AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

O México como destino migratório

A migração dos mexicanos para os “Estados Unidos” tornou-se conhecida pelos métodos ilegais e perigosos adotados para entrar no país, pelo risco de morte dos emigrantes, pelos problemas causados pela ilegalidade e pelo subemprego que alimenta a rede de migração clandestina.

Principalmente em meados da década de 90, quando o México passava por uma profunda crise econômica, os mexicanos procuravam no seu vizinho fronteiriço melhores condições de vida e salários oferecidos pela potência estadunidense. O módulo sobre migração mexicana divulgado pelo  “Instituto Nacional de Estatística e  Geografia” (INEG)[1], equivalente ao  “Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE”  no Brasil, estima que até 2002 migraram para os “Estados Unidos” em torno de 2.475.064 mexicanos.

Nos dias atuais, o movimento migratório para o território norte-americano reduziu-se drasticamente e a grande surpresa é que o fluxo da corrente migratória corre agora para o México. O censo migratório divulgado pelo INEG[2] divulgou que em 2000 o México tinha 492.617 residentes não mexicanos morando no país (população nascida em outro país, vivendo no México). Em 2010, esse número de residentes de nacionalidade não mexicana subiu para 961.121. O fluxo de migração é originário principalmente de países latinos americanos e asiáticos.

O motivo da mudança no fluxo migratório pode ser explicado pelas boas condições econômicas que o país oferece atualmente. Segundo os dados da “Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”  (OCDE)[3], o “Produto Interno Bruto” (PIB) do México em 2001 era de, aproximadamente 1,048 trilhão de dólares (1,047.710663 de bilhões de dólares) e,  em 2011, subiu para aproximados 1,747 trilhão (1746.712504 bilhões de dólares). Em comparação com outros países, o México apresenta um crescimento econômico otimista.

O jornal “The New York Times[4] cita que outros motivos para a atração mexicana podem ser a crise econômica norte-americana,  a alta dos salários na China, o melhoramento da competitividade da indústria mexicana e a dificuldade cada vez maior de migrar para osEstados Unidos”.  Segundo o jornal, o número de habitantes nascidos no país dobrou entre 2000 e 2010, o que mostra que a população tem optado em permanecer em seu território, ao invés de procurar alternativas. Apesar do otimismo mexicano referente à sua economia, o país ainda enfrenta problemas antigos, como um precário sistema de educação, a alta taxa de criminalidade e problemas urbanos.

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Fonte da Imagem:

Wikipédia

Fontes consultadas:

[1] VerInstituto Nacional de Estatística e  Geografia – INEG”, módulo sobre Migración. Disponível em:

http://www.inegi.org.mx/prod_serv/contenidos/espanol/bvinegi/productos/encuestas/hogares/ene/migracion/2002/migracion2002.pdf

[2] VerInstituto Nacional de Estatística e  Geografia – INEG, Migración Internacional, Extranjeros residentes en México 1950 a 2010”. Disponível em:

http://www3.inegi.org.mx/Sistemas/temasV2/Default.aspx?s=est&c=17484

[3]  VerOrganização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”,  disponível em:

http://www.inegi.org.mx/sistemas/bie/cuadrosestadisticos/GeneraCuadro.aspx?s=est&nc=572&c=24498

[4] VerO México tornou-se uma terra de imigração”. “The New Times International Weeky”.  08/10/2013. Pg. 4.  Reportagem de Damien Cave – México.

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Itaú, Bradesco e Santander decidiram suspender pagamentos em real no exterior

Uma nova medida adotada por alguns dos principais Bancos brasileiros poderá alterar a forma como os consumidores realizam compras em sites internacionais. Aqueles que fazem compras no exterior não terão mais a conversão imediata em reais no valor da operação no momento em que a efetuam.

Isso se deve ao fato de a “Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços” (ABECS) ter orientado[1] os Bancos a proibirem esse tipo de atividade. Atualmente, a correção pode ser feita no momento da transação com o cartão de crédito.

Basicamente, as compras em lojas internacionais, nas quais os consumidores compravam produtos com o preço final já convertido para o real, não serão mais processadas. Às lojas, fica a alternativa de oferecer a opção de compra em sua moeda original.

