ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

O IV Fórum Econômico Oriental na Rússia

O IV Fórum Econômico Oriental ocorreu nesta semana, entre os dias 11 e 13 de setembro (2018), na cidade russa de Vladivostok. O evento criado em 2015 para promover o desenvolvimento do Leste da Rússia tem adquirido maior importância a cada edição. O tema deste ano é: “O Extremo Oriente: expandindo os limites das oportunidades”.

A programação inclui temáticas de apoio a investidores, prioridades para a indústria local, projetos internacionais de cooperação, melhora das condições de vida, e a realização de 7 painéis de diálogo da Rússia com a China, Índia, Japão, Coreia, Oriente Médio, Europa, e com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). 

Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin

Durante o Fórum, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, sinalizou a criação de um programa nacional para desenvolver o Extremo Oriente do país. O documento visa unificar estratégias de infraestrutura local com os projetos realizados pelas Oblasts (que corresponde aos Estados no Brasil) e nacionais, incentivando a atração de empresas russas e estrangeiras.

Proposta inovadora é transformar a cidade de Vladivostok em um centro de desenvolvimento digital e, desta forma, promover os setores de software, tecnologia da informação e segurança cibernética. O objetivo é captar entusiastas com o desejo de desenvolver novas ideias em startups e nas áreas de robótica, biotecnologia, medicina e ecologia, mediante regime jurídico especial.

O jornal Rossiyskaya Gazeta trouxe a fala do Presidente Putin sobre a relevância do Extremo Oriente para o Estado russo: “Nossos esforços visam criar um poderoso centro de cooperação internacional e integração, negócios e atividades de investimento, educação, ciência e cultura aqui na região da Ásia-Pacífico, que cresce dinamicamente”.

Os analistas observam com expectativa o crescimento do Extremo Oriente russo, pois ele poderá se tornar um polo econômico de referência na região da Ásia-Pacífico. Todavia, é um desafio de caráter regional construir um projeto de desenvolvimento deste porte, o qual exige respostas e cooperação não só da Rússia, mas, também, dos Estados vizinhos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Universidade Federal do Extremo Oriente local de realização do Fórum Econômico Oriental” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/79/Far_Eastern_Federal_University_%2822089157145%29.jpg/1280px-Far_Eastern_Federal_University_%2822089157145%29.jpg

Imagem 2 Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d5/President_Vladimir_Putin.jpg/384px-President_Vladimir_Putin.jpg

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Presidente mexicano planeja abrir licitações para extração de petróleo

O Presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, disse na quinta-feira (dia 6 de setembro) que seu governo lançará propostas para a perfuração de poços de petróleo no início de dezembro (2018), como parte de um plano para aumentar rapidamente a produção do país. Lopez Obrador há muito critica a política do governo ainda no poder de abrir a indústria petrolífera ao capital privado e promete uma nova abordagem para fortalecer a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), e refinar mais petróleo no México.

O veterano esquerdista disse que suspenderá leilões para dar às empresas privadas o direito de explorar e produzir a partir de campos mexicanos, até que sua equipe tenha verificado as irregularidades nos contratos existentes.

Produção e exportação de petróleo do México (1950-2012)

Lopez Obrador, que toma posse em 1º de dezembro próximo, não deu detalhes sobre as novas propostas que anunciou durante uma coletiva de imprensa para revelar outros membros de sua equipe econômica, incluindo Vice-Ministros de mineração e comércio exterior. No entanto, uma fonte da indústria, que pediu anonimato porque não estava autorizado a falar publicamente sobre o assunto, disse que o Presidente provavelmente planeja oferecer contratos de serviço a empresas privadas para ajudar a Pemex a extrair mais petróleo bruto. Nos últimos meses, a produção do México caiu para 1,8 milhão de barris por dia, a menor em décadas.

As propostas para perfurar poços já estão sendo elaboradas. Vamos lançá-las a partir dos primeiros dias de dezembro”, declarou López Obrador, que também viajou para Tabasco, no sábado, para sua primeira reunião formal com empresas petrolíferas desde a eleição. Complementou ainda: “Estamos preparando o plano de resgate para a indústria do petróleo, que consistirá na extração de mais petróleo em breve, e vamos precisar dessas empresas com experiência, principalmente empresas nacionais”. Os leilões completos de exploração e produção geralmente levam cerca de seis meses de preparação.

