AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOCOOPERAÇÃO INTERNACIONALDIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICAS

MasterCard firma parceria com a IFC do Banco Mundial

A MasterCard firmou uma parceria com a International Finance Corporation (IFC), uma instituição do Banco Mundial (BM), para proporcionar o acesso de milhões de pessoas em mercados emergentes aos meios de pagamentos eletrônicos, a etapa seguinte no âmbito do esforço corrente de universalização do acesso financeiro até 2020.

O Acordo firmado irá partilhar riscos de oferecer cartões ou outras formas eletrônicas de pagamento em países emergentes. A intenção é facilitar o acesso à emissão desses cartões de pagamento, em sua maioria cartões de débito, para consumidores de baixa renda.

Segundo a empresa, os pagamentos eletrônicos podem beneficiar os indivíduos e pequenas empresas, reduzindo custos e proporcionando transações mais seguras, mais transparentes e mais eficientes do que em dinheiro.

O mecanismo criado pelas duas instituições, no valor de 250 milhões de dólares, é uma alternativa para cobrir os riscos de liquidação entre as instituições financeiras em mercados emergentes.

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Imagem (Fonte):

https://omundoforadoaquario.files.wordpress.com/2013/07/visa_mastercard_logo.gif?w=500&h=250

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://newsroom.mastercard.com/press-releases/ifc-and-mastercard-deepen-partnership-to-boost-financial-inclusion/

ÁfricaAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Comitê Técnico Sobre Proteção Social na África e o know-how brasileiro

Mais de 70 ministros de todos os países africanos, mais o Brasil, se encontraram na capital etíope, Adis Abeba, entre os dias 20 e 24 de abril, em evento promovido pela União Africana (UA), para discutir políticas e programas de proteção social em consonância com o crescimento inclusivo na África[1]. Denominado como a Primeira Sessão do Comitê Técnico Especializado sobre Desenvolvimento Social, Trabalho e Emprego da União Africana (First Session of the Specialized Technical Committee on Social Development, Labor and Employment / STCSDLE1), este evento tem o objetivo de aprofundar as discussões iniciadas e elaboradas no seminário organizado pelo Centro Rio+ da ONU, no Senegal, no início de abril[2].

Após o Seminário Internacional em Dacar, no Senegal, seis recomendações foram lançadas, sendo elas: 1) a importância da proteção social como um direito humano e que engloba uma gama de políticas que proteja os cidadãos; 2) a necessária vontade política para mobilizar recursos e quadros institucionais para os fundos de proteção social na África; 3) o elo entre o financiamento doméstico e a coordenação internacional nos sistemas de proteção social do continente africano; 4) o bom gerenciamento de sistemas públicos no campo da proteção social, com definição clara dos papeis e das responsabilidades dos atores envolvidos; 5) o desenvolvimento de processos participativos pelos beneficiários dos programas; 6) o reconhecimento destes sistemas de proteção social como um efeito multiplicador para o crescimento e o desenvolvimento econômico inclusivo[3].

Espera-se que as recomendações sejam incluídas na declaração final desta sessão sobre a proteção social, como forma de influenciar os resultados da 25ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Chefes de Estados e Governos da União Africana, a ser realizada nos dias 14 e 15 de junho de 2015, em Johannesburg, na África do Sul[4].

No dia 23 de abril, foi dado início também ao Encontro de Ministros Africanos de Desenvolvimento Social, Trabalho e Emprego, dentro da agenda do STCSDLE-1[5]. No discurso de abertura, o Comissário da União Africana para Assuntos Sociais, o Dr. Mustapha Sidiki Kaloko, ressaltou a importância da Agenda 2063 da UA, em janeiro de 2015[6]. A Agenda 2063 considera que a África de 2063 será uma sociedade compassiva e solidária, tendo como a aspiração 1: uma África próspera baseada no crescimento inclusivo e no desenvolvimento sustentável[6]. De acordo Kaloko, o impulso para o continente é não deixar ninguém para trás (“Leave no one behind”) na busca pelo crescimento e desenvolvimento, através de programas e políticas apropriadas e bem gerenciadas de seguridade social e proteção social.

