ÁFRICABLOCOS REGIONAISECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Integrando agendas: a economia azul como elemento de ligação na parte ocidental do Mar Mediterrâneo[:]

[:pt] No último dia 19 de abril, a Comissão Europeia lançou uma iniciativa para integrar suas agendas econômica, ambiental e securitária em torno do conceito de economia azul na região do Mediterrâneo ocidental. A intenção…

Read more
ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Mercados e Instituições financeiras respondem de forma majoritariamente favorável ao Referendo turco[:]

[:pt]

No último dia 16 de abril, ocorreu um Referendo na Turquia, onde a população pode escolher entre aprovar ou rejeitar uma mudança constitucional, composta de 18 Emendas, a qual foi proposta pelo partido que atualmente controla o Executivo, o AKP, Partido da Justiça e Desenvolvimento. Entre as mudanças sugeridas, centradas no aumento do poder do Executivo, estão a abolição da função de Primeiro Ministro; a substituição do sistema Parlamentar por um Presidencial; e o alinhamento temporal das eleições para a formação do Legislativo e o Executivo. O resultado foi uma vitória apertada para o “Sim”, com 51,41% dos 58,3 milhões de votos. Após as eleições de 2019, as Emendas serão incorporadas na Constituição turca.

Diversos foram os focos de contestação da consulta popular, advindos da oposição ao AKP e de países europeus. Problemas em seus procedimentos foram apontados pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, e diversas nações europeias, além de bloquearem manifestações a favor do Referendo em seus países, não reagiram formalmente ao seu resultado. Os líderes dos EUA, China e Rússia, por sua vez, parabenizaram Recep Tayyip Erdogan, fundador do AKP e atual Presidente da Turquia.

Investidores ao redor do mundo, todavia, viram o resultado da votação de maneira favorável, com a moeda turca, a Lira, subindo 0,5% em relação ao dólar e com as ações turcas tendo seus valores ligeiramente aumentados.  De acordo com John Defterios, jornalista do CNN Money, os investidores valorizaram a estabilidade política e a possibilidade de implementação das políticas econômicas propostas pelo AKP. Apesar do fraco crescimento de 2,9% do PIB em 2016, os investidores prezam a responsabilidade fiscal turca. O crescimento do PIB no último trimestre de 2016 de 3,5% também melhorou as perspectivas da economia turca.

As principais agências de avaliação de risco de crédito também sinalizaram que, caso se comprove a continuidade do governo do AKP e se mantenha a estabilidade no país, as notas atribuídas aos títulos soberanos turcos não serão modificadas. A Fitch Ratings analisou que o Referendo sinaliza uma mudança na política na Turquia que pode facilitar o renascimento de reformas econômicas positivas para a credibilidade de seus títulos. Não houve alteração na perspectiva de mudança de sua nota, ou em sua nota, BB+. Para a agência, ela é um reflexo da combinação de uma fraqueza estrutural, sinalizada na alta dependência de financiamento externo, com uma relação dívida/receitas mais baixa que a maioria dos países emergentes.

A Agência Moody’s, por sua vez, mudou a perspectiva de mudança de nota dos títulos turcos de estável para negativa. As razões principais para tal alteração foram, segundo a agência: a erosão da força institucional; as fracas perspectivas de crescimento; o aumento de pressões nas contas públicas e externas; e o risco de choque de crédito. A priorização de medidas de crescimento de curto prazo levada a cabo pelo governo do AKP também vai ao encontro da estabilidade macroeconômica do país. Entretanto, a agência não modificou a nota turca, enfatizou a força de sua economia e das políticas econômicas turcas e colocou que, caso o risco político de seu ambiente doméstico e regional diminua, a perspectiva de mudança de nota pode ser retificada para estável. Dessa forma, as instituições e mercados financeiros apontam que, caso o AKP consiga estabilizar politicamente o país e manter suas diretrizes econômicas, não irão se colocar opostos às mudanças políticas que estão ocorrendo no país.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Boletim de voto e envelope utilizados no Referendo” (Fonte Nub Cake):

https://en.wikipedia.org/wiki/Turkish_constitutional_referendum,_2017#/media/File:Turkish_constitutional_referendum_vote_and_envelope.jpg

