AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Começa a ser operacionalizado o “Acordo de Comércio da ‘União Europeia’ com Honduras, Nicarágua e Panamá”

De acordo com nota oficial[1] da “União Europeia” (UE), no dia 1º de agosto de 2013 o Bloco europeu começará a aplicar a parte comercial do “Acordo de Associação” com Honduras, Nicarágua e Panamá.

Conforme as informações publicadas, o objetivo do Acordo é reforçar a integração econômica na América Central, abrir mercados e criar um ambiente de negócios e investimentos estável.

O comissário de Comércio da UE, Karel De Gucht, declarou: “Este acordo de associação é mais uma prova de nosso interesse e envolvimento na América Central. (…). Eu estou contente que Honduras, Nicarágua e Panamá estão agora a tomar um passo nessa direção e eu estou ansioso para ver outros parceiros na região unindo-se muito em breve[1].

Com a Medida ocorrerá a abertura de mercados para bens, contratos públicos, serviços e investimentos em ambas regiões. O acordo também estabelece instituições para abordar questões relacionadas com o comércio e oferece uma forma transparente para resolver disputas comerciais.

Ao todo, a Associação possui três pilares: (1) diálogo político, (2) cooperação e (3) comércio. Apenas o pilar comercial será aplicado nesse momento, pois está sendo aguardada a ratificação pelos 28 Estados-Membros da UE.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-13-758_en.htm

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Ver Também:

http://trade.ec.europa.eu/doclib/press/index.cfm?id=689

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

“União Europeia” elimina barreiras tarifárias com Colômbia, Honduras, Nicarágua e Panamá

Em 1º de agosto de 2013, entraram em vigor “Tratados de Livre Comércio” (TLC) da “União Europeia” (UE), por um lado, com a Colômbia e, por outro, com Honduras, Nicarágua e Panamá. Com esses Tratados, tem-se como objetivo principal eliminar barreiras tarifárias da UE com países centroamericanos e da região andina[1].

No caso colombiano, prevê-se ainda que, até o final do período de transição do Acordo, serão eliminados direitos aduaneiros sobre produtos de indústria e pesca e circulação mais aberta do comércio de produtos agrícolas[2].  Essas medidas fazem parte também do TLC assinado junto ao Peru, em junho de 2012, no entanto, com este, as barreiras tarifárias já haviam sido eliminadas em 1º de março de 2013.

As exportações da região andina para a UE baseiam-se em produtos primários, como os agrícolas, combustíveis e aqueles derivados da mineração, enquanto que, a exportação contrária, da UE para os andinos, baseia-se em produtos manufaturados, sobretudo, maquinário, transportes e produtos químicos[3].

Os países centroamericanos, por sua vez, preveem o fornecimento de produtos agrícolas e pesqueiros (café, banana, açúcar etc.), assim como alguns produtos industriais (microships e instrumentos sanitários e óticos). Em contrapartida, a UE prevê a exportação principalmente de produtos farmacêuticos e veículos.

Se de um lado entidades como a “Comissão Europeia” (CE) e a “Proexport” – entidade estatal colombiana responsável pela área de exportações no país – comemoram a maior circulação de bens e o incremento nas exportações, “Organizações Não Governamentais” (ONGs), como a “Associação Latinoamericana de Organizações de Promoção do Desenvolvimento” (Alop), o “Grupo do Sul” e a “Amigos da Terra”, em comunicado conjunto, lamentaram que os acordos “reproduzam um modelo exportador de matérias primas desses países para a UE, o que beneficia as empresas transnacionais e não contribui para o desenvolvimento inclusivo dos povos[1].

Guatemala, “El Salvador” e “Costa Rica” também pretendem fazer parte do chamado “Acordo de Associação com a Centroamerica” (AAC)**, porém os ajustes sobre suas respectivas participações ainda não foram finalizados[4].

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* Apesar da precoce aprovação do TLC pelo parlamento peruano, ele entra em vigor somente na data de 1º de agosto de 2013, para os três sócios.

