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China apresenta drone espião supersônico durante ensaio da parada militar do Dia Nacional

O drone espião supersônico chinês foi apresentado pela primeira vez durante um ensaio da parada militar que ocorrerá no Dia Nacional, em 1º de outubro de 2019, data de fundação da República Popular da China. O drone aparece em fotos que estão circulando nas redes sociais chinesas. Nas imagens, aparecem pelo menos dois exemplares do Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT), identificado como DR-8 ou Wuzhen 8, informa o jornal South China Morning Post.

A aparência do drone de reconhecimento despertou o interesse dos analistas porque se parece com um VANT supersônico que foi aposentado pelos Estados Unidos há mais de quarenta anos, o D-21. Washington utilizava o D-21 em missões de espionagem na China e vários deles se acidentaram durante as operações, deixando seus destroços espalhados por todo o país. Um dos VANTsdestruídos chegou a ser exposto no Museu Militar de Pequim.

O drone chinês DR-8 possui a função de avaliar o impacto do ataque do míssil antinavio DF-21D, e do míssil balístico DF-26. Segundo Zhou Chenming, um comentarista sobre assuntos militares de Pequim, o DR-8 pode viajar mais rápido que o D-21, permitindo que ele penetre nas defesas aéreas do inimigo e retorne intacto e com dados para a inteligência militar.

Drone americano D-21, utilizado na década de 1960

O Exército de Libertação Popular (ELP) tem utilizado o equipamento não tripulado já há algum tempo e ele possui a capacidade de alcançar localidades distantes no Pacífico Ocidental. Outro drone de relevância que estará presente na parada do Dia Nacional é o Sharp Sword, um VANT de ataque que pode carregar diversos mísseis ou bombas guiadas por laser.

Os mísseis também ocuparão posições de destaque durante a parada militar. Um deles é o míssil hipersônico DF-17, que pode lançar um veículo de reentrada capaz de selecionar os alvos durante o voo. Além disso, o DF-41 estará nas comemorações do Dia Nacional. Trata-se de um míssil de combustível sólido que pode ser transportado por terra e que possui a capacidade de carregar até dez ogivas nucleares.

Por fim, a Força Aérea chinesa também revelou um novo bombardeiro estratégico, o H-6N, durante o ensaio de domingo (15 de setembro de 2019). Analistas apontam que sua principal característica é a capacidade de reabastecimento durante o voo, o que o coloca em vantagem operacional em relação ao seu antecessor, o H-6K.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Parada Militar do Dia Nacional” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=40&profile=default&search=china+military+parade&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=4zgq8ba8cllsuqj3ac46bhhwo#%2Fmedia%2FFile%3AThe_military_parade_in_honor_of_the_70-th_anniversary_of_the_end_of_the_Second_world_war_05.jpg

Imagem 2 Drone americano D21, utilizado na década de 1960”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=DRONE+D-21&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Nose_19-08-09_111.jpg

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Pequim planeja construir base estratégica no Mar do Sul da China

A China clama soberania sobre a maior parte do Mar do Sul da China por meio de sua “linha de nove traços” (“nine-dash line”, em inglês), que abrange as Ilhas Pratas, as Ilhas Paracel, as Ilhas Spratly e o Atol de Scarborough. A área é estratégica por ser uma das principais zonas de transporte de mercadorias do Leste da Ásia, além de ser rica em petróleo cru e gás natural. A zona está em litígio com o Vietnã, a Indonésia, a Malásia, Brunei, as Filipinas e Taiwan.

Linha de Nove Traços’, defendida pela China

O governo chinês planeja construir uma base estratégica de logística e serviços na Ilha Woody (Yongxing, em mandarim), a maior do arquipélago das Ilhas Paracel, e duas ilhas artificiais, Tree e Drummond (Zhaoshu e Jinqing, em mandarim), nas águas em disputa do Mar do Sul da China, relata o jornal South China Morning Post. O projeto será implementado pela cidade de Sansha, localizada na província de Hainan, que também é o território mais meridional da China.

