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ONU lança Manual de Boas Práticas na Cooperação Sul-Sul e Triangular para o Desenvolvimento Sustentável

No dia 12 de setembro de 2018, em comemoração ao Dia Internacional da Cooperação Sul-Sul, o Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC, na sigla em inglês),  lançou o Manual Boas Práticas na Cooperação Sul-Sul e Triangular para o Desenvolvimento Sustentável.

Ele é uma compilação de mais de 100 ações exitosas de Cooperação Sul-Sul de Estados Membros da ONU, agências e outros parceiros de desenvolvimento, apresentando soluções nos níveis nacional, sub-regional, regional e global para desafios como a erradicação da pobreza e redução da desigualdade.

Logo do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul

De acordo com o Preâmbulo do diretor do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC, na sigla em inglês), Jorge Chediek,  o documento destaca “como a cooperação Sul-Sul e a cooperação trilateral podem contribuir para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) estabelecidos na Agenda 2030 da ONU”. 

Na apresentação das experiências, foi dada prioridade ao destaque de iniciativas inovadoras que envolveram e beneficiaram um grande número de pessoas em dois ou mais países do Sul, com soluções que foram testadas e expandidas, e resultados de desenvolvimento tangíveis, abordando a realização de todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Este lançamento é mais um passo para a preparação da Segunda Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Cooperação Sul-Sul, que será realizada no âmbito do 40º aniversário do Plano de Ação de Buenos Aires (BAPA + 40), do dia 20 a 22 de março de 2019, na capital argentina.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Capa do Manual Boas Práticas na Cooperação SulSul e Triangular para o Desenvolvimento Sustentável” (Fonte):

https://www.unsouthsouth.org/wp-content/uploads/2018/09/publications_2018_o.jpg

Imagem 2 Logo do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação SulSul” (Fonte):

https://www.unsouthsouth.org/wp-content/uploads/2017/06/logo_60.png

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agência Brasileira de Cooperação divulga Relatório de Atividades do ano de 2017

No dia 10 de setembro de 2018, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) lançou o seu Relatório de Atividades referente ao ano de 2017. Neste documento foram listadas as ações de cooperação do Brasil para o exterior, na vertente Sul-Sul bilateral, com países em desenvolvimento na África, América Latina, Ásia, Caribe, Oceania e Leste Europeu, bem como iniciativas de cooperação técnica trilateral, em associação com organismos internacionais e com países desenvolvidos parceiros, efetivadas no ano de 2017. 

Logo da ABC

Em 2017, a ABC coordenou cerca de 610 iniciativas de cooperação técnica. Nas ações bilaterais, foram despendidos aproximadamente US$ 7,3 milhões de dólares (em tono de 30,1 milhões de reais, na cotação do dia 12 de setembro). Já a cooperação trilateral com países desenvolvidos em beneficio de países em desenvolvimento promoveu a realização de 24 projetos. A cooperação trilateral com organismos internacionais tem permitido a expansão da pauta brasileira de cooperação Sul-Sul, totalizando, em 2017, 39 projetos em execução, beneficiando 14 países da América Latina e Caribe e 9 países da África, com destaque para Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador Paraguai e Peru, na América Latina e Caribe, e Etiópia, Guiné-Bissau, Malaui, Moçambique, Senegal e São Tomé e Príncipe, na África. A execução financeira da cooperação trilateral com organismos internacionais foi de cerca de US$ 10,7 milhões de dólares (em tono de 44,1 milhões de reais, na cotação do dia 12 de setembro)

De acordo com as informações do Relatório, “a atuação da ABC nos países da região, guiada pelas demandas recebidas e em consonância com a política externa do governo brasileiro, busca priorizar os países da América do Sul, bem como aqueles de menor índice de desenvolvimento humano (IDH), com o objetivo de contribuir para a diminuição da desigualdade no continente americano”.

Com objetivo de promover a transparência das ações da Agência, em 2017 foi implantada a área de comunicação, passando a informar e tornar conhecidos os programas e projetos desenvolvidos pela cooperação técnica e humanitária do Brasil, bem como sobre seus impactos. Além de disseminar notícias, fotos, vídeos e materiais institucionais sobre os projetos, o Núcleo de Comunicação é responsável também por intermediar a relação com a imprensa.