** O AAC teve sua negociação entre maio de 2007 e maio de 2010. A assinatura do Acordo ocorreu em junho de 2012.

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Imagem TLCs entre Europa, Centroamerica e região andina” (Fonte):

http://www.bhmpics.com/euro_currency-wallpapers.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.americaeconomia.com/node/97894

[2] Ver:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=670868&tm=6&layout=121&visual=49

[3] Ver:

http://www.lahora.com.ec/index.php/noticias/show/1101542745/-1/TLC_entre_la_UE,_Colombia_y_Per%C3%BA_entra_en_vigor_hoy.html#.UfrzzJI3uvE

[4] Ver:

http://www.laprensa.hn/Secciones-Principales/Honduras/Tegucigalpa/Manana-entra-en-vigencia-TLC-de-UE-con-Honduras-Nicaragua-y-Panama#.Ufr7z5I3uvE

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Chinesa “CAMC Engineering” em Angola

A empresa chinesa “CAMC Engineering”, em conjunto com o governo de Angola, prepara a cidade de Camacupa para receber seu projeto agro-industrial. Iniciado em 2012, está disponibilizando fábricas para processamento de produtos agrícolas e armazéns para estocagem da produção local.

Em 2012, quando foi dado início ao projeto entre empresários chineses e o governo africano, foi estimulada a criação de 800 empregos diretos, triplicando a produção anual de arroz que era de 15 mil toneladas ao ano. As regiões rurais do Longa, Masseca e de “Cuito Cuanavale” foram beneficiadas diretamente pelos empreendimentos. 

Na província de Bié, os novos empreendimentos serão destinados à produção de soja, plantação de milho entre outros produtos e, assim que as instalações forem concluídas, em 2014, ambos participantes obterão seus lucros e objetivos, pois será o ano da colheita.

A CAMC e outras empresas chinesas estão presentes em Angola e em outros países africanos com projetos similares, atuando tanto infra-estrutura para bens agrícolas, como em tecnologia e técnicas de produção. A presença de empresas como esta fortalece ainda mais a presença chinesa no continente.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/07/29/empresa-china-camc-engineering-prepara-futura-exploracao-agro-industrial-em-angola/

Ver Arquivo:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2012/12/12/empresa-chinesa-camce-desenvolve-projecto-agro-industrial-em-angola/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Taiwan (Formosa) explorando petróleo na “China Continental”

O governo de Formosa mantém seus esforços para que suas empresas explorem petróleo e outras fontes de energia na “China Continental”. A indústria petroquímica do país espera concluir a construção de suas “Placas de Craqueamento de Nafta” do outro lado do “Estreito”.

A conclusão destas obras abrirá mais espaço para as empresas de Taiwan atuarem no Continente. O atual projeto também é visto como uma oportunidade para que a indústria petroquímica do país possa investir na “Província de Fujian». Até o momento, a Sinopec já informou a disponibilidade de 20% de suas ações para que os interessados possam entrar nas explorações na cidade de Gulei, em Fujian.

Os investidores taiwaneses esperam realizar negociações bem sucedidas com os chineses continentais, pois os planos de investirem na Malásia falharam, o que abalou muito a indústria em toda Formosa. Além de Gulei, eles estão aguardando a abertura do mercado petroquímico da “China Continental” para outras empresas taiwanesas em outras regiões e todas as oportunidades que forem abertas serão considerados como prioridades pelos investidores e pelas autoridades de Formosa.

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Fonte consultada:

Ver:

http://www.wantchinatimes.com/news-subclass-cnt.aspx?id=20130722000096&cid=1201

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Moçambique entra para a lista dos países africanos que mais atraem investimentos

De acordo com o relatório lançado pelo banco português BPI, em 2012, Moçambique entrou para lista dos dez primeiros países africanos que mais captaramInvestimento Externo Direto” (IED), sobretudo devido ao capital do Brasil, que foi o país que mais investiu em Moçambique no ano passado.

No Documento, o Banco considera que os últimos anos têm sido particularmente positivos para Moçambique, superando o crescimento da região subsaariana e se aproximando do ritmo de crescimento de países como a China. O IED líquido praticamente duplicou em 2012, comparativamente com o ano anterior (2011), indo de 2,7 bilhões para 5,2 bilhões de dólares e eles foram destinados sobretudo aos grandes empreendimentos.

