ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Iniciada a Reunião Ministerial da APEC

Nesta semana que se encerra, foi dado início à quarta Reunião Ministerial dos Assuntos Oceânicos da Organização da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC). A Instituição, que foi fundada em 1989, hoje, tem encontros em um contexto marcado por disputas territoriais e marítimas em todo o continente.

O Evento tem por base a Declaração de Xiamen, a qual havia sido aprovada por seus membros em prol da cooperação das nações para resolver problemas oceânicos. Os principais temas que serão discutidos se baseiam na ecologia, prevenção de desastres naturais, segurança alimentar e na tecnologia coerente com os temas.

Esperam-se bons resultados durante a reunião, mas analistas e autoridades sabem que o atual momento das principais potências da região é de contenda por territórios, confrontos por pontos de pesca e disputas para exploração energética nos mares e oceanos. O fato que pode animar os envolvidos é o avanço apresentado entre China e Vietnã, que realizaram um acordo bilateral para resolver questões de disputas sem maiores alarmes e sem interferir na economia regional.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/08/28/1s188651.htm

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news05.html

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

A Crise Ucraniana e a desaceleração econômica da Alemanha

Ministério das Finanças da Alemanha fez a publicação de um Relatório com os indicadores econômicos das finanças alemã, respectivamente ao terceiro bimestre deste ano (2014), apontando para uma desaceleração econômica do país, que, segundo o Relatório, é atrelado em grande parte à Crise Ucraniana e às Sanções geradas com relação à Rússia[1].

Essa indicação de que as Sanções com relação à Rússia interferem na economia alemã é observável pelas diversas empresas alemãs em operação no território russo, que, desde o início das rodadas de Sanções, tem apresentado dificuldades nas operações financeiras dentro do país[2]. A declaração do Ministério afirma também que a desaceleração da economia alemã pode estar ocorrendo “devido ao fraco desenvolvimento da zona do euro” e ser “fruto de tensões geopolíticas[3].

Alguns analistas indicam que a Alemanha possui necessidade de relações normalizadas com a Rússia, pois suas empresas apostaram na Rússia como novo mercado e estavam investindo até o estouro da Crise Ucraniana. Dessa maneira, acredita-se que haverá um esforço do Governo alemão em trazer a Rússia para conversar e assim negociar o fim da crise na Ucrânia.

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Imagem (Fonte):

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Flag_of_Russia_and_Germany.png

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Fontes consultadas:

[1] Ver Boletim Mensal do Ministério das Finanças” (Publicação de agosto de 2014, pag. 79):

http://www.bundesfinanzministerium.de/Content/DE/Monatsberichte/2014/08/Downloads/monatsbericht_2014_08_deutsch.pdf?__blob=publicationFile&v=3

[2] Ver Bosch desenvolve investimentos na Rússia” (Publicado em 21/08/2014):

https://ceiri.news/bosch-desenvolve-investimentos-na-russia/

[3] Ver Germany blames Ukraine crisis for unexpected slowdown” (Publicado em 22 de Agosto):

http://rt.com/business/182156-germany-blames-russia-sanctions/

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

As oportunidades geradas pelo embargo da Rússia à União Europeia

Na semana passada (no dia 15 de agosto), em uma declaração oficial, o Conselho da União Europeia pediu aos Estados não embargados pela Rússia que evitem tirar vantagens comerciais originadas das Sanções russas aos produtos de alguns países europeus e aos Estados Unidos. Referindo-se às decisões tomadas pelo Governo Russo, a declaração afirmava que “a fim de assegurar a unidade da comunidade internacional e de respeitar o direito internacional, a União Europeia espera que terceiros e países candidatos se abstenham de medidas que visam a exploração de novas oportunidades comerciais decorrentes da introdução destas medidas[1].

Essa postura do Conselho da União Europeia sinaliza para muitos analistas uma preocupação dos Estados embargados em perderem o mercado russo para países com potencial de supri-lo, também tendo um possível interesse em garantir a normalização rápida do comércio, assim que forem restabelecidas as relações entre os russos e os ocidentais. Analistas, no entanto, indicam que o embargo realizado pela Rússia não é apenas uma oportunidade para novos fornecedores internacionais, mas também para o desenvolvimento do agronegócio na Rússia.

A Federação Russa, apesar de ser geograficamente o maior país do mundo, poderia ter uma melhor indústria alimentícia, podendo o Governo, por exemplo, estimular internamente o mercado e o empreendedorismo em torno dos laticínios. Há casos mais difíceis, como é o setor da piscicultura, sobre o qual muitos analistas apontam a não viabilidade no desenvolvimento de criadouros na Rússia, o que manteria o país dependente de um mercado internacional.

Casos como estes, no entanto, não invalidam a tese da possibilidade de, diante da crise e dos constrangimentos internacionais a que está sendo submetida, a Rússia vir desenvolver significativamente o seu agronegócio, tal qual vem sendo apontado por observadores, o que representaria a transformação da crise numa oportunidade.