Pode-se verificar que o Relatório possui uma característica abrangente, pois o leitor/pesquisador/analista não poderá avaliar por ele a efetividade dos projetos e a aplicação dos orçamentos informados sem o detalhamento dos mesmos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Capa do Relatório de Atividades de 2017 da Agência Brasileira de Cooperação” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/api/conteudoimagem/1554/gd

Imagem 2 “Logo da ABC” (Fonte):

https://www.facebook.com/ABCgovBr/photos/a.494493604012613/494494037345903/?type=1&theater

                                                                                             

ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Cresce a necessidade de ajuda humanitária na Etiópia

Uma das principais consequências de três anos de protestos em massa na Etiópia foi a ascensão do novo Primeiro-Ministro, Abiy Ahmed. Temerosos quanto à perda de legitimidade popular, os líderes da Frente Democrática Revolucionária dos Povos Etíopes (FDRPE) buscaram, na nomeação inédita de um Oromo ao cargo de Chefe de Governo, a estratégia para acalmar os ânimos sociais, viabilizando o projeto desenvolvimentista nacional.

Logo do Médico sem Fronteiras, o qual afirma que mais de um milhão de pessoas já se deslocaram por causa dos conflitos étnicos

Entretanto, se as ondas de manifestações diminuíram expressivamente, do outro lado novas modalidades de conflitos sociais emergem no país, trazendo à tona importantes questões atreladas aos diretos humanos. Da mesma maneira, estes conflitos desafiam a estabilidade política e social necessária ao Estado para a implementação de suas reformas econômicas.

A nova onda de embates trata-se, principalmente, entre os grupos étnicos Gedeo e Guji Oromo, na região das Nações, Nacionalidades e Povos do Sul, localizada na fronteira com o Quênia. Os conflitos envolvem a apropriação de parte deste território, em disputa pelos grupos desde meados da década de 1990. Ao todo, segundo relatório da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), pouco mais de um milhão de pessoas migraram da região devido aos altos índices de violência.

A maioria das pessoas chegam de suas casas às pressas e sem nada. Famílias estão dormindo no chão de prédios vazios, como escolas ou igrejas, e às vezes ao relento, somente com folhas de bananeiras ou sacos plásticos para se cobrirem. Quando muitas pessoas vivem amontoadas e em condições como essas, com acesso limitado à água, o risco de contagio por doenças é extremamente alto”, declarou Alessandra Saibene, coordenadora para respostas emergenciais do MSF. A organização conta com um centro de atendimento ao longo das duas regiões envolvidas nos conflitos étnicos.

Devido à celeridade dos enfrentamentos e o expressivo montante de pessoas deslocadas pelos embates, a necessidade de ajuda humanitária é crescente e significativa. Até o momento, mais de 19 mil pacientes foram atendidos no local e a previsão é que esta quantia siga crescendo, uma vez que não há perspectivas reais de resolução política desta questão no curto prazo.

O ritmo das doações internacionais, no entanto, ainda não acompanha o volume financeiro necessário para atender adequadamente à população necessitada de atendimento médico. Da mesma forma, o Governo etíope, segundo fontes locais, tem encontrado dificuldades em solucionar politicamente os conflitos, tendo em vista a complexidade da questão fundiária em uma região permeada por mais de 54 grupos étnicos distintos, mergulhados em latentes questões históricas de disputas pela posse e usufruto da terra.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Necessidade de ajuda humanitária cresce com conflitos na região sul da Etiópia” (Fonte):

http://www.corporate-digest.com/index.php/more-than-16-million-people-are-in-need-of-humanitarian-aid-across-east-africa-united-nations

Imagem 2Logo do Médico sem Fronteiras, o qual afirma que mais de um milhão de pessoas já se deslocaram por causa dos conflitos étnicos” (Fonte):

https://www.msf.org.br/

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Consejo de seguridad de la ONU destaca el proceso de paz en Colombia

El consejo de seguridad de la ONU, órgano que reúne representantes de los países más poderosos e influyentes del mundo, en días pasados destacó los logros del acuerdo de paz en Colombia y puso en perspectiva este proceso como un referente para la solución de conflictos armados en el mundo. A su vez, la ONU hizo un llamado para que se le dé continuidad a lo pactado en la mesa de negociación de La Habana* entre las FARC** y el gobierno de este país Latinoamericano. En la actualidad se ha cumplido menos del 20% y para algunos analistas esto puede generar que se activen nuevos grupos en las zonas del país que históricamente han tenido altos niveles de conflictividad.

