ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICAS

“União Europeia” apresenta primeira ação contra a Rússia na OMC

Ontem, dia 9 de julho, a “União Europeia” apresentou[1] uma ação contra a Rússia na “Organização Mundial do Comércio” (OMC) devido à imposição de uma taxa de reciclagem aos automóveis importados.

De acordo com informações do comunicado oficial da “Comissão Europeia”, a “União tratou este assunto em várias ocasiões durante as reuniões bilaterais com Moscou sem que haja uma solução concreta. Por isso não tem mais alternativa que recorrer aos procedimentos da solução de conflitos da OMC[1].

A taxa de reciclagem dos veículos importados “é incompatível com a regra fundamental da OMC que proíbe a discriminação às importações e entre estas[1], declarou o Comissário Europeu para Comércio, Karel De Gucht.

A ação de consultas é o primeiro passo do processo no “Sistema de Solução de Disputas” da OMC. Neste momento, a Rússia tem dez dias para responder a esta demanda e as consultas serão iniciadas em um período de 30 dias a partir da recepção da mesma. O processo não poderá se prolongar mais de 60 dias, exceto que as duas partes concordem em dar mais prazo.

Se a Rússia continuar sem cumprir as regras da organização mundial do comércio, a UE não descarta impor represálias comerciais. O país[2] é o terceiro sócio comercial da UE, que, por sua vez, é o primeiro sócio da Rússia. Em 2012, a UE exportou bens no valor de 123 bilhões de euros à Rússia, cujas importações do espaço europeu subiram a 213 bilhões de euros.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-13-665_en.htm

[2] Ver:

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/russia-e-oficialmente-o-156o-membro-da-omc-2

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ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

“Organização Mundial do Comércio” fomenta participação da África no comércio multilateral

Em 8 de julho de 2013, a “Comissão Econômica para a África” (ECA) e a “Organização Mundial do Comércio” (OMC), por intermédio de seus representantes, assinaram um “Memorando de Entendimento” com vistas a aperfeiçoar a assistência técnica relacionada ao comércio, bem como a capacidade de autodesenvolvimento dos países africanos, indistintamente. Nas palavras do Diretor desta instituição, Pascal Lamy, “desenvolver capacidade negocial é um passo necessário para a África participar mais efetivamente da economia global. A Comissão Econômica para a África das Nações Unidas (UNECA) é unicamente constituída para funcionar como um parceiro da Organização Mundial do Comércio na garantia de maior efetividade no auxílio para o comércio africano[1].

O “Secretário-Executivo da ECA”, Carlos Lopes, por seu turno, vibrou com o referido acordo. Declarou: “Através deste Entendimento, ECA e a OMC reafirmam seu compromisso de assessorar os continentes africanos aumentando sua participação no sistema de comércio multilateral e a sua participação integral nas negociações da Agenda Doha para o Desenvolvimento como refletido na Declaração Ministerial de Doha[2].

Tanto as partes envolvidas, como observadores internacionais e estudiosos do assunto, destacaram a importância de elas convergirem suas sinergias e interesses, bem como complementarem suas necessidades e fraquezas. O foco primordial da ECA é promover uma “integração regional na África”, o que, em tese, facilitará grandemente a participação dos países africanos no sistema de comércio multilateral, muito mais do que cada Estado posicionar-se isoladamente, a exemplo de outros Blocos já existentes e atuantes que tem demonstrado força por consequência da referida associação, tais como: UE, Mercosul, IBAS, BRICS, ASA, dentre outros.

Os dois organismos acordaram também em, conjuntamente, administrar uma “Assessoria Técnica de Comércio Orientada, a qual se constitui em um programa composto por participantes selecionados de continentes africanos, com divisão igualitária de custos. Também restou definido que os envolvidos, coordenadamente, priorizarão as necessidades específicas das diferentes regiões africanas. Os observadores esperam que esta nova parceria possa trazer os bons frutos almejados por ambas as partes.

