AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

A Apatridia na América Latina

Imagine uma vida sem registros de sua existência, portanto, sem a oportunidade de estudo, trabalho, deslocamento e aquisição de bens em seu nome. Para aproximadamente 10 milhões de pessoas em todo o mundo este não é apenas um cenário oriundo da imaginação, mas a realidade que se apresenta por não possuírem uma nacionalidade que possibilite o usufruto de direitos básicos.

Assim, a definição jurídica internacional associada a este grupo de pessoas denomina-se apátrida, isto é, todos os homens e mulheres que não possuem vínculo com qualquer Estado, seja porque a legislação interna não os reconhece como um nacional ou por não haver consenso sobre qual país deve reconhecer a cidadania.

Da esquerda para a direita, Luis Antonio Bolaños, diretor do Registro Civil da Costa Rica; Epsy Campbell Barr, vice-presidenta e chanceler da Costa Rica; Marcela Rodríguez-Farrelly, oficial de Proteção do ACNUR. Foto: ACNUR

No Direito Internacional, este tema é observado nos seguintes marcos regulatórios: a Convenção relativa ao Estatuto de Apátridas (1954) e a Convenção para a Redução dos Casos de Apatridia (1961). Em 2014, ao completar 60 anos do Estatuto, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha #IBelong, como uma estratégia global para erradicação desta situação de não pertencimento até 2024.

Na América Latina, a proposta onusiana* alia-se à Declaração e Plano de Ação do Brasil (2014), quando se consagrou o aniversário de 30 anos da Declaração de Cartagena (marco regional responsável por ampliar a proteção para refugiados e apátridas). No Capítulo Sexto da Declaração do Brasil, 28 países e três territórios do Caribe**, consolidaram a proposta de promover métodos que facilitem o acesso a uma solução definitiva por meio da naturalização, ou o restabelecimento da nacionalidade através de legislações e políticas inclusivas.

Além disso, a região lidera a taxa de adesão às convenções sobre a apatridia. Desde 2011, de 49 adesões ocorridas no mundo, 16 correspondem a países da América (32%). Ressalte-se que Argentina, Belize, Colômbia, El Salvador, Paraguai e Peru têm aderido à Convenção relativa ao Estatuto dos Apátridas ou a Convenção para a Redução dos Casos de Apatridia; Chile e Colômbia mudaram seus regulamentos administrativos para limitar o âmbito de aplicação das exceções à aquisição automática da nacionalidade por nascimento.

O Paraguai vai um passo além e se torna o primeiro país das Américas a aprovar uma lei especial que regula o assunto. O projeto de “Proteção e Facilitação para a Naturalização de Apátridas” foi apresentado pelo senador Pedro Arturo Santa Cruz. Por força da nova lei, se o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) reconhece a situação de apatridia, o processo de registro destas pessoas pode ser feito no exterior. Portanto, como Estado Parte da Convenção de 1961, o Paraguai concederá sua nacionalidade a uma pessoa nascida no território de um Estado que não faça parte desta Convenção se um dos pais for paraguaio.

A Costa Rica também avançou na identificação e proteção de indivíduos apátridas. Com a reformulação do Regulamento de Opções e Naturalizações, conduzida pelo Registro Civil do Supremo Tribunal Eleitoral, o país pôde conceder a cidadania a Eloísa Méndez, a primeira apátrida a se naturalizar nas Américas. No Brasil, com a aprovação da Nova Lei de Migração, Maha e Souad Mamo se tornaram as primeiras pessoas reconhecidas como apátridas. Recentemente, as irmãs receberam a nacionalidade brasileira em cerimônia na ONU em Genebra.

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Nota:

* Referente a ONU, relativo a ONU, ou próprio da ONU.

** Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Ilhas Cayman, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçao, El Salvador, Equador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Santa Lúcia, Suriname, Trinidad e Tobago, Turks e Caicos, Uruguai e Venezuela.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 As irmãs Souad e Maha foram as primeiras pessoas reconhecidas como apátridas pelo Governo Brasileiro. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney” (Fonte):

http://www.acnur.org/portugues/2018/06/26/maha-e-saoud-mamo-sao-as-primeiras-pessoas-reconhecidas-como-apatridas-pelo-brasil/

Imagem 2 Da esquerda para a direita, Luis Antonio Bolaños, diretor do Registro Civil da Costa Rica; Epsy Campbell Barr, vice-presidenta e chanceler da Costa Rica; Marcela Rodríguez-Farrelly, oficial de Proteção do ACNUR. Foto: ACNUR” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/onu-elogia-costa-rica-por-combater-apatridia/

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Migraciones, el reto para la política pública en Latinoamérica

En la actualidad las migraciones constituyen un fenómeno en aumento en Latinoamérica, factor de suma relevancia debido a los efectos que genera en las poblaciones receptoras y para el migrante que en muchas ocasiones se encuentra en una condición vulnerable. Sin embargo, hay poca información acerca de las variables sociales, demográficas y culturales. Cabe destacar que la migración es un tema clave para el desarrollo de varios países Latinoamericanos y que el diseño de políticas públicas puede conseguir atender las causas, además de poder brindar una protección al migrante.

Migrantes Centroamericanos en Estados Unidos

De esta manera, uno de los temas que a corto plazo necesita una respuesta temprana y en bloque, tiene que ver con el éxodo de venezolanos, lo cual resulta un reto para las naciones Latinoamericanas. De acuerdo con datos entregados por la ONU se estima que 2,4 millones de venezolanos han dejado sus lugares de origen, de los cuales por lo menos un millón se encuentra en el vecino país Colombia. En la actualidad, los gobiernos de cada país determinan la condición de cada persona, ya sea refugiado, residente temporal o permanente. En la actualidad las fronteras de Venezuela son foco de tensión en la que existen disputas entre grupos armados ilegales.

En el caso de Colombia, el conflicto armado proveniente por la confrontación de diversos grupos armados ha generado en las últimas décadas, que miles de colombianos hubiesen buscado refugio en Ecuador, Chile, Venezuela y en otras condiciones hacia Estados Unidos o Europa. En la actualidad, una parte de la población que migra desde Venezuela hacia Colombia es de padres colombianos o han decidido regresar a su país de nacimiento. Colombia es uno de los países con mayor número de migrantes internos, cerca de 8 millones, lo que representa cerca del 20% de la población de este país.

Chile, por su parte es un país popular para migrantes Latinoamericanos. En la actualidad cerca de un millón de extranjeros residen en su territorio, de los cuales por lo menos 300 mil lo están en condición irregular. Chile resulta atractivo por las oportunidades económicas y de seguridad, además es relativamente fácil emigrar al país sudamericano.

En Centroamérica, desde que Donald Trump asumió la presidencia de Estados Unidos, ha desatado una permanente inestabilidad en la región, esto debido a la construcción de un muro fronterizo en la frontera con México, amenazado inversionistas, puesto en duda el tratado de libre comercio de loa países de américa del norte y aumentados aranceles a diversos productos, este último aspecto para muchos analistas ha generado una guerra económica entre las principales potencias.

Pero a pesar de la construcción del muro en la frontera entre Estados Unidos y México, la presión migratoria continúa siendo enorme, la crisis humanitaria en los países centroamericanos, existente desde hace décadas se mantiene y al no ser atacadas las causas como son la miseria y la violencia, se estima un aumento en el número de migrantes. Un aspecto que suele dejarse de lado tiene que ver con la vulnerabilidad que sufren diversos grupos poblacionales, sobre esto se estima que 2 de cada 3 mujeres que ha intentado cruzar el paso fronterizo ha sido violada.

Por su parte, Brasil, debido a la inmensidad de su territorio y al idioma, mantiene una constante migración al interior del país. Otro importante segmento de su población decide migrar hacia países en Europa, también Estados Unidos y Australia. Se cree que esto puede tener a mediano plazo un efecto en el relevo generacional, luego que es una significativa población joven especializada que decide migrar del gigante Latinoamericano.

En el mapa migratorio Latinoamericano; son los indígenas, las mujeres y los menores no acompañados, quienes se ven más expuestos a grupos armados, violencia, explotación sexual o a los llamados coyotes. Enfrentando dificultades en su salud, redes de tratas y en muchas ocasiones una difícil inserción laboral de los países de acogida.