Imagem 2Recep Tayyip Erdogan, em 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Recep_Tayyip_Erdo%C4%9Fan#/media/File:Recep_Tayyip_Erdogan_2017.jpg

Imagem 3Logo da Moodys” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Moody%27s#/media/File:Moodys_logo_blue.jpg

[:]

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Incubadoras e aceleradoras de negócios movimentam o cenário da inovação na China[:]

[:pt]

A visão da China como um país que fabrica produtos manufaturados de baixa qualidade e não possui inovação era um cenário comum na década de 1990 e no início dos anos 2000. No entanto, este panorama vem mudando rapidamente. A China possui planos estatais para o desenvolvimento de tecnologia com intenso índice de conteúdo nacional, além de utilizar a estratégia de obtenção de tecnologia advinda da aquisição de empresas estrangeiras e, atualmente, o país realiza rápidos avanços em setores de ponta.

Neste sentido, cabe abordar o caso das incubadoras e aceleradoras de negócios que atuam no país. As incubadoras de negócios são empresas que buscam auxiliar startups em suas fases iniciais, havendo foco no processo de inovação e na transformação de boas ideias em negócios viáveis e competitivos. Já as aceleradoras de negócios buscam aumentar a escala de uma empresa já existente, ajudando-a na sua expansão através da oferta de capital e conhecimento gerencial (know how). As aceleradoras costumam atuar com um tempo delimitado e em ações específicas, ao passo que as incubadoras possuem uma atuação menos estruturada, a depender da situação da empresa.

Exemplos de aceleradoras incluem a Microsoft Accelerator Beijing, sediada em Pequim, que auxilia grandes startups a aumentar a escala dos seus negócios, e a Innosprings, sediada em Shangai, que auxilia as empresas que buscam expandir seus negócios através de processos de internacionalização. Exemplos de incubadoras incluem a Sinovation Ventures, sediada em Pequim, que foca em empresas que busquem atuar em setores de ponta, como conexão de dispositivos – Internet of Things (IoT, na sigla em inglês) e ferramentas para desenvolvimento web. Outro exemplo de incubadora é a Startup Leadership, sediada em Shangai, que consiste na sede chinesa de uma empresa que é uma renomada incubadora global.

No que diz respeito à participação do Governo chinês no processo de inovação, aponta-se que o capital para financiamento de aceleradoras e incubadoras de negócios na China provém majoritariamente do Governo, que contribui com 28,4% do financiamento, sendo que 22,8% do capital é oriundo de empresas e investidores privados e 17,7% vem das universidades. As fontes apontam que os outros 33% são advindos de recursos de fontes mistas.

Os gastos do Governo com pesquisa e desenvolvimento da China passaram de 0,9% do PIB no ano 2000 para 2% do PIB no ano de 2015 e estão projetados para alcançar 2,5% até o ano de 2020. A crítica que se faz ao modelo de inovação do Governo chinês é que o foco dos seus planejamentos consiste em produção quantitativa de tecnologia (tendo metas para aumentar o número de depósitos de patentes, por exemplo), e menor preocupação com a qualidade do que é produzido. Analistas apontam que a China ainda realiza inovação que consiste na adaptação de produtos estrangeiros para o seu mercado doméstico, mas possui certas dificuldades em produzir tecnologia inteiramente inovadora ou que rompa com o estado da arte. Não obstante, este cenário parece estar mudando.

———————————————————————————————- 

Imagem 1 Imagem estilizada simbolizando a tecnologia” (Fonte):

https://cdn.pixabay.com/photo/2017/02/20/14/18/technology-2082642_960_720.jpg

Imagem 1 Imagem estilizada simbolizando a inovação” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/6/5004/5351622529_5d4c782817_z.jpg

Imagem 3 Gráfico demonstrando os passos do processo de inovação estratégica ” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/ea/Slide_2-Bandrowski-Strategic-Innovation-Process.jpg

[:]

BLOCOS REGIONAISECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

A Europa na era do Espaço 4.0

[:pt]

No último trimestre de 2016, a política espacial europeia registrou dois avanços substanciais. O primeiro foi no campo político, com o lançamento da Estratégia Espacial Europeia, e o segundo deu-se no âmbito técnico, com o aguardado início do ciclo operacional do Programa Galileo*.

