DEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

Canadá aumentará seus gastos militares

No dia 8 de junho, o Departamento de Defesa do Canadá emitiu comunicado anunciando um novo plano militar, no qual estabelece as prioridades desse setor do Governo para os próximos 20 anos. O anúncio estabelece novas diretrizes, como o aumento do efetivo das suas forças especiais e a maior presença das mulheres nas Forças Armadas, que devem chegar a representar cerca de 25% do total do efetivo em 2026.

Além disso, o comunicado prevê o aumento do orçamento militar do país, que deverá passar de 18,9 bilhões de dólares canadenses, em 2016/2017, para 32,7 bilhões, em 2026/2027, o que corresponde a um aumento de aproximadamente 70%. Com essa elevação, o Governo deverá adquirir 88 novos caças CF-18 (Caça baseado no Americano F/A-18 Hornet) e não apenas 65, como havia acordado a administração anterior, além da compra de 15 novos navios, aquisição de drones, formação de especialistas em cibersegurança e a contratação de mais 5 mil soldados. De acordo com Harjit Sajjan, Ministro de Defesa do Canadá, a revisão dos gastos militares já estava em andamento há meses e, segundo ressaltou a ANGOP, ele pontuou ainda durante sua apresentação do plano que é preciso comprometimento com o financiamento das forças militares, para que o papel do Canadá no mundo também seja interpretado de forma propositiva, como protagonista.

Na quarta-feira, dia 7 de junho, um dia antes do comunicado do Departamento de Defesa, Chrystia Freeland, ministra dos Negócios Estrangeiros do país, conforme destacaram a BBC e Reuters, frisou que chegada de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos da América (EUA) exige do Governo canadense maior protagonismo no cenário internacional, haja vista que o Presidente estadunidense recusou o multilateralismo, bem como menor dependência dos EUA. Para a Ministra, o novo posicionamento do seu vizinho leva o Canadá e os demais países à necessidade de estabelecer seu próprio caminho claro e soberano. E acrescentou ainda que essa trajetória deve ser de renovação e de fortalecimento da ordem multilateral. 

Logo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

 

Alguns analistas pontuam que esse aumento do orçamento militar se deve em parte à crítica do Presidente estadunidense pela baixa participação nos gastos dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da qual o Canadá é membro, que não tem cumprido a meta de usar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares. Em resposta a esse apontamento, o ministro Sajjan argumentou apenas que a nova Política de Defesa é para o Canadá.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira do Canadá” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Canad%C3%A1#/media/File:Flag_of_Canada.svg

Imagem 2Logo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_do_Tratado_do_Atl%C3%A2ntico_Norte#/media/File:Seal_of_the_North_Atlantic_Treaty_Organization.png

AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

Governo Brasileiro busca cooperação para Base de Alcântara

No dia 31 de maio, quarta-feira passada, o Ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, anunciou que o presidente brasileiro Michel Temer apresentará projeto ao Congresso Nacional com vistas a permitir a utilização internacional do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Estado do Maranhão, nordeste do país. Segundo Jungmann, Estados Unidos, Rússia, França e Israel têm interesse em parcerias. A proximidade da Base com a linha do Equador permite colocar satélites em órbita com menos combustível e menor custo, tornando-a financeiramente interessante.

A utilização internacional do Centro de Lançamento, especialmente pelos Estados Unidos, é uma proposta antiga e já gerou intenso debate nacional. Há duas questões principais: a de que a parceria poderia trazer vantagens financeiras ao país; mas, também, há a preocupação com as restrições colocadas pelos EUA. As negociações de um acordo bilateral ocorreram durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e foram retiradas de pauta no início do Governo Lula (2003-2010).

Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

O ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral (2003-20014), defende que o Acordo não era interessante ao Brasil porque não gerava transferência de tecnologia e impossibilitava a cooperação com outros parceiros. Os EUA exigiam um acordo de salvaguarda de tecnologia, que foi assinado, mas não ratificado. Isso gerou polêmica, especialmente porque o Brasil teria que ceder o controle sobre a Base. Para os críticos, tal ponto choca-se com o princípio de soberania. Após o arquivamento das negociações com os norte-americanos, o Governo Lula firmou um acordo sobre cooperação espacial com a Ucrânia, que não vingou e foi denunciado unilateralmente pelo Brasil, em 2016.