En la mayoría de los países Latinoamericanos se carece de una política migratoria oficial, tampoco existe un marco común y en muchos casos se tiene un limbo jurídico debido a la carencia de protocolos migratorios. De esta manera se tiene como referencia algunas cumbres, que en algunos casos no han sido ratificadas, y acuerdos bilaterales entre países.

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Fuentes das Imágenes:

Imagen 1 Migración en Latinoamérica” (Fuentes):

https://es.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_Latina

Imagen 2 Migrantes Centroamericanos en Estados Unidos” (Fuentes):

https://www.alainet.org/es/articulo/185911

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América Latina e Caribe ratificam Acordo para proteção de defensores ambientais

Ao longo de 2017, mais de 200 defensores do meio-ambiente foram assassinados no mundo, sendo a estimativa de 60% desses homicídios ocorridos na América Latina e Caribe. Até junho deste ano (2018), estipula-se o número de mais 60 mortes sem resolução.

A partir desta alarmante estatística, os Estados da região latino-americana e caribenha uniram-se com o objetivo de apoiar a aplicação do Princípio 10 da Declaração sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, assinada na Conferência Rio-92. O referido princípio baliza a garantia de acesso à informação sobre assuntos ambientais.

14 países ratificam o Acordo de Escazú na sede da ONU. Foto: CEPAL

No entanto, o tema foi retomado apenas às margens da Conferência Rio+20, a fim de se estabelecer um padrão mínimo de aplicação. Assim, a partir de 2012, iniciou-se o processo de negociação de um marco regional, no âmbito da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas, do qual participaram 24 países e a sociedade civil em um total de nove rodadas.

Desta forma, surgiu o Acordo de Escazú* (Costa Rica), aprovado em 4 de março de 2018, contendo disposições vinculantes para proteger e promover indivíduos, grupos e organizações que defendem os direitos humanos em temas ambientais. Trata-se do único instrumento jurídico no mundo em matéria de proteção ambiental que visa viabilizar de maneira plena e efetiva os direitos de acesso à informação, à participação pública nos processos de tomada de decisões e à justiça, bem como a criação e o fortalecimento das capacidades e cooperação.

Em cerimônia realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, ao longo da 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Chefes de Estado e Ministros dos seguintes países assinaram o acordo: Antígua e Barbuda, Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, Guatemala, Guiana, México, Panamá, Peru, Santa Lúcia e Uruguai, República Dominicana e Haiti.

Em seguimento ao disposto no documento, segundo especialistas da ONU em direitos humanos, os países devem garantir também que investimentos e empreendimentos empresariais não sejam implementados em detrimento do meio-ambiente e dos direitos fundamentais. Além disso, em suas políticas em prol deste marco regulatório, os Estados devem ainda levar em consideração o fato de que crises ambientais têm efeitos desproporcionais sobre a situação de mulheres, portanto, deve-se incluir uma perspectiva de gênero diante dos desafios específicos dessa população, especificamente, das mulheres ambientalistas e ativistas.

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Nota:

* O Acordo de Escazú pode ser conferido na íntegra, neste link:

https://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/43611/S1800493_pt.pdf

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 A ativista hondurenha Berta Cáceres foi perseguida e assassinada por seu ativismo em prol do meio ambiente e dos direitos dos povos indígenas. Foto: goldmanprize.org” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/especialistas-pedem-ratificacao-de-acordo-latino-americano-sobre-ativistas-ambientais/

Imagem 2 14 países ratificam o Acordo de Escazú na sede da ONU. Foto: CEPAL” (Fonte):

https://www.cepal.org/es/comunicados/catorce-paises-firman-la-sede-la-onu-tratado-nueva-generacion-acceso-la-informacion-la

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Conselho de Direitos Humanos e Assistência Humanitária à Venezuela

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, em 27 de setembro de 2018, a primeira resolução específica sobre a Venezuela em que solicita que este país aceite a entrada de assistência humanitária. Referendada por Estados latino-americanos em conjunto com o Canadá, a medida vai ao encontro da necessidade de se resolver o problema da falta de comida e de medicações que assolam a população venezuelana.