As projeções oficiais apontam para um crescimento de 8,4% este ano (2013) com influência direta do aumento da produção no setor da indústria extrativa, derivada da exploração crescente dos recursos naturais, e da expansão das atividades financeiras. Porém, as otimistas projeções de rápida expansão da economia podem ser afetadas por conta da instabilidade climática que aumenta a incerteza nos mercados das  commodities e, também, por conta da lenta recuperação econômica dos países mais desenvolvidos, pois o grau de dependência da ajuda internacional ao desenvolvimento mantém-se elevado.

Como afirmado, no topo da lista de investidores no ano passado esteve o Brasil, com 25% do total. Foi seguido dos Estados Unidos, com 18%, depois por Austrália e Itália, com 12% cada.
A capacidade de atração de IEDs está relacionada com a abundância de recursos naturais, mas também com os incentivos fiscais para grandes investimentos, como a isenção de pagamento de impostos sobre bens de capital e impostos reduzidos sobre a atividade empresarial.

Outra vantagem na captação de investimento são as “Zonas Francas Industriais”, que isentam as empresas de impostos e tarifas e têm um regime especial de apoio ao desenvolvimento e exploração de infra-estruturas.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.bpiinvestimentos.pt/Storage/download/ficheiro.67080B01-F108-4ADE-A039-9171D6620A66.1.pt.asp?id=82367179-94FA-48DF-A7ED-03B386640CB6

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Banco do Sul”: integração econômica como alternativa financeira na “América Latina”

O “Banco do Sul” é parte de uma nova arquitetura financeira regional e teve como países construtores a Argentina, a Bolívia, o Brasil, o Equador, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela. O Banco teve sua fundação em 9 de dezembro de 2012, na Argentina, seguindo uma proposta do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013), da Venezuela, no âmbito da “União de Nações Sul-Americanas” (Unasul).

A instituição pretende promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental; o crescimento econômico e o aperfeiçoamento da infraestrutura entre todos os seus países membros[1]. Ela começou a operar preliminarmente em 3 de junho de 2013, na sua sede localizada em “Caracas” (Venezuela)*.

Tem como proposta tornar-se uma nova entidade regional, independente de organismos convencionais, como o “Fundo Monetário Internacional” (FMI), o “Banco Mundial” (BM) e o “Banco Interamericano de Desenvolvimento” (BID), além de se tornar parte de uma “Nova Arquitetura Financeira Regional” (NAFR).

A principal vantagem deste sistema, que se baseia nos princípios da complementaridade, respeito pela soberania e solidariedade, é que ele permite que as transações sejam realizadas entre os países-membros sem a necessidade de câmbio. Além disso, há uma ênfase na integração multidimensional, que agrega ao setor econômico as esferas políticas, produtiva, comercial, cultural e ambiental.

Em seu acordo constitutivo ficou estabelecido que a Entidade terá recursos autorizados da ordem de US$ 20 bilhões, capital assinado de US$ 10 bilhões e uma contribuição inicial** de seus membros de US$ 7 bilhões[2].

A primeira reunião do “Conselho de Ministros” do Banco aconteceu em 12 de junho de 2013, porém ele só entrará efetivamente em funcionamento em 2014[3].

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* A instituição também tem escritórios em “Buenos Aires” (Argentina) e “La Paz” (Bolívia).

** Os membros contribuem de acordo com a capacidade de sua economia e cada um deles possui direito a voto. Ou melhor, todos os seus integrantes dispõem de igual representatividade no “Conselho Diretivo” durante as tomada de decisão, aprovação de fundos e de projetos, independente do valor inicial investido em participação, ao contrário do que acontece em organismos como BM e FMI, onde o voto de cada país depende de seu montante em dinheiro para participação.

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Imagem Banco do Sul e a economia latino-americana” (Fonte):

http://www.sxc.hu/photo/840235

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2013071402

[2] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/banco-do-sul-assenta-as-bases-para-ser-alternativa-financeira-no-continente,3e0f4b65d463f310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

[3] Ver:

http://www.ecured.cu/index.php/Banco_del_Sur

Ver também:

http://www.descifrado.com/2013/06/gobierno/primera-reunion-del-banco-del-sur/