COOPERAÇÃO INTERNACIONALEuropaNOTAS ANALÍTICAS

O Fundo Dinamarquês de Investimento e o capital privado

O “Fundo de Investimento para os Países em Desenvolvimento” (Investeringsfonden for UdviklingslandeIFU) é um fundo estatal criado pelo Governo dinamarquês para fomentar o investimento em Estados emergentes e em desenvolvimento, com operações na Europa, África, Ásia e América Latina.

Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs

O IFU uniu-se a seis empresas de pensão dinamarquesas: a Pensionskassernes Administration (PKA), a PensionDanmark, a Pension Forsikringsaktieselskab (PFA), a Arbejdsmarkedets Tillægspension (ATP), a Juristernes og Økonomernes Pensioskasse e Danske civil-og akademiingeniørers Pensionskasse (JØP/DIP) e a PenSam, com o propósito de expandir seus mercados formando o Fundo Dinamarquês de Investimentos (SDG).

O Fundo conta com aporte de 4,1 bilhões de coroas dinamarquesas (ou, aproximadamente, 2,4 bilhões de reais, conforme a cotação do dia 13.06.2018), o qual já investiu em mais de 1.250 empresas em mais de 100 países, e espera-se que o investimento atinja a cifra de 30 bilhões de coroas no futuro (equivalente a 17,6 bilhões de reais, conforme a cotação do dia referido acima).

O propósito do Fundo é contribuir com as metas dos 17 Objetivos Globais da Organização das Nações Unidas (ONU), visando a cooperação internacional, por meio de investimentos privados. O objetivo é a redução da pobreza mediante o incentivo do crescimento empresarial nos respectivos países, nos quais os dinamarqueses já possuem competências em setores estratégicos.

O Jornal Avisen trouxe a declaração do CEO da IFU, Tommy Thomsen, sobre a questão: “Todos concordam que há necessidade de capital privado, se quisermos ter sucesso na realização dos Objetivos Globais em países em desenvolvimento e, portanto, estamos muito satisfeitos que o Fundo de Investimento SDG dinamarquês tanto pode criar retornos para os investidores, como melhores condições para as pessoas nos países em desenvolvimento”.

O jornal Copenhaguen Post apresentou a afirmação da Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tøræs, sobre o assunto: “O fundo global de metas é um exemplo concreto de uma mudança de paradigma na cooperação dinamarquesa para o desenvolvimento – não podemos cumprir as metas globais e tirar as pessoas da pobreza sem investimento privado”.

Os analistas observam que as propostas de investimento do Fundo representam cenários positivos para a cooperação internacional, à medida que amplia o volume de recursos em setores chaves dos Estados. Percebe-se também que esta é uma oportunidade de lucro para as empresas e possibilidade para o Estado dinamarquês promover seus interesses a partir do setor privado, com menos burocracias e entraves políticos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Moedas” (Fonte):

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Imagem 2 Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs” (Fonte):

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ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Cabo Verde integra o Relatório sobre Alimentação e Colheita da FAO

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês) divulgou no início do mês de junho dados sobre as colheitas e as condições alimentares no âmbito internacional. Neste documento destaca-se que o aumento no número de países que passam por uma situação de emergência alimentar, ou necessidade de auxílio externo. Este efeito é causado em sua maioria por conflitos internos e fenômenos naturais.

Logo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura

A lista é composta por 39 países, dos quais 31 estão situados no continente africano. Cabo Verde foi incluído neste relatório, em consequência da diminuição da produção de alimentos e da perda de cabeças de gado causada por fatores climáticos. No decorrer do ano de 2017, o arquipélago enfrentou um longo período de estiagem que afetou a produção agropecuária e atingiu cerca de 70 mil cidadãos cabo-verdianos.

Os efeitos da seca repercutem ainda no ano de 2018. Em março o Governo havia declarado a manutenção do Programa de Emergência para Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola nos municípios de Santiago, a maior ilha do arquipélago. Neste sentido, o Programa será executado em três bases principais, que são: a Salvaguarda da criação de gado; a Gestão da escassez hídrica e a Criação de empregos para a população economicamente afetada.

