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[:pt]A Missão Especial de Monitoramento para a Ucrânia e o desafio das minas terrestres[:]

[:pt] No último dia 23 de abril, a Missão Especial de Monitoramento (MEM)* para a Ucrânia sofreu sua primeira baixa. O incidente ocorreu quando um veículo da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, responsável…

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[:pt]O Exército Cibernético da França e ataques à campanha de Macron[:]

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Em dezembro de 2016, o ministro de defesa francês Jean-Yves Le Drian revelou uma nova ramificação das Forças Armadas francesas batizada de “Quarto Exército”, a qual atuará em conjunto com a Força Aérea, Marinha e Exército. No entanto, o domínio de responsabilidade do Quarto Exército será o espaço cibernético, palco que vem sendo utilizado com crescente frequência por atores estatais e não estatais.

O Exército Cibernético francês consiste em 3.200 soldados, mais 4.400 reservistas. Um avanço significativo comparado a 6 anos atrás, quando a defesa cibernética da França era realizada por apenas 100 soldados. O investimento inicial será de 1 bilhão de euros até 2019, uma vantagem considerável em relação aos sistemas de armas, exércitos e treinamento das Forças Armadas tradicionais, que são muito mais caras de se obter e manter.

Os esforços em Defesa Cibernética por parte da França acompanham a tendência de países em preparar e afiar os seus arsenais cibernéticos, como são os casos da Alemanha, previamente comentado aqui; dos Estados Unidos, com o U.S. Cyber Command (USCYBERCOM); da Rússia, que já confirmou a existência de seu exército cibernético; do Brasil, que atribuiu ao Exército Brasileiro essa atividade e criou o Centro de Defesa Cibernética; entre outros.

A tendência a desenvolver capacidades defensivas no ciberespaço ficou clara na declaração do Ministro da Defesa francês ao revelar o Quarto Exército: “As ameaças vão crescer. A frequência e sofisticação dos ataques está aumentando sem interrupção. (…). O próximo desafio na defesa cibernética não será apenas detectar os ataques, mas continuar nossas operações militares em meio a um ataque cibernético, enquanto usamos o ciberespaço para lançar nossas próprias operações de contador”.

Recentemente, a França foi alvo de ações que conseguiram extrair e divulgar mais de 14Gbs de informações contendo e-mails e documentos, compondo 70.000 arquivos a respeito do então candidato e atual presidente eleito Emmanuel Macron. Segundo responsáveis pela sua campanha, Macron foi alvo de uma “operação de hacking maciça e coordenada”. Os documentos foram divulgados na última sexta feira, dia 5 de maio, com menos de 48 horas antes do resultado final das eleições francesas.

Segundo membros do partido de Macron, os documentos consistiam em um misto de materiais verdadeiros e falsos, e os esforços dos atacantes tinham o intuito de “criar confusão e desinformação”. Ainda não se sabe quem foi o responsável pelos ataques, mas, evidentemente, eles não foram bem-sucedidos, pois não impediram a eleição de Macron.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ministro de Defesa francês, JeanYves Le Drian” (Fonte By Claude TruongNgoc / Wikimedia Commonsccbysa3.0, CC BYSA 3.0):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=36934392

Imagem 2 Logo da Réserve Citoyenne Cyberdéfense” (Fonte):

https://fr.wikipedia.org/wiki/Commandement_opérationnel_de_cyberdéfense

Imagem 3 Emmanuel Macron” (Fonte By Claude TruongNgoc / Wikimedia Commonsccbysa3.0, CC BYSA 3.0):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=39834126

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AMÉRICA LATINADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]Governo mexicano intensifica guerra contra roubo de combustíveis no Estado de Puebla[:]

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No dia 6 de maio, o Governador do Estado de Puebla, Antonio Gali Fayad, declarou que vai intensificar a segurança dos oleodutos da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), os quais atravessam o Estado e são alvos de organizações criminosas. Tal ação de segurança será feita conjuntamente com o Governo Federal do país e envolve cerca de 2.500 militares, além de blindados e helicópteros, sendo uma resposta ao ataque de criminosos contra uma patrulha do Exército realizada no dia 4 de maio, que resultou na morte de quatro militares.