Para o Dr. Mustapha Kaloko, a África está muito atrás das outras quatro regiões do mundo ao se debater os quatro pilares básicos da proteção social, defendidos pelo Quadro de Proteção Social da UA, sendo eles: 1) cuidados essenciais de saúde para todos; 2) segurança na renda para crianças e famílias; 3) segurança na renda para homens e mulheres em idade ativa; 4) segurança na renda para os idosos. De acordo com a tabela, atualmente, a África tem a maior população de crianças, com 42% do total de habitantes no continente. Contudo, possui um investimento de apenas 0,2% na proteção social delas.

Em comparação, a Ásia investe 0,2% e a América Latina 0,7%, para um total de 26,5% e 27,9% da população nos respectivos continentes. Em relação à proteção social de homens e mulheres em idade ativa para trabalhar, a América Latina investe 5,1% do seu PIB, a Ásia 1,5% e a África apenas 0,5%. Por fim, a proteção social aos idosos compreende 4,6% do PIB da América Latina, 2,0% na Ásia e apenas 1,3% na África[6].

 

Tabela 1 Gastos em proporção do PIB e participação de cada grupo na população total, por região (%)

Regiões/Grupos Crianças Homens e Mulheres em idade Ativa Idosos
PIB População PIB População PIB População
África 0,2% 42,0% 0,5% 56,1% 1,3% N/A
Ásia 0,2% 26,5% 1,5% 68,4% 2,0% N/A
América Latina 0,7% 27,9% 5,1% 66,0% 4,6% N/A

Fonte: Opening Statement by Mustapha S. Kaloko (2015). Elaboração Própria.

 

Diante das disparidades destacadas no direcionamento de investimentos públicos no campo da proteção social, o comissário Mustapha Kaloko ressaltou a necessidade de proceder com dois passos essenciais para o futuro. Em primeiro lugar, desenvolver um Protocolo sobre Proteção Social e Seguridade Social. Em segundo lugar, desenvolver uma Agenda de Proteção Social para a África, em linha com a Agenda 2063 da UA.

Em meio a esta conjuntura, não se pode negligenciar o papel central exercido pelo Brasil, tanto através do seu desempenho em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), quanto na coordenação de debates sobre a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. De acordo com Daniel Balaban, Diretor do Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, “O Brasil tem um histórico notável no cumprimento dos objetivos atuais, e já atingiu quatro dos oitos Objetivos do Milênio”, […] e hoje, “o Brasil está em excelente condição para apresentar as iniciativas que concretizou durante as negociações dos ODS como prova de que, com uma forte vontade política, é possível construir programas de impacto[7].

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Imagem (Fonte):

http://www.nba.co.za/sites/default/files/africanunion.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] VerONU BRASIL”:

http://nacoesunidas.org/na-etiopia-brasil-e-onu-discutem-protecao-social-a-favor-do-crescimento-inclusivo-na-africa/

[2] VerCEIRI Newspaper”:

https://ceiri.news/seminario-internacional-sobre-protecao-social-na-africa-vontade-politica-financiamento-e-futuras-agendas/

[3] VerRecomendações do Seminário Internacional sobre a Proteção Social na África, realizado de 8 a 9 de abril de 2015 em Dacar, Senegal”:

https://riopluscentre.files.wordpress.com/2015/04/recommandations_port_upload.pdf

[4] VerCentro Rio+”:

http://riopluscentre.org/2015/04/20/recommendations-on-social-protection-to-be-discussed-at-african-union-ministerial-meeting-in-addis-ababa/

[5] VerUnião Africana: Press Release nº 109/2015”:

http://sa.au.int/en/sites/default/files/PR%20109-STC%20meeting%20of%20African%20Ministers%20.pdf