O novo Presidente disse que não pretende aumentar os impostos de mineração na segunda maior economia da América Latina, mas distribuirá melhor os recursos reunidos sob uma lei de 2014 que criou um tributo para as empresas de mineração.

Como parte de um plano para estimular a economia e reduzir a migração para os Estados Unidos, afirmou ainda que dobrará o salário mínimo em uma zona de 30 quilômetros ao longo da fronteira, reduzirá pela metade a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para 8%, e diminuirá o imposto de renda para 20% na região. A área da fronteira inclui várias das maiores cidades do México, como Tijuana, Ciudad Juarez e Reynosa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Posto Pemex em Puerto Vallarta” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Petroleum_industry_in_Mexico

Imagem 2Produção e exportação de petróleo do México (19502012)” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Petroleum_industry_in_Mexico

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Automobilismo: Renault Arkana terá berço russo

Com o intuito de alavancar um projeto automobilístico global, a fabricante francesa de veículos automotivos Renault apresentou, em 29 de agosto de 2018, no Salão Internacional do Automóvel, realizado em Moscou, Rússia, o seu mais novo conceito de veículo coupé-crossover, denominado Arkana*, que terá sua comercialização efetivada a partir de 2019.

Logotipo Renault Arkana

Como parte de seu plano estratégico denominado Drive the Future (do inglês Conduzir o Futuro), a marca francesa escolheu a Federação Russa como país que irá inaugurar a primeira linha de montagem desse veículo e será o “espelho” para as demais nações que forem escolhidas para tal processo produtivo.

O motivo da escolha da Rússia para ser o berço do Renault Arkana, segundo fontes internacionais, foi devido a participação da montadora dentro do mercado automobilístico do país, que desde 1998 se instalou como uma joint-venture denominada Avtoframos e que se baseou em uma antiga instalação da OAO Moskvitch**. A partir dessa época vem desenvolvendo naquela região novas tecnologias e processos estratégicos para alcançar o mercado automobilístico europeu com novos conceitos veiculares. Atualmente, a subsidiaria da Renault russa alcança quase um terço de todas as vendas de veículos dentro do território, que é o segundo maior mercado de vendas da marca, vindo logo depois da França.

O carro conceito russo, com suas linhas angulosas, fará competição com outras marcas, como os X6 e X4, da BMW, e os GLE e GLC Coupé, da Mercedes, mas com um diferencial de preço que poderá atrair muitos consumidores dispostos a pagar os 25 mil euros previstos para a versão básica (cerca de R$ 100 mil), e deverá ser comercializado também em mercados chineses e sul-coreanos. Sua produção em território brasileiro somente se dará em 2020.

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 Notas:

* Palavra derivada do Latin arcanum, que significa “segredo”.

** Marca de automóveis soviética produzida pela AZLK (do russo Avtomobilny Zavod imeni Leninskogo Komsomola) de 1946 a 1991 e, logo após a dissolução da União Soviética, foi rebatizada como OAO Moskvitch, para evitar questões legais, atuando de 1991 a 2001 como propriedade privada. Entrou em falência no ano de 2002 e teve sua estrutura dissolvida em 2006, sendo que as antigas fábricas foram recuperadas em 2008 pela Avtoframos, subsidiaria russa da Renault.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Renault Arkana Salão Internacional do Automóvel” (Fonte):

https://renaulautosalon.pena-app.ru/parser/images/in/1864371435621080433.jpg

Imagem 2 Logotipo Renault Arkana” (Fonte):

https://fr.media.renault.ch/__/128144.dc05d614.jpg

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Após anúncio de privatizações, Angola busca auxílio financeiro do FMI

Em meio às reformas econômicas propostas pelo governo de João Lourenço, a reestruturação da Sonangol desponta como uma das principais medidas estratégicas. Acima de tudo, a centralidade da empresa na economia angolana, tendo em vista a crucialidade do petróleo na pauta de exportações do país, opera como fator explicativo ao protagonismo ocupado pela corporação no conjunto das reformas implementadas.