Após o ataque, o presidente Peña Nieto condenou o que chamou de “atos covardes contra o exército mexicano”, quando prestou condolências aos familiares das vítimas e prometeu punir os responsáveis, por meio de um plano estratégico de segurança que buscará acabar com o roubo de combustíveis no país.

Esta região do Estado de Puebla é conhecida como Triângulo Vermelho, uma das áreas mais violentas do país, dominada por diversas facções criminosas, como o cartel dos Zetas. De acordo com a estatal Pemex, durante 2016 foram detectadas aproximadamente 6.846 perfurações ilegais em todo o país, das quais 23% eram em Puebla, somando um prejuízo total de 11,6 milhões de pesos (aproximadamente 2 milhões de reais) para a empresa.

Conforme declaração de Sergio de la Vega, diretor da empresa petrolífera Gulf México e ex-funcionário da Pemex, “o roubo de combustível no México é um problema de Estado”, pois se trata de uma atividade antiga, que vêm sendo intensificada há 15 anos.

Além disso, Tomás Guevara Martínez, professor da Universidad Autónoma de Sinaloa (UAS), destaca que o roubo de combustíveis, em alguns casos, já substituiu o tráfico de drogas de algumas facções, também colocando em risco a vida de milhares de civis.

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Fontes da Imagens:

Imagem 1 Soldados mexicanos durante uma confrontação em Michoacán, em agosto de 2007” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War

Imagem 2Típico posto de gasolina da empresa estatal Pemex” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Pemex

Imagem 3Soldados mexicanos capturam suposto membro de cartel em Michoacán” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War

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AMÉRICA DO NORTECOOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Acordo entre Rússia, Irã e Turquia em relação a Síria preocupa o Governo dos EUA[:]

[:pt] Na última quinta-feira, dia 4, foi firmado entre Rússia, Irã e Turquia um acordo  chamado “zonas de descalcificação”, que visa cessar os conflitos na Síria, começando em quatro áreas: a província de Idlib; Ghouta…

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AMÉRICA DO NORTEDEFESANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Uma nova etapa para as negociações de paz [:]

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No ano de 2009, a estratégia postulada pela administração do democrata Barack Obama (2009-2017) para o início do processo de paz no Oriente Médio consistia nos ajustes necessários no que tange aos assentamentos israelenses em terras palestinas, exigindo um congelamento absoluto da construção de moradias na Cisjordânia e em outros terrenos das cercanias Israel-Palestina. A pré-condição imposta por Washington na ocasião tinha como justificativa evitar que o avanço dos assentamentos inviabilizasse a futura divisão do território entre Israel e o futuro Estado palestino.

Todavia, para especialistas em Oriente Médio, a estratégia da administração estadunidense acabou por ser pouco efetiva, uma vez que tanto o Governo de Israel, quanto a liderança palestina se mostraram relutantes em negociar nesses termos, inviabilizando, assim, uma solução nas negociações de paz, logo nos primeiros dias de mandato do Presidente democrata.

Na nova frente de oportunidades que se abre com a ascensão do presidente Donald J. Trump, a visita na última semana do Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, consolida a disposição de Trump em se envolver no tema de maneira que não destrua as normas pré-estabelecidas anteriormente pela história.

A incursão sobre a problemática do Oriente Médio pela administração republicana após a posse já sinalizou para algumas mudanças conjunturais e estruturais, a começar pela transferência da embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém, além da possibilidade de anuência a novas construções de assentamentos israelenses.

Nesse sentido, na linha interpretativa do Presidente, mesmo com essas medidas pontuais, há intenção de tornar a paz na região uma de suas prioridades em política externa. Para tanto, tomou medidas para construir um bom relacionamento, primeiramente com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, além de promover Jason Greenblatt a enviado especial para o Oriente Médio e para negociações internacionais, fato este que resultou no convite da Casa Branca a Mahmoud Abbas, uma forma de balancear o tema com os dois principais líderes.

Para Trump, que já descreveu o acordo de paz israelense-palestino como “a última negociação” (em tradução livre do inglês), a visita de Abbas é uma nova etapa introdutória do acordo em que pediu o retorno do líder à mesa de negociações, algo pouco considerado por especialistas, dada a interpretação palestina de que as negociações dos últimos 25 anos serviram apenas para israelenses “comprarem” tempo, enquanto continuavam a construir assentamentos e, assim, perpetuar a ocupação.

