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[:pt]Estados Unidos pretendem rever acordo de comércio com a Coreia do Sul[:]

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Na última terça-feira, dia 18 de abril, Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos da América (EUA), afirmou durante reunião com líderes empresariais e representantes da Câmara do Comércio dos EUA e da Coreia do Sul, que o Governo estadunidense planeja rever o Acordo de Livre Comércio Coreia do Sul-EUA (KORUS, na sigla em inglês) assinado em 15 de março de 2012. Desde que assumiu a Presidência, Donald Trump tem firmado seu discurso em torno do slogan “American First”, que foi a base da sua campanha presidencial, e que visa, segundo declarações do Presidente estadunidense, tornar os EUA grandes novamente.

Diversos pronunciamentos e ações da administração Trump tem colocado os acordos comerciais assinados nos últimos anos como vilões da economia e como responsáveis pela queda de empregos nos EUA. Ademais, para o Governo, alguns países promovem uma desvalorização artificial das suas moedas para, dessa forma, obterem vantagens competitivas em relação aos norte-americanos. Nesse aspecto, conforme destacou o USA Today, Pence assinalou que os Estados Unidos intencionam rever os seus acordos comerciais com todos os parceiros para assegurar que eles venham a beneficiar a economia americana, tanto quanto beneficiam seus pares.

Segundo dados apontados, o déficit comercial estadunidense praticamente dobrou entre o período de 2012 e 2017. Em 2011, antes do Acordo de Livre Comércio, o superávit da Coreia do Sul com os EUA foi de 11,6 bilhões de dólares. Já em 2016 o superávit foi de US$23,2 bilhões. Parte desse déficit, segundo Pence, deve-se a uma série de barreiras para as empresas norte-americanas entrarem no mercado sul-coreano. O Vice-Presidente declarou ainda, conforme destacou a Reuters, que embora os laços econômicos entre os dois países sejam fortes é preciso ser honesto, pois essa relação comercial está longe do desejado. Além de ter criticado os acordos comerciais com vários Estados e os grandes déficits com países como China e Japão, o Governo Trump também promoveu a retirada dos EUA do Acordo Transpacífico, ou Trans-Pacific Partnership (TPP, na sigla em inglês).

O Vice-Presidente dos EUA chegou em Osan, na região sul de Seul no último dia 16 de abril, algumas horas após a Coreia do Norte ter lançado um míssil balístico que explodiu logo após o disparo. A primeira visita de Pence à Coreia do Sul ocorre num momento crítico do país, em virtude do acirramento das tensões com a Coreia do Norte, e também devido a questões internas, visto que no próximo dia 9 de maio deverá ocorrer as eleições para Presidência, após o afastamento de Park Geun-Hye, devido ao recebimento de propina e corrupção. Analistas afirmam que essa visita procura também orientar a tumultuada política interna sul-coreana, além da necessidade de rever acordos de âmbito militar, com, por exemplo, o acordo sobre quem é responsável pelo pagamento das tropas americanas estabelecidas no território da Coreia do Sul. Por fim, o roteiro de Pence contempla ainda paradas no Japão, Indonésia e Austrália, que,  de um modo geral, visam fazer um balanço das relações com seus principais parceiros asiáticos.

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Imagem 1Mike Pence official portrait” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mike_Pence#/media/File:Mike_Pence_official_portrait.jpg

Imagem 2 Relações entre Coreia do Sul e Estados Unidos” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_entre_Coreia_do_Sul_e_Estados_Unidos

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[:pt]Intervenção na Síria: uma nova etapa do conflito[:]

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Na cadeia de ações da administração Trump, as tensões geopolíticas ganham novos contornos com o engajamento de Washington na Guerra Civil da Síria, a primeira ação mais contundente de Trump em política externa, que transmitiu uma mensagem à comunidade internacional acerca dos rumos da nova diretriz externa norte-americana, principalmente para o Oriente Médio.

O primeiro ataque produzido pelos EUA contra alvos do regime sírio teve efeito significativo na perspectiva geoestratégica, sendo, contudo, apenas simbólico no aspecto prático do conflito, uma vez que não impactou em seu curso, haja vista que as pistas de pouso danificadas da base aérea de Shrayat, nas imediações de Homs, podem ser reconstruídas rapidamente e os aviões destruídos podem ser facilmente substituídos pela armada russa, permanecendo inalterado o equilíbrio de forças no solo.

Nessa perspectiva, as forças de defesa do regime sírio, com apoio de Irã, Hezbollah e Rússia, tem demonstrado capacidade de resistência, tanto no âmbito da manutenção do regime, como para a vitória militar no terreno, uma conjuntura possível graças à fragmentada insurgência síria que, diante das divisões internas e interesses distintos, não consegue produzir efeito político prático e acaba por ver no radicalismo o dano colateral que torna incapaz uma solução.

