AMÉRICA LATINAÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Cooperação entre Japão e Brasil atua na América Central

A cooperação técnica de Segurança Pública firmada entre a Agência de Brasileira de Cooperação (ABC) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), em parceria com a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), está atuando em Guatemala e El Salvador.

Posto Koban em Ginza, Tóquio

A cooperação em policiamento comunitário entre Brasil e Japão surgiu nos anos 90, primeiramente com foco no Estado de São Paulo. O sistema Koban/Chuzaisho, existente no Japão desde 1868, consiste em postos policiais fixos em territórios delimitados, com o intuito de estreitar a relação policial com a comunidade. Tais postos são chamados, no Estado de São Paulo, de Bases Comunitárias de Segurança (BSC). Dado o sucesso no Brasil, a PMESP tornou-se polo difusor do sistema, possibilitando a atuação em demais países e recebeu visitas de inspetores policiais japoneses e peritos da JICA em 2010 e 2011.

O projeto agora trilateral, chamado Fortalecimento da Capacidade dos Recursos Humanos da Polícia por meio da Implementação da Filosofia de Polícia Comunitária, iniciou-se em 2016 na Guatemala, com previsão de término em 2019. O objetivo é fortalecer o programa guatemalteco Modelo de Policiamento de Segurança Comunitária Integral (MOPSIC), que já afirma ter resultados no combate a máfias locais. Em El Salvador, o projeto Consolidação da Implementação do Novo Modelo Policial, baseado na filosofia do policiamento comunitário em El Salvador, tem sua finalização prevista para início de 2020.

O Japão, por meio da JICA, se mantém presente e relevante globalmente, atuando em 546 projetos de cooperação técnica em 88 países/regiões, concedendo empréstimos e assistência financeira a mais de 50 países, além de trabalhar em 16 assistências em situações de desastres.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logo da Agência de Cooperação Internacional do Japão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Japan_International_Cooperation_Agency

Imagem 2 Posto Koban em Ginza, Tóquio” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/K%C5%8Dban

ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Japão adota nova estratégia de cooperação com países do Grande Mekong

No mês de outubro deste ano (2018), o Japão e mais cinco países do chamado Grande Mekong, localizados no Sudeste Asiático, ao redor do Rio Mekong, adotarão uma nova forma de cooperação chamada “Estratégia de Tóquio 2018 para a cooperação Mekong-Japão”. Líderes do Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia e Vietnã se encontrarão em Tóquio para a 10ª Reunião da Cúpula Mekong-Japão nos dias 8 e 9 de outubro (2018), enquanto o encontro da 12ª Reunião de Ministros de Relações Exteriores Mekong-Japão será realizada em 2019, na Tailândia.

Ponte sobre o Rio Mekong, projeto do Corredor Econômico Leste-Oeste

Os pilares do novo plano de ação, segundo a declaração do Ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, são: a conectividade “vibrante e eficiente”, focada em infraestrutura de qualidade; a conectividade focada em pessoas (“people-to-people connectivity”), abrangendo questões de saúde, educação e empoderamento feminino; e o desenvolvimento sustentável, atualizando o plano de ação de 2010 “A Decade Toward the Green Mekong”, principalmente no que tange recursos hídricos.

A nova estratégia visa dar continuidade em alguns aspectos da Estratégia Tóquio de 2015, cujo prazo vigorou até este ano de 2018. Dentre eles, está a Iniciativa de Conectividade Japão-Mekong, que promoveu o desenvolvimento de infraestruturas como o Corredor Econômico Leste-Oeste e o Corredor Econômico do Sul na versão anterior, e agora deve ganhar novo fôlego para os próximos três anos (2019-2021).

A cooperação entre estes países completará 10 anos em 2019, demonstrando um instrumento importante para o Japão se estabelecer como investidor na região também para infraestrutura, além da China, e ainda ser um espaço para vocalizar as preocupações japonesas na questão de segurança. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Região do Rio Mekong” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mekong#/media/File:Mekong_river_basin.png

Imagem 2 Ponte sobre o Rio Mekong, projeto do Corredor Econômico LesteOeste” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/East%E2%80%93West_Economic_Corridor#/media/File:PakseBridge.jpg

AMÉRICA LATINAÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agência Brasileira de Cooperação assina acordo com o Paquistão

Segundo nota da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), foi firmado no dia 6 de agosto de 2018 um acordo de cooperação técnica entre o Brasil e o Paquistão. O documento assinado entre o Embaixador do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib, e o Diretor da ABC, embaixador João Almino, promove a cooperação em importantes áreas como agricultura, pecuária, saúde, educação e qualificação profissional.