[6] VerOpening Statement by Dr. Mustapha S. Kaloko, at the 1ST meeting of the STCSDLE1”:

http://sa.au.int/en/sites/default/files/OPENING%20STATEMENT%20BY%20CSA%20AT%20THE%20AT%20THE%20STC-SDLE-1_0.pdf

[7] VerONU BRASIL”:

http://nacoesunidas.org/artigo-brasil-a-frente-da-agenda-pos-2015-da-onu-daniel-balaban-diretor-do-centro-de-excelencia-contra-a-fome-da-onu/

AMÉRICA DO NORTEÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

EUA prestam suporte a operações da Arábia Saudita no Iêmen

Recentemente, o Governo dos Estados Unidos da América (EUA) confirmou que estaria ampliando seu compartilhamento de inteligência com o Reino da Arábia Saudita, com o propósito de ajudá-lo a conseguir maiores informações sobre possíveis alvos a serem atingidos na campanha de ataques aéreos conduzidos contra os houthis no Iêmen[1].

Cabe ressaltar, no entanto, que a crise no Iêmen teve início ainda na Primavera Árabe. Entretanto, apenas em 2012 ocorreu o seu aprofundamento, após a queda do presidente Ali Abdullah Saleh[2]. A crise acabou evoluindo para uma guerra civil entre o novo Governo, comandado agora pelo presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, que tem apoio da Arábia Saudita, e os rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã. Os rebeldes afirmam lutar contra a discriminação que sofrem do governo sunita. Em março de 2015, houve o acirramento do conflito com o início da campanha aérea promovida pela Arábia Saudita e seus aliados do Golfo Árabe em favor do atual Governo iemenita [3].

Assim, segundo autoridades sauditas, a ação militar foi uma resposta ao pedido de ajuda do presidente do Iêmen, feita ao seu país, ao Qatar, Kuwait, Barein e Emirados Árabes Unidos, após avanço dos rebeldes para Aden, ao sul do país[4]. Desde fevereiro, quando os houthis tomaram a capital Sanna, o presidente Hadi refugia-se na cidade de Aden.

Destarte, conforme alguns analistas, para compreender melhor o acirramento do conflito no Iêmen é necessário observar alguns aspectos. O primeiro deles, diz respeito à própria posição geoestratégica do país, pois por meio do Porto de Aden praticamente se controla o estreito de Bab elMandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden e, por sua vez, ao Oceano Indico. Por essa rota marítima trafegam cerca de 20 mil embarcações anualmente[5]. Além disso, estimativas da U. S. Energy Information Administration (EIA, sigla em inglês) apontam que cerca de 3,8 milhões de bb/d de petróleo bruto e produtos petrolíferos fluíram através do estreito em direção à Europa, Estados Unidos e Ásia[6]. Além disso, há também as questões envolvendo a rivalidade entre o Irã e a Arábia Saudita. As ações dentro do Iêmen são defendidas pelos sauditas como essenciais para se evitar o avanço da influência do Irã, assim como reconduzir ao cargo o presidente iemenita Abd Rabbu Mansour Hadi[7]. Ademais, outra preocupação é o transbordamento do conflito para a fronteira com a Arábia.

Já o Governo iraniano aponta que os ataques são uma violação a soberania do Iêmen, conforme destacou Mohammad Javad Zarif, Ministro das Relações Exteriores do Irã, “os ataques aéreos liderados pelos sauditas deveriam parar imediatamente e é contra a soberania do Iêmen[8]. Nesse sentido, Hussein Sheikholeslam, Conselheiro do Parlamento para Assuntos Internacionais da República Islâmica do Irã, afirmou que “desde o início dos bombardeios do Iêmen pela Arábia Saudita, a mídia pró-ocidental começou uma grande campanha visando incitar o Irã a participar do conflito no Iêmen. No entanto, o Irã nunca, em condição nenhuma, irá interferir nos assuntos internos do Iêmen — nós não enviamos nem material bélico, nem contingente militar. Todas essas declarações sobre o envio de armamentos aos Houthis pelo Irã são um grande complô entre os EUA, o regime sionista e a Arábia Saudita, que visam oprimir a rebelião do povo iemenita pela sua liberdade e independência[9].

