AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Peru firma acordo de promoção turística com a Malásia

O Ministério de Relações Exteriores do Peru informou que foi assinado, em abril de 2019, um Memorando de Entendimento (MoU, de Memorandum of Understanding, em inglês) com a Malásia, para promoção turística de ambos os destinos. O acordo faz parte de um conjunto de ações e campanhas que estão sendo empreendidas pelo Governo de Lima para aumentar o ingresso de turistas no país andino.

Para este ano de 2019, o Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) estima que o país receberá cerca de 4,7 milhões de turistas estrangeiros, ou seja, 9% a mais que no ano de 2018.  A meta do Mincetur é chegar a 5,6 milhões de visitantes internacionais em 2021, o que representaria um ingresso de 6 bilhões de dólares (cerca de 23,63 bilhões de reais ao câmbio de 7 de maio de 2019).

Os mais de 1,102 milhão de visitantes recebidos no primeiro trimestre de 2019 reforçam este otimismo, pois, segundo o ministro Edgar Vásquez, houve um incremento de 2,1% sobre igual período de 2018. Setenta por cento dos turistas são oriundos de doze países: Alemanha, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Equador, EUA, França e Holanda. Na estatística por bloco, os parceiros do Peru na Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia e México) apresentaram aumento de 4% e somaram pouco mais de 39% dos desembarques.

No período de 17 a 20 de maio de 2019, quando ocorrerá o Peru Travel Mart, maior evento de turismo  do país, cerca de 70 empresários turísticos do Canadá, Chile, Colômbia, EUA, França e México visitarão destinos tradicionais e novos de nove regiões. De acordo com estudos da Comissão de Promoção do Peru para Exportação e Turismo (Promperú) o turismo cultural é o objetivo de 90% dos viajantes que chegam e as regiões mais visitadas são: 1) Lima (onde fica a capital) com 100%; 2) Cuzco (onde ficam Cuzco e Machu Picchu) com 85% e; 3) Puno (onde ficam Puno e o Lago Titicaca) com 31%.

Imagem da campanha Peru, o país mais rico do mundo

Análises de marca país, tais como a Nation Brands 2018, da empresa de consultoria Brand Finance, mostram o Peru como 6º colocado dentre os latino-americanos, já o Country Brand Report 2017-2018 coloca os peruanos em 5º lugar. No quesito segurança e ausência de conflitos, analisado pelo Global Peace Index 2018, a 74ª posição no ranking mundial de 163 nações, é muito melhor que a da Colômbia (145ª), que  inclusive já foi objeto de Nota Analítica no Ceiri News.

A Organização Mundial de Turismo da ONU (UNWTO, em inglês) divulgou em janeiro de 2019 que a chegada de turistas internacionais no mundo aumentou 6% em 2018, alcançando 1,4 bilhão, dois anos antes do previsto, que era 2020. As médias por região foram: Américas (3%); África (7%); Ásia-Pacífico (6%); Europa (6%) e Oriente Médio (10%). O Anexo Estatístico da publicação Barômetro do Turismo Mundial da UNWTO mostra, com base em 2017, que a Malásia recebeu 6 vezes mais visitantes e mais receita que o Peru.

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, em inglês) informa em relatório por país que pode ser solicitado no site que os impactos, tanto direto, quanto indireto e total, do segmento de turismo no PIB do Peru são maiores que dos setores automotivo, químico e bancário. Quanto à geração de empregos, o turismo só perde para a construção, o varejo e o agronegócio. O WTCC estima que na próxima década o setor de turismo peruano crescerá a uma taxa anual de 5,5%, mais que os 3,8% de média da economia nacional como um todo e somente superada pelos 5,7% do setor financeiro.

Conforme se pode observar, os peruanos estão apostando no futuro promissor deste mercado. Além disso, ao assinar o MoU com a Malaysian Association of Tour and Travel Agents (MATTA), que representa mais de 3.400 agentes de viagens malaios, o Peru pode se beneficiar de duas formas: fazendo benchmarking com um destino turístico que está entre os Top 15 em número de turistas estrangeiros recebidos e Top 20 em volume de receita em dólares; e atrair turistas de um país que está entre os 30 que mais gastam com viagens e turismo.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Representantes do Peru e da Malásia na assinatura do MoU” (Fonte): https://cdn.www.gob.pe/uploads/document/file/308606/standard_matta_canatur_mou2.jpg