A cooperação humanitária e técnica são os principais pontos das relações bilaterais entre estes países, como indica a cronologia apresentada no site do Itamaraty (o Ministério das Relações Exteriores do Brasil).

Assinatura do Acordo entre o Brasil e o Paquistão

  • 1951 – Estabelecimento de relações diplomáticas entre Brasil e Paquistão
  • 1968 – Assinatura de Acordo de Cooperação Cultural entre Brasil e Paquistão
  • 2004 – Visita ao Brasil do Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf
  • 2005 – Visita ao Paquistão do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim
  • 2010 – Oferecimento de ajuda brasileira, sob a forma de alimentos, por ocasião de enchentes no Paquistão

Ainda de acordo com o Itamaraty, o Brasil é principal parceiro comercial do Paquistão na América Latina e existe potencial para diversificar a pauta bilateral em setores como o de aeronaves e, em especial, o de biocombustíveis, uma vez que o Governo paquistanês busca um novo modelo de gestão de energia.

O instrumento de cooperação assinado não entrará imediatamente em vigor, ele deverá seguir para aprovação do Congresso Nacional, pois Acordos entre países, envolvendo as questões de Relações Exteriores do Brasil, necessitam da aprovação no Legislativo brasileiro para poderem ser colocados em prática.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Embaixador do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib, e o Diretor da ABC, Embaixador João Almino” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/api/conteudoImagemAdicional/1430

Imagem 2 Assinatura do Acordo entre o Brasil e o Paquistão” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/api/conteudoImagemAdicional/1429

ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agência da ONU para o Desenvolvimento Industrial busca intensificar cooperação com a China

O Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO, sigla em inglês), o chinês Li Yong, realizou diversas reuniões de alto nível com funcionários de alto escalão do Governo da China para impulsionar ainda mais a cooperação entre a UNIDO e a potência asiática.

UNIDO em reunião com funcionários de alto escalão do Governo chinês

Li Yong se reuniu com Wang Xiaotao, presidente da recém-criada Agência Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento da China (CIDCA) para verificar áreas potenciais de parcerias e trabalhos conjuntos, incluindo a Belt and Road Initiative (Nova Rota da Seda), a Cooperação Sul-Sul, a industrialização na África, e a promoção de comércio, investimento e capacitação em países em desenvolvimento. Em pronunciamento, ele declarou que “o estabelecimento da CIDCA servirá para fortalecer a cooperação da China com os países em desenvolvimento”. 

No âmbito do Quadro de Cooperação Estratégica da UNIDO-China 2018-2021 sobre a indústria verde, inovação e cooperação internacional, Li Yong, como Diretor Geral Organização, e o Ministro da Ciência e Tecnologia da China, Wang Zhigang, assinaram um Memorando de Entendimento para fortalecer os trabalhos conjuntos em diversos setores. Também concordaram em identificar e implementar demonstrações técnicas na área de parques ecoindustriais e zonas de inovação, além de apoiar o desenvolvimento de capacidades nos países em desenvolvimento para ciência, tecnologia e inovação.

Yong também debaterá com Hu Xiaolian (Presidente do Banco de Importação e Exportação da China), com Xiong Meng (Vice-Presidente Executivo e Secretário Geral da Federação de Economia Industrial da China), além de outros parceiros, as oportunidades de cooperação relacionadas às atividades da UNIDO e à iniciativa do Programa de Parceria com o País.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Diretor Geral da UNIDO debate áreas de cooperação com a China, durante visita oficial a Pequim” (Fonte):

https://www.unido.org/sites/default/files/styles/fullwidth_image/public/styles/1_1_crop_widget/public/2018-07/China%201.JPG?itok=0oxoYIhL

Imagem 2 “UNIDO em reunião com funcionários de alto escalão do Governo chinês” (Fonte):

https://www.unido.org/sites/default/files/styles/1_1_crop_widget/public/2018-07/China%202.JPG?itok=ZF3cVFpG 

ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo chinês cria Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da China

Em meados de abril de 2018 foi criada a Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da China (CIDCA). Embora esse órgão sub-ministerial ainda não tenha um site oficial, ele teve um início rápido, anunciando, em 16 de maio, que enviaria ajuda humanitária de emergência ao Quênia, em resposta a graves inundações.

