ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Cabo Verde: convergência entre biodiversidade e turismo

Comemorada anualmente no dia 22 de maio, o dia mundial da biodiversidade marca a conscientização da importância da preservação do patrimônio natural e das suas diferentes formas de vida. Esta questão se relaciona também com os rumos do desenvolvimento dos Estados e do legado a ser deixado para as futuras gerações, uma vez que a degradação ambiental, de forma ampla, impacta o ecossistema e as condições de vida das populações no mundo.

A dualidade em manter o desenvolvimento tendo em perspectiva a preservação da biodiversidade está presente nas pautas de Cabo Verde, principalmente no tocante ao ecoturismo e seus impactos. Neste sentido, o Diretor Nacional do Ambiente, Alexandre Nevsky destacou a necessidade de o Estado estabelecer uma estrutura mais complexa na regulamentação do setor turístico, especificamente nas zonas costeiras. Para tanto, a sugestão feita pelo Diretor é planificar como deve ocorrer a integração do turismo com a proteção do ecossistema.

Vista aérea de Praia, Cabo Verde

De modo complementar, o arquipélago enfrenta a ameaça de espécies da fauna e flora naturais das ilhas, em razão da expansão das zonas urbanas, em detrimento do limitado espaço geográfico insular. Por conseguinte, a proteção das áreas de preservação consequentemente se conecta com a necessidade em planificar a atuação do setor turístico e a mensuração do impacto desta atividade econômica.

Como aponta o V Relatório Nacional sobre o estado da Biodiversidade em Cabo Verde, desenvolvido pela Direção Nacional do Ambiente, os principais fatores que comprometem o ecossistema das ilhas são a atuação humana de forma direta e indireta. No espaço marítimo, as atividades econômicas tais como a pesca, portos, turismo, atividades desportivas e lazer contribuem com os riscos ambientais.

Importante observar que, da mesma maneira em que há o avanço da criação de Áreas de Proteção, o crescimento da criação de reservas se deu por meio do estabelecimento da Rede Nacional de espaços protegidos, em 2003. Durante o período de 2009 a 2014 foram implantadas 23 áreas de proteção, contemplando o espaço terrestre, marítimo e costeiro.

Imagem aérea do Parque Natural de Monte Verde, na Ilha de São Vicente em Cabo Verde

Ainda no âmbito das iniciativas internas, em 2014 foi estabelecida a Segunda Estratégia Nacional e Plano de Ação sobre a Biodiversidade, contemplando o intervalo temporal de 2014-2030. Possuindo como meta principal o planejamento, objetiva-se a recuperação, preservação e valorização da biodiversidade cabo-verdiana, aliada ao desenvolvimento do país e de seus cidadãos. A Estratégia ainda pauta prioridades relacionadas à integração da sociedade na temática ambiental; a redução das ameaças ao ecossistema; e a criação de fundos para monitoramento da biodiversidade.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Cabo Verde” (Fonte): https://maisturismo.org/wp-content/uploads/2014/07/caboverde4.jpg

Imagem 2Vista aérea de Praia, Cabo Verde” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Praia_(Cabo_Verde)#/media/File:Praia_aerial.jpg

Imagem 3 Imagem aérea do Parque Natural de Monte Verde, na Ilha de São Vicente em Cabo Verde” (Fonte): https://www.guiadecaboverde.cv/wp-content/uploads/2016/10/monte-verde.jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Xi Jinping defende independência da China diante da guerra comercial

O Presidente da China, Xi Jinping, enfatizou a necessidade de a China focar em independência e inovação para lidar com os desafios de longo prazo dos Estados Unidos, informa o jornal South China Morning Post.

A inovação tecnológica é a raiz da vida dos negócios”, afirmou Xi na segunda-feira (20 de abril), durante uma visita à Província de Jiangxi. O Presidente asseverou: “Apenas se nós possuirmos propriedade intelectual e tecnologias-chave, poderemos fabricar produtos com grande competitividade e nós não seremos derrotados com a intensificação da competição”.

