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[:pt]China realiza teste de abrangência nacional em meio à expansão de seu Programa Nuclear[:]

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A China realizou o primeiro teste do seu sistema nacional de defesa nuclear, no dia 6 de agosto deste ano (2016), visando verificar a efetividade de uma possível resposta nuclear. O teste foi conduzido sob a premissa de uma batalha real, e o Governo afirmou que o exercício alcançou as expectativas almejadas. Testes anteriores já haviam sido realizados nos anos de 2009 e 2015, no entanto, este é o primeiro exercício deste tipo que teve escala de abrangência nacional.

O treino foi denominado “Fengbao-2016” (significando Tempestade-2016) e demonstra a preocupação com a segurança do programa de geração de energia nuclear do país, que se encontra em expansão. Segundo relatório divulgado pela Companhia Nacional de Energia Nuclear da China no ano de 2015, o país possuía 27 unidades de geração de energia em operação, sendo que outras 25 unidades se encontravam em construção.

No que diz respeito ao arsenal nuclear para fins militares, estima-se que a China possua 260 ogivas nucleares, o que confere grande capacidade de dissuasão de conflitos. O Programa Nuclear da China é de grande importância estratégica, tanto por questões de defesa, quanto pela elevada necessidade energética necessária para manter em funcionamento a economia do país.

Os chineses pretendem consolidar sua posição como uma das maiores nações com geração de energia nuclear até o ano de 2030, pretendendo alcançar a marca de 110 reatores de energia. Neste processo, a preocupação com fatores ligados a segurança é essencial, haja vista os riscos técnicos envolvidos em um programa de expansão nuclear conduzido com tanta rapidez.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3d/%D0%9F%D0%B0%D1%80%D0%B0%D0%B4_%D0%B2_%D1%87%D0%B5%D1%81%D1%82%D1%8C_70-%D0%BB%D0%B5%D1%82%D0%B8%D1%8F_%D0%92%D0%B5%D0%BB%D0%B8%D0%BA%D0%BE%D0%B9_%D0%9F%D0%BE%D0%B1%D0%B5%D0%B4%D1%8B_-_40.jpg

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ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Potências usam Coreia do Norte para justificar políticas e ações conjuntas, voltadas para a própria Defesa[:]

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Nos últimos anos, a Coréia do Norte é um dos principais, senão o principal tema de segurança no leste asiático. Desde que o país passou a realizar constantes teste de armamentos, em especial os nucleares e de mísseis balísticos, pondo em risco a segurança da Coreia do Sul e de seus aliados, políticas de defesa conjuntas por parte de estadunidenses e sul-coreanos foram reforçadas e desenvolvidas, bem como as da China e da Rússia. Por exemplo, graças às ações de Pyongyang realizadas neste ano (2016), um escudo antimíssil, fruto da aliança Seul-Washington, e as inéditas manobras militares Bejing-Moscou ganharam espaço na história asiática. Isso, no entanto, também tem levado a desentendimentos diplomáticos na região.

A opinião pública regional se divide em dois grupos temáticos, que interagem em maior ou menor medida, fazendo composições em suas análises e posicionamentos. De um lado, há os que tratam da questão do sistema antimísseis, havendo os que defendem e discordam dele. De outro, há os que centram foco na aliança sino-russa, vendo nela um possível avanço para impor influência no continente. Em cima disso, em toda a Ásia muitas opiniões e teorias são abordadas por especialistas em segurança, mas há a convergência sobre um ponto: o fato de que o tema Coréia do Norte aparenta servir de justificativa para as condutas individuais e coletivas dos países envolvidos no caso, ou seja, para as relações entre China, Rússia, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

Pyongyang é o motivo para que os líderes destes Estados mantenham diálogos com um objetivo certo: prevenção contra possíveis ataques de origem norte-coreana, além de conseguir aproximar três das mais importantes nações do continente, que, historicamente, nunca foram fortes aliadas. Estas potências, China, Japão e Coreia do Sul são históricos rivais em diversos temas ligados à geopolítica asiática e, graças às ações do presidente norte-coreano Kim Jong-um, elas realizam abordagens comuns sem gerar atritos.

Nos dias 23 e 24 de agosto, o Governo japonês espera receber Chanceleres da Coreia do Sul e da China na sua capital, Tokyo, sendo um encontro promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, para tratar da questão segurança, centrada no tema Coreia do Norte, e para tratar de outras questões ligadas a disputas territoriais ligadas aos três países.