“Centro de recepção e documentação de venezuelanos na cidade de Pacaraima” (Fonte – Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno)

Denominada de “Promoção e proteção dos direitos humanos na Venezuela”, esta decisão demanda que o governo de Nicolás Maduro promova cooperação com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), a fim de que seja elaborado um novo relatório no intuito de se verificar a situação da salvaguarda dos direitos fundamentais aos seus nacionais. Para isso, Michelle Bachelet, mais nova Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, espera negociar um acesso do Escritório com Caracas – atividade que não ocorre desde 2013.

Até o momento, 2,3 milhões de venezuelanos deixaram o país. Deste total, 90% dos cidadãos expatriados estão em outras nações da América do Sul (Colômbia e Peru apresentam as maiores taxas de recepção). Ainda, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o fluxo migratório diário é de cerca de 5 mil pessoas.

Além disso, no documento publicado em 22 de junho de 2018 pelo Escritório da ONU para Direitos Humanos (Violações dos direitos humanos na Venezuela: um espiral descendente sem fim à vista) apresentam-se dados de que 87% dos venezuelanos são acometidos pela pobreza, sendo 61,2% aqueles que a enfrentam de maneira extrema, bem como houve aumento das doenças e da subnutrição, especialmente entre as crianças, diante das péssimas condições sociais e econômicas do Estado.

Nesse sentido, faz-se mister que haja cooperação humanitária entre a Venezuela e os demais membros da ONU. A título de ilustração, salienta-se a ação regional entre os países latino-americanos que vêm recepcionando o fluxo massivo de migrantes oriundos daquele país, sob a alcunha de uma resposta coordenada baseada nos direitos humanos e no princípio de responsabilidade compartilhada.   

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Hospitais públicos da Venezuela operam com falta de remédios e outros produtos médicos” (Fonte Foto: IRIN/Meridith Kohut):

https://nacoesunidas.org/conselho-de-direitos-humanos-pede-que-venezuela-aceite-assistencia-humanitaria/

Imagem 2 Centro de recepção e documentação de venezuelanos na cidade de Pacaraima” (FonteFoto: ACNUR/Reynesson Damasceno):

https://nacoesunidas.org/organismos-de-direitos-humanos-pedem-que-paises-protejam-venezuelanos/

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Agência Brasileira de Cooperação divulga Relatório de Atividades do ano de 2017

No dia 10 de setembro de 2018, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) lançou o seu Relatório de Atividades referente ao ano de 2017. Neste documento foram listadas as ações de cooperação do Brasil para o exterior, na vertente Sul-Sul bilateral, com países em desenvolvimento na África, América Latina, Ásia, Caribe, Oceania e Leste Europeu, bem como iniciativas de cooperação técnica trilateral, em associação com organismos internacionais e com países desenvolvidos parceiros, efetivadas no ano de 2017. 

Logo da ABC

Em 2017, a ABC coordenou cerca de 610 iniciativas de cooperação técnica. Nas ações bilaterais, foram despendidos aproximadamente US$ 7,3 milhões de dólares (em tono de 30,1 milhões de reais, na cotação do dia 12 de setembro). Já a cooperação trilateral com países desenvolvidos em beneficio de países em desenvolvimento promoveu a realização de 24 projetos. A cooperação trilateral com organismos internacionais tem permitido a expansão da pauta brasileira de cooperação Sul-Sul, totalizando, em 2017, 39 projetos em execução, beneficiando 14 países da América Latina e Caribe e 9 países da África, com destaque para Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador Paraguai e Peru, na América Latina e Caribe, e Etiópia, Guiné-Bissau, Malaui, Moçambique, Senegal e São Tomé e Príncipe, na África. A execução financeira da cooperação trilateral com organismos internacionais foi de cerca de US$ 10,7 milhões de dólares (em tono de 44,1 milhões de reais, na cotação do dia 12 de setembro)

De acordo com as informações do Relatório, “a atuação da ABC nos países da região, guiada pelas demandas recebidas e em consonância com a política externa do governo brasileiro, busca priorizar os países da América do Sul, bem como aqueles de menor índice de desenvolvimento humano (IDH), com o objetivo de contribuir para a diminuição da desigualdade no continente americano”.