Xi Jinping, Presidente da China

Os comentários do Mandatário chinês, transmitidos para toda a China na noite de quarta-feira (22 de abril), ocorrem após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem executiva que baniu do mercado americano os produtos fabricados pela empresa de telecomunicações chinesa, Huawei, pois acredita que eles representam “um risco injustificado de sabotagem”ao sistema de telecomunicações dos Estados Unidos. Os comentários também seguem o colapso das negociações comerciais entre os dois países, deflagrando o aumento de tarifas sobre importações por parte de Washington e Pequim.

O Presidente chinês também lembrou: “Este ano é o 70º aniversário da fundação da Nova China. Nós devemos ter em mente de onde vem o nosso poder e como a Nova China foi construída, de forma que nós protejamos o socialismo com características chinesas defendido pelo Partido Comunista”, pedindo ao público que se lembre dos sacrifícios feitos pelos comunistas pioneiros.

Xi usou os discursos durante a viagem para destacar várias políticas governamentais, sinalizando que Pequim não comprometerá suas prioridades domésticas ao lidar com os Estados Unidos. As políticas abrangem o apoio a pequenas empresas, energia limpa, desenvolvimento, bem-estar social e combate à pobreza.

Na avaliação de Zhang Yansheng, diretor de pesquisa no Centro Chinês para Intercâmbios Econômicos Internacionais, um think tank afiliado ao governo, a China e os Estados Unidos vão continuar a se confrontar nos anos vindouros. Zhang apontou: “Eu acho que nos próximos 17 anos, até 2035, a China e os Estados Unidos vão continuar a dialogar e a se enfrentar, e a dialogar e a se enfrentar novamente”.Mas, para o analista, ambos os países vão, eventualmente, retornar a um sistema baseado no respeito a normas internacionais para governar o comércio e a economia globais. E frisou: “A China fará o que for necessário para alcançar seus objetivos”.  

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Trabalhadores chineses”(Fonte): https://www.pexels.com/photo/group-of-persons-wearing-yellow-safety-helmet-during-daytime-33266/

Imagem 2 Xi Jinping, Presidente da China” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=xi+jinping&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Xi_Jinping_2016.jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

China foca na geração de empregos com continuação da guerra comercial

O Primeiro-Ministro chinês, Li Keqiang, jurou mobilizar todos os recursos disponíveis para criar empregos e estabilizar o mercado de trabalho, à medida que a guerra comercial entre Washington e Pequim ameaça impactar a economia chinesa, informa o jornal South China Morning Post.

Presidindo uma conferência nacional sobre emprego em Pequim, na segunda-feira retrasada (13 de maio), Li pediu que os oficiais do Partido Comunista da China, em todos os níveis, priorizem a criação de empregos. O Primeiro-Ministro disse que se deve dar primazia aos recém-graduados, aos militares desmobilizados e aos trabalhadores imigrantes: todos aqueles que enfrentam desafios no mercado de trabalho. Li explicou: “Apoiar o emprego e o empreendedorismo, especialmente dos graduados nas universidades, é uma garantia importante para alcançar o desenvolvimento saudável da economia, melhorando a vida do povo, bem como garantindo a estabilidade social”.

O pedido de Li ocorre logo após o seu aviso no Congresso Nacional do Povo, que ocorreu em março, sobre o fato de que a China enfrenta uma séria situação de desemprego neste ano, com 15 milhões de desempregados. Ele afirmou que espera que, em 2019, o governo consiga criar 13 milhões de novas ocupações, o mesmo número alcançado em 2018.

Li Keqiang, Primeiro-Ministro da China

Na sexta-feira (10 de abril), os Estados Unidos aumentaram as tarifas de 10% para 25% sobre produtos chineses, avaliados em 200 bilhões de dólares (aproximadamente 819,8 bilhões de reais, conforme a cotação de 17 de maio de 2019), depois de meses sem novas tarifas entre os dois países.         