Três bancos privados brasileiros suspenderam a autorização de compras em real feitas pelo cartão de crédito em moeda estrangeira. “Itaú Unibanco”, Bradesco e Santander seguiram a recomendação da ABECS. O “Banco do Brasil” (BB) também anunciou[2] que está de acordo com a orientação da associação e está analisando eventuais medidas que poderão ser tomadas sobre o tema.

Ao realizar compras em serviços internacionais, como a “Google Play”, a “Windows Store”, a “Apple Store”, dentre outros serviços, é possível encontrar o preço em real na hora de fechar a compra. Esse sistema é chamado de “Dynamic Currency Conversion” (DCC), possibilitando vender um produto em dólar, mas mostrando seu preço em real. Toda compra realizada no exterior sofre ainda a incidência do “Imposto sobre Operações Financeiras” (IOF), que é de 6,38% do valor total.

Para a ABECS, o grande problema é a questão da cotação da moeda estrangeira. Se, por exemplo, no dia da compra de US$100.00 o dólar custava R$ 2,00, o produto em questão seria vendido a R$ 200,00 (mais o IOF). Entretanto, o valor convertido a ser cobrado é calculado de acordo com a cotação do dólar no dia do encerramento da fatura do cartão.

Isso quer dizer que, caso o dólar tenha baixado para R$ 1,70, o consumidor pagaria R$ 170,00. Mas, se o dólar subiu para R$ 2,20, o consumidor pagará R$ 220. Essa diferença na fatura gerava muitas reclamações aos Bancos por parte dos consumidores, pois estavam pagando um valor acima daquele que esperavam.

A ABECS ressaltou que “essa informação nem sempre é passada claramente pelos estabelecimentos aos consumidores, o que tem gerado algumas reclamações em órgãos defesa do consumidor e no Banco Central[1].  Como explicado, destacou que “Os clientes não entendiam que, apesar de terem o custo do câmbio no dia em que fizeram a compra, a cobrança do imposto era feita na data em que o banco liquidava essa operação, ou seja, com um câmbio diferente[3]

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-13/bancos-suspendem-conversao-imediata-em-reais-de-transacoes-com-cartao-de-credito-no-exterior

[2] Ver:

http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1379429111.pdf

[3] Ver:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/bancos-suspendem-conversao-para-real-em-compras-feitas-com-cartao-no-exterior

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AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

MERCOSUL apresentará proposta comum para acordo comercial com a “União Europeia”

A “Câmara de Comércio Exterior” (CAMEX), do “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior”, aprovou[1] no dia 3 de outubro a oferta brasileira para um acordo comercial entre o MERCOSUL e a “União Europeia”. A proposta será encaminhada aos demais países do bloco latino-americano para a construção de uma oferta comum.

De acordo com as informações do Ministério[1], o compromisso assumido entre o MERCOSUL e a “União Europeia” em reuniões anteriores foi apresentar as ofertas até o último trimestre deste ano. A pasta não informou o número de produtos que sofrerá corte de tarifas segundo a proposta brasileira apresentada neste momento.

De acordo com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, que participou da reunião, foi alcançado “um nível aceitável” para a “União Europeia”. Ele ressaltou que será preciso consenso com os demais países do MERCOSUL, bem como que a concordância da Argentina é um dos pontos mais delicados. O documento será encaminhado aos demais países membros do bloco sul-americano para a consolidação de uma oferta comum, mas a Venezuela não participará dessa processo por ainda estar cumprindo etapas de adesão ao grupo.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=12710

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Tratado de Livre Comércio” entre Seul e países da costa do pacífico

A presidente da “Coreia do Sul”, Park Grun-hye, comunicou que ira promover uma série de reuniões para promover “Acordos de Livre Comércioentre seu país e outras economias na costa do pacífico. A autoridade sulcoreana informou seus propósitos durante o “Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico” (APEC, em inglês).

A lista com o nome de todos os países de interesse estratégico não foi divulgada, mas Park pretende se reunir com representantes da maioria das nações desta região para fechar acordos comerciais. Dentro da APEC, a líder asiática defende a ideia de que a cooperação econômica é o melhor caminho para a estabilidade financeira e diplomática entre as nações, uma ideia que também pretende trabalhar dentro da “Associação das Nações do Sudeste Asiático” (ASEAN).