Com uma preparação para o encontro ocorrendo desde os primeiros dias da administração Trump, inicialmente priorizando temas como inteligência e segurança, através de Majed Faraj, chefe do serviço de inteligência palestino, e de Mike Pompeo, o diretor da Central Intelligence Agency (CIA, na sigla em inglês), o a reunião agora promovida pelos líderes incluiu outras questões bilaterais, dentre as quais: cooperação de segurança e troca de informações entre os dois serviços de inteligência; apoio político e financeiro contínuo por meio do Governo Trump; tecnologia de comunicações 3G para a Cisjordânia; bem como remoção de tributação indireta dos serviços de saúde e reparação do sistema de água do território controlado pela liderança de Ramallah.

Outro ponto levantado pela mídia local em Israel, ao longo da visita do líder palestino aos EUA, foi a abordagem de Trump para o conflito palestino-israelense como sendo um tema mais alinhado aos interesses regionais dos EUA. Para o periódico Yedioth Ahranoth, Trump está sob influência de três generais (o Secretário de Defesa, James Mattis; o Conselheiro de Segurança Nacional, H.R. McMaster; e o Secretário de Segurança Interna, John Kelly) que acreditam ser a solução do conflito palestino algo necessário para auxiliar nos esforços de guerra contra o extremismo na região. A resultante do encontro, entretanto, só poderá ser medida a longo prazo, provavelmente após a passagem de Trump pela Casa Branca.

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Imagem 1 Mapa da Palestina e da Terra Santa publicado em Florença por volta de (1480)” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Palestine#/media/File:Present-Day_Palestine_and_the_Holy_Land_-_1400s.png

Imagem 2 Encontro entre Barack Obama e Mahmoud Abbas no Salão Oval da Casa Branca” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Abbas#/media/File:Barack_Obama_meets_with_Mahmoud_Abbas_in_the_Oval_Office_2009-05-28_1.jpg

Imagem 3 Evolução dos assentamentos israelenses de 1946 a 2010” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/36/Palestinian-loss-of-land-1946-2010.jpg

Imagem 4 Trump em conversa com o VicePresidente Mike Pence e John F. Kelly, Secretário de Segurança Nacional” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:POTUS_visits_DHS_(31741970743).jpg

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AMÉRICA DO NORTEDEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]Congresso dos EUA apresenta Orçamento e construção do Muro com o México fica de fora[:]

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No último dia 30 de abril, o Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) chegou a um acordo entre legisladores republicanos e democratas, que permite financiar o funcionamento federal pelo menos até 30 de setembro deste ano (2017), sem o risco de uma paralisação do Governo por falta de recursos orçamentários, tal como ocorreu em 2013.

Esse acordo entre os legisladores mantém as diretrizes originais da Casa Branca para a Defesa, no entanto não inclui no Orçamento os recursos para construção do muro na fronteira com o México. O acordo representa uma frágil concordância entre as partes. Agora ele passará pela apreciação da Câmara dos Representantes e, posteriormente, pelo Senado. O Orçamento destinará US$ 1,1 trilhão para cobrir gastos considerados fundamentais, dos quais 598,5 bilhões de dólares serão repassados ao setor da Defesa, um aumento de 4,5%, quando comparado ao ano de 2016.

Ademais, o acordo prevê US$ 1,5 bilhão que serão gastos com segurança na fronteira do país, que abarca desde contratação de novos agentes, construção de novas instalações para manter pessoas detidas nas fronteiras, além de operações de prisões e deportação de imigrantes ilegais. Nesse aspecto, segundo reiterou Paul Ryan, Presidente da Câmara dos Representantes, conforme destacou a ANGOP, o acordo respalda o compromisso assumido pelo presidente Donald Trump de reconstruir as Forças Armadas do país para o século XXI, e de reforçar as fronteiras para proteger os Estados Unidos.

