América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Violência dos cartéis inibe a extração de xisto no México

Nos últimos anos, a abundância de petróleo e gás natural atraiu dezenas de empresas de energia para a região de Eagle Ford, no sul do Texas, o segundo maior sistema petrolífero dos EUA, à medida que novas tecnologias de produção abriram o acesso a bilhões de barris adicionais.

Pedra de xisto

Tal fartura se estende pela fronteira mexicana, onde seu nome muda para “Bacia de Burgos” – uma região de xisto igualmente fértil, onde o petróleo e o gás ficam subterrâneos em uma região aterrorizada por gangues criminosas.

A violência na região ameaça atrapalhar o leilão dos direitos de exploração e produção de seus campos de xisto em fevereiro de 2019, o qual pode ser fundamental para reverter o declínio nacional da produção de petróleo bruto e natural das últimas duas décadas.

Apesar do esforço de se implantar uma reforma energética desde 2014, somente a estatal de petróleo do México, a Pemex, tentou explorar as reservas de xisto do país, e apenas experimentalmente, mesmo com campos acessíveis por métodos tradicionais de perfuração.

Os nove blocos de petróleo e gás de xisto em leilão estão todos em Burgos, no Estado de Tamaulipas, no norte do país, onde os cartéis do Golfo e do Zeta travam uma guerra pelo controle das rotas de drogas e tráfico de pessoas desde 2010. Dada à vulnerabilidade da região, até agora pelo menos dois trabalhadores da Pemex foram mortos e 16 sofreram algum tipo de extorsão pelas gangues que bloqueiam os acessos aos poços e dutos.

Em abril de 2018, um segurança das instalações da Pemex foi morto por ladrões de combustível e outro foi baleado em uma emboscada na cidade de Matamoros, em Tamaulipas, após homens armados metralharem seu veículo.

Processo de extração do gás de xisto

Atualmente, as empresas já estão executando planos de extração na fronteira do Texas e provavelmente irão atuar e se expandir para o México, caso o governo consiga combater a violência na região. A Bacia de Burgos contém cerca de dois terços das reservas de xisto do país, estimada em 15,4 trilhões de metros cúbicos de gás e 13,1 bilhões de barris de óleo.

A Repsol, uma petrolífera espanhola, deixou a Bacia de Burgos em 2014 com a escalada da violência, encerrando as operações que iniciou em 2004 como a primeira empresa estrangeira a perfurar no México desde 1962. “Em 2014, a situação era difícil de administrar, mas agora é pior”, disse um executivo da empresa.

Consequentemente, a produção de gás natural do México caiu pelo terceiro ano consecutivo, indo para 120 mil metros cúbicos por dia no ano passado (2017), aumentando a necessidade de gás importado – quase inteiramente dos Estados Unidos – para 84% do consumo do país.

Entretanto, paradoxalmente, o Governo mexicano está buscando promover a região convidando novas empresas de energia para atuarem, ao passo que não apresenta plano eficaz de segurança pública, além de evitar tratar sobre os episódios de violência ocorridos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Extração de xisto” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Extra%C3%A7%C3%A3o_de_petr%C3%B3leo_de_xisto

Imagem 2Pedra de xisto” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Xisto

Imagem 3Processo de extração do gás de xisto” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fraturamento_hidr%C3%A1ulico

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Trigo russo enfrenta os agricultores norte-americanos e avança no mercado

Detentora de aproximadamente 10% das terras aráveis do mundo, e com um plano estabelecido, desde 2001, de se tornar o maior país produtor de trigo do planeta, a Federação Russa vem estabelecendo recordes de exportação, “expulsando” os concorrentes europeus e norte-americanos do mercado, tendo como principais importadores o Egito, a Turquia, a China e a Coreia do Sul, além de novos mercados como Marrocos e Senegal (que pertenciam a França), Nigéria, Bangladesh, Indonésia e também o México (que tradicionalmente importa grãos dos EUA).

Tabela USDA – Produção de trigo

Em seu último boletim informativo, expedido em agosto de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – United States Department of Agriculture) apresentou a projeção comparativa para a safra 2018/19, na qual as exportações de trigo da Rússia atingiram 35 milhões de toneladas contra as 27,9 milhões dos EUA (aprox. 25,4% acima).

Essa diferença entre os dois países, não só na exportação, mas também na produção agrícola, se dá, segundo especialistas, pela diminuição da participação dos agricultores americanos no comércio mundial de grãos, que caiu de 65%, em meados da década de 70, para 30%, hoje. A existência de mais produtores e mais compradores em todo o mundo também significa mais interrupções potenciais por causa do clima, fome ou crises políticas.