Para Archer Mangueira, Sonangol deve priorizar atividades no setor de exploração e produção de petróleo somente

A exoneração de Isabel dos Santos – medida tomada por Lourenço logo nas primeiras semanas de posse – foi um dos primeiros passos tomados pelo atual Presidente na direção de aumentar a transparência quanto à gestão empresarial. Da mesma forma, como discutido neste jornal há algumas semanas, uma das medidas mais recentes neste sentido foi a criação de uma agência reguladora ao setor, tirando da Sonangol o dever de deliberar sobre a concessão e exploração de campos de petróleo, aumentando com isso a atratividade das operações locais à iniciativa estrangeira.

Na mesma direção, a equipe econômica do Governo anunciou, na semana passada, que 54 concessionárias da Sonangol serão privatizadas, com o intuito de aumentar a participação do capital privado no setor nacional de hidrocarbonetos, bem como de reduzir a estrutura de custos da companhia. Segundo os formuladores da política, a corporação possui um conjunto de gastos extremamente elevado, o qual constrange a margem de lucratividade e a viabilidade econômica do empreendimento, principalmente tendo em vista o acentuado processo de redução dos preços internacionais do petróleo.

A reestruturação da Sonangol passa pela redução da sua exposição aos negócios não nucleares, que define claramente a separação das linhas de negócio do grupo, devendo focar a ação nas atividades do setor petrolífero, pesquisa, produção, refinação e distribuição”, afirmou Archer Mangueira, Ministro das Finanças de Angola. A privatização segue o padrão adotado pelo Governo desde o ano passado (2017), dado que, desde então, uma série de empreendimentos controlados pela empresa em outros setores foram privatizados.

Este anúncio foi acompanhado de um pedido, por parte do Estado angolano, de auxílio financeiro de mais de 4,5 bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O país tem intensificado as suas relações estratégicas com as principais instituições financeiras globais, com vistas não somente a captar recursos externos mediante a escassez de divisas após o choque externo no preço do petróleo, mas também para aumentar a confiança de investidores internacionais quanto ao desenho da política econômica nacional.

O FMI confirmou o pedido de auxílio por parte do Governo angolano, afirmando que este se deu com o intuito de angariar recursos para implementar o ajuste fiscal desejado por Lourenço e por sua equipe, bem como para dar continuidade às reformas econômicas que visam consolidar um ambiente de negócios propício ao florescimento de setores industriais. Segundo a instituição financeira, o auxílio está sendo discutido e avaliado pela equipe, com possibilidade de implementação em parcelas de 1,5 bilhão de dólares por ano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 No centro da crise econômica angolana, a Sonangol tem sido reformada pelo presidente João Lourenço e sua equipe econômica” (Fonte):

https://www.makaangola.org/2018/06/para-onde-vai-a-sonangol/

Imagem 2 Para Archer Mangueira, Sonangol deve priorizar atividades no setor de exploração e produção de petróleo somente” (Fonte):

http://www.redeangola.info/ministerio-das-financas-recebe-o-quarto-inquilino-em-oito-anos/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Avanços no acordo de Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP) na Ásia

A Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês) consiste em um tratado de livre comércio envolvendo Austrália, China, Coréia do Sul, Índia, Japão, Nova Zelândia e os países membros da ASEAN* (Associação das Nações do Sudeste Asiático). Ao todo, os dezesseis membros representam uma população 3,4 bilhões de pessoas e um PIB de US$ 49,5 trilhões (calculado em termos de paridade de poder de compra), o que se projeta como 39% do total da economia mundial.

Mapa demonstrando os países membros da RCEP

Embora a RCEP ainda não esteja oficialmente implementada, espera-se que as negociações cheguem à uma conclusão em novembro (2018), na próxima reunião de cúpula da ASEAN. A mais nova rodada de negociações ocorreu no final de julho (2018) em Bangkok, na Tailândia, tendo durado onze (11) dias. Os assuntos discutidos incluíram a negociação de redução de tarifas comerciais, além de regulamentação comum para compras governamentais.