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ImagemBandeira do Conselho (Fonte):

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:European_Council_logo.svg

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Fontes consultadas:

[1] Ver Council of the Europe Union, Press Release, 3332nd Council meeting, Eastern Neighbourhood, pag.13, tópico.11”(Publicado em 15/04/2014):

http://register.consilium.europa.eu/content/out?lang=en&typ=entry&i=smpl&doc_id=st%2012489%202014%20init

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Ver tambémEU Calls on Third States to Refrain From Using ‘Trade Opportunities’ of Russia’s Embargo”(Publicado em 15/08/2014):

http://en.ria.ru/politics/20140815/192051507/EU-Calls-on-Third-States-to-Refrain-From-Using-Trade.html

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Comissão Europeia anuncia medidas de apoio a produtores atingidos pelas restrições russas

No dia 18 de agosto, segunda-feira, a Comissão Europeia (CE) apresentou[1] medidas de apoio para produtores de determinadas frutas e produtos hortícolas perecíveis. A decisão foi tomada no contexto das restrições russas à importação de produtos agrícolas da União Europeia (UE). Por sua vez, as medidas russas foram uma ação recíproca às sanções da UE contra a Federação Russa.

Dacian Ciolos, Comissário para o Desenvolvimento Rural, afirmou: “Tendo em conta a situação do mercado de acordo com as restrições da Rússia à importação de produtos agrícolas da UE, a partir de hoje, estou acionando medidas de emergência CAP* que reduzirão oferta global de uma série de frutas e produtos hortícolas no mercado europeu como e quando as pressões de preços tornarem-se demasiado grandes para os próximos meses. Todos os agricultores dos produtos em causa – seja em organizações de produtores ou não – serão elegíveis para ocupar estas medidas de apoio ao mercado, onde entenderem. Agir a tempo irá fornecer um suporte eficiente para o preço pago aos produtores no mercado interno, ajudar o mercado a ajustar e ser rentável[1].

Os produtos elegíveis automaticamente são[1]: tomate, cenoura, repolho branco, pimentão, couve-flor, pepinos e pepininhos, cogumelos, maçãs, pêras, frutas vermelhas, uvas de mesa e kiwis.

A CE destacou[1] que os mercados para esses produtos estão com a temporada completa, ou seja, já esgotaram o ciclo de plantação, colheita etc. e, por isso, estão sem opção de armazenamento para a maioria deles, além de não terem nenhum mercado alternativo disponível imediatamente. A assistência financeira deverá cobrir todos esses produtores e, inicialmente, será aplicada até novembro.

Também foi anunciado[1] que a CE continuará acompanhando o desenvolvimento dos mercados para todos os setores afetados pela proibição russa sobre agricultura e produtos alimentícios e não hesitará em apoiar outros segmentos fortemente dependente das exportações para a Rússia ou, se necessário, em adaptar as medidas já anunciadas.

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* Common Agricultural Policy (CAP), em português, Política Agrícola Comum.

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Imagem (Fonte):

http://www.arboreco.net/wp-content/themes/twentyten/img/arboreco-Agricultura-UE-logo.jpg

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-14-932_en.htm

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo brasileiro poderá iniciar contencioso na OMC por restrições da Indonésia à carne bovina do Brasil

Em reunião realizada no dia 14 de agosto, em Brasília, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), autorizou[1] o Ministério das Relações…

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AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Sanções ocidentais contra a Rússia criam oportunidade para o agronegócio brasileiro

Na semana passada (em 8 de agosto), a Rússia impôs proibições a importações de alguns produtos alimentares ocidentais. No caso dos Estados Unidos, para todos os produtos. Já com relação à União Europeia, à Austrália, ao Canadá e à Noruega as proibições foram para apenas alguns produtos específicos. Essas proibições foram expedidas pela a Agência Sanitária da Federação Russa (Rosselkhoznadzor), sendo uma ordem dada por Vladimir Putin, requisitando retaliação às sanções aplicadas contra Moscou, referentes à crise existente na Ucrânia[2].

A Rússia necessita de uma remessa de importações alimentícias muito alta e agora busca contar com a exportação de países com potencial para tanto, que são os casos do Brasil e da China. A Rússia vem autorizando negócios com pecuaristas por todo Brasil[2][3], indicando o rumo que pretende tomar em negociações futuras, diferente do que foi observado no ano passado (2013), quando se manteve firme frente às exigências sanitárias de sua agência em relação as certos produtos brasileiros[4].

A aproximação do agronegócio brasileiro com a Rússia, no entanto, não é recente, pois os os russos precisam se manter próximos de países com elevado potencial ou alto desempenho neste setor. Para muitos analistas, o que difere este momento é o contexto em que se encontram as atuais políticas externas russa e brasileira, em que o Brasil tem relações diplomáticas ainda sensíveis com os Estados Unidos, devido às revelações sobre a espionagem realizada pela National Security Agency (NSA), e a Rússia esta sendo cada vez mais pressionada pela União Europeia e pelos EUA para cessar possíveis apoios aos separatistas na Ucrânia.