Cerca de um mês após os houthis terem controlado Sanna, a Arábia Saudita iniciou uma série de ataques aéreos contra os aeroportos e bases militares que estão sob domínio dos rebeldes. Segundo assinalou Adel al-Jubeir, Embaixador da Arábia Saudita em Washington, uma coalizão de 10 países deve participar da campanha militar para proteger e defender o governo legítimo de Abd-Rabbu Mansour Hadi[10]. Conforme argumentou o embaixador, “temos uma situação na qual a milícia controla ou pode controlar mísseis balísticos, armas pesadas e uma força aérea[11].

No entanto, nem a Casa Branca e nem o Pentágono deram maiores detalhes sobre o compartilhamento de Inteligência. Segundo Alistair Baskey, PortaVoz da Casa Branca, “os Estados Unidos estão fornecendo aos nossos parceiros a inteligência necessária e oportuna para defender a Arábia Saudita e atender a outros esforços para apoiar o governo legítimo do Iêmen[12]. Já Bernadette Meehan, PortaVoz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, assinalou que “o presidente Obama autorizou o fornecimento de apoio logístico e de inteligência às operações militares do CCG (Conselho de Cooperação do Golfo)[13]. No entanto, Meehan, destacou que o Governo NorteAmericano é responsável por nenhuma das operações militares no Iêmen, apenas “estabeleceram uma Célula de Planejamento Conjunta com a Arábia Saudita para coordenar o apoio americano em matéria de inteligência militar[14].

Todavia, compete destacar que no último dia 21 de abril, a Marinha dos Estados Unidos confirmou que o PortaAviões Theodore Roosevelt e o Destroyer Normandy, munido com mísseis guiados estariam se deslocando em sentido a costa do Iêmen. Esses devem se juntar às forças norteamericanas já presentes na região, a fim de conduzir operações de segurança no Golfo de Aden e no Mar Arábico, e, por conseguinte, assegurar a navegação no estreito de Bab elMandeb[15].

Por fim, o compartilhamento deve incluir auxílio de inteligência sensível, que vai permitir aos sauditas melhor avaliar seus alvos num conflito. O Governo NorteAmericano alegou que “estamos ajudando eles a terem uma melhor noção do campo de batalha e do estado do conflito com as forças houthis. Estamos também ajudando a identificar áreas de ‘não ataque’, que eles devem evitar[16], para que se possa minimizar o número de vítimas.

Nesse sentido, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), após a escalada do conflito, cerca de 950 civis foram mortos e mais de 3,5 mil ficaram feridos[17]. Já Adrian Edwards, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), destacou que entre 120 mil e 150 mil pessoas foram deslocadas dentro do Iêmen em virtude do conflito, e que estas se somam às mais de 300 mil pessoas deslocadas antes da atual crise[18].

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Imagem (Fonte):

http://www.theguardian.com/world/2015/mar/26/saudi-arabia-begins-airstrikes-against-houthi-in-yemen

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://br.reuters.com/article/idBRKBN0N200H20150411?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

[2] Ver:

http://www.nytimes.com/2015/04/20/world/middleeast/yemen-houthi-leader-is-defiant-in-face-of-saudi-airstrikes.html

[3] Ver:

http://br.reuters.com/article/idBRKBN0N200H20150411?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

[4] Ver:

http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/03/26/arabia-saudita-ataca-rebeldes-xiitas-no-iemen-538901.php

[5] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150413/735060.html

[6] Ver:

http://www.eia.gov/countries/regions-topics.cfm?fips=wotc&trk=p3

[7] Ver:

http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/03/26/arabia-saudita-ataca-rebeldes-xiitas-no-iemen-538901.php

[8] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/mar/26/saudi-arabia-begins-airstrikes-against-houthi-in-yemen

[9] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150421/822069.html

[10] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0MM02Y20150326

[11] Ver:

Idem.