Com o início do governo de Michel Temer, os Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa do país retomaram as discussões para um Tratado com os Estados Unidos sobre a utilização comercial do Centro de Lançamento. A retomada dos diálogos é motivada pelas dificuldades que houve na parceria com a Ucrânia e por um movimento mais amplo de aproximação bilateral. As relações com norte-americanos ficaram mais distantes em 2013, quando foi divulgado que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos estava espionando o Governo brasileiro. Posteriormente, Dilma Rousseff cancelou uma visita ao país e a normalização das relações bilaterais foi iniciada apenas no seu segundo mandato, quando visitou os EUA em 2015, e está sendo intensificada no governo de Michel Temer.

Cerimônia pela posse do ministro Raul Jungmann

Em abril deste ano (2017), Jungmann visitou a Base e demonstrou vontade política em reativá-la, bem como em firmar acordos de salvaguarda com os países interessados.  Segundo o Ministro, será criado um Conselho Nacional sobre o tema do espaço. Além disso, a iniciativa privada nacional será envolvida, especificamente a Embraer, empresa do setor aéreo. O Ministro ressaltou ainda que o tema é relacionado com a Defesa nacional e que a soberania será respeitada.

Cabe ressaltar que o principal argumento em favor do uso internacional da base de lançamento refere-se aos recursos financeiros que poderiam ser trazidos ao programa espacial brasileiro, o que é urgente para reavivá-lo. Contudo, conforme apresentam especialistas na área, tão importante quanto recursos são a transferência de tecnologia e o investimento em pesquisa para gerar capacidade de produção própria, tanto que o fio condutor dos projetos da Marinha do Brasil (em especial o PROSUB – o Programa de Submarinos), e o da Força Aérea Brasileira (o Projeto FX-2, para aquisição de caças) teve como condição de aprovação a transferência de tecnologia.

———————————————————————————————–                    

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mockup de testes do VLS1” (FonteForça Aérea Brasileira/FAB):

https://es.m.wikipedia.org/wiki/Archivo:Macri_Awada_Reyes.jpg

Imagem 2Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Lan%C3%A7amento_de_Alc%C3%A2ntara

Imagem 3 Cerimônia pela posse do ministro Raul Jungmann”  (FonteMinistério da Defesa/MD):

https://www.flickr.com/photos/ministreiodadefesa/26455866543

AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINADEFESAENERGIANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Congressistas pedem a Trump que leve crise da Venezuela ao Conselho de Segurança da ONU[:]

[:pt]

Na semana retrasada, membros do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) pediram que Donald Trump, Presidente do país, leve a situação da Venezuela ao Conselho de Segurança da Nações Unidas. Congressistas republicanos e democratas enviaram uma carta à Casa Branca, na qual pedem que o Governo Trump faça valer sua voz na ONU, a fim de permitir que ajuda humanitária e o trabalho de Organizações de assistência possam ser oferecidos à população venezuelana.

Ainda na semana retrasada, congressistas estadunidenses propuseram uma legislação para tratar a crise no país sul-americano, que inclui sanções a indivíduos que são apontados por estar envolvidos em corrupção e são considerados responsáveis por esfacelar a democracia da Venezuela. Ainda por esse Projeto de Lei se destinará cerca de US$ 10 milhões em ajuda humanitária.

Ademais, de acordo com a Reuters, o grupo pede também que o Departamento de Estados dos EUA coordene esforços com países da região para amenizar crise e que a Inteligência estadunidense informe ligações de autoridades do Governo venezuelano com o tráfico de drogas e a corrupção. Outro ponto central defendido pelos congressistas refere-se as questões relacionadas ao mercado petrolífero. Congressistas republicanos e democratas apelam também para que o Governo Trump adote medidas que evitem que a Rosneft, estatal petroleira da Rússia, não obtenha controle sobre a infraestrutura de energia dos EUA.