Imagem 2 Imagem da campanha Peru, o país mais rico do mundo” (Fonte): https://scontent.fssa17-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/35240226_1751408928285161_4582436990493917184_n.jpg?_nc_cat=102&_nc_ht=scontent.fssa17-1.fna&oh=45461dc3b20d9e2e1239f4b4572d9e2c&oe=5D368329

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Indonésia prevê investimentos multibilionários da China

Segundo o Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong, o país considerou a abertura da China para seus pedidos de melhoria da “Iniciativa do Cinturão e Rota” (ICR) “altamente encorajadora”e afirmou que Jacarta prevê investimentos chineses da ordem de bilhões de dólares em quatro regiões selecionadas como motores do crescimento do arquipélago: Sumatra do Norte, Kalimantan do Norte, Sulawesi do Norte e Bali. O objetivo do governo indonésio é canalizar os investimentos chineses para essas regiões a fim de tornar o país um centro importante do comércio marítimo internacional, informa o jornal South China Morning Post.

Lembong, que preside o Conselho de Coordenação de Investimentos da Indonésia (CCII), sugeriu que Pequim envolva profissionais que possam estruturar acordos justos e financeiramente viáveis para o seu plano de aumentar o comércio e a conectividade globais. Para tanto, o CCII assinou um acordo, na semana passada, com o Banco chinês de investimentos Corporação de Capital Internacional da China (CCIC) para que analise os investimentos da ICR na Indonésia. O Ministro afirmou: “Eu acredito que entre os próximos 5 e 10 anos, a ICR vai estimular o investimento adicional de vários bilhões de dólares. O que ambos os lados estão tentando garantir agora é a qualidade do investimento, não apenas a quantidade”.

Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong

Atualmente, o único projeto da ICR na Indonésia é uma linha de trem de alta velocidade de 142 quilômetros, avaliada 6 bilhões de dólares (em torno de 23,63 bilhões de reais, conforme a cotação de 4 maio de 2019), que conecta a capital, Jacarta, à cidade de Bandung. O comércio bilateral cresceu nos últimos anos, atingindo a marca de 72,66 bilhões de dólares (próximos de 286,1 bilhões de reais, de acordo com a mesma cotação), em 2018, enquanto os investimentos da China para a Indonésia foram de 2,38 bilhões de dólares (aproximadamente 9,37 bilhões de reais na mesma cotação), no mesmo ano.

Espera-se que esses números aumentem nos próximos anos, pois em torno de 100 empresários indonésios participaram do Segundo Fórum do Cinturão e Rota para a Cooperação Internacional, que ocorreu em Pequim entre os dias 26 e 29 de abril. Entre eles, estava Mochtar Riady, um dos homens mais ricos da Indonésia e fundador do Grupo Lippo, um conglomerado que abrange os setores de mídia, imóveis, tecnologia e finanças. Além disso, houve a assinatura de mais de 20 acordos entre entidades de ambos os países. Esses acordos tratam de diversas atividades econômicas: desde a construção de usinas de geração de energia até a construção de áreas industriais estimadas em 14,2 bilhões de dólares (ou, próximos de 55,91 bilhões de reais, ainda conforme a cotação de 4 de maio de 2019). Tais investimentos serão de grande importância no aumento da conectividade entre Pequim e Jacarta e para o desenvolvimento da região do Sudeste Asiático como um todo.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, encontra o Presidente da China, Xi Jinping (março de 2015)” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Jokowi_Xi_Jinping_2015.jpg

Imagem 2 Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Thomas_Trikasih_Lembong.jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Xiaomi: melhor marca em crescimento na Rússia em 2019

Pela primeira vez realizada em solo russo, a premiação Best Brands (do inglês, Melhores Marcas) categorizou a Xiaomi como a melhor marca em crescimento de 2019, no evento “Russian Consumer Electronics”. O prêmio faz parte de um projeto anual organizado pela Interbrand, consultoria global controlada pela Omnicon Group Inc., e que, todos os anos, categoriza as melhores marcas do mundo, tendo como referencial suas estratégias, valorização, design corporativo e gestão.