O Brasil passa por um período eleitoral à Presidência, sem saber ao certo os princípios que nortearão às tomadas de decisão da política externa brasileira a partir de 2015. Os analistas, no entanto, acreditam que essa abertura de porta ao agronegócio brasileiro dentro da Rússia pode sugerir ao próximo Governo brasileiro o desejo russo de manter bom relacionamento comercial com o Brasil, permitindo uma alavancagem de negócios, acordos e parcerias de longo prazo entre os dois países.

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Imagem (Fonte):

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bath_butcher’s_shop.JPG

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Fontes consultadas:

[1] VerRussia’s Food Ban Against EU, U.S. Provides Huge Opportunity for Brazil” (Publicado em 08/08/2014):

http://www.themoscowtimes.com/business/article/russia-s-ban-against-eu-u-s-food-imports-provides-huge-opportunity-for-brazil/504783.html

[2] VerServiço sanitário da Rússia habilita mais uma planta do Minerva” (Publicado em 11/08/2014):

http://www.porkworld.com.br/noticia/servico-sanitario-da-russia-habilita-mais-uma-planta-do-minerva

[3] VerRússia habilita 100 novos produtores de alimentos do Brasil” (Publicado em 12/08/2014):

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/08/russia-habilita-100-novos-produtores-de-alimentos-do-brasil-20140812114006701771.html

[4] VerMissão russa pode vir ao Brasil para averiguar tratamento da carne suína” (Publicado em 11/11/2013):

https://ceiri.news/missao-russa-pode-vir-ao-brasil-para-averiguar-tratamento-da-carne-suina/

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Ver também Putin’s European Food Ban Bad For Russia, Good For Brazil” (Publicado em 10/08/2014):

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2014/08/10/putins-european-food-ban-bad-for-russia-good-for-brazil/

Ver também The Quite Hilarious Russian Propaganda About The Ban On EU Food Imports” (Publicado em 08/08/2014):

http://www.forbes.com/sites/timworstall/2014/08/08/the-quite-hilarious-russian-propaganda-about-the-ban-on-eu-food-imports/

Ver também Russia Bans Food Imports in Retaliation for Western Sanctions” (Publicado em 07/08/2014):

http://online.wsj.com/articles/russia-bans-food-imports-in-retaliation-to-western-sanctions-1407403035

Ver também Russia bans food imports from West” (Publicado em 08/08/2014):

http://www.aljazeera.com/news/europe/2014/08/russia-bans-food-imports-from-west-20148721539692489.html

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo coreano abranda regulamentação no setor de serviços

Na terça-feira, 12 de agosto, o Governo coreano anunciou durante reunião presidencial sobre comércio e investimentos em Seul a desregulamentação de indústrias-chave do setor de serviços com o objetivo de estimular a economia do país[1].

Com a desregulamentação nas indústrias financeira, médica e hospitalar, logística, de turismo, software e conteúdo, o Governo espera gerar 180.000 novos empregos e receber 15 trilhões de won (o equivalente a 14,6 milhões de dólares) em investimentos até 2017[2].

Durante o encontro, Park manifestou que a Coreia possui serviços de ponta em tecnologia da informação e saúde e que as regulações atuais tem representado um entrave ao crescimento destas indústrias. Com a medida, o Governo espera dobrar o número de pacientes estrangeiros até 2017, passando dos atuais 210.000 para 500.000, e pretende apoiar a instalação de centros médicos estrangeiros na Ilha de Jeju e em zonas econômicas francas do país, desde que exista um esforço para a formação de parcerias com centros médicos locais[3].

Outra intenção do Governo coreano anunciada durante a reunião é a construção de 3 instituições de ensino de excelência em moda e administração hoteleira com forte exposição global. Para tanto, pretende-se simplificar os procedimentos burocráticos envolvidos na imigração para facilitar a entrada de estudantes estrangeiros[4].

No setor financeiro, o acesso ao crédito será facilitado para empresas de tecnologia que apresentem grande potencial de crescimento. O Ministério das Finanças anunciou que um banco de dados do recém-criado Escritório de Crédito Tecnológico facilitará o acesso às informações sobre as empresas pelos Bancos[5]. A desregulamentação exigirá a revisão ou criação de mais de 20 Leis no Parlamento coreano[6].

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Imagem 1 (FonteKBS World):

http://worldimg.kbs.co.kr/src/images/news/201408/140812_kw_23.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140812000910

[2] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140812000910

[3] Ver:

http://world.kbs.co.kr/english/news/news_Po_detail.htm?No=104582&id=Po

[4] Ver:

http://world.kbs.co.kr/english/news/news_Po_detail.htm?No=104582&id=Po

[5] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140812000910

[6] Ver:

http://world.kbs.co.kr/english/news/news_Po_detail.htm?No=104582&id=Po