Para especialistas consultados, a intervenção competitiva internacional e regional sustenta esse impasse, ou seja, cada vez que um dos lados do conflito se enfraquece, o ator externo qualifica o suporte para garantir a sobrevivência. Em momentos em que o regime demonstrou fragilidade e perda de terreno para a insurgência, os apoiadores externos aumentaram o engajamento no conflito, como por exemplo, a entrada definitiva russa em setembro de 2015 através de incursões aéreas.

Esse notado desequilíbrio também conduziu outros atores externos, tais como Estados Unidos, Arábia Saudita, Catar e Turquia a ampliar o apoio aos rebeldes que resultam na sustentabilidade do conflito.

No aspecto conjuntural, analistas internacionais apontam a possibilidade de o ataque com mísseis de cruzeiro Tomahawk ter sido apenas um ataque punitivo e a guerra continuará seu curso como antes. Desta maneira, ao demonstrar vontade de usar a força, Trump poderá trabalhar com a Rússia para estabelecer mais contenção sobre seu aliado e criar bases para o retorno do processo diplomático, permitindo no futuro reivindicar uma vitória política sem pagar os custos significativos da entrada em uma guerra.

Por outra via, há cenários menos otimistas em que Moscou poderia responder de maneira mais conflituosa desafiando Washington a escalar ou recuar. A campanha contra o Estado Islâmico poderia sofrer retrocessos tanto na Síria quanto no Iraque, assim como as tropas estadunidenses estacionadas nessa região poderiam se tornar alvos de retaliação.

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Imagem 1 Trump recebe um briefing sobre um ataque militar contra a Síria da equipe de Segurança Nacional” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/2017_Shayrat_missile_strike#/media/File:President_Donald_Trump_receives_a_briefing_on_a_military_strike.jpg

Imagem 2 Ministro de Relações Exteriores russo Sergey Lavrov se encontra com o Secretário de Estado norteamericano Rex Tillerson em Moscou” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Sergey_Lavrov#/media/File:Secretary_Tillerson_Shakes_Hands_With_Russian_Foreign_Minister_Lavrov_Before_Their_Meeting_in_Bonn_(32936075105).jpg

Imagem 3 Foto de um Tomahawk sendo lançado do USS Arleigh Burke contra alvos do Estado Islâmico em Raqqa” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/American-led_intervention_in_Syria#/media/File:Tomahawk_Missile_fired_from_US_Destroyers.jpg

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[:pt]O mascaramento de ataques cibernéticos como sendo feitos por outras nações[:]

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Em uma trova de documentos denominada “Marble”, publicados pelo Wikileaks, em 31 de março, estão expostas diferentes táticas e técnicas utilizadas pela Agência Central de Inteligência norte americana (CIA) para contaminar computadores e dispositivos ao redor do mundo.  Dentre as ferramentas utilizadas, estão vírus, Trojans, e diferentes softwares.

A informação mais pertinente está nos documentos que evidenciam como o Marble Framework funciona. De acordo com os documentos, o Marble Framework é uma ferramenta utilizada pela CIA para mascarar as linhas de código de um software como sendo de outro país ou instituição. Isso era feito com o objetivo de ludibriar qualquer levantamento forense em computadores e dispositivos infectados. 

É comum, no meio das telecomunicações e softwares, a existência de bugs e brechas de segurança. É do interesse das empresas que fazem os softwares acabar com esses riscos, a fim de garantir a segurança de seus usuários. É por isso que estamos constantemente atualizando nossos aplicativos, sistemas operacionais etc. Muitas vezes, empresas especializadas ajudam nessa empreitada. 

O Marble Framework consistia na substituição da linguagem dos códigos-fonte dos vírus e trojans, do inglês para o russo, chinês, coreano, ou árabe. Dessa forma, caso o malware da CIA fosse detectado, a empresa que estava investigando a falha de segurança erroneamente a atribuía a quem a CIA deseja-se incriminar. 

Segundo o comunicado do Wikileaks: “O código-fonte mostra que Marble tem exemplos de teste não apenas em inglês, mas também em chinês, russo, coreano, árabe e persa. Isso permitiria um duplo jogo de atribuição forense, por exemplo, fingindo que a linguagem falada do criador de malware não era Inglês americano, mas chinês, mas depois mostrando tentativas de esconder o uso do chinês, levando investigadores forenses ainda mais fortemente para a conclusão errada, — mas há outras possibilidades, como ocultar falsas mensagens de erro”. 

A prática mostra a faceta da espionagem tradicional da Agência – mascarar a sua identidade e incriminar seus adversários – aplicada à espionagem cibernética e leva ao questionamento de outros ataques cibernéticos, nos quais a CIA e a comunidade de inteligência apontaram outras nações como culpadas. Não foi divulgado se outras agências e países atuam da mesma forma.

