teve como vencedores: Chile (1 medalha de ouro e 2 de prata), África do Sul e Uruguai (1 de ouro e 1 de bronze, cada país), Peru (1 de prata) e Brasil (1 de bronze). O Peru é o 4º maior produtor e 4º maior exportador de azeite de oliva da América do Sul.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Óleo de oliva” (Fonte): https://www.solagrifood.com/hubfs/olio%20oliva-3.jpg

Imagem 2Concurso SOL DORO HEMISFERIO SUR 2019” (Fonte): https://www.solagrifood.com/hubfs/Sol%20Doro%20Sud%202019/WhatsApp%20Image%202019-09-23%20at%2009.30.59.jpeg