A economia da Venezuela é baseada na produção de petróleo e estimativas apontam que aproximadamente 90% das exportações do país correspondem ao hidrocarboneto. Segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo bruto do mundo, cerca de 300 milhões de barris. Tendo em vista a sua dependência econômica, o agravamento da crise que assola o país tem entre seus fatores a queda do preço no barril de petróleo, que, antes de 2014, custava em média 115 dólares e desde então custa metade desse valor.

A preocupação dos congressistas estadunidenses está relacionada à empresa estatal de petróleo, a Petróleos de Venezuela (PDVSA), que na década de 1980 comprou a refinaria Citgo, com sede em Houston, EUA. A PDVSA foi fundada em 1975 e é responsável pela exploração, produção, fabricação, transporte e comercialização de hidrocarbonetos da Venezuela. Em 2016, a PDVSA utilizou 49,9% de suas ações na Citgo como garantia para assegurar um empréstimo oriundo da Rosneft, num montante estimado entre 4 e 5 bilhões de dólares. No entanto, analistas ressalvam que não está claro se a Rosneft poderia assumir a Citgo caso a PDVSA não honre os pagamentos do financiamento. Em abril deste ano (2017), Congressistas já alertavam ao governo Trump que essa possibilidade pode representar um problema à Segurança Nacional dos Estados Unidos. Para H.R. McMaster, assessor de segurança nacional do Governo Trump, conforme destacou a Reuters, declarou que a crise política na Venezuela precisa ser levada a uma conclusão rápida e pacífica.

Os congressistas estadunidenses destacaram ainda na carta enviada a Trump que a “situação desesperadora” que a Venezuela se encontra tem gerado maior pedido de asilo no país. Em 2016, cerca de 18 mil venezuelanos solicitaram asilo nos Estados Unidos. A Venezuela é o único Estado latino-americano a compor a lista de 30 países com maiores pedidos de refúgio na União Europeia (UE), ocupando a 24ª posição. No ano passado (2016), o número de pedidos de venezuelanos na União Europeia foi de cerca de 4.695, embora esse número seja baixo quando comparado aos 1,2 milhão de pedidos feitos a UE oriundos particularmente da Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão, Eritréia, entre outros. Dentre os Estados da UE, a Espanha concentra 80% dos pedidos, que em 2016 foi de 3.960. O Brasil também registrou aumento de venezuelanos em seu território. Segundo a Polícia Federal Brasileira em Boa Vista (Estado de Roraima), cerca de 2 mil venezuelanos pediram asilo em 2016. Esse número representa um significativo aumento quando comparado a 2014, ano em que o número de requerentes foi de apenas 9, ou a 2015, quando passou para 230.

Cabe destacar ainda que, no início de maio, Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, anunciou a convocação de uma Assembleia Constituinte que teria por objetivo criar um novo aparato jurídico, resultando em uma nova Constituição que resultaria em eleições gerais. Para a Oposição a Maduro essa medida visa deteriorar a atual Assembleia Nacional que é liderada pelos opositores, além de assegurar Nicolás Maduro no poder. O pronunciamento do Presidente venezuelano gerou uma série de preocupações de lideranças internacionais. Para Luis Almagro, Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), conforme ressaltou a DW, o anúncio de uma nova Constituinte é uma tentativa de dar novamente um Golpe de Estado. Além disso, a declaração de Maduro provocou uma onda de protestos que pedem a saída do Presidente, novas eleições e ajuda exterior para aliviar a crise econômica. Já a Organização das Nações Unidas (ONU) ressaltou que, em virtude do agravamento da crise e da violência, é preciso reduzir a polarização, buscar mecanismos para enfrentar os desafios e achar soluções em benefício do povo venezuelano.

———————————————————————————————–                     

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa de Venezuela” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Venezuela

Imagem 2Entrada da sede de PDVSA localizada na avenida 5 de Julio em Maracaibo, podese ler atrás parte da frase Patria, Socialismo o Muerte” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leos_de_Venezuela#/media/File:PDVSA_5_de_Julio.jpg

Imagem 3 Nicolás Maduro Presidente da Venezuela” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolás_Maduro

[:]

COOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]A Missão Especial de Monitoramento para a Ucrânia e o desafio das minas terrestres[:]

[:pt]

No último dia 23 de abril, a Missão Especial de Monitoramento (MEM)* para a Ucrânia sofreu sua primeira baixa. O incidente ocorreu quando um veículo da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, responsável pela MEM, explodiu enquanto realizava uma patrulha próxima à cidade ucraniana de Pryshyb.