Outro ponto importante que contribuiu para este distanciamento produtivo foi a consequência, mal calculada pelo governo norte-americano, de suas sanções econômicas impostas sobre a Federação Russa. Por conta delas, a desvalorização do rublo tornou o preço do trigo russo mais atraente aos compradores estrangeiros, ao mesmo tempo em que a qualidade desse produto aumentou significativamente, devido a melhorias em técnicas de plantio e desenvolvimento de novos tipos de sementes para fugir dos preços especulativos das corporações globais, tais como Monsanto e Syngenta.

A política migratória adotada pelo atual governo dos EUA também forçou a diminuição da produção agrícola interna, visto que há mais de 30 anos são empregados imigrantes ilegais para realizar o “trabalho pesado” nos campos de trigo e estes foram massivamente deportados para seus países de origem, causando falta de mão-de-obra neste setor.

Com essa diminuição da oferta de grãos, fazendas agrícolas norte-americanas começaram a apresentar pedidos de falência por não estarem conseguindo se adequar aos cenários político-econômicos atuais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colheita de trigo” (Fonte):

https://images.freeimages.com/images/large-previews/90a/harvesting-1325831.jpg

Imagem 2 Tabela USDAProdução de trigo” (Fonte):

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/219120-trigo-usda-reduz-safra-e-estoques-finais-globais-da-temporada-201819.html#.W7FHCntKjIW

                                                                                             

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Novos ataques terroristas em Moçambique freiam expansão econômica

Novos ataques acossaram a província de Cabo Delgado, na região nordeste de Moçambique, divisa com a Tanzânia. Segundo fontes locais, 12 pessoas foram mortas e outras 14 foram feridas por terroristas islâmicos pertencentes à Al-Shabaab – grupo de mesmo nome, porém sem relação ao grupo somali.

Este é mais um de uma série de atentados ocorridos na região desde outubro do ano passado (2017). Na ocasião, dois policiais foram mortos em Mocimboa da Praia naquele que viria a ser o primeiro ataque jihadista da história de Moçambique. Desde então, forças armadas e terroristas têm entrado em constante conflito, totalizando 40 mortes e o aprisionamento de mais de 300 muçulmanos suspeitos de envolvimento.

Uma visão do Sudeste da ‘Troll A Platform

De acordo com analistas, a Al-Shabaab é formada por moçambicanos e tanzanianos, majoritariamente, tendo como principal objetivo a constituição de um califado na região. Acredita-se que este grupo tenha laços também com unidades terroristas localizadas no Quênia, na Somália e na Região dos Grandes Lagos, onde receberam treinamento para a concepção e realização dos ataques, bem como a aquisição de armamentos.

Cabo Delgado tem ocupado papel coadjuvante no conjunto de políticas públicas do Estado moçambicano nos últimos 20 anos, não usufruindo dos principais avanços econômicos e sociais que as demais regiões do país presenciaram. Neste sentido, muito se pode discutir sobre como a emergência de práticas terroristas está associada às deterioradas condições de vida da população local. No entanto, esta conjuntura socioeconômica poderá ser alterada nos próximos anos.

As recentes descobertas de gás natural posicionam a região como o epicentro das mudanças estruturais que empresários e autoridades esperam para Moçambique para os próximos anos. Estima-se que a capacidade total de exploração das minas descobertas seja capaz de alçar o país ao patamar de terceiro maior produtor mundial dessa commodity – fato que, de acordo com fontes especializadas, aumentaria em sete vezes o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Com isso, o interesse de consolidar a exploração ocupa papel central no planejamento estratégico do governo de Filipe Nyusi.

Embora economicamente atrativa, a produção de gás natural encontra suas barreiras mediante os crescentes ataques nas adjacências de Palma, capital da província de Cabo Delgado. Não à toa, forças armadas foram mobilizadas desde o final de 2017 para a região, a fim de pacificá-la, reduzir o número de ataques a civis e estabilizá-la para então levar a cabo a exploração da tão almejada commodity. Entretanto, a estratégia ainda não pareceu ter surtido efeito, à medida que crescem os incidentes terroristas e número de vítimas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Os soldados da Força de Defesa Nacional Africana subiram uma colina durante um ataque simulado conjunto entre EUA e África do Sul, no dia 26 de julho, como parte do exercício Shared Accord 2011. AS11 é uma missão bilateral de treinamento militar e assistência civil realizada anualmente em toda a África” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:South_African_National_Defense_Force_soldiers_on_their_way.jpg

Imagem 2Uma visão do Sudeste da Troll A Platform” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Troll_A_platform#/media/File:Troll_A_Platform.jpg

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Fundo Monetário Internacional estima crescimento de 1,7% do PIB da Rússia em 2018

No dia 13 de setembro (2018), o Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou um comunicado afirmando suas projeções quanto ao panorama econômico da Federação Russa. De acordo com a Instituição internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia deve crescer 1,7% neste ano (2018) e 1,5% em 2019.