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Imagem (Fonte):

http://www.wto.org/english/news_e/news13_e/igo_06jul13_e.htm

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Fontes consultadas:

Ver [1] e [2]:

http://www.wto.org/english/news_e/news13_e/igo_06jul13_e.htm

Ver:

http://www.uneca.org/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

“Livre Comércio” entre a China e a Suíça

Neste final de semana, autoridades da China e da Suíça, assinaram oAcordo de Livre Comércio China-Suíça”. Este foi o primeiro Acordo do gênero com um país europeu e, para os chineses, o primeiro passo para entrarem de vez na Europa.

O Acordo foi assinado durante a visita do ministro da economia da Suíça, Johann Scheineider-Ammann à capital chinesa, Beijing. Lá, ele se encontrou com o ministro do Comércio da China, Gao Hucheng, e firmaram a negociação. Este “Acordo de Livre Comércio” vem sendo discutido desde o ano de 2011 e, em maio deste ano (2013), os suíços suspenderam a cobrança de tarifas sobre produtos chineses. Em contrapartida, o país asiático reduziu em 84% as tarifas sobre produtos da Suíça.

Johann Schneider-Ammann declarou à imprensa: “Como somos um dos primeiros países ocidentais a fechar acordo de livre comércio com a China, nós achamos que isso pode ajudar muitas companhias suíças a fazer novas incursões no país[1].

Atualmente, a China é o terceiro maior destino das exportações do país europeu ou, o maior destino de suas exportações fora da “União Europeia” (UE). No ano passado (2012), o comércio entre os dois países atingiu 26,3 bilhões de dólares e até o mês de maio deste ano (2013) a Suíça já investiu mais de 5 bilhões de dólares em território chinês.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2013/07/06/internas_economia,418131/china-e-suica-assinam-acordo-de-livre-comercio.shtml

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Ver também:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/07/06/1s169217.htm

América do NorteAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Empresas norte-americanas de Defesa ampliam sua participação no mercado brasileiro

Segundo o jornal “Valor Econômico”, no ano de 2012, a indústria norte-americana tem se interessando cada vez mais pelo grande mercado de Defesa presente no Brasil. De acordo com o jornal, apenas naquele ano o volume de transações envolvendo a compra e venda de materiais e equipamentos de Defesa dos “Estados Unidos” para o Brasiltotalizaram US$ 633 milhões, 37% a mais que no ano anterior[1].

Ainda segundo o jornal, o “Departamento de Estado dos Estados Unidos”, responsável pela autorização de tais transações, tem liberado uma média de 90% dos pedidos de exportação de empresas para o Brasil. Ao mesmo tempo, o número deste tipo de pedidos cresceu de 1.004, em 2008, para 2.400, em 2012[2].

Este volume de importações se dá, no caso brasileiro, no desenvolvimento de algumas ações da “Política Nacional da Indústria de Defesa” (PNID) do “Ministério da Defesa[3]. Esta Política prevê, entre outros fatores, a criação de uma base para este tipo de Indústria no Brasil, focada na transferência de tecnologia de outros países para o setor no país.

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ImagemCresce o volume de importações entre Brasil e Estados Unidos no mercado de defesa” (Fonte):

http://cpe.wpi.edu/images/templates/091912defense.png

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Fontes consultadas:

[1] VerEmpresas americanas elevam vendas de produtos e serviços de defesa para o Brasil”, em:

http://www.valor.com.br/brasil/3163460/empresas-americanas-elevam-vendas-de-produtos-e-servicos-de-defesa-para-o-brasil.

[2] Segundo o jornal “Valor Econômico”, as importações deste tipo de mercado tiveram um volume total de 1.004 pedidos em 2008, seguindo para 1.968 em 2011, chegando aos 2.400 em 2012.

[3] Mais informações a respeito da PNID ou de outros planos de desenvolvimento da “Indústria de Defesa no Brasil” podem ser alcançados no website do “Ministério da Defesa” para o tema, em:

http://defesa.gov.br/index.php/politica-nacional-da-industria-e-defesa.           

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

“Comissão Europeia” lança programa para apoiar pequenas e médias empresas da “Europa Oriental”

Segundo o comunicado de imprensa[1] feito pela “Comissão Europeia”, ontem, dia 1o de julho, foi adotado um Programa para apoiar asPequenas e Médias Empresas” (PME), bem como as oportunidades comerciais nos países daParceria Oriental” (PO) situados na região europeia.