No entanto, não prevê nenhum recurso para a construção do muro fronteiriço com o México, proposto por Trump, ainda na campanha presidencial. Ao assumir a Presidência em janeiro deste ano (2017), Donald Trump declarou, conforme destaca a BBC, que o país retomaria suas fronteiras, pois uma nação sem fronteiras não é uma nação. Assim, quando na metade de março a Casa Branca encaminhou a proposta orçamentária ao Congresso, o texto destinava US$ 2,6 bilhões para o projeto e construção do muro na fronteira entre os dois países.

Ela tem mais de 3 mil km extensão, dos quais cerca 1.110 km já está separada por muralhas de concreto, vigas de aço e outros obstáculos. O muro começou a ser construído na região sudoeste do país em 1994, durante do governo do ex-presidente Bill Clinton. Após os atentados do “Onze de Setembro de 2001”, o então presidente George W. Bush ampliou a sua construção. Estimativas apontam que o atual muro já custou aos Estados Unidos cerca de US$ 7 bilhões. Segundo declarações de Trump, o custo do muro deverá ficar entre US$ 10 e US$ 12 bilhões, contudo, analistas apontam que esse valor deverá ser bem maior, pois as regiões restantes onde o muro deverá ser construído são áreas remotas e montanhosas, o que elevará os custos. Segundo Washington Post o montante para cobrir o restante da fronteira terá um gasto estimado entre 20 e 25 bilhões de dólares. O exorbitante valor gera outra polêmica, com relação a quem pagará as despesas. Durante sua campanha, Trump afirmou que os Estados Unidos financiariam a construção, mas que o México reembolsaria o país. Essa, no entanto, não é a opinião de Enrique Peña Nieto, Presidente mexicano, que declarou que não pagará.

Alguns analistas apontam que, a fim de evitar uma possível paralisação do Governo, em função do controverso e polêmico projeto, a administração Trump preferiu deixar a proposta de lado neste momento. Contudo, conforme informado pela ANGOP, segundo Sean Spicer, Porta-Voz da Casa Branca, ainda há tempo para uma renegociação, haja vista que o Orçamento para 2018 será votado em setembro deste ano (2017). Já Chuck Schumer, líder democrata no Senado, destacou que deixar o tema fora foi um bom acordo para o país, pois evita a possibilidade de uma paralisação do Governo.  

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Imagem 1A frente ocidental do Capitólio dos Estados Unidos. O edifício em estilo neoclássico está localizado em Washington, D.C., no topo do Capitólio, no extremo leste do National Mall. O Capitólio foi designado um marco histórico nacional em 1960” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_dos_Estados_Unidos#/media/File:United_States_Capitol_west_front_edit2.jpg

Imagem 2 Muro nas dunas de Algodones, Califórnia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_fronteiri%C3%A7o_Estados_Unidos-M%C3%A9xico#/media/File:Algodones_sand-dune-fence.jpg

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[:pt]NSA cessa uma de suas técnicas de vigilância em massa[:]

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Em um comunicado feito na sexta-feira, 28 de abril, a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) declarou que irá interromper a sua prática de vigilância “upstream”, que compõe a seção 702 do Ato de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA). A prática consistia na captura das comunicações a respeito de alvos específicos, ou seja, a simples menção de um alvo de inteligência era o bastante para que a comunicação entre indivíduos fosse capturada, e introduzida em um massivo banco de dados minuciosamente acompanhado por analistas da NSA.

Segundo a declaração, “depois de uma revisão abrangente das necessidades da missão, restrições tecnológicas atuais, interesses de privacidade dos Estados Unidos e certas dificuldades na implementação, a NSA decidiu parar algumas de suas atividades conduzidas sob a Seção 702”. Vale ressaltar que somente algumas das atividades sob a seção 702 serão interrompidas, a vigilância “downstream” continuarão a ser monitoradas, ou seja aquelas comunicações de um alvo, e para um alvo. A NSA também se comprometeu em apagar as vastas trovas de comunicações obtidas “de baixo para cima”, o mais rápido possível.

A prática vinha sendo utilizada extensivamente pela NSA e por outros membros da comunidade de inteligência norte-americana desde 2008, sob o aval do FISA, e sua existência só se tornou pública após os vazamentos de informações realizados pela ex-analista Edward Snowden, em 2013.