Na sexta-feira (15 de março), o Secretário do Partido Comunista de Sansha, Zhang Jun, afirmou que o plano de desenvolvimento da base e das ilhas artificiais origina-se a partir de uma diretiva do governo central lançada em abril de 2018, na ocasião do trigésimo aniversário da província de Hainan. Zhang também declarou: “Nós precisamos planejar cuidadosamente o desenvolvimento integral das ilhas e recifes baseado nas suas diferentes funções e levando em consideração seu relacionamento complementar”.

Ilha artificial Fiery Cross Reef, dotada de sistemas de radares e antimísseis, no arquipélago das Ilhas Spratly

Pequim construiu sete ilhas artificiais em áreas em litígio com outros países no Mar do Sul da China, criando mais de 128 milhões de metros quadrados de terra nova para o país, e clama a existência de zonas marítimas chinesas em torno dessas ilhas. O governo chinês tem militarizado a região de forma intensa desde 2014, por meio da instalação de radares submarinos, depósitos de armas e mísseis antinavio nas Ilhas Spratly.

Ao mesmo tempo, os Estados  Unidos  estão alarmados com a expansão da zona de influência chinesa no Pacífico, o que cria vulnerabilidades para a sua segurança, podendo comprometer as redes de comunicação e as rotas de navegação na região, constrangendo sua habilidade de trabalhar com seus aliados. A Marinha americana realizou duas operações de liberdade de navegação no Mar do Sul da China, em janeiro e em fevereiro de 2019, como forma de protestar contra a objeção chinesa de que veículos militares estrangeiros naveguem nas proximidades ou sobrevoem suas ilhas.

Os interesses das duas grandes potências no Mar do Sul da China têm o potencial de colocar Pequim e Washington em rota de colisão, tornando o Leste da Ásia uma região cada vez mais volátil e que pode desestabilizar a segurança do sistema internacional como um todo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vista aérea da Ilha Woody, no arquipélago das Ilhas Paracel” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/Aerial_view_of_Woody_Island.jpg

Imagem 2 Linha de Nove Traços’, defendida pela China” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Nine-Dash_Line#/media/File:South_China_Sea_Claims_and_Boundary_Agreements_2012.jpg

Imagem 3 Ilha artificial Fiery Cross Reef, dotada de sistemas de radares e antimísseis, no arquipélago das Ilhas Spratly” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Fiery_Cross_Reef#/media/File:Fiery_Cross_Reef_2015.jpg

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O foco da Defesa japonesa

O Ministério da Defesa do Japão focará em mísseis balísticos e ciberataques, além de ataques eletromagnéticos. Segundo o jornal Japan Times, sexta-feira passada (16 de novembro de 2018), o ex-Ministro da Defesa e atual comandante da nova força-tarefa, Itsunori Onodera, afirmou que “a Coreia do Norte melhorou suas capacidades referentes a mísseis balísticos”.

Takeshi Iwaya, Ministro da Defesa japonês

A atual administração buscou duplicar os custos com defesa de mísseis, chegando ao recorde de 5,3 trilhões de ienes para o ano fiscal de 2019, um aumento de cerca de 2,1% em relação ao ano passado (que corresponde a 2018), configurando o sétimo aumento consecutivo sob o comando do primeiro-ministro Shinzo Abe. Muito dos esforços baseia-se na ameaça norte-coreana, porém, o crescimento do investimento militar chinês igualmente influencia na decisão.

Quanto a ciberataques, o orçamento é estimado em 93 bilhões de ienes, incluindo defesa espacial. Em agosto deste ano (2018), Abe declarou que “o ambiente de segurança em torno do Japão tem ficado mais severo e incerto, mais rapidamente do que havíamos previsto cinco anos atrás” (Tradução Livre).  As novas medidas seguem outras políticas como a dos Estados Unidos, que sinalizaram, agora, em novembro (2018), a possibilidade de retornar à realização de exercícios militares com a Coreia do Sul.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ministério da Defesa do Japão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Ministry_of_Defense_(Japan)

Imagem 2 Takeshi Iwaya, Ministro da Defesa japonês” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Takeshi_Iwaya

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Canadá aumentará seus gastos militares

No dia 8 de junho, o Departamento de Defesa do Canadá emitiu comunicado anunciando um novo plano militar, no qual estabelece as prioridades desse setor do Governo para os próximos 20 anos. O anúncio estabelece novas diretrizes, como o aumento do efetivo das suas forças especiais e a maior presença das mulheres nas Forças Armadas, que devem chegar a representar cerca de 25% do total do efetivo em 2026.