A gigante da tecnologia chinesa Xiaomi começou sua história nos arredores de Pequim em abril de 2010, quando foi fundada por 8 sócios provindos de outras empresas de renome em território chinês, tais como Kingsoft e filiais da Google e Motorola, comprovando, assim, uma grande experiência de mercado. O nome de batismo da empresa, que literalmente significa “pequeno arroz”, tem um simbolismo profundo devido à história do país, onde, durante a segunda guerra sino-japonesa, de 1937 a 1945, o líder Mao tse Tung dizia que a China combatia usando “xiaomi e rifles”. Além disso, no budismo existe o ditado de que um único grão de arroz é capaz de ser tão incrível quanto uma montanha.

Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação

Desde sua fundação, a empresa vem batendo recordes de vendas de seus aparelhos celulares. Em 2015, conseguiu a impressionante marca de 2 milhões, 112 mil e 10 dispositivos vendidos em um só dia numa plataforma de vendas online. No mesmo ano, a empresa atingiu um valor de mercado em torno de 45 bilhões de dólares (cerca de R$ 182,88 bilhões ao câmbio atual) e com mais de 160 milhões de usuários em sua base de dados.

Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS

Atualmente, a empresa expandiu sua presença global com novas lojas localizadas em várias cidades de diferentes continentes. Além da Índia, também em países europeus como a Rússia, França, Alemanha e Espanha, e vêm aumentando sua participação mundial não só no segmento de celulares, mas, também, no ramo de Internet das Coisas e de saúde, lançando vários itens de fabricação própria, tais como monitor de pressão sanguínea, purificador de ar, aspirador, roteador, drones, televisores, action cam, scooter elétrico e até panela de esquentar arroz. Seu principal produto vendido é o aparelho celular MI 9 SE, que pode ser comprado no Brasil através de plataformas online, pelo valor de R$ 2.200,00.

Segundo dados divulgados, outro ponto que chamou a atenção nessa premiação foi a presença da Huawei* no segundo lugar, indicando que as empresas chinesas conseguiram cativar o consumidor russo, sendo a Xiaomi a mais lembrada pelo público. A popularidade da companhia fica ainda mais evidente quando são considerados os números divulgados pelo AliExpress** no fim do ano passado (2018). De acordo com o levantamento, dos cinco smartphones mais vendidos na Rússia, três eram da Xiaomi.

———————————————————————————————–

Notas:

* A Huawei é uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada na cidade de Shenzhen, localizada na província de Guangdong, China. Fundada em 1987, a Huawei cresceu de um pequeno negócio de US$ 5.680 (R$ 23,08 mil, no câmbio atual) para uma empresa global, com um volume de vendas de mais de US$ 70 bilhões (R$ 284,48 bilhões ao câmbio atual), com presença de negócios em mais de 170 países e regiões. Suas atividades principais são pesquisa e desenvolvimento, produção e marketing de equipamentos de telecomunicações, e o fornecimento de serviços personalizados de rede a operadoras de telecomunicações.

** AliExpress é um serviço de varejo on-line fundado em 2010, pertencente ao Alibaba Group, com sede em Hangzhou, China.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Premiação Best Brands Rússia 2019” (Fonte): https://www.facebook.com/xiaomiglobal/photos/fpp.250677251634542/2218492418186339/?type=3&theater

Imagem 2 Yu Man, chefe da Xiaomi Rússia, recebendo premiação” (Fonte): http://www.gazprom-media.com/ru/news/show?id=1738

Imagem 3 Comparativo entre smartphones Xiaomi Mi 9 e Apple iPhone XS” (Fonte): https://www.mi.com/global/mi-9-se/

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIO

Evo Morales vai a Dubai em busca de investimento estrangeiro direto

O Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, esteve em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), onde participou da abertura da IX Reunião Anual de Investidores no dia 8 de abril. Uma semana depois de ter recebido a visita do Presidente da Índia, com quem firmou acordos de cooperação, Morales foi aos EAU em busca de atrair investidores, confiante no argumento de que a estabilidade política, econômica e social faz do seu país  uma boa opção  para investimentos.

A Reunião, denominada em inglês de Annual Investment Meeting, foi promovida pelo Ministério da Economia dos Emirados e reuniu, de 8 a 10 de abril de 2019, cerca de 20 mil pessoas de mais de 140 países. Os Emirados Árabes Unidos (EAU ou UAE, em inglês) é uma confederação de sete Monarquias soberanas (Emirados) situada no Golfo Pérsico, tendo Abu Dhabi como capital e Dubai como a cidade mais populosa. É Estado membro da OPEP e uma das maiores economias do mundo, com invejáveis posições nos rankings de IDH, PIB bruto e PIB per capita.