Alguns japoneses acreditam não ser um momento oportuno para tal evento, pois os seus vizinhos vem anunciando uma programação de suas respectivas autoridades com aliados específicos, tendo por objetivo apenas a preservação dos interesses individuais. No caso da China, frequentemente as autoridades chinesas e japonesas discutem sobre embarcações de origem chinesa na região das ilhas de Senkaku (Diaoyu, para a China), região que é o “Calcanhar de Aquiles” das relações China-Japão-Taiwan. No norte do Japão, as ilhas Takeshima (Dokdo, para a Coreia do Sul) é o ponto de divergência e disputa entre Seul e Tokyo e já estão programadas manobras conjuntas entre militares estadunidenses e sul-coreanos nas proximidades, o que não agrada as autoridades japonesas.

Os organizadores do encontro esperam que esses temas pontuais não afetem negativamente o encontro de Chanceleres, que é um movimento do Governo japonês para buscar soluções à questão conflituosa na região e, com isso, por o país em uma posição mais ativa, como mediador de temas de grandes proporções políticas regionais, dando também um passo para tentar por fim às relações inseguras entre Beijing, Tokyo e Seul.

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ImagemMapa do alcance máximo do mísseis nortecoreanos ao redor do mundo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Norte

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608181815_pt_01/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/18/1s220222.htm

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DEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]União Europeia/OTAN versus a União Euroasiática/Rússia[:]

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O projeto de integração da Europa ocidental se expandiu por praticamente todo o continente europeu e, hoje, engloba 27 países – após a decisão do Reino Unido de se retirar do grupo –, ressaltando-se que este projeto europeu foi o plano que serviu de inspiração para a criação de outros similares ao redor do mundo, tais como o Mercosul.

Ainda que a União Europeia (UE) enfrente problemas devido as assimetrias existentes no Bloco e, agora, acrescidos daqueles gerados pela saída do Reino Unido, a mesma continua com o discurso de integração e com o seu projeto de expansão. O último membro que entrou para a UE foi a Croácia, em 2011. Acrescente-se que existem negociações com Estados da mesma região, os Bálcãs, tais como a Bósnia Hezergovina, que solicitou oficialmente sua entrada no dia 15 de fevereiro de 2016, e ocorre o progresso para outros países da região do Cáucaso e do leste europeu, fazendo um avanço perigoso em direção à área de influência russa.

O caminhar da União Europeia para o leste Europeu desencadeou uma série de efeitos que, hoje, abalam o equilíbrio geopolítico da região, sendo o caso da Península da Crimeia o mais relevante, e também fortaleceu a ideia da criação de um outro Bloco Econômico liderado pela Rússia, formado por países da Europa e da Ásia – A União Euroasiática – que foi formalizada no Tratado da União Econômica Euroasiática, assinado na cidade de Astana (Cazaquistão), que entrou em vigor no dia 1o de janeiro de 2015. Esta é um espaço formado pela Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia, que possuem um passado comum, além de recursos importantes, tanto para a Europa ocidental como também para as economias emergentes da Ásia, além de grande arsenal bélico pertence a uma das superpotências da era Bipolar, a atual Federação Russa.

O embate entre a União Europeia e a União Euroasiática não será na área econômica, mas, sim, na representação de forças geopolíticas presentes na região. Por um lado, a UE está resguardada pela OTAN, por outro, a União Euroasiática está sob à proteção da Rússia, sendo este o lado bélico de uma crescente tensão que persiste desde o fim da Guerra Fria.

A Cúpula da OTAN, realizada nos passados dias 8 e 9 de julho (sexta-feira e sábado, passados), em Varsóvia, reflete o aumento dessas tensões e o embate das forças geopolíticas que colidem nessa região do mundo, transferindo para o segundo plano assuntos de grande relevância, como a crise dos refugiados, a situação da Síria e a atuação dos países ocidentais nos conflitos do Oriente Médio, principalmente após a publicação do relatório sobre a Guerra do Iraque e sobre a participação de países europeus, tais como o Reino Unido e a Espanha.

As tensões se acumulam não somente na área econômica, com a União Europeia mantendo as Sanções contra a Economia Russa e, do outro lado, com a formalização de um Bloco econômico oposto à União (além das Sanções da Rússia contra a Europa), mas, também, na esfera militar e política, sendo este um grande desafio não apenas para a escala regional, mas também global, já que muitos dos fatores geradores dessas tensões são comuns à comunidade internacional, sendo este um momento decisivo para a humanidade, que, aos poucos, volta a gerar pontos de concentração de poder e de tensão, os quais podem promover uma nova polarização e uma nova onda de conflitos em escala mundial.