Ulisses Correia da Silva, Primeiro Ministro de Cabo Verde

Na perspectiva do Primeiro Ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia da Silva, o país não se encontra em um estado de emergência alimentar, uma vez que a experiência atual está relacionada aos efeitos diretos para a atividade agrícola afetada pela seca, o que não impactou no crescimento da economia de Cabo Verde, o qual foi de 7%.

Apesar do posicionamento governamental, o maior partido de oposição, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), considerou a inclusão de Cabo Verde um grande recuo e o mesmo pretende questionar a alocação dos recursos provenientes de Parcerias Internacionais, bem como a execução do Programa emergencial, na Sessão Parlamentar do mês de julho. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Plantação imagem ilustrativa” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e6/Sembrado_de_soja_en_argentina.jpg/1200px-Sembrado_de_soja_en_argentina.jpg

Imagem 2Logo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO)” (Fonte):

https://i0.wp.com/onuangola.org/wp-content/uploads/2018/03/Logo_FAO_3_linhas_Port1.png?resize=789%2C190

Imagem 3Ulisses Correia da Silva, Primeiro Ministro de Cabo Verde” (Fonte):

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALEuropaNOTAS ANALÍTICASSem categoria

Colombia recibe en 2018 más refugiados que toda Europa en el mismo período

Colombia y Venezuela comparten una frontera de 2.200 kilómetros, la más larga para ambas naciones. También poseen una historia en común desde su formación. Sobre el caribe comparten una identidad indígena a partir de pueblos cuyos territorios ancestrales no distinguen esta división política y esta zona ha sido históricamente un paso de contrabando. Durante el siglo XX dominó la entrada de licor, cigarrillos y tecnología que procedían de Centroamérica, luego fue remplazada por derivados del petróleo, especialmente gasolina, la cual se vende a lo largo de la frontera por un valor 10 veces menor al que podría comprarse en Bogotá.  Más al sur sobre la cordillera de Los Andes que continua en Venezuela con el nombre de cordillera de Merida se presentan ricos yacimientos mineros de cobre, oro y otros metales; luego se encuentra la Orinoquia, extensas sabanas que son utilizadas principalmente para la ganadería y algunos monocultivos como arroz y granos. Luego la frontera se difumina en la Amazonía, donde se encuentra el hito de la triple frontera con Brasil.

Migración de venezolanos hacia Colombia en puesto fronterizo de la ciudad de Cúcuta

La anterior es una radiografía de un territorio por donde circulan más de 35 mil venezolanos diariamente, esto de acuerdo con un reciente informe del ministerio de relaciones exteriores de Colombia. Esta circulación de población se define inicialmente como pendular, caracterizada por estar asociada al desarrollo de actividades cotidianas. El punto migratorio que registra mayor movimiento se encuentra sobre el puente Simón Bolívar, del lado colombiano la ciudad de Cúcuta y en el lado venezolano San Antonio y San Cristóbal. El 53% de venezolanos que migran con el fin de mejorar sus condiciones de vida lo hacen de forma legal por este punto.

Como señala Cristian Kruger, director general de migración Colombia, y de acuerdo con estimativas de la OIM, en Colombia viven más de un millón de venezolanos entre regulares e irregulares, hecho que presenta un importante desafío para la institucionalidad. Además de acuerdo con declaraciones hechas por el presidente Juan Manuel Santos, se prevé un aumento significativo durante el resto del presente año (2018). El jefe de Estado señalo que en el 2018 más de 200 mil venezolanos han fijado su domicilio en ciudades como Bogotá (40%), Medellín (10%) y Barranquilla (8%). Esta cifra representa un número mayor de migrantes que el número de refugiados recibido por Europa en el mismo periodo.