A abertura do evento no dia 8 de abril de 2019 contou com discursos do Ministro de Desenvolvimento de Infraestrutura dos EAU, Abdullah Al Nuaimi; do Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, e do Presidente da Bolívia. O mandatário boliviano apresentou os eixos da Agenda do Bicentenário referentes à agropecuária, combustíveis fósseis, energia e mineração. A Agenda, lançada 24 de março de 2019, consiste  em um plano de desenvolvimento econômico e social inclusivo com 13 pilares e que deve avançar até 2025, ano em que se celebram os 200 anos de independência da Bolívia.

Evo Morales se reúne com o Ministro de Desenvolvimento da Infraestrutura dos EAU

No seu discurso, Evo afirmou que a Bolívia quintuplicou o PIB em pouco mais de 10 anos, liderando o crescimento na América do Sul, com média de 4,9%, além de ter reduzido a pobreza extrema de 38,2% para 15,2%. Com efeito, estudos sobre situação econômica e democracia na América Latina, divulgados pela ONG chilena Corporación Latinobarómetro, por meio do Informe Latinobarómetro 2018, indicam que os bolivianos são o povo que mais percebe o progresso (págs. 4-5), reconhecem a boa situação econômica (págs. 7-9;13), embora não estejam satisfeitos com a vida que levam (pág. 68).

Sobre a atividade empreendedora, ele informou que a criação de empresas aumentou em 388% e fez questão de destacar que a posição central do país no continente é estratégica e será valorizada pelo projeto de trem bioceânico em curso. O Presidente da Bolívia não esteve presente nos demais dias da AIM porque no dia 9 de abril já se encontrava em Ankara, Turquia, onde foi recebido pelo presidente Erdogan para uma agenda de ampliação de cooperação e intercâmbio comercial.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) publica relatórios anuais de análise de investimento estrangeiro direto (IED) no bloco regional. De acordo com a edição 2018 (página 47), do Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e Caribe (Foreign Direct Investment in Latin America and the Caribbean), a Bolívia foi dos destinos que menos receberam IED em porcentagem sobre o PIB na região, cuja média foi de 3,1% em 2017.  Entretanto, segundo o mesmo Relatório (páginas 30 e 46), foi o segundo país que teve maior incremento percentual de IED (116%), de 2016 para 2017, perdendo apenas para Argentina (253%).

Evo Morales, em vias de enfrentar eleições, pelo quarto mandato, em outubro deste ano (2019), parece estar em busca de parcerias internacionais que reforcem o apoio ao seu governo e aumentem os ingressos de IED, conforme sua postagem no Twitter, após os três encontros com Índia, EAU e Turquia.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Presidente da Bolívia no discurso de abertura da AIM” (Fonte): http://www.presidencia.gob.bo/images/noticias/dubai_1.jpg

Imagem 2 Evo Morales se reúne com o Ministro de Desenvolvimento da Infraestrutura dos EAU” (Fonte): http://assets.wam.ae/uploads/2019/04/147665158501424857.jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Relatório governamental aponta fraqueza na economia japonesa

Um relatório econômico realizado pelo governo japonês rebaixou a avaliação da economia nipônica neste mês de março (2019). Divulgado na quinta-feira passada, 21 de março, o Documento prevê que a estagnação perdure por mais um período no futuro. Essa é a primeira vez em três anos que um relatório econômico demonstra preocupação com a fraqueza da economia.

O relatório do mês de fevereiro, ainda que mostrasse números não favoráveis, destacava que a economia estava em um crescimento gradual, no entanto, não enfatizou, como o do mês de março, que tal conjuntura persistisse.

O Documento menciona a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que influenciou a queda de exportações e da demanda de celular e peças de chips japonesas para o mercado chinês. Como consequência, as exportações caíram por três meses consecutivos, e a produção industrial em janeiro teve uma forte redução.

Esta conjuntura força o governo a repensar o novo imposto sobre consumo, atualmente de 8%, programado para entrar em vigor em outubro de 2019. A nova taxa de 10% sobre o consumo visava impulsionar a arrecadação, porém, agora há hesitação de que o emprego da taxa cause um desestímulo maior. O Banco do Japão (BOJ) já se encontra pressionado para buscar soluções para estimular a economia, além de possivelmente diminuir as previsões da inflação.