O “Comissário para o Alargamento e a Política Europeia de Vizinhança”, Štefan Füle, declarou que os “vizinhos orientais têm sido duramente atingidos pela crise econômica. Pequenas e médias empresas podem desempenhar um papel fundamental na geração de empregos e crescimento econômico, porque eles respondem rapidamente às oportunidades criadas pelo mercado. Por isso, é nossa tarefa crucial para apoiar as pequenas empresas na região da Parceria Oriental[1].

A PO é uma iniciativa da UE lançada na “Cimeira de Praga[2], em maio de 2009, e tem como objetivo aprofundar e fortalecer as relações entre a UE e os seus seis vizinhos do Leste: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia. Esta parceria fortalece as relações bilaterais entre a UE e os seus parceiros da “Europa Oriental” e representa a dimensão oriental da “Política Europeia de Vizinhança”.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-13-632_en.htm

[2] Ver:

http://ec.europa.eu/europeaid/easternpartnership

ECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICAS

Ações dos “Bancos Centrais” do mundo aumentou a capacidade de ação do “Mercado Financeiro Global” entre 2012 e 2013

Na última semana, o “Banco Internacional de Compensações” publicou o seu “83º Relatório Anual”. O Banco, mais conhecido como BIS (do inglês, “Bank for International Settlements”), foi criado em 1930 como uma entidade intergovernamental capaz de atender às compensações que a Alemanha deveria pagar em reparação aos danos da “I Guerra Mundial”.

Hoje, ele conta com 60 países membros: além dos oito países originais do tratado (Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Itália, Japão, Estados Unidos e Suíça), atualmente o BIS conta com membros de todos os continentes[1], e se destina a atender os “Bancos Centrais” (BCs) ou autoridades monetárias dos seus países-membros.

O “Relatório Anual do BIS” é uma das principais fontes de informação a respeito da saúde do sistema financeiro mundial, por agregar diversas informações fornecidas pelos seus membros. Uma das suas seções mais importantes é a seção que fala dos últimos doze meses anteriores à sua publicação, criando um cenário interessante a respeito da economia mundial.

Segundo o documento, que engloba o ano fiscal entre Julho de 2012 e Junho de 2013, os últimos 12 meses foram de baixo crescimento em todo o mundo. Por esta razão, a opção de muitos BCs ou “Autoridades Monetárias” foi a de reduzir suas políticas de estímulo às suas economias e aqueles que não puderam fazer aliviaram a sua política monetária “mudando os seus alvos, e alterando a estrutura de suas compras de ativos, além de focar em canais específicos dentro do mecanismo de transmissão monetária internacional[2]. Assim, um fluxo monetário grande deixou os países mais ricos em direção às economias em desenvolvimento, causando grande pressão monetária nestes países e o aumento da pressão cambial dos mesmos. Entre os países que tomaram esta política, podemos citar a Índia, o Brasil e a China, além da República Tcheca, Hungria, México e Polônia.

Finalizando sua discussão a respeito da atuação dos BCs no mundo, o BIS afirma que estas ações mantiveram o funcionamento do mercado financeiro. Sobretudo no segundo semestre, as políticas monetárias dos países-membros da Organização tiveram como objetivo impedir a fuga de capitais, tendo obtido sucesso em manter o fluxo internacional de divisas, embora os resultados destas políticas tenham sido muito diferentes em diversas economias. Por fim, o Banco afirma que, apesar destas políticas, o futuro financeiro global ainda é instável e imprevisível.

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Imagem Banco Internacional de Compensações articula as atividades dos Bancos Centrais de seus países-membros” (Fonte):

http://www.bis.org/images/history/Botta.jpg

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Fonte consultada:

[1] A lista de países-membro do BIS pode ser acessada através do website institucional do BIS (Ver):

http://www.bis.org/cbanks.htm

[2] Ver (em inglês a totalidade do Relatório, podendo observá-lo por capítulos. A política Monetária está no capítulo VI):

http://www.bis.org/publ/arpdf/ar2013e.htm

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Ver também:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vez-dos-governos-,1047084,0.htm