O impulso nas negociações do Bloco pode ser visto como um estímulo aos fluxos de comércio e investimentos na economia global, sobretudo em uma conjuntura de aumento do protecionismo nos Estados Unidos e em alguns países do continente europeu. Após a queda das negociações do Tratado de Liberalização do Comércio Transpacífico (TPP), a RCEP poderia simbolizar a continuidade nos esforços de integração e liberalização comercial na Ásia.  

Especialistas afirmam que o Bloco poderia apresentar o adensamento da cooperação sul-sul e igualmente dos vínculos norte-sul, visto que este, em potencial, reúne simultaneamente economias emergentes e desenvolvidas. Por fim, a emergência de iniciativas como a RCEP proporciona novas oportunidades de encontro e diálogos entre os Chefes de Estado dos países membros, um fator que poderia ajudar a mitigar possíveis conflitos regionais.

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Nota:

* Os membros da ASEAN são: Brunei, Camboja, Cingapura, Indonésia, Filipinas, Laos, Malásia, Mianmar, Tailândia e Vietnã. Juntos, estes países totalizam um PIB nominal de US$ 2,5 trilhões, conforme os dados de 2016.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Reunião dos Chefes de Estado dos países membros da RCEP” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3a/2017_RCEP_Leaders%E2%80%99_Meeting_%285%29.jpg

Imagem 2Mapa demonstrando os países membros da RCEP” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/01/RCEP.png

                                                                                              

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Zona Econômica Marítima de Cabo Verde

Criada em abril de 2018 pelo Conselho de Ministros, a Zona Especial da Economia Marítima de Cabo Verde (ZEEM) foi estabelecida na Ilha de São Vicente. A ZEEM é uma iniciativa conjunta estratégica com a República da China, voltada para as negociações envolvendo o setor marítimo e impulsionando o arquipélago no cenário econômico.

Imagem ilustrativa: transbordo de containers

Em divulgação durante o mês de agosto do ano corrente (2018), o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou que a sede da ZEEM será em São Vicente. A Ilha abrigaria um porto de águas profundas e o setor logístico de reparação e construção naval, bem como toda a estrutura necessária para o desenvolvimento da indústria marítima de Cabo Verde.

Conceitualmente, a Zona Econômica representa um conjunto de ações infraestruturais de transbordo internacional, turismo, reparação de navios e atividade pesqueira. Correia e Silva considerou que a definição de São Vicente como base da ZEEM não significa que não haja a intenção de criar outros portos de águas profundas. A título de exemplo, o Primeiro-Ministro comentou sobre a Ilha de São Nicolau e a potencialidade de desenvolvê-la como um bunkering*.

Ainda sobre as intenções de expansão, as ilhas de Santo Antão também serão englobadas no sistema da ZEEM, porém de forma complementar às atividades desenvolvidas na base logística do porto de São Vicente.

Com o anúncio da estruturação da base da Zona Econômica, a Comunidade Surfista de Cabo Verde manifestou-se sobre o impacto da mesma para a prática do esporte. O representante da Comunidade, Bob Lima, apontou que a construção dos portos impactaria nas atividades desportivas náuticas como o surf, kitesurf, canoagem, entre outros.

Cabe destacar que Cabo Verde atrai turistas em busca de atividades relacionadas à apreciação da natureza. Neste contexto, a pauta sobre a aliança entre o setor do Turismo e desenvolvimento do arquipélago é amplamente abordada pelo Governo. Uma vez que o país recebe aproximadamente cerca de 700 mil turistas por ano, pode-se compreender que o projeto nacional de desenvolvimento necessitará envolver tanto o setor turístico, como a área econômica portuária.

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Nota:

* Bunkering: fornecimento de combustível para uso por navios e logística de carregamento de combustível e a distribuição.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa da Ilha de São Vicente” (Fonte):

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQsGOMBzZ5wvr1x4GaxcPvqIXj5BrhqGhvd1l3Vlitn64vsTTPr9g

Imagem 2Imagem ilustrativa: transbordo de containers” (Fonte):

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSokRXEmZHHFL0tZWyqNu9lTMNmXE-wwEX8NnNaE72Sanawajm9kA

Imagem 3 Surf” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8c/Teahupoo1.jpg/1200px-Teahupoo1.jpg