Além das pressões de ativistas e da sociedade civil a favor da privacidade, um dos motivos para a interrupção da prática seria a problemática causada pela obtenção de comunicações em uma proporção tão massiva, tendo em vista que a NSA era obrigada a reportar à Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISC) e ao Congresso Norte-Americano todos os incidentes em que cidadãos estadunidenses tinham suas comunicações capturadas, o que gerava desperdício de trabalho, pessoal e recursos, devido à quantidade de incidentes.

Ativistas a favor da privacidade dos usuários comemoraram a decisão, mas com a ressalva de que, apesar da diminuição do escopo da coleta de comunicações, as conversas, mensagens, e-mails, e outras comunicações de milhares de americanos continuam a ser monitoradas pela seção 702. A respeito, Michelle Richardson, vice-diretora do Projeto Liberdade, Segurança e Tecnologia no Centro para a Democracia e Tecnologia, comentou: “A NSA nunca deveria ter capturado todas essas comunicações, muitas das quais envolvendo americanos, sem um mandado. Embora a interrupção voluntária desta prática seja bem-vinda, é claro que a Seção 702 deve ser reformada para que o governo não possa coletar essas informações no futuro”.

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Imagem 1Logo da NSA segundo a Eletronic Frontier Foundation” (Fonte):

https://www.eff.org/nsa-spying

Imagem 2Edward Snowden” (FonteLaura Poitras / Praxis Films [CC BY 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/3.0)], via Wikimedia Commons):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AEdward_Snowden-2.jpg

Imagem 3Logo da NSA” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:National_Security_Agency_seal.png

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[:pt]Governo dos EUA informa que Sistema antimíssil sul-coreano será implantado “dentro de dias” [:]

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Desde o ano passado (2016), Coreia do Sul e os Estados Unidos (EUA) firmaram uma parceria que se destina a implantar sistemas de interceptação de misseis, do tipo THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), em território sul-coreano. Essa estratégia de defesa fez com que as tensões com sua vizinha Coreia do Norte aumentassem e viesse a ocorrer ameaças de uma possível guerra entre os três países envolvidos.

Até aquele ano, o período para implantação dos mísseis estava previsto para o fim de 2017, porém, devido ao agravamento das tensões nas relações entre o governo Trump e a Coreia do Norte, bem como as ameaças do líder norte-coreano, King Jong-um, de lançar misseis nas próximas semanas do mês de maio (2017), fizeram com que as duas nações, a estadunidense e a sul-coreana, viessem a antecipar as instalações do sistema antimísseis.

A informação veio do Congresso norte-americano na última quarta-feira, dia 26 de abril, por meio do comandante dos Estados Unidos na Ásia-Pacífico, Adm Harry Harris, o qual afirmou que os mísseis estariam em modo “operacional nos próximos dias”. Ressalte-se que a previsão para antecipação (…) já havia sido fortalecida durante a visita do Vice-Presidente dos EUA, Mike Pence, ao Primeiro Ministro da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, na penúltima segunda-feira.

Durante a reunião, ambos os representantes de Estado concordaram em continuar respondendo às ameaças da Coreia do Norte de modo a fortalecer a capacidade de dissuasão e a postura de defesa por meio dos antimísseis THAAD, além de intensificar a prontidão da aliança Coréia do Sul-EUA.

Por meio do site oficial do Governo norte-americano, as informações, fornecidas pelo Ministério da Defesa de Seul, são de que, ao mesmo tempo que o comandante Harris fazia seu comunicado, os elementos que fazem parte dos antimísseis estavam sendo transferidos para um antigo campo de golfe, no condado de Seongju, destinado a ser o local de implantação do equipamento. Ainda segundo o Ministério, a construção final e operacional do THAAD será concluída até o final deste ano (2017), porque ainda é necessária uma avaliação ambiental e a construção do local a ser implantado.

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Imagem 1Comandante Adm Harry Harris” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/46/US_Navy_110830-N-IZ292-185_Vice_Adm._Harry_B._Harris_Jr.%2C_commander_of_U.S._6th_Fleet%2C_departs_the_Skjold-class_coastal_corvette_HNoMS_Steil_%28P963%29.jpg

Imagem 2Antimíssil THAAD” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/Thaad_missile_and_launcher.jpg

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