Com objetivo de promover a transparência das ações da Agência, em 2017 foi implantada a área de comunicação, passando a informar e tornar conhecidos os programas e projetos desenvolvidos pela cooperação técnica e humanitária do Brasil, bem como sobre seus impactos. Além de disseminar notícias, fotos, vídeos e materiais institucionais sobre os projetos, o Núcleo de Comunicação é responsável também por intermediar a relação com a imprensa.

Pode-se verificar que o Relatório possui uma característica abrangente, pois o leitor/pesquisador/analista não poderá avaliar por ele a efetividade dos projetos e a aplicação dos orçamentos informados sem o detalhamento dos mesmos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Capa do Relatório de Atividades de 2017 da Agência Brasileira de Cooperação” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/api/conteudoimagem/1554/gd

Imagem 2 “Logo da ABC” (Fonte):

https://www.facebook.com/ABCgovBr/photos/a.494493604012613/494494037345903/?type=1&theater

                                                                                             

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Consejo de seguridad de la ONU destaca el proceso de paz en Colombia

El consejo de seguridad de la ONU, órgano que reúne representantes de los países más poderosos e influyentes del mundo, en días pasados destacó los logros del acuerdo de paz en Colombia y puso en perspectiva este proceso como un referente para la solución de conflictos armados en el mundo. A su vez, la ONU hizo un llamado para que se le dé continuidad a lo pactado en la mesa de negociación de La Habana* entre las FARC** y el gobierno de este país Latinoamericano. En la actualidad se ha cumplido menos del 20% y para algunos analistas esto puede generar que se activen nuevos grupos en las zonas del país que históricamente han tenido altos niveles de conflictividad.

El eje de la paz y la memoria: un ‘monumento’ a las víctimas del conflicto. En Colombia, el 9 de abril es un día simbólico. Es un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto

En la actualidad el proceso de paz en Colombia resulta un importante ejemplo para la comunidad internacional, lo cual fue recalcado y respaldado por diversos países. Pero las propias Naciones Unidas recalcaron que aún quedan muchas dificultades por delante, esto en especial en lo que tiene que ver con los retrasos en la implementación del acuerdo de paz y las disputas que se han generado en diversos territorios. La situación se agudiza con la llegada y conformación de nuevos grupos quienes están pugna por el control territorial de zonas que antes pertenecían a las FARC.

Otro aspecto que ha generado preocupación por parte de los representantes de la misión de observación del proceso de paz en Colombia tiene que ver con el asesinato de líderes sociales y defensores de derechos humanos. Lo que ha generado desplazamientos masivos y de acuerdo con algunos analistas puede generar a futuro la no pacificación de los territorios. 

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Notas de pie de página:

Los acuerdos o diálogos de paz de La Habana son el resultado de negociaciones entre el gobierno de Colombia y las FARC, sintetizados en seis puntos (1. Lucha contra la pobreza rural; 2. Participación política; 3. Cese el fuego y entrega de armas; 4. Lucha contra las drogas ilícitas; 5. Reparación para las víctimas y justicia transicional; 6. Garantías de cumplimiento del acuerdo), a partir de los cuales se “pretenden contribuir a las transformaciones necesarias para sentar las bases de una paz estable y duradera

** Grupo guerrillero Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – FARC. En la actualidad Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común – FARC, este último, partido político que nació como producto de los acuerdos de La Habana

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Fuentes das Imágenes:

Imagen 1 Declaración del jefe de la misión de verificación de la ONU en Colombia” (Fuentes):

https://colombia.unmissions.org/declaraci%C3%B3n-al-consejo-de-seguridad-del-jefe-de-la-misi%C3%B3n-de-verificaci%C3%B3n-de-la-onu-en-colombia-jean

Imagen 2 “El eje de la paz y la memoria: un monumento a las víctimas del conflicto. En Colombiael 9 de abril es un día simbólicoEs un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto” (Fuente):

https://en.wikipedia.org/wiki/Colombian_conflict#/media/File:Centro_de_Memoria_Histórica_-_Bogotá.jpg


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Brasil e México realizam atividades conjuntas na área de Cooperação Internacional

Nos dias 13, 14 e 15 de agosto, especialistas da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Agência Mexicana de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AMEXCID) participaram da oficina “Fortalecimento de capacidades de gestão e fortalecimento metodológico de…

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