O especialista em relações internacionais, Shen Dingli, de Xangai, observa que a questão do emprego é crucial para a China, em meio à guerra comercial com os Estados Unidos. Shen aponta: “No ano passado, testemunhamos o fechamento de 6 milhões de fábricas [na China] e isso, inevitavelmente, levou a um certo grau de desemprego. Contudo, nós também assistimos à abertura de 13 mil fábricas por dia, gerando 5 milhões de novas indústrias. Então, as nossas perdas globais foram limitadas”.

Gao Lingyun, especialista em economia e política internacional da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse que além de estabilizar o mercado de trabalho, Pequim está se preparando para apoiar outros setores. Gao afirmou que o governo poderia ajudar áreas como o mercado financeiro e as pequenas e médias empresas a enfrentar a guerra comercial por meio da eliminação de impostos, oferecendo empréstimos baratos e descontos fiscais para os exportadores. O especialista relembrou: “Nós vamos continuar a incentivar o investimento estrangeiro, particularmente no setor de alta tecnologia”.

Gao também indicou que a China está bem preparada para responder aos aumentos tarifários impostos pelos Estados Unidos. “Por exemplo, os aumentos tarifários da China estão sob diferentes taxas tarifárias a fim de evitar um impacto generalizado sobre as importações e nós também permitimos que as empresas se candidatem a isenções [de tarifas]”, declarou. E procurou reiterar: “Apesar de nós querermos resolver a questão comercial por meio de negociações, isso não significa que nós temos que aceitar os acordos ditados pelos Estados Unidos. A presidência americana muda a cada quatro ou oito anos… O tempo está do lado da China”.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Operários em fábrica de eletrônicos em Wuxi, China”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=china+factory&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=70yl4lbq1f3x3cgxnwl4dbqzz#%2Fmedia%2FFile%3ASeagate_Wuxi_China_Factory_Tour.jpg

Imagem 2 Li Keqiang, PrimeiroMinistro da China” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=li+keqiang&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Li_Keqiang-19052015.png

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Brasil e México adicionam arroz e feijão à lista de comércio

No último sábado (dia 11 de maio), o Governo brasileiro, representado pela Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o México, na figura do Secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Victor M. Villalobos, anunciaram com satisfação um novo acordo comercial. A partir de agora, o Brasil passará a exportar arroz beneficiado para o México e, em contrapartida, o país importará o feijão mexicano.

Preparando o feijão, conhecido como frijol no México

O acordo foi celebrado em Niigata, no Japão, durante a Reunião dos Ministros da Agricultura do G20. Arroz e feijão são ingredientes essenciais para as cozinhas dos dois países. “Receberemos feijão mexicano para completar nosso prato principal no Brasil, que é arroz e feijão”, disse a Ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina Dias, em um vídeo postado no Twitter.

Arroz, feijão, carne e batata. Prato principal do brasileiro

A medida foi tomada após a aprovação recíproca dos requisitos fitossanitários para o arroz beneficiado brasileiro e o feijão do México, negociados coordenadamente entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério das Relações Exteriores, pelo lado brasileiro, e a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México.

A decisão reforça a posição do Brasil como um dos dez principais exportadores mundiais de arroz e representa um passo importante para a diversificação das relações comerciais com o México, país com mais de 120 milhões de habitantes e que importa cerca de 80% do arroz consumido no país.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Plantação de Arroz, Rio do Sul, Santa Catarina, Brasil” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Arroz_097.jpg

Imagem 2Preparando o feijão, conhecido como frijol no México” (Fonte): https://es.wikipedia.org/wiki/Phaseolus_vulgaris

Imagem 3Arroz, feijão, carne e batata. Prato principal do brasileiro” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Arroz_com_feij%C3%A3o

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Peru firma acordo de promoção turística com a Malásia

O Ministério de Relações Exteriores do Peru informou que foi assinado, em abril de 2019, um Memorando de Entendimento (MoU, de Memorandum of Understanding, em inglês) com a Malásia, para promoção turística de ambos os destinos. O acordo faz parte de um conjunto de ações e campanhas que estão sendo empreendidas pelo Governo de Lima para aumentar o ingresso de turistas no país andino.