Além disso, o comunicado prevê o aumento do orçamento militar do país, que deverá passar de 18,9 bilhões de dólares canadenses, em 2016/2017, para 32,7 bilhões, em 2026/2027, o que corresponde a um aumento de aproximadamente 70%. Com essa elevação, o Governo deverá adquirir 88 novos caças CF-18 (Caça baseado no Americano F/A-18 Hornet) e não apenas 65, como havia acordado a administração anterior, além da compra de 15 novos navios, aquisição de drones, formação de especialistas em cibersegurança e a contratação de mais 5 mil soldados. De acordo com Harjit Sajjan, Ministro de Defesa do Canadá, a revisão dos gastos militares já estava em andamento há meses e, segundo ressaltou a ANGOP, ele pontuou ainda durante sua apresentação do plano que é preciso comprometimento com o financiamento das forças militares, para que o papel do Canadá no mundo também seja interpretado de forma propositiva, como protagonista.

Na quarta-feira, dia 7 de junho, um dia antes do comunicado do Departamento de Defesa, Chrystia Freeland, ministra dos Negócios Estrangeiros do país, conforme destacaram a BBC e Reuters, frisou que chegada de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos da América (EUA) exige do Governo canadense maior protagonismo no cenário internacional, haja vista que o Presidente estadunidense recusou o multilateralismo, bem como menor dependência dos EUA. Para a Ministra, o novo posicionamento do seu vizinho leva o Canadá e os demais países à necessidade de estabelecer seu próprio caminho claro e soberano. E acrescentou ainda que essa trajetória deve ser de renovação e de fortalecimento da ordem multilateral. 

Logo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

 

Alguns analistas pontuam que esse aumento do orçamento militar se deve em parte à crítica do Presidente estadunidense pela baixa participação nos gastos dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da qual o Canadá é membro, que não tem cumprido a meta de usar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares. Em resposta a esse apontamento, o ministro Sajjan argumentou apenas que a nova Política de Defesa é para o Canadá.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira do Canadá” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Canad%C3%A1#/media/File:Flag_of_Canada.svg

Imagem 2Logo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_do_Tratado_do_Atl%C3%A2ntico_Norte#/media/File:Seal_of_the_North_Atlantic_Treaty_Organization.png

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[:pt]Rússia e Finlândia: relações bilaterais[:]

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Em 2017 a Finlândia completa 100 anos de independência da Rússia e, apesar das tensões vividas ao longo do período da União Soviética, o país manteve uma política pragmática. Na atualidade, Helsínque possui boas relações com a Federação Russa, mesmo sendo parceiro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), tendo por parte de seus vizinhos russos a obtenção de uma postura de reciprocidade.

No início deste mês (maio), em nome da cooperação, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, reuniu-se com seu homônimo finlandês, Timo Soini, para tratarem de questões econômicas e de natureza política regional. De acordo com o Jornal Ria Novosti, na pauta econômica, o fluxo comercial em 2014 declinou entre os atores, mas demonstra crescimento considerável a partir do início de 2017, auferindo a cifra de US$ 1,8 bilhão.

O Jornal Tass noticiou que a razão para a dinâmica econômica bilateral envolve a construção das usinas nucleares Hanhikivi-1 pela empresa finlandesa Fennovoima com participação da empresa russa SC Rosatom, estimada em 5 bilhões de euros, com projeção de geração de eletricidade para 2024. Além disso, diz respeito também a atuação dos setores empresariais em ambos os Estados e do fluxo turístico entre os dois países, pois, embora apresente uma queda, ele correspondeu a 2,8 milhões de visitantes russos na Finlândia e 1,3 milhão de finlandeses na Rússia. Em referência à esfera econômica, o ministro Timo Soini afirmou: “O volume de comércio cresceu, e as expectativas das empresas finlandesas estão novamente um pouco mais brilhantes. O número de pedidos de visto e de passagem de fronteiras começou a aumentar após um longo período de declínio. Russos são muito bem-vindos para visitar o nosso país”.