Essa estimativa foi baseada no atual cenário econômico em que o país se encontra, visto que há aumento do crédito e da renda disponível para a população em geral. Tal projeção foi recebida com bons olhos pelo Governo russo, uma vez que entre 2015 e 2016 o país sofreu com o crescimento negativo de seu PIB, com -2,5% e -0,2%, respectivamente.

Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional

Durante esses anos, a Federação Russa teve um resultado pior em seus indicadores por conta de questões relacionadas a fuga de capitais, ao colapso do rublo e a queda dos preços do petróleo. Além disso, após 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia*, o país teve de lidar com as consequências das sanções comerciais que passaram a ser aplicadas em resposta àquela situação geopolítica.

Desta forma, a estimativa do FMI foi recebida positivamente, entretanto, as projeções de médio prazo não indicam um crescimento gradativo, o qual se estabiliza em 1,5%. A razão para tanto, segundo a Organização, é que ainda há muito a ser feito na parte estrutural do país, além de que aquelas questões geopolíticas envolvendo a crise da Ucrânia ainda interferem na atividade comercial do país, pois as sanções ainda estão em vigência.

Ademais, segundo o estudo feito pela Instituição, outra questão que deixa o cenário incerto são as novas políticas governamentais que estão em via de serem aplicadas pelo país. Para os diretores do FMI, a Rússia precisa caminhar no sentido de aprovar a Reforma da Previdência, visto que isso ajudaria a compensar as tendências demográficas negativas.

Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Tal sugestão é bastante contraditória, e grande parte da população já demonstrou ativamente seu descontentamento à nova lei de aposentadoria que está em via de ser aprovada. O fato é que até a popularidade de Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa, vem decaindo desde junho, mês em que foi apresentada ao Congresso a proposta dessa reforma.

Além da estimativa do PIB, o FMI também divulgou que a inflação anual do país deve ficar em torno de 3,5%, valor inferior à meta de 4% imposta, o que se deve principalmente à recuperação da demanda interna e ao enfraquecimento do rublo, a moeda russa.

Portanto, a projeção do FMI para 2018 indica um crescimento tímido da economia russa. Porém, visto que os indicadores já estiveram em patamares negativos e próximos a 0% nos últimos anos, tal estimativa demonstra o começo da retomada das atividades econômicas pelo país em direção ao seu desenvolvimento. A única questão é que o crescimento precisa avançar gradativamente, nesse sentido, a estabilização em 1,5% prevista pode também vir a ser prejudicial.

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Nota:

* A Crimeia era uma entidade política autônoma dentro da Ucrânia, apesar de estar sob sua soberania. Após um referendo, em 2014, a região decidiu pela sua anexação à Rússia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Praça Vermelha em Moscou” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Moscow_RedSquare.jpg/800px-Moscow_RedSquare.jpg

Imagem 2Projeção do crescimento do PIB da Rússia, entre 2014 e 2023, de acordo com o Fundo Monetário Internacional” (Fonte):

https://knoema.com/mgarnze/russia-gdp-growth-forecast-2018-2020-and-up-to-2060-data-and-charts

Imagem 3Símbolo do Fundo Monetário Internacional (FMI)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Fundo_Monet%C3%A1rio_Interacional.png

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

China intensifica participação no Fórum Econômico Oriental

Conforme foi observado durante o Fórum Econômico Oriental, realizado na semana passada, em Vladivostok, extremo leste da Rússia, a presença do Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, refletiu o aprofundamento das relações entre Moscou e Pequim. De acordo com o embaixador da China na Rússia, Li Hui, “Atualmente, as relações China-Russia estão no melhor momento de sua história…o fato de os dois chefes de Estado estarem presentes em eventos significativos organizados pelo outro parceiro implica manifestações do alto nível do relacionamento bilateral”. O apoio russo à Nova Rota da Seda* chinesa também demonstra essa proximidade, já que o projeto é fundamental para a política externa do país asiático. De fato, os presidentes das duas nações já se encontraram três vezes em 2018.

Notas de Renminbi

A intensificação da guerra comercial com os estadunidenses tem aumentado a relevância estratégica do fórum para os chineses. No contexto em que o presidente Donald Trump ameaça impor tarifas sobre todos os produtos importados da China, a aproximação a outros parceiros é fundamental para evitar perdas comerciais muitos significativas. Nesse sentido, o estabelecimento do Conselho de Negócios do Extremo Oriente e da Região Baikal da Rússia e Nordeste da China, nas discussões bilaterais à margem do evento, indica ainda mais fortalecimento dos laços sino-russos.

