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ONU cumprimenta países da “América Latina” e do Caribe por alcançarem “Metas do Milênio” para redução da fome

A “Organização das Nações Unidas” (ONU) cumprimentou oficialmente diversos países da “América Latina” e do Caribe por terem reduzido a fome conforme previsto nas “Metas do Milênio”[1]. Os países foram Brasil, Chile, Cuba, Honduras, Guiana,…

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Refugiados sírios: uma análise sob a ótica humanitária

Entre as diversas análises a respeito da guerra civil na Síria que já se desenrola por dois anos, observa-se a divisão dos analistas (mas também da comunidade em geral) sobre várias questões, dentre as quais podem ser destacas: (1) qual Governo tem posicionamentos mais acertados em suas declarações sobre o conflito; (2) qual das facções seria a mais cruel no momento e qual delas merece nossa atenção ou não; (3) quais medidas seriam necessárias para aprovar intervenções militares; (4) quais seriam os custos políticos, financeiros e diplomáticos de uma operação de paz.

No entanto, enquanto os debates estão concentrados nessas questões há certas urgências que também se apresentam, pois as vidas de cerca de 80 mil pessoas foram desperdiçadas e mais de 1 milhão de refugiados não sabem qual serão os seus futuros. Estimativas do “Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados” (ACNUR) são de que esse número possa chegar aos 3 milhões até o fim no ano, se a proporção atual de violência na região não diminuir[1]. Na Jordânia e no Líbano existem ao menos 500 mil refugiados, em cada país. Na Turquia, há mais de 375 mil, de acordo com o ACNUR[2].

Em comunicado recente, a “Coordenadora do UN Emergency Relief, Valerie Amos, destacou que 1 de cada 3 sírios está precisando de ajuda, em caráter de urgência. Amos destacou: “Homens, mulheres e crianças que não possuem envolvimento nenhum com a guerra civil estão arcando com o ônus da crise. Mais de 80.000 pessoas foram mortas. (…) É uma tragédia humana[3].

A “Organização das Nações Unidas” (ONU) tem se apresentado institucionalmente paralisada em relação ao conflito na Síria e até mesmo em relação à ajuda humanitária que poderia ser deveras ampliada, a despeito de seus funcionários de ajuda humanitária e ativistas que vão até o local do conflito para auxiliar as vítimas e mesmo pensar em soluções para a crise. O enfraquecimento da ONU causa grande descrédito na instituição como Fórum multilateral.

Ao comentar a inércia dos demais países, da sociedade civil e da própria ONU, a diretora da ONG de Direitos Humanos, “Human Rights Watch, Peggy Hicks, que acompanha de perto os bastidores das “Nações Unidas” em relação à situação síria, afirmou: “É preciso deixar claro: estamos escrevendo um capítulo nefasto da História[4].

Ao pensar a situação dos civis que perdem familiares ou se encontram na situação de precisar fugir por medo, por perseguição e estão, atualmente, sem condições adequadas de sobrevivência e vivendo em acampamentos improvisados, nos quais não há cuidados de saúde, sem saneamento, com escolas destruídas, com falta de alimentação, deixa de ser prioritário identificar a quem responsabilizar pelos direitos humanos não atendidos e/ou crimes de guerra cometidos, mas, sim, identificar soluções e pensar a responsabilidade da comunidade internacional de proteger os demais seres humanos por serem participes da mesma condição humana.

A possibilidade de receber refugiados sírios já é cogitada em Washington, caso haja a solicitação formal peloAlto Comissariado das Nações Unidas” (ACNUR). A Alemanha também manifestou-se como aberta à possibilidade de receber refugiados sírios em seu território[5].

Essa solução seria feita através do Reassentamento (programa do ACNUR), como meio de estabelecer refugiados em outros países. Receber refugiados que passaram por traumas de guerra, perdas de familiares e integrá-los na sociedade doméstica é um esforço que os diversos países deveriam considerar como imperativo ao depararem-se com crises humanitárias como a que está ocorrendo na Síria[6].