Park irá se encontrar com os líderes Xi Jinping da China e com o primeiro-ministro japonês para discutir assuntos da segurança regional, mas também pretende abordar temas sobre o livre comércio entre os países asiáticos. O tema também será discutido durante a reunião do ASEAN, em Brunei, entre os dias 8 e 10 deste mês de outubro.

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Fonte consultada:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2013/10/07/0300000000ASP20131007000900883.HTML

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ÁFRICAAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Relações comerciais entre o Brasil e a África cresceram 416% em 10 anos

O “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Brasileiro” (MDIC) publicou dados informando que, na última década (2002-2012), houve significativo incremento nas relações comerciais entre Brasil e África (excluído o “Oriente Médio”), em um valor aproximado de 416%. O país latino-americano lucrou no investimento feito nessas relações, pois as exportações brasileiras para aquele continente que, em 2002, eram da monta de 3,91%, subiu para 5,03%.

Estudiosos do assunto, como o “Professor-Adjunto do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB)”, Dr. Pio Penna Filho, aponta que tal mudança ocorreu pela conjunção de diversos fatores. Dentre os mais relevantes, primeiramente, destaca a redução de conflitos no território africano, o que ocasionou maior estabilidade política e econômica e viabilizou o melhoramento nas transações comerciais com outros Estados. Ademais, pontua a forte atuação governamental e diplomática brasileira – em parceria com o setor privado – em investir na África, movimento este iniciado no final doGoverno Cardoso”, mas que, todavia, recebeu os maiores e efetivos esforços durante os dois mandatos do Presidente Lula, cujo trabalho continua a ser trilhado por sua sucessora, a atual Presidenta Dilma Rousseff.

Segundo Filho, “houve aumento no consumo e em demandas de infraestrutura e urbanização[1], oportunidades estas que foram percebidas e bem aproveitadas por empresas brasileiras, com auxílio do Governo Federal. O professor Eduardo Padovani, do curso de “Relações Internacionais” da “Escola Superior de Propaganda e Marketing” (ESPM), do “Rio de Janeiro”, por sua vez, ressalta que um produto importante nas relações entre as duas regiões é o açúcar e derivados da cana.

Os dois pesquisadores, bem como outros autores que se debruçam sobre esse tema vêem tal incremento como algo positivo, como não poderia deixar de ser, porém, destacam a característica da diversificação de mercados importadores de produtores brasileiros, algo que recebeu muita atenção durante o Governo Lula e, agora, revela seus frutos.

Nessa linha, Padovani afirma: “A África está muito conectada com a Europa, é interessante para o Brasil pegar uma parcela desse mercado[1], o que se enquadra no eixo da “Política Externa Brasileiravoltada aouniversalismo”, ou seja, estabelecer relações profícuas com todo o globo, sem distinção.

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Imagem (Fonte):

http://files.prof-alexfernalmeida.webnode.com.br/200000032-693566a2f6/comercio_exterior.jpg

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Fontes consultadas:

Ver [1]:

http://economia.terra.com.br/operacoes-cambiais/operacoes-empresariais/comercio-entre-brasil-e-africa-cresce-416-em-10-anos,40d58a549341f310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Banco do Brasil” abrirá agência em Xangai (China)

O “Banco do Brasil” (BB) deverá receber até o final deste ano (2013) a terceira e última autorização necessária para abrir uma agência na cidade de Xangai (China), onde tem desde 2010 um escritório de representação.

Paulo Caffarelli, que é vice-presidente do BB para a área de Atacado, “Negócios Internacionais” e “Private Bank”, declarou[1] queuma vez efetuada a análise dos documentos apresentados e do relatório da dependência de Xangai contendo o resultado da inspeção, a sede da comissão em Pequim pode emitir a licença para a entrada em funcionamento da agência[1].

Após obter a última autorização, o BB terá aproximadamente seis meses para transformar o escritório em Agência. Caffarelli declarou o interesse e a necessidade do Banco em fomentar sua participação na China devido ao grande volume de negócios entre o Brasil e o país asiático.

Além do BB, o “Itaú BBA”, responsável pelos negócios de atacado e pelos investimentos institucionais do “Itaú Unibanco”, está presente em Xangai desde 2005[2] e o “Itaú Securities”, corretora do mesmo grupo, tem uma filial em “Hong Kong”.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/banco_do_brasil_abre_sucursal_em_xangai

[2] Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2005/12/01/92/

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