ECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIO

[:pt]A Concentração de riquezas do Mar Morto[:]

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O Mar Morto está localizado em parte da fronteira entre Jordânia e Israel, majoritariamente na região da Cisjordânia (Palestina), e é abastecido pelo rio Jordão. Como não possui ligação com nenhum oceano ou braço marítimo, alguns geólogos o consideram como um grande lago. Com cerca de 79 quilômetros de comprimento, 18 de largura e profundidade média de 380 metros, o Mar Morto está situado no ponto de maior depressão do planeta terra, a aproximadamente 437 metros abaixo do nível do mar. Nele, o corpo humano pode facilmente flutuar e seu nome faz referência à grande concentração de sal em suas águas, o que impede a prosperidade de formas de vida complexas.

O Mar Morto é também conhecido por suas propriedades medicinais para tratamento de doenças respiratórias e de pele, além disso, acredita-se que em seu leito existam tesouros arqueológicos de civilizações antigas como as cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra. Atualmente, o Mar Morto tem perdido um considerável volume de água devido, em grande parte, à criação de desvios no curso do rio Jordão.

As águas do Mar Morto, ricas em minerais como potássio, cloreto de magnésio e brometo, também tem fornecido importantes recursos para a indústria química dos países que detém soberania sobre ele. Companhias especializadas no setor como a Arab Potash Company da Jordânia e a israelense Israel Chemicals retiram do local grande parte da matéria-prima necessária para sua indústria.

Durante o século XX, este grande lago passou a chamar a atenção de cientistas e estadistas devido a imensa concentração de diversos tipos de minerais nele existentes, capazes de providenciar um grande aparato de recursos para indústrias como a farmacêutica, a química e a agrícola. Em fevereiro de 1929, o britânico Sir Herbert Louis Samuel, então Alto Comissário da Palestina, teria afirmado que “A riqueza mineral do Mar Morto (…) é estimada em £800.000.000, o equivalente a $4.000.000.000, uma quantia que seria suficiente para pagar as despesas de todas as nações que participaram da Guerra Mundial”. Com base na declaração de Sir Herbert, atualmente, as riquezas do Mar Morto estariam em torno de $54,9 trilhões de dólares*, uma cifra equivalente a soma dos 13 maiores PIB do mundo, em 2014.

Ao considerar dois dos principais preceitos dos estudos da geopolítica – espaço e posição – talvez a localização e os recursos do Mar Morto possam explicar alguns dos motivos da parceria estratégica entre os Estados Unidos da América e Israel, bem como da exploração israelense de recursos palestinos na Cisjordânia.

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* Cálculo efetuado com base em:

http://www.dollartimes.com/inflation/inflation.php?amount=1&year=1929

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Dead_Sea_Halite_View_031712.jpg

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ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

[:pt]Banco Mundial emite lote de títulos no mercado financeiro da China[:]

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No dia 31 de agosto deste ano (2016), ocorreu a emissão de um lote de títulos do Banco Mundial no mercado financeiro da China, no valor de US$ 700 milhões. Os títulos serão denominados em Direitos Especiais de Saque (identificados sob o acrônimo SDR), mas serão transacionados e remunerados na moeda chinesa, o Renminbi (moeda do povo) – também conhecida por Yuan. Este pacote de investimentos foi anunciado sob a insígnia de “Títulos Mulan”, tendo a validade de três anos, com rendimento anual de 0,49%.

Os SDR são a principal unidade de conta do Fundo Monetário Internacional (FMI), constituindo-se de uma cesta de moedas a serem utilizadas para lastrear os empréstimos da instituição. Cabe ressaltar que o Yuan passará a integrar a lista oficial de moedas de reserva do FMI, em 1o de outubro de 2016. A partir dessa data, a lista de moedas que compõem o fundo de SDR da instituição passará a ser composta, aproximadamente, pela seguinte proporção: dólar dos Estados Unidos (41,7%), Euro (30,9%), Yuan/Renminbi (10,9%), Yen japonês (8,3%) e libra esterlina (cerca de 8%).