Para este ano de 2019, o Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) estima que o país receberá cerca de 4,7 milhões de turistas estrangeiros, ou seja, 9% a mais que no ano de 2018.  A meta do Mincetur é chegar a 5,6 milhões de visitantes internacionais em 2021, o que representaria um ingresso de 6 bilhões de dólares (cerca de 23,63 bilhões de reais ao câmbio de 7 de maio de 2019).

Os mais de 1,102 milhão de visitantes recebidos no primeiro trimestre de 2019 reforçam este otimismo, pois, segundo o ministro Edgar Vásquez, houve um incremento de 2,1% sobre igual período de 2018. Setenta por cento dos turistas são oriundos de doze países: Alemanha, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Equador, EUA, França e Holanda. Na estatística por bloco, os parceiros do Peru na Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia e México) apresentaram aumento de 4% e somaram pouco mais de 39% dos desembarques.

No período de 17 a 20 de maio de 2019, quando ocorrerá o Peru Travel Mart, maior evento de turismo  do país, cerca de 70 empresários turísticos do Canadá, Chile, Colômbia, EUA, França e México visitarão destinos tradicionais e novos de nove regiões. De acordo com estudos da Comissão de Promoção do Peru para Exportação e Turismo (Promperú) o turismo cultural é o objetivo de 90% dos viajantes que chegam e as regiões mais visitadas são: 1) Lima (onde fica a capital) com 100%; 2) Cuzco (onde ficam Cuzco e Machu Picchu) com 85% e; 3) Puno (onde ficam Puno e o Lago Titicaca) com 31%.

Imagem da campanha Peru, o país mais rico do mundo

Análises de marca país, tais como a Nation Brands 2018, da empresa de consultoria Brand Finance, mostram o Peru como 6º colocado dentre os latino-americanos, já o Country Brand Report 2017-2018 coloca os peruanos em 5º lugar. No quesito segurança e ausência de conflitos, analisado pelo Global Peace Index 2018, a 74ª posição no ranking mundial de 163 nações, é muito melhor que a da Colômbia (145ª), que  inclusive já foi objeto de Nota Analítica no Ceiri News.

A Organização Mundial de Turismo da ONU (UNWTO, em inglês) divulgou em janeiro de 2019 que a chegada de turistas internacionais no mundo aumentou 6% em 2018, alcançando 1,4 bilhão, dois anos antes do previsto, que era 2020. As médias por região foram: Américas (3%); África (7%); Ásia-Pacífico (6%); Europa (6%) e Oriente Médio (10%). O Anexo Estatístico da publicação Barômetro do Turismo Mundial da UNWTO mostra, com base em 2017, que a Malásia recebeu 6 vezes mais visitantes e mais receita que o Peru.

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, em inglês) informa em relatório por país que pode ser solicitado no site que os impactos, tanto direto, quanto indireto e total, do segmento de turismo no PIB do Peru são maiores que dos setores automotivo, químico e bancário. Quanto à geração de empregos, o turismo só perde para a construção, o varejo e o agronegócio. O WTCC estima que na próxima década o setor de turismo peruano crescerá a uma taxa anual de 5,5%, mais que os 3,8% de média da economia nacional como um todo e somente superada pelos 5,7% do setor financeiro.