O fato ainda está sendo investigado pela Organização, mas, a princípio, aventa-se a possibilidade de o veículo ter passado sobre uma mina terrestre. A patrulha estava sendo realizada em região próxima a uma área não controlada pelo Governo da Ucrânia, na província de Luhansk que fica no leste do país. O incidente deixou um paramédico estadunidense morto e outros dois membros da patrulha – um alemão e um checo – feridos.

Desde o ocorrido, por medida de segurança, a OSCE restringiu temporariamente suas operações nas regiões de Donetsk e Luhansk, áreas que concentram os maiores litígios entre rebeldes pró-Rússia e tropas de Kiev. Com esta medida, a Organização almeja reavaliar as questões relativas às operações levadas a cabo pela MEM. Um dos pontos a ser considerado pode estar relacionado com a utilização de minas terrestres na região, uma vez que a via por onde passou o veículo, segundo informado pela OSCE, era declarada livre de minas terrestres e um acordo de 2014 já impedia o uso desses explosivos pelas partes litigantes e demais atores envolvidos no processo.

Mesmo com essas restrições, os relatórios de situação da MEM continuam sendo emitidos. Os informes evidenciam que eventos classificados como quebra do cessar-fogo entre as partes continuam constantes e numerosos, como pode ser observado nos dados consolidados dos dias 7 e 8 de maio. No dia 6 de maio, os observadores da MEM notaram, pela primeira vez, a presença de minas antitanque em certas áreas de litígio. No dia seguinte foram vistos, também pela primeira vez, algumas placas (em russo) indicando a presença de minas nestas regiões.

———————————————————————————————–                    

* A pedido da Ucrânia e após aprovação unânime de todos os seus 57 membros, desde março de 2014 a Organização para Segurança e Cooperação na Europa implementa a Missão Especial de Monitoramento para a Ucrânia. Trata-se de uma operação desarmada, de caráter civil, composta por observadores internacionais responsáveis por observar e relatar de modo imparcial e objetivo a situação na Ucrânia, além de fomentar o diálogo entre as partes envolvidas na crise.

———————————————————————————————–                    

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Patrulha da OSCE no leste da Ucrânia em 27 de setembro de 2016” (Fonte OSCE/Evgeniy Maloletka):

http://www.osce.org/special-monitoring-mission-to-ukraine/305481

Imagem 2 Mapa da Ucrânia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_da_Ucr%C3%A2nia#/media/File:Ukraine_map_(disputed_territory).png

[:]

DEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]O Exército Cibernético da França e ataques à campanha de Macron[:]

[:pt] Em dezembro de 2016, o ministro de defesa francês Jean-Yves Le Drian revelou uma nova ramificação das Forças Armadas francesas batizada de “Quarto Exército”, a qual atuará em conjunto com a Força Aérea, Marinha…

Read more
AMÉRICA LATINADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]Governo mexicano intensifica guerra contra roubo de combustíveis no Estado de Puebla[:]

[:pt]

No dia 6 de maio, o Governador do Estado de Puebla, Antonio Gali Fayad, declarou que vai intensificar a segurança dos oleodutos da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), os quais atravessam o Estado e são alvos de organizações criminosas. Tal ação de segurança será feita conjuntamente com o Governo Federal do país e envolve cerca de 2.500 militares, além de blindados e helicópteros, sendo uma resposta ao ataque de criminosos contra uma patrulha do Exército realizada no dia 4 de maio, que resultou na morte de quatro militares.

Após o ataque, o presidente Peña Nieto condenou o que chamou de “atos covardes contra o exército mexicano”, quando prestou condolências aos familiares das vítimas e prometeu punir os responsáveis, por meio de um plano estratégico de segurança que buscará acabar com o roubo de combustíveis no país.