As emissões de títulos do Banco Mundial na China foram aprovadas no valor de US$ 2,8 bilhões, mas deverão alcançar o montante de US$ 7 bilhões nos próximos anos. O Banco Mundial investe anualmente em torno de US$ 60 bilhões nos mercados mundiais, oferecendo uma diversidade de produtos financeiros em mais de 20 moedas diferentes. Estes investimentos têm o foco de aprofundar os mercados financeiros dos países recipientes. A última ocasião na qual o Banco Mundial emitiu títulos no mercado financeiro da China foi no ano de 1981.

No caso chinês, mais do que a necessidade de crédito ou o aprofundamento do sistema financeiro nacional, é possível pensar que a atitude seja emblemática de uma vontade política, denotando uma mudança de posição no sentido de uma maior liberalização do sistema financeiro e visando à maior internacionalização da moeda chinesa. A comercialização dos Títulos Mulan poderá auxiliar os investidores internacionais e a se ambientarem com investimentos realizados em Yuan.

O processo de internacionalização do Yuan continua avançando, à medida que um número crescente de países utiliza a moeda chinesa na composição das reservas de seus bancos centrais. Atualmente, 1,1% das reservas de moedas estrangeiras globais são denominadas em Yuan.

A emissão dos Títulos Mulan auxilia os objetivos do G20 financeiro de expandir a oferta de títulos ofertados em SDR, além de procurar reestruturar o mercado monetário a nível mundial. Portanto, a maior integração do mercado financeiro chinês fortalece a imagem de comprometimento do país com o bem público global.

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Imagem (Fonte):

https://pixabay.com/static/uploads/photo/2015/09/13/15/14/money-938269_960_720.jpg

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ECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]China sedia a Cúpula do G20[:]

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Durante os dias de ontem e hoje, 4 e 5 de setembro de 2016, a China recebe a Reunião de Cúpula do G20, grupo dos vinte países mais ricos do mundo, um encontro que tem diversos temas importantes em discussão, como o meio ambiente e a economia mundial, e tem a peculiaridade da primeira visita do atual Presidente do Brasil, Michel Temer. O impeachment da Presidente afastada, Dilma Rousseff, ganhou as manchetes no mundo e esse assunto está sendo tratado nas reuniões do grupo e nos diálogos bilaterais.

Sediar o encontro do G20 é importante para os chineses. Segundo a diretora do Instituto de Economia Internacional da Academia de Estudos Internacionais de Shanghai, Zhang Haibing, esse é um momento para mostrar ao mundo a importância que o país ganhou no cenário internacional.

Beijing se preocupa bastante em como os demais países olham para si, por isso, manter uma boa imagem é muito importante para o Governo chinês e quando o país é elogiado por ações positivas o noticiário local dissemina intensamente a informação. Atualmente, os Estados Unidos elogiaram a cooperação existente entre chineses e norte-americanos, o que vem ganhando destaque nos principais canais midiáticos do país asiático, destacando-se que este é um dos Acordos de Cooperação China-EUA que não são abalados, mesmo quando há divergência de interesses entre os dois Estados.

O evento receberá a última visita de Barack Obama como Presidente dos EUA, ele que sempre saudou a ascensão pacífica do gigante asiático. Além disso, entrará para a história com a primeira viagem oficial do atual Presidente do Brasil, Michel Temer, que assumiu a Presidência após o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ao longo destes dois dias, Shanghai é o centro das atenções de empresários, governantes e outros interessados na economia e no desenvolvimento mundial. Muito se espera do encontro e, para os chineses, será mais uma oportunidade de apresentar seu grande potencial para o mundo.

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ImagemLíderes políticos do G20, durante a Cúpula anual do Grupo no ano de 2016” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Cumbre_del_G-20_de_Hangzhou

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AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]Mudança no clima afeta a produção de alimentos nos países latino-americanos e caribenhos[:]

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Durante a reunião da CELAC, realizada no início do mês (agosto de 2016), na cidade de Santiago de Los Caballeros, República Dominicana, foi apresentado um relatório contendo estudo que destacou como a mudança climática afetará o rendimento dos cultivos da agricultura, terá impacto nas economias locais e comprometerá a segurança alimentar no Nordeste do Brasil, em parte da região andina e na América Central.

Esta análise foi elaborada pela Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO), Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), além da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI).