Estas duas conquistas impulsionaram o Conselho Ministerial da Agência Espacial Europeia (AEE), na reunião realizada em dezembro, a encampar o conceito de Espaço 4.0i. Isto é, uma nova era na qual o espaço gradualmente deixa de ser um campo acessível somente a poucas nações, tornando-se uma arena com maior número de atores – inclusive não estatais.

As sociedades e os indivíduos, consequentemente, passarão a ter influência mais ativa nesta seara, ao mesmo tempo em que ampliarão no dia a dia o seu acesso a dados e serviços oriundos do setor espacial. O objetivo europeu é intensificar a sua cooperação espacial, guiado pelo mote “inovar, inspirar, informar e interagir” para disseminar em maior escala dados e serviços para toda a sociedade.

O foco no impacto sobre a vida cotidiana do cidadão fica evidente no tratamento dado à divulgação do início do ciclo operacional do Programa Galileo, por exemplo. A Comissão Europeia destacou que entre as principais contribuições deste programa estão: i. navegação com maior precisão para os cidadãos; e ii. melhor sincronização temporal das infraestruturas críticas (tornado serviços financeiros, bancários e de telecomunicações mais eficientes).

A mesma linha de argumentação, focando no impacto para o cidadão e no desenvolvimento econômico, também pode ser verificada no Programa Copernicus** – outro programa espacial emblemático europeu. O satélite Sentinel-2B, quinto a operar no âmbito desta iniciativa, foi lançado no último dia 7 de março e reduziu de dez para cinco o número de dias que o Copernicus precisa para cobrir todo o planeta.

Neste caso, os benefícios levantados pela Comissão Europeia vão desde a redução de custos das atividades de agricultura de precisão e o aumento da produtividade da piscicultura, até o apoio à definição de rotas comerciais marítimas mais eficientes (que gastam menos combustível e, por conseguinte, poluem menos).

Ao longo do discurso europeu, observa-se um esforço significativo para dar mais escala às tecnologias e aos serviços oriundos do seu programa espacial. Esta é uma forma de incrementar a base industrial europeia relacionada com o setor espacial e correlacioná-la com os setores mais dinâmicos da “nova economia”. Outro ponto que merece destaque é o potencial dual que o programa espacial apresenta, pois contempla, ainda que tacitamente, as atividades de segurança e defesa europeias, com o diferencial de que os recentes avanços europeus neste campo favorecem a sua independência tecnológica.

———————————————————————————————–                    

Notas e Fontes consultadas, para maiores esclarecimentos:

* Sistema global de navegação por satélite da Europa. Oferece uma série de serviços de posicionamento, navegação e cronometria de topo de gama aos utilizadores em todo o mundo. O Galileo é totalmente interoperável com o GPS, mas oferecerá um posicionamento mais preciso e fiável aos utilizadores finais. De momento, a constelação Galileo é constituída por 18 satélites já todos em órbita. Prevê-se que, quando estiver concluída em 2020, a constelação terá 30 satélites.

** Programa de observação da Terra. Trata-se de um conjunto de sistemas complexos que recolhem dados sobre a Terra por intermédio de satélites e sensores situados na superfície terrestre, no céu e no mar. Os dados do programa Copernicus têm muitas outras aplicações, entre as quais: planeamento urbano, proteção da natureza, agricultura e silvicultura, saúde, resposta a catástrofes, transportes e turismo.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Imagem representativa do conceito Espaço 4.0i da Agência Espacial Europeia

(Fonte):

http://www.esa.int/spaceinimages/Images/2016/10/Space_4.0i

Imagem 2 Imagem da Capa do documento European Space Policy: Historical perspective, specific aspects and key challenges” (Fonte):

http://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/IDAN/2017/595917/EPRS_IDA%282017%29595917_EN.pdf