Con la llegada de venezolanos a Colombia también se han desplazado grandes sumas de capital, la mayoría de estas representada en divisas diferentes al bolívar (moneda cuyo valor de cambio en la frontera es cercano a cero), de acuerdo con la firma Datanálisis, en la última década más de 900 millones de dólares se han invertido de forma directa en Colombia, en los seguimientos de alimentos, medicamentos, restaurantes y agencias de medios.

Cabe decir que un número importante de migrantes son colombianos que regresan con sus familias, quienes residieron en Venezuela por muchos años, en donde encontraron refugio frente al conflicto armado y recibieron ayuda de los programas sociales del gobierno. La frontera fue de manera inversa por muchos años, una válvula de escape por donde cientos de miles de colombianos refundaron sus vidas. Ahora muchas de estas familias regresan a Colombia, en un ambiente que no puede ser de exclusión o de xenofobia, esto último por lo menos ha sido tema a tratar por centros académicos e instituciones de Colombia.

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Fontes das Imágenes:

Imagen 1Frontera entre Colombia y Venezuela” (Fuente):

http://www.cancilleria.gov.co/content/frontera-terrestre-colombia-venezuela

Imagen 2Migración de venezolanos hacia Colombia en puesto fronterizo de la ciudad de Cúcuta” (Fuente):

https://www.cfr.org/report/venezuelan-refugee-crisis

ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Imigração angolana na Zâmbia

Ainda se encontram em campos de refugiados na Zâmbia e em outras regiões desse país, com a intenção de retornar a Angola, vários dos deslocados que surgiram no período de independência e Guerra Civil angolana (1966-2002). Totalizando 25 mil pessoas, eles passam por várias dificuldades e, dentre os quebra-cabeças que se formaram no processo de reintegração, podem ser citadas as relações familiares e matrimoniais estabelecidas, as questões financeiras e o acesso a documentações de identificação.

João Lourenço, Presidente da Angola

O Governo da Zâmbia deu início ao processo de auxílio para o estabelecimento de habitações voltadas à população que ainda está alojada nos dois campos de refugiados existentes, Mayuca Yuca e Mayeba.

No contexto das relações bilaterais, o presidente angolano João Lourenço visitou o Estado vizinho no início do mês de maio (2018), com o intuito de ampliar as relações de cooperação, entre as quais contam a supressão de vistos ordinários e a visita à comunidade angolana no país. Cabe destacar que a relevância em atribuir aos nacionais a documentação de identificação relaciona-se também com o acesso a direitos, como a possibilidade de recorrer à Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas.

A temática sobre imigração está há muito tempo presente na sociedade zambiana, uma vez que o país, além de abrigar gerações de angolanos vindos de um período de instabilidade interna neste vizinho, também possui em seu território imigrantes e refugiados da República Democrática do Congo e de Ruanda.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa da Fronteira entre Angola e Zâmbia” (Fonte):

http://www.fmgroupafrica.net/wp-content/uploads/2016/05/embassy-of-angola-map-of-angola.jpg

Imagem 2João Lourenço, Presidente da Angola” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Louren%C3%A7o#/media/File:Joao_Lourenco_May_2017.jpg

ÁfricaÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

China e São Tomé e Príncipe dialogam sobre cooperação

Anunciado no transcorrer da 6a Expo Internacional da Indústria do Turismo de Macau (MITE), realizada ao final do mês de abril deste ano (2018), a República Popular da China e São Tomé e Príncipe firmaram um Memorando de Entendimento para a Cooperação no âmbito do Turismo. O documento assinado tem como propósito estabelecer as bases do processo de Cooperação de caráter técnico, o qual envolverá o intercâmbio de conhecimentos sobre gestão, sistema de planejamento no turismo.

Mapa com a localização de São Tomé e Príncipe

Especificamente, esta parceria irá incluir a capacitação de funcionários do Governo de São Tomé e Príncipe da área turística, distribuída em três estágios durante um ano, e a transmissão de informações sobre o desenvolvimento desse mercado e suas capacidades. O Memorando firmado no MITE ainda prevê o incentivo à parceria e cooperação com as pequenas e médias empresas do setor e a participação em fóruns internacionais.