Essas três agências, ao se reunirem para pesquisar o tema, chegaram a conclusão de que é mister o auxílio aos países da América Latina e do Caribe, no sentido de dar-lhes instrumentos para fomentar a gestão das mudanças climáticas no plano referente à segurança alimentar, nutrição e erradicação da fome da CELAC 2025.

Ocorre que países latino-americanos, notadamente o Brasil, são dependentes economicamente da agricultura, que é a atividade mais afetada por impactos no clima. Vale ressaltar que, como a região que compreende os países latino-americanos é muito extensa, alguns deles serão mais afetados que outros em relação à mudança climática, sobretudo no que tange aos setores agrícolas. Bolívia, Equador, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Paraguai serão os que mais sofrerão os impactos na área da agricultura. Entretanto, verifica-se que estes países já enfrentam desafios relevantes no tocante à segurança alimentar.

Alguns passos já foram dados em relação à adaptação desses países às alterações do clima, principalmente no setor agropecuário, mas vale observar que o caminho ainda é longo. Será necessário investir vultosos recursos no setor citado, pois apenas em termos de recursos financeiros, sem levar em conta as mudanças necessárias de política, será necessário algo em torno de 0,02% do PIB regional anuais, só para se ter uma ideia.

Entretanto, constata-se um paradoxo na região latino-americana e caribenha. Ela emite um nível bem abaixo da média, em comparação com outras regiões continentais, no que tange a emissão dos gases do efeito estufa, que é um dos principais fatores das transformações climáticas, mas é uma região bastante desprotegida em relação aos efeitos negativos desses mesmos gases.

A provável solução no intuito de minimizar esses efeitos é a premente transição para a prática de agricultura sustentável, tanto em relação ao meio ambiente como às conjunturas econômica e social, de acordo com o site Canal Sustentável.

Por fim, as três agências autoras do estudo apresentado apontam, por exemplo, que a erradicação da fome na América Latina e no Caribe ainda requer uma mudança de paradigma do modelo posto. Para isso, é urgente que padrões sustentáveis sejam lançados com o objetivo de proteger os recursos naturais, gerando desenvolvimento para que este possam adaptar-se as mudanças climáticas, abrandando seus efeitos.

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ImagemProjeção do aquecimento global até meados do século XXI” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global

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ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

[:pt]Panorama sobre os primeiros projetos do Banco Asiático de Infraestrutura e Investimentos (AIIB): Paquistão, Índia, Bangladesh, Tadjiquistão e Indonésia[:]

[:pt] No dia 25 de junho deste ano (2016), ocorreu a primeira reunião anual dos membros do Banco Asiático de Infraestrutura e Investimentos (AIIB, na sigla em inglês), em Pequim, na China, cidade sede da…

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ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

[:pt]Angola mantém a condição de principal produtor de petróleo na África[:]

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Dados divulgados pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) na semana passada revelam que a Angola mantém-se como líder na produção de petróleo no continente africano. É desde fevereiro deste ano que o país ocupa o topo do ranking, situando-se acima de outros tradicionais produtores de petróleo no continente, como a Nigéria e a Argélia.

Mais do que nada, a notícia vem a confirmar a estratégica posição que a commodity representa dentro da pauta exportadora angolana e de sua economia. No entanto, recentes pressões negativas sobre o preço internacional do petróleo refrearam a performance econômica angolana, afetando inclusive as estruturas fiscais de sua principal companhia, a Sonangol. Soma-se que, além da flutuação nos preços, a China, responsável pela compra de 51% dos produtos exportados por Angola em 2014, vem presenciando uma diminuição de seu crescimento econômico e, com isso, uma redução no volume importado.

A diminuição considerável no fluxo de dólares na economia angolana, dada a gradativa perda de valor das exportações de petróleo, constrange a importação de insumos básicos para o abastecimento da população. Além disso, se comparado a agosto do ano passado (2015), o Kwanza desvalorizou-se um pouco mais do que 30% frente ao dólar, o que implica em uma significativa pressão sobre o índice geral de preços da economia angolana.

Esta pressão inflacionária foi novamente reforçada na semana passada, à medida que os dados oficiais divulgados apontam que, em julho, a inflação acumulada de 12 meses chegou a 35,3%. É o maior valor nos últimos dez anos e seus impactos se fazem sentir na parcela mais pobre da população, uma vez que os rendimentos desta tendem a não ser corrigidos na mesma velocidade que a expansão inflacionária.