Conforme apontam alguns analistas, além dos debates sobre como deter as guerras ou negociar a paz, deve existir a discussão sobre como oferecer alívio prático para aqueles que estão a perecer em razão dessa situação, sendo necessário não dissociar tais preocupações.  

De positivo, identifica-se que funcionários da ONU, especialistas em Refúgio, diplomatas e grupos de ajuda não-governamentais planejam discutir possíveis planos de Reassentamento em uma reunião de alto nível, esta semana, em Genebra[7].

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.upi.com/Top_News/US/2013/06/07/UN-seeking-to-raise-52-billion-in-2013-for-Syrian-war-refugees/UPI-69961370626378/?rel=42661370865722

[2] Ver:

http://www.latimes.com/news/nationworld/world/middleeast/la-fg-syria-refugees-20130610,0,6484601.story

[3] Ver:

http://www.upi.com/Top_News/US/2013/06/07/UN-seeking-to-raise-52-billion-in-2013-for-Syrian-war-refugees/UPI-69961370626378/?rel=42661370865722

[4] Ver:

http://topicos.estadao.com.br/siria

[5] Ver:

http://www.latimes.com/news/nationworld/world/middleeast/la-fg-syria-refugees-20130610,0,6484601.story

[6] Ver:

http://www.acnur.org/t3/portugues/a-quem-ajudamos/solucoes-duradouras/reassentamento/?L=gulnlxwoshxdx

[7]  Ver:

http://www.latimes.com/news/nationworld/world/middleeast/la-fg-syria-refugees-20130610,0,6484601.story  

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Equador e Venezuela: cooperação na área alimentícia

Segundo o periódico “El Mundo[1], publicado em 3 de junho de 2013, o Governo equatoriano, através de representantes de seu “Ministério das Relações Exteriores” (MRE), declarou sua disposição em fornecer produtos básicos alimentícios ao mercado venezuelano. A decisão foi tomada durante a “Reunião de Trabalho” dos Executivos de ambos os países, realizada na “Casa Amarela Antonio José de Sucre”, sede da chancelaria venezuelana.

Durante a Reunião, ocorrida na cidade de Caracas (Venezuela) para impulsionar a cooperação entre seus setores econômicos, o ministro de Relações Exteriores, Comércio e Integração do Equador, Ricardo Patiño, e o ministro do Poder Popular para as Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, aproveitaram a ocasião para ratificar o apoio do governo do presidente Rafael Correa ao recém-eleito presidente venezuelano, Nicolás Maduro[1].

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“O Mundo do Trabalho 2013”: a desigualdade ainda ameaça

A “Organização Internacional do Trabalho” (OIT) divulgou na última segunda-feira, 3 de junho, seu relatório “O Mundo do Trabalho 2013: Reparando o Tecido Econômico e Social”, no qual traz um panorama do atual mercado de trabalho, bem como prognósticos para os próximos anos.

Segundo o estudo, enquanto países em desenvolvimento estão atingindo melhores níveis em índices de desigualdade de renda e taxas de emprego, as economias avançadas tem registrado maior desigualdade com maiores percentuais de desemprego, especialmente nos últimos 2 anos[1].

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Manifestações em Gaza forçam Nações Unidas a suspender ajuda alimentar

Desde o dia 6 (seis) de abril a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo* (UNRWA) decidiu suspender o programa de entrega de alimentos na Faixa de Gaza em virtude de manifestações e dos violentos protestos de palestinos que ameaçaram seus empregados e instalações[1].

As manifestações contra a UNRWA, em Gaza, começaram  no dia primeiro de abril após o anúncio de que a Agência terminaria com o programa de entrega de dinheiro, por motivo de dificuldade orçamentária, do qual se beneficiavam cerca de 100.000 (cem) mil pessoas, os quais recebiam 10 (dez) dólares a cada três meses[1].