[12] Ver:

Idem.

[13] Ver:

http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/03/26/arabia-saudita-ataca-rebeldes-xiitas-no-iemen-538901.php

[14] Ver:

Idem.

[15] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150421/822069.html

[16] Ver:

http://br.reuters.com/article/idBRKBN0N200H20150411?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

[17] Ver:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/04/21/conflito-no-iemen-ja-deixou-944-mortos-e-35-mil-feridos-segundo-oms.htm

[18] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/iemen-tem-novos-combates-enquanto-aguarda-ajuda-humanitaria.html

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALEuropaNOTAS ANALÍTICAS

A Rússia e a América Central

Em visita a Guatemala, o Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Lavrov, emitiu um pedido oficial aos países membros do Sistema de Integração Centro Americana (SICA) para que esta organização leve em consideração a solicitação de tornar a Rússia em observador extra regional[1].

 O Chanceler Russo afirmou que “faz tempo que a Rússia está aumentando as relações com os países do SICA, no entanto, hoje conseguimos alcançar uma nova etapa no nível qualitativo desta relação[1]. A decisão da SICA ainda não foi tomada e a solicitação será analisada o mais rápido possível.

Adicionalmente, o Governo russo também anunciou que irá instalar na Nicarágua um centro regional para a formação de funcionários de segurança e policiais da América Central na luta contra o tráfico de drogas e o terrorismo[2]. De acordo com as autoridades russas, o apoio da Rússia iria aumentar a participação de outros países da região. Para a Guatemala, a Federação Russa pretende oferecer bolsas de estudo, fortalecer a polícia guatemalteca na proteção dos cidadãos e entrar na luta contra as drogas.

Analistas de política internacional comentam que “para a Rússia, geopoliticamente, a região da América Central é fundamental, se o país conseguir concretizar esta aproximação, seria um golpe aos Estados Unidos, já que a América Central sempre foi um pátio dos Estados Unidos[2].

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Imagem O chanceler Russo Serguei Lavrov, se reuniu com chanceleres centro americanos com o objetivo de ganhar mais presença na região” (Fonte):

http://www.laprensagrafica.com/2015/03/27/rusia-busca-acercarse-a-centroamerica

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[1] Ver:

http://www.laprensagrafica.com/2015/03/27/rusia-busca-acercarse-a-centroamerica

[2] Ver:

http://www.elnuevodiario.com.ni/politica/356383-rusia-propone-adiestrar-policias-centroamerica/

ÁfricaAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Seminário Internacional sobre Proteção Social na África: vontade política, financiamento e futuras agendas

Nos dias 8 e 9 de abril, os governos do Brasil e do Senegal, em parceria com a União Africana, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) e o Instituto Lula promoveram o Seminário Internacional sobre Proteção Social na África, em Dacar, no Senegal.

Para os organizadores do Evento, vontade política e financiamento sustentável são fundamentais para que os pobres não fiquem para trás na África[1]. No tocante à vontade política, as autoridades destacam que apesar do crescimento econômico acelerado de várias nações africanas nos últimos anos, a pobreza e a desigualdade permanecem como um problema. A abrangência da proteção social – por meio de intervenções específicas na saúde, nutrição e transferência de dinheiro – ainda é baixa em vários países, abarcando apenas 20% dos mais pobres, o que equivale a aproximadamente 44 milhões de pessoas[1].

De acordo com a Sra. Ruby SandhuRojo, Diretora-Adjunta do PNUD, “medidas de proteção social ancoradas nos direitos humanos e no desenvolvimento social, econômicos e ambiental sustentável têm o poder de aliviar a pobreza, aumentar a resiliência das classes médias africanas e impulsionar a transformação do continente[1]. Se os investimentos em proteção social forem aplicados, como parte de uma agenda de desenvolvimento sustentável, as medidas beneficiarão a vida de mais de 370 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza de US$ 1,25 por dia[1].