El eje de la paz y la memoria: un ‘monumento’ a las víctimas del conflicto. En Colombia, el 9 de abril es un día simbólico. Es un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto

En la actualidad el proceso de paz en Colombia resulta un importante ejemplo para la comunidad internacional, lo cual fue recalcado y respaldado por diversos países. Pero las propias Naciones Unidas recalcaron que aún quedan muchas dificultades por delante, esto en especial en lo que tiene que ver con los retrasos en la implementación del acuerdo de paz y las disputas que se han generado en diversos territorios. La situación se agudiza con la llegada y conformación de nuevos grupos quienes están pugna por el control territorial de zonas que antes pertenecían a las FARC.

Otro aspecto que ha generado preocupación por parte de los representantes de la misión de observación del proceso de paz en Colombia tiene que ver con el asesinato de líderes sociales y defensores de derechos humanos. Lo que ha generado desplazamientos masivos y de acuerdo con algunos analistas puede generar a futuro la no pacificación de los territorios. 

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Notas de pie de página:

Los acuerdos o diálogos de paz de La Habana son el resultado de negociaciones entre el gobierno de Colombia y las FARC, sintetizados en seis puntos (1. Lucha contra la pobreza rural; 2. Participación política; 3. Cese el fuego y entrega de armas; 4. Lucha contra las drogas ilícitas; 5. Reparación para las víctimas y justicia transicional; 6. Garantías de cumplimiento del acuerdo), a partir de los cuales se “pretenden contribuir a las transformaciones necesarias para sentar las bases de una paz estable y duradera

** Grupo guerrillero Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – FARC. En la actualidad Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común – FARC, este último, partido político que nació como producto de los acuerdos de La Habana

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Fuentes das Imágenes:

Imagen 1 Declaración del jefe de la misión de verificación de la ONU en Colombia” (Fuentes):

https://colombia.unmissions.org/declaraci%C3%B3n-al-consejo-de-seguridad-del-jefe-de-la-misi%C3%B3n-de-verificaci%C3%B3n-de-la-onu-en-colombia-jean

Imagen 2 “El eje de la paz y la memoria: un monumento a las víctimas del conflicto. En Colombiael 9 de abril es un día simbólicoEs un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto” (Fuente):

https://en.wikipedia.org/wiki/Colombian_conflict#/media/File:Centro_de_Memoria_Histórica_-_Bogotá.jpg


AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Brasil e México realizam atividades conjuntas na área de Cooperação Internacional

Nos dias 13, 14 e 15 de agosto, especialistas da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Agência Mexicana de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AMEXCID) participaram da oficina “Fortalecimento de capacidades de gestão e fortalecimento metodológico de cooperação internacional para o desenvolvimento na América Latina – México-Brasil”, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. 

Participantes da Oficina

Este projeto busca criar um avanço metodológico da Cooperação Sul-Sul na América Latina para fortalecer a gestão de projetos e a cooperação trilateral. Esta primeira atividade contou com a participação de Noel González Segura, Diretor Geral de Planejamento da AMEXCID, o embaixador Demétrio Carvalho, Diretor Adjunto da ABC, e mais quarenta participantes de ambas as agências.

De acordo com informações da ABC, o próximo encontro entre brasileiros e mexicanos será em setembro, na Cidade do México, para tratar de temas relacionados à ajuda humanitária, e para a comunicação e relação com o setor privado. Até lá, os especialistas continuarão os debates e a troca de conhecimentos por meio de videoconferências. O Diretor-Adjunto da ABC, embaixador Demétrio Bueno Carvalho, ressaltou a importância do intercâmbio entre Brasil e México, concluindo: “Queremos aprender com vocês e esperamos que vocês também queiram aprender mais conosco”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Oficina entre Brasil e México” (Fonte):

https://www.gob.mx/cms/uploads/image/file/430659/3.jpg

Imagem 2 Participantes da Oficina” (Fonte): 