Esta região do Estado de Puebla é conhecida como Triângulo Vermelho, uma das áreas mais violentas do país, dominada por diversas facções criminosas, como o cartel dos Zetas. De acordo com a estatal Pemex, durante 2016 foram detectadas aproximadamente 6.846 perfurações ilegais em todo o país, das quais 23% eram em Puebla, somando um prejuízo total de 11,6 milhões de pesos (aproximadamente 2 milhões de reais) para a empresa.

Conforme declaração de Sergio de la Vega, diretor da empresa petrolífera Gulf México e ex-funcionário da Pemex, “o roubo de combustível no México é um problema de Estado”, pois se trata de uma atividade antiga, que vêm sendo intensificada há 15 anos.

Além disso, Tomás Guevara Martínez, professor da Universidad Autónoma de Sinaloa (UAS), destaca que o roubo de combustíveis, em alguns casos, já substituiu o tráfico de drogas de algumas facções, também colocando em risco a vida de milhares de civis.

———————————————————————————————–                    

Fontes da Imagens:

Imagem 1 Soldados mexicanos durante uma confrontação em Michoacán, em agosto de 2007” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War

Imagem 2Típico posto de gasolina da empresa estatal Pemex” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Pemex

Imagem 3Soldados mexicanos capturam suposto membro de cartel em Michoacán” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War

[:]

AMÉRICA DO NORTECOOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Acordo entre Rússia, Irã e Turquia em relação a Síria preocupa o Governo dos EUA[:]

[:pt]

Na última quinta-feira, dia 4, foi firmado entre Rússia, Irã e Turquia um acordo  chamado “zonas de descalcificação, que visa cessar os conflitos na Síria, começando em quatro áreas: a província de Idlib; Ghouta Oriental; um distrito sitiado da cidade controlada pelo Governo de Homs, 100 milhas ao norte de Damasco; e a região que fica ao sul da fronteira da Síria com a Jordânia, onde os Estados Unidos (EUA) estão apoiando as forças rebeldes contra militantes do Estado Islâmico.

O acordo entre as três potências foi realizado em Astana, capital do Cazaquistão, e propôs um cessar-fogo entre o Governo e as forças rebeldes a partir do sábado passado, dia 6. Dado isso, os métodos de demarcação do território seriam por intermédio de postos de controle supervisionados pelos três países.

Antes do acerto, na terça-feira, 2 de maio, o presidente Donald Trump e Vladimir Putin conversaram pela primeira vez ao telefone após o lançamento de misseis dos EUA à Síria no início do mês de abril, em reposta ao ataque químico naquele país. Durante o telefonema, ambos os presidentes concordaram que “o sofrimento na Síria durou muito tempo e que todas as partes envolvidas devem fazer tudo o que puderem para acabar com a violência”. A informação foi fornecida por meio de um comunicado da Casa Branca.

A Porta-Voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, afirmou que os EUA, mesmo não tendo participação direta com o que foi combinado, apoiam qualquer esforço em favor do fim da violência  e da guerra na Síria, no entanto, o envolvimento do Irã ainda é uma preocupação para os norte-americanos, visto que, conforme foi divulgado no The Washington Post, “As atividades do Irã na Síria só contribuíram para a violência e não para o impedimento da mesma”. Além disso, a Porta-Voz completou dizendo que o apoio incondicional do Irã ao regime de Assad “perpetuou a miséria dos sírios comuns”.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do enviado especial Staffan de Mistura, também saudou o acordo entre os três países, e declarou que este é mais um passo para a trégua na Síria. Contudo, analistas internacionais alertam para um possível intuito subjacente a este acerto, baseados nas provisões de garantia dos próprios interesses do Irã, Rússia e Turquia no território Sírio.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 O presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o presidente da Síria, Bashar alAssad” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9c/Vladimir_Putin_and_Bashar_al-Assad_%282015-10-21%29.jpg

Imagem 2 O presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o presidente do Irã, Hassan Rouhani” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_entre_Ir%C3%A3_e_R%C3%BAssia#/media/File:Third_GECF_summit_in_Tehran_28.jpg

[:]