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Imagem (Fonte):

http://cdn1.img.br.sputniknews.com/images/468/91/4689100.jpg

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[:pt]O Plano de Longo Prazo das Forças Armadas da Noruega[:]

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Na última quinzena, o Governo norueguês apresentou no Parlamento suas novas propostas para o Ministério da Defesa, por meio do Plano de Longo Prazo das Forças Armadas, para o período de 2017-2020. A curto prazo, o Plano prevê investimentos no valor de NOK 7,2 bilhões até 2020 (NOK são as Coroas norueguesas. No valor citado, aproximadamente, 861 milhões de dólares norte-americanos) e, ao longo dos próximos 20 anos, na ordem de NOK 172 bilhões (aproximadamente, 20,58 bilhões de dólares norte-americanos). O objetivo de tamanho esforço é melhorar as capacidades estratégicas do país, mediante o aumento do poder de ataque das Forças Armadas e o aperfeiçoamento da Inteligência.

No âmbito de estrutura e modernização, o Plano contempla: a compra de quatro aviões P-8 Poseidon; efetuar o término da aquisição do F-35 Lightning II; adquirir quatro submarinos, possivelmente, Thyssenkrupp Classe 212; e adquirir um navio específico para o Serviço de Inteligência. Além da infraestrutura bélica, o Governo pretende realizar uma série de modificações no sistema de ensino, na administração e na Guarda Costeira.

A Ministra da Defesa norueguesa, Ine Eriksen Søreide, afirmou: O governo vai apresentar um plano de longo prazo para o setor de Defesa, que envolve uma combinação de um reforço financeiro, contínua racionalização e reestruturação. O novo plano de longo prazo visa garantir um equilíbrio real entre tarefas, estrutura e economia. A capacidade operacional das Forças Armadas não está adaptada à situação de segurança e o setor não tem os recursos para operar e manter a estrutura adotada pelo Parlamento”.

De acordo com analistas, o setor defensivo do Estado norueguês encontra-se em defasagem por carência de recursos e falta de interesse governamental, conforme é evidenciado no distanciamento entre o atual e o pretérito Plano de Defesa, feito em 2012, e na exclusão do Exército no recente Plano de Longo Prazo, sob a alegação de que haverá a confecção de um relatório exclusivo.

No tangente a contemporaneidade, a Noruega aparenta ter dificuldades em atingir e manter o índice de 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) no setor de Defesa, o qual corresponde a orientação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Esta ação representa um deslize político e configura a existência de negligência por parte de Oslo, à medida que os noruegueses ressentem-se da tensa atividade na região Nórdico-Báltica e da decisão russa no referente a Guerra Civil ucraniana, o que tende a produzir incoerência.

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ImagemTanques Leopard do Exército norueguês” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/65/2_norwegian_Leopard_tanks_in_the_snow.jpg

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Fontes consultadas e adicionais, para maiores esclarecimentos:

[1]Governo norueguês propõe aumento histórico de gastos com defesa” (Acesso: 17.06.2016):

https://www.regjeringen.no/en/aktuelt/norwegian-government-proposes-historic-defence-spending-increase/id2504968/

[2] Plano do governo: como será a nova defesa” (Acesso: 17.06.2016):

http://www.vg.no/nyheter/innenriks/forsvaret/regjeringens-plan-slik-blir-det-nye-forsvaret/a/23712318/

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Albânia obterá o primeiro centro sobre combatentes terroristas estrangeiros da OTAN

Como resultado da reunião parlamentar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), acontecida no final do mês de abril, em Tirana, na Albânia, o próprio país sede da reunião abrigará o primeiro centro de excelência da OTAN em combatentes terroristas estrangeiros. O Comitê Militar da Aliança deu o aval e as modalidades estão sendo discutidas entre os membros. A iniciativa é pioneira dentro da região.

O Colonel Bardhyl Kollcaku, membro do Ministério da Defesa albanês, salientou a importância de um Centro de tamanha magnitude no país balcânico: “a posição geográfica da Albânia, como parte dos Bálcãs Ocidentais se fez favorável para a origem dos combatentes estrangeiros, buscaremos trocar nossas lições, experiências [com os outros membros da Aliança]”.

O Governo da Albânia está combatendo veementemente o recrutamento de nacionais para grupos terroristas como o Estado Islâmico (EI) e, recentemente, o Parlamento aprovou Leis que coíbem a participação nos mesmos. Um relatório, divulgado em março, mostra um pequeno contingente de pessoas de origem albanesa recrutadas pelo EI – atingindo o pico de aproximadamente 100 pessoas, em 2014.