A participação de Xi Jinping também é considerada por alguns analistas como uma plataforma para a defesa do multilateralismo e de uma ordem internacional baseada em regras. De fato, a inserção internacional da China é orientada pela defesa das instituições internacionais e do diálogo como forma de solução de controvérsias. Além disso, a liberalização do comércio internacional é uma das bases da política externa do país asiático. Ao participar do encontro, Xi Jinping envia uma mensagem de defesa da globalização e de resistência ao protecionismo crescente dos EUA.

Acrescente-se também que a intensificação da presença chinesa no Fórum Econômico Oriental demonstra ainda a importância do papel da China na governança do continente, uma vez que os chineses, aos poucos, vão assumindo posição de mais protagonismo no ambiente internacional.

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Fontes das Imagens:

* Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Assinatura de acordo sobre gás em 2014. No plano de fundo, os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin

Imagem 2 Notas de Renminbi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Renminbi

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Demais Fontes Consultadas: 

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/09/xi-is-attending-the-eastern-economic-forum-what-took-him-so-long/

[2] Ver:

https://www.nytimes.com/2018/09/07/business/trump-china-trade-war-tariffs.html

[3] Ver:

https://www.fmprc.gov.cn/mfa_eng/zxxx_662805/t1594329.shtml

[4] Ver:

http://en.kremlin.ru/events/president/news/58524

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Rússia e o 4º Fórum Econômico do Oriente (Pontos Estratégicos)

Como já apresentado no CNP, em sua 4ª versão, sediada na cidade de Vladivostok, extremo oriente da Rússia, o Fórum Econômico Oriental (EEF – Eastern Economic Forum) reuniu entre os dias 11 e 13 de setembro Chefes de Estado e líderes dos países do Nordeste da Ásia, assim como delegações de mais de 60 países, além de receber como estreante no encontro o presidente chinês Xi Jinping, demonstrando claramente a importância que a China dá à cooperação no Extremo Oriente, conforme apontam analistas internacionais.

Vladimir Putin e Xi Jinping

Sob iniciativa do presidente russo Vladimir Putin, a realização de tais eventos tem como dinâmica o direcionamento de políticas econômicas aos países do Oriente, em detrimento da deterioração das relações da Rússia com os Estados Unidos e a Europa. A política de “Olhar para o Oriente” da Rússia é considerada o ajuste estratégico temporário para aliviar a pressão de sanções, além de aumentar o nível da conectividade de infraestrutura com países que estão na zona fronteiriça, como é o caso da China, seu principal parceiro comercial, com a maior fatia de investimento externo na Rússia, cujo valor total de recurso anual soma cerca de US$ 4 bilhões, ou, aproximadamente, 16,7 bilhões de reais, conforme cotação de 14 de setembro de 2018.

Atualmente, de acordo dados econômicos disseminados na mídia, 26 empresas de capital chinês entraram na zona de desenvolvimento avançado, estabelecida para o desenvolvimento do Extremo Oriente e do porto livre de Vladivostok. Ao mesmo tempo, as duas partes estão impulsionando o projeto da ponte rodoferroviária que atravessa o rio Heilongjiang, na fronteira da China com a Rússia.

Ambos os Estados, como principais nações desse encontro, não só debateram as premissas para o desenvolvimento de suas relações comerciais, mas, também, de acordo com fontes internacionais, foram incisivos em temas internacionais de relevância devido ao papel que desempenham no mundo.

Segundo afirmação do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, detalhes das negociações entre os líderes não foram revelados devido a acordos estratégicos entre as duas nações, e ressaltou que as discussões não devem ter seus meandros revelados à opinião pública.  Declarou, contudo: “A lista de projetos conjuntos de países como a Rússia e a China é tão grande que apenas isso seria tema passível de horas de discussão e, claro, Rússia e China não podem abster-se de discutir problemas internacionais. E isso certamente inclui as guerras comerciais”, expressando ainda que esses conflitos comerciais têm sido destrutivos para as relações econômicas e negativos para solução de conflitos regionais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logotipo do Fórum Econômico do Oriente” (Fonte):

https://roscongress.org/upload/resize_cache/iblock/ec0/360_239_1/eb5144519518708fd65af25e9e4843b3.jpg

Imagem 2 Vladimir Putin e Xi Jinping (Fonte):

http://www.oananews.org/sites/default/files/styles/large/public/field/image/tass_28098952.jpg?itok=4Dm7gE1i