No âmbito político sobressaíram as questões envolvendo a segurança do Báltico. Elas foram encabeçadas pela anterior proposta feitas aos russos pelo Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, no tocante a proibição de voos militares com transponders deficientes; além disso, no que diz respeito à interação russo-finlandesa nos diálogos das organizações internacionais sobre o ártico, em especial, pela recente Presidência finlandesa no Conselho do Ártico; e, é, claro, também no tocante ao embate em torno da crise ucraniana, especificamente a implementação dos Acordos de Minsk, que influi diretamente no relacionamento entre a Rússia, a União Europeia (UE) e a OTAN. Em relação a Finlândia, o Ministro Lavrov afirmou: “A Finlândia é nosso vizinho e um país amigo. Estamos ligados por uma história centenária. É claro que, como em outros países, valorizamos muito a reputação internacional da Finlândia, que ganhou devido à sua consistente política de neutralidade”.

Consoante os analistas, entende-se que a política de boa vizinhança entre Moscou e Helsínque está constituída em proveito mútuo e representa um elo de confiança que, a nível regional, poderia ter grande proveito nas negociações de aproximação entre Federação Russa, Bloco Europeu e OTAN, nas quais a Finlândia poderia obter uma vantagem “soft” no jogo político. Observa-se também que o desejo de manutenção de relações com os finlandeses possui um grau alto de interesse não só pela proximidade, mas, sobretudo, pelas possibilidades estratégicas, frente a neutralidade finlandesa na geopolítica local.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ministério dos Negócios Estrangeiros da Finlândia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Merikasarmi_2008.jpg

Imagem 2 Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7b/Ministry_of_Foreign_Affairs_Russia-2.jpg/1071px-Ministry_of_Foreign_Affairs_Russia-2.jpg

Imagem 3 Sauli Niinistö 12o Presidente da Finlândia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sauli_Niinistö

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[:pt]Congressistas pedem a Trump que leve crise da Venezuela ao Conselho de Segurança da ONU[:]

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Na semana retrasada, membros do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) pediram que Donald Trump, Presidente do país, leve a situação da Venezuela ao Conselho de Segurança da Nações Unidas. Congressistas republicanos e democratas enviaram uma carta à Casa Branca, na qual pedem que o Governo Trump faça valer sua voz na ONU, a fim de permitir que ajuda humanitária e o trabalho de Organizações de assistência possam ser oferecidos à população venezuelana.

Ainda na semana retrasada, congressistas estadunidenses propuseram uma legislação para tratar a crise no país sul-americano, que inclui sanções a indivíduos que são apontados por estar envolvidos em corrupção e são considerados responsáveis por esfacelar a democracia da Venezuela. Ainda por esse Projeto de Lei se destinará cerca de US$ 10 milhões em ajuda humanitária.

Ademais, de acordo com a Reuters, o grupo pede também que o Departamento de Estados dos EUA coordene esforços com países da região para amenizar crise e que a Inteligência estadunidense informe ligações de autoridades do Governo venezuelano com o tráfico de drogas e a corrupção. Outro ponto central defendido pelos congressistas refere-se as questões relacionadas ao mercado petrolífero. Congressistas republicanos e democratas apelam também para que o Governo Trump adote medidas que evitem que a Rosneft, estatal petroleira da Rússia, não obtenha controle sobre a infraestrutura de energia dos EUA.

A economia da Venezuela é baseada na produção de petróleo e estimativas apontam que aproximadamente 90% das exportações do país correspondem ao hidrocarboneto. Segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo bruto do mundo, cerca de 300 milhões de barris. Tendo em vista a sua dependência econômica, o agravamento da crise que assola o país tem entre seus fatores a queda do preço no barril de petróleo, que, antes de 2014, custava em média 115 dólares e desde então custa metade desse valor.