Logo do Banco do Japão

No mês de fevereiro (2019), o índice de preços ao consumidor, abrangendo produtos de petróleo, mas excluindo custos de alimentos frescos, aumentou 0,7% em comparação ao ano de 2018, abaixo do 0,8% esperado. Analistas vinculam esse resultado à queda de 1,3% do preço da gasolina, a qual o BOJ tem, igualmente, o desafio de segurar e aumentar o valor do combustível, que, no mês passado, caiu pela primeira vez em dois anos. Os custos de mão de obra e transporte, contudo, mantêm os preços de alimentos subindo.

Os consumidores estão reagindo com cautela às reduções de preços, poupando para que tenham ainda mais vantagens com a queda deles. Entretanto, o esfriamento do consumo está prejudicando o crescimento da economia, que já passou por um período de deflação nos anos 1980, quando a resposta foi o aumento na impressão de moeda. Empresas expressaram reduções de seus lucros, já que o valor não será suficiente para cobrir os futuros custos. O BOJ reforçou que focará na baixa de preços, porém, reafirma que a economia japonesa está gradualmente crescendo e, o consumo, se recuperando.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ienes” (Fonte): https://es.wikipedia.org/wiki/Yen#/media/File:JPY_Banknotes.png

Imagem 2 Logo do Banco do Japão” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/File:Bank_of_Japan_logo.svg

América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agricultores mexicanos pedem tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos

Líderes do setor agrícola do México estão pedindo “tarifas equivalentes” sobre as importações agrícolas norte-americanas em produtos politicamente sensíveis, como milho amarelo e frango, em retaliação às tarifas aplicadas por Trump sobre produtos mexicanos.

O governo do presidente Andrés Manuel Lopez Obrador está atualmente trabalhando em uma lista atualizada de produtos importados de seu vizinho do Norte, para possivelmente aplicar uma segunda rodada de tarifas em resposta às medidas dos EUA impostas ao aço e ao alumínio mexicanos.

Colheita de milho

Em junho de 2018, o México impôs tarifas entre 15% e 25% sobre produtos siderúrgicos e outros produtos norte-americanos, em retaliação às tarifas aplicadas às importações de metais mexicanas que Trump impôs, citando preocupações com a segurança nacional.

A vice-Ministra do Comércio Exterior do México, Luz Maria de la Mora, está revendo a lista de produtos dos EUA para os quais o ex-presidente Enrique Peña Nieto aplicou represálias. Ela disse que uma nova listagem será definida até o final de abril, caso os Estados Unidos mantenham as tarifas sobre o aço e o alumínio.

Criação de frango

Sim, existe o lobby, e sim concordamos que uma política equivalente se aplica”, disse Bosco De la Vega, chefe do Conselho Nacional de Fazendas do México, quando perguntado se os agricultores mexicanos estão pressionando para incluir grãos, frango e carne bovina na nova lista.

O governo mexicano sabe que o setor agrícola dos EUA é o que prejudica mais o governo dos Estados Unidos”, disse De la Vega, observando que os agricultores americanos constituem a “base radical do presidente Donald[Trump]”. Segundo ele, os produtores de grãos mexicanos têm sido “os grandes perdedores” durante décadas de liberalização do comércio agrícola com os Estados Unidos.

López Obrador, que assumiu o cargo em dezembro (2018), prometeu tornar o México autossuficiente em importantes produtos agrícolas nos quais as importações dos EUA cresceram dramaticamente nas últimas duas décadas, incluindo o milho amarelo, usado principalmente pelo setor pecuário do México. Os comentários de De la Vega, em grande parte, são semelhantes aos dos altos funcionários agrícolas de Lopez Obrador.

Nos últimos 25 anos, o governo permitiu que milho, trigo, sorgo, soja, leite e outros produtos fossem importados abaixo dos custos de produção”, disse Victor Suarez, vice-Ministro da Agricultura.

Suarez acrescentou que a política de longa data dos governos mexicanos anteriores de permitir produtos agrícolas altamente subsidiados pelos EUA não rendeu preços mais baixos para os consumidores e deve ser substituída por uma política mais protecionista.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Mercado Municipal de San Juan de Dios em Guadalajara, México” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Trade

Imagem 2Colheita de milho” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Maize_(color)

Imagem 3Criação de frango” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Poultry_farming