Conforme se pode observar, os peruanos estão apostando no futuro promissor deste mercado. Além disso, ao assinar o MoU com a Malaysian Association of Tour and Travel Agents (MATTA), que representa mais de 3.400 agentes de viagens malaios, o Peru pode se beneficiar de duas formas: fazendo benchmarking com um destino turístico que está entre os Top 15 em número de turistas estrangeiros recebidos e Top 20 em volume de receita em dólares; e atrair turistas de um país que está entre os 30 que mais gastam com viagens e turismo.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Representantes do Peru e da Malásia na assinatura do MoU” (Fonte): https://cdn.www.gob.pe/uploads/document/file/308606/standard_matta_canatur_mou2.jpg

Imagem 2 Imagem da campanha Peru, o país mais rico do mundo” (Fonte): https://scontent.fssa17-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/35240226_1751408928285161_4582436990493917184_n.jpg?_nc_cat=102&_nc_ht=scontent.fssa17-1.fna&oh=45461dc3b20d9e2e1239f4b4572d9e2c&oe=5D368329

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Indonésia prevê investimentos multibilionários da China

Segundo o Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong, o país considerou a abertura da China para seus pedidos de melhoria da “Iniciativa do Cinturão e Rota” (ICR) “altamente encorajadora”e afirmou que Jacarta prevê investimentos chineses da ordem de bilhões de dólares em quatro regiões selecionadas como motores do crescimento do arquipélago: Sumatra do Norte, Kalimantan do Norte, Sulawesi do Norte e Bali. O objetivo do governo indonésio é canalizar os investimentos chineses para essas regiões a fim de tornar o país um centro importante do comércio marítimo internacional, informa o jornal South China Morning Post.

Lembong, que preside o Conselho de Coordenação de Investimentos da Indonésia (CCII), sugeriu que Pequim envolva profissionais que possam estruturar acordos justos e financeiramente viáveis para o seu plano de aumentar o comércio e a conectividade globais. Para tanto, o CCII assinou um acordo, na semana passada, com o Banco chinês de investimentos Corporação de Capital Internacional da China (CCIC) para que analise os investimentos da ICR na Indonésia. O Ministro afirmou: “Eu acredito que entre os próximos 5 e 10 anos, a ICR vai estimular o investimento adicional de vários bilhões de dólares. O que ambos os lados estão tentando garantir agora é a qualidade do investimento, não apenas a quantidade”.

Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong

Atualmente, o único projeto da ICR na Indonésia é uma linha de trem de alta velocidade de 142 quilômetros, avaliada 6 bilhões de dólares (em torno de 23,63 bilhões de reais, conforme a cotação de 4 maio de 2019), que conecta a capital, Jacarta, à cidade de Bandung. O comércio bilateral cresceu nos últimos anos, atingindo a marca de 72,66 bilhões de dólares (próximos de 286,1 bilhões de reais, de acordo com a mesma cotação), em 2018, enquanto os investimentos da China para a Indonésia foram de 2,38 bilhões de dólares (aproximadamente 9,37 bilhões de reais na mesma cotação), no mesmo ano.

Espera-se que esses números aumentem nos próximos anos, pois em torno de 100 empresários indonésios participaram do Segundo Fórum do Cinturão e Rota para a Cooperação Internacional, que ocorreu em Pequim entre os dias 26 e 29 de abril. Entre eles, estava Mochtar Riady, um dos homens mais ricos da Indonésia e fundador do Grupo Lippo, um conglomerado que abrange os setores de mídia, imóveis, tecnologia e finanças. Além disso, houve a assinatura de mais de 20 acordos entre entidades de ambos os países. Esses acordos tratam de diversas atividades econômicas: desde a construção de usinas de geração de energia até a construção de áreas industriais estimadas em 14,2 bilhões de dólares (ou, próximos de 55,91 bilhões de reais, ainda conforme a cotação de 4 de maio de 2019). Tais investimentos serão de grande importância no aumento da conectividade entre Pequim e Jacarta e para o desenvolvimento da região do Sudeste Asiático como um todo.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, encontra o Presidente da China, Xi Jinping (março de 2015)” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Jokowi_Xi_Jinping_2015.jpg

Imagem 2 Ministro de Investimentos da Indonésia, Thomas Trikahish Lembong” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Thomas_Trikasih_Lembong.jpg