Ajuda Chinesa

A nova agência responderá ao mais alto órgão executivo chinês, o Conselho de Estado, e consolidará os papéis que haviam sido divididos entre os ministérios do comércio e das relações exteriores. A China, a segunda maior economia do mundo, realiza ajuda externa em diversas modalidades, desde empréstimos a taxas de mercado e concessionais, até doações, fazendo a transição de país receptor para doador.

Em outubro, a AidData, Think Tank com sede nos EUA, divulgou que a China está perto de ultrapassar os norte-americanos como o maior doador de ajuda do mundo. A AidData, que acompanha as contribuições para mais de 5.000 projetos em 140 países, descobriu que os chineses doaram quase US$ 354,4 bilhões em ajuda e outras formas de apoio entre 2000 e 2014, enquanto os Estados Unidos gastaram US$ 394,6 bilhões. No entanto, o auxílio chinês só começou a expandir com força a partir de 2009.

Detalhes sobre o papel e estrutura da agência chinesa ainda estão por ser liberados. No entanto, de acordo com informações do Governo, a principal tarefa da agência será projetar políticas e planos de ajuda, bem como aprovar, monitorar e avaliar projetos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “A assistência climática da China aos países em desenvolvimento limitouse em grande parte à ajuda material, mas a criação da CIDCA está programada para mudar isso” (Fonte):

http://images.mofcom.gov.cn/pk/201409/20140930154400074.jpg

Imagem 2 “Ajuda Chinesa” (Fonte): 

http://images.mofcom.gov.cn/pk/201409/20140930154422127.jpg

ÁfricaÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

China e São Tomé e Príncipe dialogam sobre cooperação

Anunciado no transcorrer da 6a Expo Internacional da Indústria do Turismo de Macau (MITE), realizada ao final do mês de abril deste ano (2018), a República Popular da China e São Tomé e Príncipe firmaram um Memorando de Entendimento para a Cooperação no âmbito do Turismo. O documento assinado tem como propósito estabelecer as bases do processo de Cooperação de caráter técnico, o qual envolverá o intercâmbio de conhecimentos sobre gestão, sistema de planejamento no turismo.

Mapa com a localização de São Tomé e Príncipe

Especificamente, esta parceria irá incluir a capacitação de funcionários do Governo de São Tomé e Príncipe da área turística, distribuída em três estágios durante um ano, e a transmissão de informações sobre o desenvolvimento desse mercado e suas capacidades. O Memorando firmado no MITE ainda prevê o incentivo à parceria e cooperação com as pequenas e médias empresas do setor e a participação em fóruns internacionais.

As relações sino-santomense foram formalmente estabelecidas em dezembro de 2016, no contexto do rompimento das relações diplomáticas com Taiwan. Desde então, implementou-se em Pequim a Embaixada santomense e assinou-se o Acordo geral de Cooperação nas áreas de energia, educação, agricultura, dentre outras.

Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada

O posicionamento do Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, sobre o redirecionamento diplomático está relacionado com objetivo do Governo em acompanhar as novas dinâmicas do Cenário Internacional, no que tange a economia mundial.

Segundo Trovoada, no contexto de rompimento com Taiwan, “São Tomé e Príncipe não pode discriminar e não pode ser discriminado, sobretudo porque a nossa visão de desenvolvimento passa por abertura, cooperação com todos, passa pelo posicionamento de São Tomé e Príncipe como uma plataforma de serviços no golfo da Guiné”.

Cabe destacar que o turismo, assim como a agricultura e o setor de construção estimularam o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago em 2017, segundo o Fundo Monetário Internacional. Igualmente, é previsto que, em 2018, essa tendência permaneça e que o PIB do país atinja 6%.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da República Popular da China” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ce/Chinese_flag_%28Beijing%29_-_IMG_1104.jpg/1024px-Chinese_flag_%28Beijing%29_-_IMG_1104.jpg

Imagem 2Mapa com a localização de São Tomé e Príncipe” (Fonte):

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSjB6_14e72dKIxjMfwH-2Vn5wtkEBNJwdqB3tBMkeNTC7huj2r0Q

Imagem 3 Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d8/Patrice_Trovoada_in_2012_-_face.jpg