Países como a Bulgária também têm aprovado Leis que classificam o Islamismo radical como crime. O que preocupa a OTAN na região balcânica é que, devido a suas recentes décadas de instabilidade e conflitos de cunhos religiosos, ela possa vir a ser um celeiro para a formação destes combatentes. Países vizinhos como a Bósnia-Herzegovina já presenciaram ataques que foram reconhecidamente feitos por membros de organizações criadas por extremistas religiosos.

A Albânia, que se juntou à OTAN juntamente com a Croácia, em 2009, tem exercido papel de motivador perante à cúpula da entidade para o alargamento da aliança com países vizinhos. Recentemente, Montenegro foi convidado a adentrar ao Tratado de Segurança Mútua, gerando manifestações contra e a favor do processo. A ambição de ativação do Centro ainda este ano (2016) é expressada pelas autoridades albanesas, salientando a grande contribuição que tal local de estudos dará para segurança regional.

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Imagem (Fonte):

http://cdn4.img.sputniknews.com/images/103136/66/1031366655.jpg

DEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

Metadata: definição e reais capacidades

Metadata é um termo extremamente abrangente, atribuído à um conjunto de dados que se referem a outros dados, os quais, por sua vez, englobam desde perfis em redes sociais, até registros médicos, históricos online, números de chamadas telefônicas, mensagens de texto, documentos, enfim, qualquer gama de dados.

O termo ficou mais famoso principalmente em 2013, quando Edward Snowden revelou que a Agência de Segurança Nacional norte americana (NSA) estava coletando a Metadata de milhões de usuários da operadora Verizon. No entanto, representantes do Governo não perderam tempo e o próprio presidente Obama afirmou à população que as suas privacidades não estavam sendo invadidas, pois o Governo não tinha acesso ao conteúdo das falas e, portanto, ninguém esta escutando as suas conversas. Segundo foi declarado, o que de fato era monitorado eram os números na chamada (tanto o que ligava, quanto o que recebia a ligação), o local, a duração e a hora da chamada.

No entanto, um grupo de três cientistas da Stanford University, em Palo Alto, Califórnia*, começou a desenvolver um estudo a respeito do quanto a Metadata revela sobre uma pessoa, o qual foi publicado pela Proceedings of National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS).

Os autores, Jonathan Mayer, Patrick Mutchler, e John Mitchell desenvolveram um aplicativo chamado MetaPhone, que, depois de instalado em um Smartphone, e, mais importante, depois do consentimento do dono do telefone, iria começar a enviar a Metadata para os cientistas que, então, iriam analisá-la, começando a relacioná-la com outros bancos de dado.

Um grupo de 800 pessoas que instalaram o aplicativo e consentiram no envio de metadata proporcionaram 1,2 milhão de mensagens e 250 mil ligações, durante o período que o estudo foi realizado. Se o que os representantes da NSA e do Governo Norte Americano afirmam é verdade, o estudo não iria conseguir fazer relações ou revelar muito sobre o conteúdo das chamadas ou a identidade das pessoas. No entanto, o resultado foi justamente o oposto.

Foi revelado que a Metadata possibilita um mapeamento das redes de comunicação não através de um individuo ligando para outro, mas através de serviços e estabelecimentos públicos que interconectam usuários, servindo de pontos em uma vasta rede de empresas e pessoas.

Os cientistas também apontam que, ao correlacionar a Metadata com outros bancos de dados, públicos ou comerciais, foi possível mapear os números com negócios, organizações, estabelecimentos e perfis de redes sociais que revelam não só a identidade e o local dos usurários, mas também detalhes íntimos, como afiliação religiosa, histórico de saúde, rotina etc.

Sem dúvida, o estudo acrescenta muito material e expressivas contribuições ao constante debate acadêmico e midiático à respeito da privacidade dos usuários. Vale ressaltar que as implicações para as relações internacionais são significativas, a partir do momento que as gigantes de telecomunicações norte-americanas englobam usuários do mundo todo, pois, no momento em que estrangeiros utilizam os serviços de uma empresa norte-americana, como a Microsoft, ou quando um turista, durante uma viagem pelos EUA, compra um cartão SIM da Verizon para ter acesso à Internet em seu smartphone, a Metadata de ambos passa a fazer parte de um vasta trova de dados obtidos pela NSA.

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* Lar de grandes empresas de tecnologia, como a Apple e o Google e berço de diversas Startups que comercializam seus serviços e produtos no mundo todo.

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Imagem (FonteJoão Batista Neto / CC BY 3.0):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=43063497