http://www.abc.gov.br/api/conteudoimagem/1456/gd

AMÉRICA DO NORTECOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

EUA e México anunciam nova parceria contra narcotráfico

Os Estados Unidos e o México anunciaram na última quarta-feira (dia 15 de agosto), um plano “agressivo” para combater os cartéis de drogas mexicanos, que inclui o estabelecimento de uma equipe de pesquisa conjunta com sede em Chicago. Esse grupo criado pela Agência Antidrogas dos EUA (DEA) e pela Procuradoria Geral do México (PGR) dedicará seus esforços para enfraquecer os líderes das organizações criminosas de “alto nível” e atacar sua infraestrutura financeira. “Esta é uma cooperação sem precedentes”, disseram as autoridades de ambos os países durante uma conferência de imprensa em Chicago.

Soldados mexicanos em treinamento

O México é a principal rota de cocaína que chega aos Estados Unidos e se tornou o maior fornecedor de heroína, o que está impulsionando a epidemia de mortes por uso de opiláceos no país vizinho. É também um importante fornecedor de metanfetaminas. O consumo maciço de drogas gera números preocupantes: 64.000 americanos morreram em 2016 por overdose. “Não é apenas um problema de Chicago, é um problema nacional e internacional”, disse Brian McKnight, agente especial encarregado da Divisão de Campo da DEA em Chicago. A nova equipe especial buscará “romper as cadeias de valor das organizações, assim como as rotas do mercado de drogas e armas”. Entretanto, as autoridades não detalharam os recursos humanos ou econômicos que serão utilizados para o propósito da tarefa.

No México, a situação também é preocupante. O país encerrou o ano de 2017 com uma taxa de 25 assassinatos por 100.000 habitantes, superior à da Colômbia, e superou os números dos piores anos da guerra contra o narcotráfico iniciada em 2006.

Rotas de tráfico no México

Andrés Manuel López Obrador, o Presidente eleito do México, propôs uma anistia desde a campanha para aliviar a crise de segurança que o país atravessa, a pior desde o início dos registros, há duas décadas. A fragmentação de grupos criminosos e a diversificação de negócios provocaram o aumento da violência nos últimos meses. Washington quer ser considerado nesta reviravolta, no que tange à segurança proposta pelo futuro governo mexicano, segundo diversos meios de comunicação nos dois países.

A exibição pública da cooperação bilateral surpreende no terreno político hostil em que ambos os países se encontram. Desde que Donald Trump chegou à Casa Branca – e ao longo de sua campanha – ele frequentemente insultou o México e exigiu que ele pagasse um muro na fronteira. Além disso, o endurecimento das leis de imigração e os esforços dos republicanos para pressionar pela renovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) para favorecer os Estados Unidos dificultaram as relações bilaterais. Mas apesar das diferenças com o governo Trump, autoridades de segurança e especialistas comemoraram os esforços bilaterais para reprimir as gangues de drogas. Um exemplo é o fato de Joaquín El Chapo Guzmán, que era o traficante mais procurado do mundo, atualmente estar aguardando julgamento em uma prisão dos EUA.

A DEA baseia-se em mudanças no sistema legal mexicano nos últimos anos, destinadas a agilizar a coleta de provas e processos. “O novo plano é acelerar e prender mais pessoas, mais rápido”, disse Matthew G. Donahue, diretor regional da DEA para América do Norte e América Central. “É isso que realmente estamos tentando promover: a cooperação que temos atualmente com o México para ser um pouco mais eficiente, um pouco mais agressiva”, acrescentou.

Desde março, o novo traficante mais procurado no México e em Chicago é o fugitivo Ruben Oseguera Cervantes, também conhecido como El Mencho. Oseguera é o líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación, o grupo criminoso mais poderoso do México. As autoridades aumentaram o preço para sua captura na quarta-feira. A recompensa de pouco mais de 1,5 milhão de dólares é a mais alta desde a oferecida por El Chapo, que chegou a três milhões de dólares em 2015. “A detenção de El Mencho é uma prioridade para o governo do México e dos EUA”, disse Felipe de Jesús Muñóz, Promotor mexicano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Operação da DEA” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_contra_las_drogas

Imagem 2Soldados mexicanos em treinamento” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War

Imagem 3Rotas de tráfico no México” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War