Países como Etiópia, Gana, Quênia, Lesoto e Maurício adotaram políticas e programas de proteção social – como transferência direta de renda e iniciativas de alimentação escolar – para melhorar as condições de vida dos cidadãos mais vulneráveis[2]. O Governo Brasileiro atua como um ponto de inovação neste campo, tendo em vista o impacto do programa Bolsa Família para retirar milhões de pessoas da linha da pobreza, assim como na promoção da saúde e da educação.

Estas evidências levaram às discussões sobre os investimentos e financiamentos por parte dos Estados e das Organizações Internacionais (OI). Atualmente, os programas de proteção social de vários países africanos são apoiados por parceiros internacionais. Desta forma, os países reconhecem o papel crucial dos doadores bilaterais do Norte e das OI no financiamento, como, também, a funcionalidade da cooperação técnica e do desenvolvimento de capacidades existentes na Cooperação SulSul[1]. Apesar destas constatações, não se deve abdicar de um planejamento com financiamento interno nas despesas de médio prazo dos países africanos.

Por fim, as discussões geradas neste seminário servem de arcabouço para futuros eventos, tais como: 1) a Reunião Interministerial da União Africana sobre Desenvolvimento Social, Trabalho e Emprego, em Adis Abeba, Etiópia; 2) a Terceira Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, também em Adis Abeba, Etiópia; 3) os foros de trabalho sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ainda este ano.

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Imagem (Fonte):

http://www.undp.org/content/dam/undp/img/capacitydevelopment/WCSD-RioCentre/WCSD-RIO-logo.PNG/_jcr_content/renditions/cq5dam.web.221.289.png

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Fontes Consultadas:

[1] Rio+:

http://riopluscentre.org/2015/04/10/seminario-em-dacar-vontade-politica-e-financiamento-sustentavel-sao-fundamentais-para-que-os-pobres-nao-fiquem-para-tras-na-africa/

Ver tambémPor Dentro da África”:

http://www.pordentrodaafrica.com/ciencia/brasil-paises-africanos-compartilham-experiencias-sobre-protecao-social

[2] VerNações Unidas”:

http://nacoesunidas.org/em-evento-da-onu-e-parceiros-africa-e-brasil-unem-se-por-avancos-na-agenda-de-protecao-social/

Ver também Rio+”:

http://riopluscentre.org/2015/04/08/press-release-africa-e-brasil-unem-esforcos-para-expandir-rede-de-protecao-social-com-sustentabilidade/

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

BID e Ministério das Cidades do Brasil firmam convênio para implementar mobilidade sustentável em grandes cidades do Brasil

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Ministério Brasileiro das Cidades firmaram convênio de cooperação para o planejamento e implantação de mobilidade urbana sustentável em grandes cidades.

Segundo a nota oficial do BID[1], a iniciativa deve contribuir para que o Brasil atinja o compromisso de redução voluntária da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) entre 36,1% e 38,9% até 2020.

A iniciativa terá um investimento total de US$ 153 milhões, sendo US$ 6 milhões do fundo Global Environment Facility (GEF) do BID para beneficiar as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília.

De acordo com as informações disseminadas[1], além de apoio técnico não reembolsável, atualmente o Banco executa 34 operações de empréstimos municipais no valor de US$ 1,7 bilhão, em áreas como mobilidade, água e saneamento, sustentabilidade, gestão, educação, entre outras.

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Imagem (Fonte):

https://mobilidadehumana.files.wordpress.com/2012/10/mobilidade1.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.iadb.org/pt/noticias/comunicados-de-imprensa/2015-04-09/bid-e-mincidades-promovem-mobilidade-sustentavel,11129.html