A preocupação dos congressistas estadunidenses está relacionada à empresa estatal de petróleo, a Petróleos de Venezuela (PDVSA), que na década de 1980 comprou a refinaria Citgo, com sede em Houston, EUA. A PDVSA foi fundada em 1975 e é responsável pela exploração, produção, fabricação, transporte e comercialização de hidrocarbonetos da Venezuela. Em 2016, a PDVSA utilizou 49,9% de suas ações na Citgo como garantia para assegurar um empréstimo oriundo da Rosneft, num montante estimado entre 4 e 5 bilhões de dólares. No entanto, analistas ressalvam que não está claro se a Rosneft poderia assumir a Citgo caso a PDVSA não honre os pagamentos do financiamento. Em abril deste ano (2017), Congressistas já alertavam ao governo Trump que essa possibilidade pode representar um problema à Segurança Nacional dos Estados Unidos. Para H.R. McMaster, assessor de segurança nacional do Governo Trump, conforme destacou a Reuters, declarou que a crise política na Venezuela precisa ser levada a uma conclusão rápida e pacífica.

Os congressistas estadunidenses destacaram ainda na carta enviada a Trump que a “situação desesperadora” que a Venezuela se encontra tem gerado maior pedido de asilo no país. Em 2016, cerca de 18 mil venezuelanos solicitaram asilo nos Estados Unidos. A Venezuela é o único Estado latino-americano a compor a lista de 30 países com maiores pedidos de refúgio na União Europeia (UE), ocupando a 24ª posição. No ano passado (2016), o número de pedidos de venezuelanos na União Europeia foi de cerca de 4.695, embora esse número seja baixo quando comparado aos 1,2 milhão de pedidos feitos a UE oriundos particularmente da Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão, Eritréia, entre outros. Dentre os Estados da UE, a Espanha concentra 80% dos pedidos, que em 2016 foi de 3.960. O Brasil também registrou aumento de venezuelanos em seu território. Segundo a Polícia Federal Brasileira em Boa Vista (Estado de Roraima), cerca de 2 mil venezuelanos pediram asilo em 2016. Esse número representa um significativo aumento quando comparado a 2014, ano em que o número de requerentes foi de apenas 9, ou a 2015, quando passou para 230.

Cabe destacar ainda que, no início de maio, Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, anunciou a convocação de uma Assembleia Constituinte que teria por objetivo criar um novo aparato jurídico, resultando em uma nova Constituição que resultaria em eleições gerais. Para a Oposição a Maduro essa medida visa deteriorar a atual Assembleia Nacional que é liderada pelos opositores, além de assegurar Nicolás Maduro no poder. O pronunciamento do Presidente venezuelano gerou uma série de preocupações de lideranças internacionais. Para Luis Almagro, Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), conforme ressaltou a DW, o anúncio de uma nova Constituinte é uma tentativa de dar novamente um Golpe de Estado. Além disso, a declaração de Maduro provocou uma onda de protestos que pedem a saída do Presidente, novas eleições e ajuda exterior para aliviar a crise econômica. Já a Organização das Nações Unidas (ONU) ressaltou que, em virtude do agravamento da crise e da violência, é preciso reduzir a polarização, buscar mecanismos para enfrentar os desafios e achar soluções em benefício do povo venezuelano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa de Venezuela” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Venezuela

Imagem 2Entrada da sede de PDVSA localizada na avenida 5 de Julio em Maracaibo, podese ler atrás parte da frase Patria, Socialismo o Muerte” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leos_de_Venezuela#/media/File:PDVSA_5_de_Julio.jpg

Imagem 3 Nicolás Maduro Presidente da Venezuela” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolás_Maduro

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]A Missão Especial de Monitoramento para a Ucrânia e o desafio das minas terrestres[:]

[:pt] No último dia 23 de abril, a Missão Especial de Monitoramento (MEM)* para a Ucrânia sofreu sua primeira baixa. O incidente ocorreu quando um veículo da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, responsável…

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