As relações sino-santomense foram formalmente estabelecidas em dezembro de 2016, no contexto do rompimento das relações diplomáticas com Taiwan. Desde então, implementou-se em Pequim a Embaixada santomense e assinou-se o Acordo geral de Cooperação nas áreas de energia, educação, agricultura, dentre outras.

Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada

O posicionamento do Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, sobre o redirecionamento diplomático está relacionado com objetivo do Governo em acompanhar as novas dinâmicas do Cenário Internacional, no que tange a economia mundial.

Segundo Trovoada, no contexto de rompimento com Taiwan, “São Tomé e Príncipe não pode discriminar e não pode ser discriminado, sobretudo porque a nossa visão de desenvolvimento passa por abertura, cooperação com todos, passa pelo posicionamento de São Tomé e Príncipe como uma plataforma de serviços no golfo da Guiné”.

Cabe destacar que o turismo, assim como a agricultura e o setor de construção estimularam o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago em 2017, segundo o Fundo Monetário Internacional. Igualmente, é previsto que, em 2018, essa tendência permaneça e que o PIB do país atinja 6%.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da República Popular da China” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ce/Chinese_flag_%28Beijing%29_-_IMG_1104.jpg/1024px-Chinese_flag_%28Beijing%29_-_IMG_1104.jpg

Imagem 2Mapa com a localização de São Tomé e Príncipe” (Fonte):

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSjB6_14e72dKIxjMfwH-2Vn5wtkEBNJwdqB3tBMkeNTC7huj2r0Q

Imagem 3 Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d8/Patrice_Trovoada_in_2012_-_face.jpg

ÁfricaAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Cooperação entre Brasil, Guiné Bissau e ONU em matéria de alimentação escolar

Brasil e Guiné Bissau, com o apoio do Centro de Excelência contra a Fome das Nações Unidas, retomaram o processo de Cooperação Técnica denominado Programa de Cantinas Escolares Guineense. Esta iniciativa tem como objetivo garantir a segurança alimentar, ao incrementar a alimentação escolar integrando os produtos da agricultura local. Este processo de cooperação havia sido interrompido em 2012. Neste período o país enfrentou instabilidades política e militar, com a destituição do então presidente interino Raimundo Pereira.

Logo da Agência Brasileira de Cooperação

Dentre as atribuições do Projeto de Cooperação Técnica encontram-se a contribuição para o fortalecimento das esferas institucionais guineenses, tais como o Ministério de Educação e Ensino Superior e o Ministério de Agricultura, Floresta e Pecuária. Igualmente, está previsto o apoio técnico em matéria de desenvolvimento de documentos voltados para aquisição de alimentos, com duração até o ano de 2020.

Logo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa

A assinatura do Projeto ocorreu no começo do mês de abril de 2018, concomitante à missão diplomática do Governo do Brasil e de uma delegação do Centro de Excelência contra a Fome à Guiné Bissau. Cabe destacar que nos anos de 2016 e 2017 ocorreram outras duas missões envolvendo a Agência Brasileira de Cooperação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação brasileiro, com o objetivo de identificar as áreas de atuação do projeto. 

A pauta sobre a segurança alimentar também tem sido amplamente abordada nas esferas das Organizações Internacionais. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) havia realizado no mês de maio, no Brasil, o “Seminário Internacional: Sustentabilidade dos Programas de Alimentação Escolar”. No decorrer do evento discutiu-se e redigiu-se recomendações aos Ministérios da Educação dos Estados membros da CPLP para aprimorar os programas de alimentação e estabelecer políticas públicas de compra de produtos naturais, integrando o setor da agricultura familiar.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Logo do Centro de Excelência contra a Fome das Nações Unidas” (Fonte):

https://guiadefontes.msf.org.br/wp-content/uploads/2017/03/pma.png

Imagem 2Logo da Agência Brasileira de Cooperação” (Fonte):

http://www.itamaraty.gov.br/images/logotipos_internas/abc1.png

Imagem 3 Logo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/0/0d/Bandeira_CPLP.svg.png