Imagem 3 Imagem da cidade de Brindisi, Itália. Uma das primeiras imagens processadas pelo satélite Sentinel2B, lançado no dia 7 de março de 2017” (Fonte):

http://www.esa.int/spaceinimages/Images/2017/03/Brindisi_Italy

[:]

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]São Paulo será o cenário do próximo Fórum Econômico Mundial[:]

[:pt]

Durante o encerramento do Fórum Econômico Mundial, que ocorreu este ano (2017) em Buenos Aires, capital da Argentina, foi anunciado pelo Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira, que a próxima edição latino-americana do Fórum, em 2018, será sediada na cidade de São Paulo, depois de um jejum de 7 (sete) anos de ausência do evento em território brasileiro.

Dessa forma, o Brasil assumirá o protagonismo no cenário internacional, abrigando um dos principais eventos da esfera econômica de âmbito mundial. Observadores do mundo inteiro estarão no decorrer desses dias no país, tratando das questões mais urgentes que inquietam a comunidade internacional.

O próprio Ministro tratou pessoalmente da negociação com o fundador do Fórum, Klaus Shcwab, para que ele fosse realizado no Brasil. O evento é grandioso. Na edição realizada na Argentina, neste ano, mais de mil empresários de diversos setores produtivos, Ministros de Estado e funcionários do mais alto escalão das empresas privadas, do setor público e de organismos internacionais estiveram presentes, pensando nas mais diversas temáticas, as quais foram apresentadas no Fórum Econômico.

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também se mostrou muito entusiasmado com a realização do próximo Fórum no município de São Paulo que é considerado a cidade mais cosmopolita do Brasil, ideal para abrigar um evento desse porte.

Entretanto, diante de todos os esforços, o Ministro Marcos Pereira é o mais acalorado. “Fico muito orgulhoso que o WEF Latin America será sediado no próximo ano em São Paulo. O governo brasileiro está empenhado em receber todos os representantes dos governos da América Latina e também do setor produtivo e acadêmico em nossa cidade”, declarou no encerramento do evento deste ano.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Avenida Paulista à noite” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_Paulista

Imagem 2 Museu de Arte de São Paulo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Avenida_paulista_masp.jpg

[:]

AMÉRICA DO NORTEÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]O encontro entre Xi Jinping e Donald Trump gira em torno da Coreia do Norte e questões comerciais[:]

[:pt]

O presidente da República popular da China, Xi Jinping, realizou uma visita oficial aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente norte-americano Donald Trump, nos últimos dias 6 e 7 de abril deste ano (2017), em Palm Beach, na Flórida. A pauta do encontro ficou centrada em dois principais assuntos: a situação da Coréia do Norte e o comércio entre Estados Unidos e China.

Como principais resultados, aponta-se que Donald Trump pressionou para que a China se posicione de forma mais incisiva acerca do programa nuclear norte-coreano e no que tange a questão comercial, foi acordado que os países deverão estabelecer um plano de trabalho e de diálogos a serem executados nos próximos três meses, abordando os desequilíbrios comerciais entre China e Estados Unidos. Estima-se que o comércio com a China sustente 2,6 milhões de postos de trabalho nos Estados Unidos, enfatizando a importância desta questão para a relação entre estes países.

Embora tenha produzido poucos resultados do ponto de vista prático, o encontro foi uma oportunidade para que os mandatários pudessem estabelecer um vínculo cordial, aspecto que poderá vir a ser produtivo quando os países começarem a discutir questões mais espinhosas, como o conflito na Síria ou a situação de tensão no Mar do Sul da China.