Ainda que na última reunião do Conselho de Política Monetária (CMP) do Banco Nacional de Angola – instituição similar ao Banco Central do Brasil –, no dia 8 de agosto, a taxa de juros de referência tenha sido mantida em 16% ao ano, o ano de 2016 foi marcado por três aumentos drásticos nos juros por parte do CMP, visando conter a pressão inflacionária. Em nota oficial, em julho, logo após a última elevação na taxa, o CMP afirmou que “a redução das receitas de exportação e a menor disponibilidade de divisas na economia, como resultado da baixa do preço do petróleo no mercado internacional, tem afetado severamente e de forma negativa a oferta de bens e serviços no mercado interno e, consequentemente, fazendo aumentar de forma acentuada o nível geral dos preços”.

Dessa maneira, no curto e médio prazos, o controle inflacionário se destacará como principal variável a ser observada e lidada pelos formuladores de política econômica de Angola, tendo em vista que o seu descontrole acarretará significativos impactos negativos sobre a economia do país, em especial na parcela mais pobre. Porém, no longo prazo, faz-se necessário aos formuladores de políticas públicas trabalharem na diversificação da economia nacional, a fim de reduzir a dependência excessiva do país da exploração e exportação de petróleo.

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Imagem (Fonte):

http://www.fool.com/investing/general/2014/04/21/will-these-new-projects-pay-off-for-total-sa.aspx

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[:pt]A China sediará pela primeira vez a reunião de Chefes de Estado do G20[:]

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No mês de setembro deste ano (2016), a China sediará, pela primeira vez, a reunião de Chefes de Estado dos países membros do G20. Este evento representa uma oportunidade para que possa ela capitalizar o encontro, em uma tentativa de reforçar sua liderança no campo do desenvolvimento internacional.

A China sediou outras reuniões do G20 ainda neste ano, com destaque para a reunião de Ministros das Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais dos países membros, que ocorreu na cidade de Chengdu, nos dias 23 e 24 de julho. Entre os assuntos discutidos na pauta podem ser citados: os desafios para o crescimento global, incluindo aspectos ligados a investimentos em infraestrutura; a arquitetura financeira internacional; as reformas no setor de serviços; a criação de impostos internacionais e o financiamento para projetos sustentáveis.

A declaração oficial do Evento afirma que a turbulência global e as incertezas decorrentes da crise econômica de 2008 prejudicam as condições para o desenvolvimento sustentável a nível global. Mais do que isto, afirma-se que o padrão de baixo crescimento dos últimos anos e o acirramento da desigualdade são as causas chaves de diversos problemas sociais visíveis no cenário internacional. Mencionam-se as instabilidades advindas de tensões geopolíticas, fluxos migratórios e, de forma um pouco mais substancial, é abordada a questão da ameaça representada pelo terrorismo. A recomendação exposta, no entanto, propõe mais do mesmo: que serão utilizadas todas as ferramentas macroeconômicas possíveis para promover o crescimento inclusivo e sustentável e que deve ser mantido o firme apoio à globalização e à liberalização comercial e financeira.

A reunião dos Ministros das Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais tem um caráter mais técnico na composição de seus membros e nos assuntos discutidos. A reunião dos Chefes de Estado do G20 deverá apresentar maiores repercussões de cunho político. Espera-se que o encontro apresente um caráter propositivo diferente do modelo tradicional de liberalização. Em uma conjuntura de grandes desafios à globalização, a liderança chinesa para o desenvolvimento dependerá da capacidade do país de promover um modelo de desenvolvimento diferente do receituário ortodoxo. É importante que sejam abordadas questões que são importantes deficiências para os países em desenvolvimento, tais como: a necessidade de infraestrutura e financiamento; a transferência de conhecimento e tecnologia; além da capacitação de mão de obra.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/G20-2016-China.jpg

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[:pt]China capacita representantes nos países de língua portuguesa acerca de novas tecnologias de informação[:]

[:pt] Enquanto o mundo todo se volta para os Jogos Olímpicos no Brasil, o maior país de Língua Portuguesa, neste mesmo período, o Governo da China implementa seu plano estratégico de informatização, digitalização da economia,…

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