No que diz respeito à governança econômica global, se o presidente Donald Trump cumprir sua promessa de campanha de manter os Estados Unidos focado em questões internas, a China terá uma janela de oportunidade para aumentar a projeção de sua zona de influência nos próximos anos. A capacidade de influência da China nas agendas globais deverá se centrar em dois principais temas: o combate às mudanças climáticas e o tema do desenvolvimento econômico.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Bandeiras dos Estados Unidos e da China” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/9/8212/8293232288_a08779efdc_b.jpg

Imagem 2 Déficit Comercial dos Estados Unidos” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c9/United_States_Balance_of_Trade_Deficit-pie_chart.svg/2000px-United_States_Balance_of_Trade_Deficit-pie_chart.svg.png

[:]

ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAECONOMIA INTERNACIONAL

[:pt]Internacionalização II: o desafio do Mercado Global[:]

[:pt]

O mundo globalizado permitiu com que as empresas atuem além de suas fronteiras, gerando diversas possibilidades, mas, também, desafios. As firmas que desejam operar no mercado mundial devem não somente desenvolver uma estratégia de ação internacional, como também se preparar para o mercado global, além de compreender os processos e dinâmicas que fazem parte da realidade internacional.

Nesse sentido, conhecer o fato da política internacional vai além da compreensão da atuação do principal ator político nas relações internacionais (os Estados), pois, para que a empresa possa desenvolver suas atividades, ela deverá conhecer os elementos internos do lugar em que atuará, a sua legislação, além dos acordos que existem e da dinâmica regional. Não é igual atuar em um país do Mercosul e em um país da Europa, e, mesmo dentro das diferentes regiões, existem subdivisões que devem ser conhecidas.

Por esse motivo, as empresas deixam de ser meros agentes econômicos e se transformam em atores do cenário internacional, já que sua atuação vai além da realização de suas atividades, pois, de certa forma, acabam se transformando em representantes de seu Estado de origem e, muitas vezes, são usadas com esse fim por outros atores.

Desse modo, pode-se dizer que uma empresa que passa pelo processo de internacionalização deve estar preparada não somente para enfrentar os desafios produtivos e referentes a sua atividade fim, mas, também, deverá estar preparada para atuar sob a pressão de novos fatores, sejam eles políticos ou econômicos.

Outro elemento que sem dúvidas também deve ser levado em consideração pela empresa é o componente sociocultural, não somente pela sua importância na realização das atividades da corporação empresarial e da conquista de seus objetivos, mas também pelo seu papel na própria organização da empresa, bem como pela sua participação na criação das novas dinâmicas que envolvem a mesma.

Dessa forma, podemos reiterar que o processo de internacionalização de uma empresa vai além de uma mera transação de compra ou venda no mercado mundial. Trata-se de um processo complexo que requer uma estratégia que leve em consideração todos os componentes que irão incidir sobre a empresa, seja em suas atividades, vistas sob um ponto de vista produtivo, seja na conquista de seus objetivos.

Conhecer e atuar em um país estrangeiro supõe descobrir uma nova realidade, onde as dinâmicas e processos sociais, políticos e econômicos podem ser muito diferentes do país natal da corporação empresarial, o que em nenhum momento vai limitá-la, pelo contrário, irá abrir as portas para o mundo.

Uma corporação que se prepara para atuar no mundo globalizado sabe que seus competidores estão além de suas fronteiras, que a tecnologia avança rapidamente mais a frente da inovação, que o mercado de consumo, embora cada vez mais globalizado, possui diversas particularidades em cada um dos países. Por esse motivo, no mercado internacional o grande diferencial empresarial não é o produto em si, mas o grau de conhecimento que se detém. Quanto melhor uma empresa é capaz de responder e de compreender os fatores globais, melhor será o resultado de sua estratégia e, consequentemente, seu resultado operacional.

No Brasil, foram poucas as empresas que passaram por esse processo, dentre elas, podemos citar a Embraer, a Marco Polo e a Petrobrás, e poucas foram as que desenvolveram uma estratégia internacional eficiente e de longo prazo. Porém, atualmente, esta realidade está mudando e, pouco a pouco, pequenas e médias empresas se preparam para dar seus primeiros passos no mercado internacional, visando a conquista de negócios pelo mundo

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Mapa das rotas aéreas comerciais de todo o mundo, em junho de 2009” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Globalização

Imagem 2 A Toyota é uma das maiores corporações multinacionais do mundo com sede no Japão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Multinational_corporation#/media/File:Toyota_Headquarter_Toyota_City.jpg

Imagem 3 Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras

[:]