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Imagem 1Anúncio da publicação da trova de documentos Marble” (Fonte):

https://twitter.com/wikileaks/status/847749901010124800

Imagem 2Insígnia do Centro de Operações Informacionais da CIA” (Fonte):

https://wikileaks.org/ciav7p1/logo.png

Imagem 3Logo do Wikileaks” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AWikileaks_logo.svg

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[:pt]Coréia do Norte realiza novas ameaças aos EUA e eleva tensão sobre a península sul-coreana[:]

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Há tempos a Coreia do Norte vem realizando uma série de testes balísticos com o intuito de transmitir uma mensagem para o mundo, em especial, para os Estados Unidos (EUA). Em notas anteriores, o CEIRI NEWSPAPER relatou a atual posição do Governo norte-americano, que agora se encontra sob a administração do presidente Donald Trump, e a mais recente diz respeito ao que denominou “fim da paciência estratégica”, que, segundo o Secretário de Estado, Rex Tillerson, corresponde a possibilidade de um ataque preventivo à Península norte-coreana.

No entanto, na última quarta-feira, 5 de abril, nas vésperas do encontro entre os presidentes Trump e Xi Jinping, militares norte-coreanos dispararam um novo projetil identificado como um míssil balístico de curto alcance, que atingiu o mar entre a Península Coreana e o Japão. De acordo com autoridades norte-americanas, o foguete percorreu 60 quilômetros até seu destino final e teve como intuito responder as novas diretrizes políticas do Governo Trump.

O Departamento de Estado dos EUA respondeu ao ataque por meio de declarações vindas da Casa Branca, a qual deixou claro que o Governo norte-americano já deu “amplas declarações sobre a Coreia do Norte e não há nada a acrescentar”, referindo-se ao pronunciamento do Secretário de Estado, Rex Tillerson, no dia 17 de março. Já o Japão condenou severamente a atitude norte-coreana, enquanto que a Coreia do Sul, como de costume, convocou o Conselho de Segurança Nacional, juntamente com seu Exército, para que fiquem em alerta máximo.

Contudo, mesmo após o ocorrido, os presidentes da China e dos EUA cumpriram suas agendas e reuniram-se na casa de férias do presidente Trump, na Flórida, no dia posterior ao ataque, dia 6 de abril, para, juntos, discutirem assuntos delicados referentes à Coreia do Norte, ao Mar do Sul da China e à relação comercial entre ambos os países. Segundo analistas internacionais, espera-se desse encontro que os dois Chefes de Estado, em atitude diplomática, entrem em uma nova fase política, ao deixarem margem para futuras negociações.

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Imagem 1 Um mapa que descreve Coreia norte com um símbolo de advertência da radiação e a bandeira da Coreia Norte, faz relação aos testes com arma nuclear da Coreia norte, no 21o Século” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_norte-coreano#/media/File:North_Korea_nuclear.svg

Imagem 2 Grande Muralha da China (à esquerda) e a Estátua da Liberdade (à direita), símbolos icônicos da cultura dos dois países” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Relações_entre_China_e_Estados_Unidos

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[:pt]Comandante da OTAN apoia envio de armas à Ucrânia [:]

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No final de março, o general Curtis M. Scaparrotti, comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa, afirmou durante audiência no Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) que os norte-americanos deveriam fornecer armamento à Ucrânia. De acordo com suas declarações, o Governo ucraniano está lutando contra um inimigo letal, e as Forças armadas do país precisam de apoio para combater os rebeldes que recebem amparo e armamentos novos da Rússia, por isso os EUA precisam considerar urgentemente este envio de armas defensivas letais para a Ucrânia.

Segundo o general Scaparrotti, a Organização necessita de mais aviões, navios, tropas e munições para alavancar aliados contra a Rússia, além da ajuda do Departamento de Estado. O posicionamento do oficial estadunidense faz alusão às declarações de Donald Trump, Presidente dos EUA, que durante a campanha presidencial teceu duras críticas a OTAN, afirmando que a aliança se encontra obsoleta. Mais recentemente, entretanto, Trump vem direcionando suas críticas aos países membros que não cumprem os gastos estipulados em Defesa.

No início de março, a Câmara dos Representantes (equiparável no Brasil à Câmara dos Deputados) aprovou o orçamento militar dos Estados Unidos, que estipula ajuda militar à Ucrânia no valor de 150 milhões de dólares, metade da ajuda fornecida ao país no ano passado (2016). Embora o Governo Trump tenha pedido aumento nos gastos militares, esse acréscimo no orçamento está destinado a cobrir os custos para a construção do muro na fronteira com o México, os gastos com a deportação de imigrantes ilegais e para reforçar os demais custos com Defesa.

Cabe pontuar que, anteriormente, durante a administração de Barack Obama, o Governo ucraniano já havia solicitado envio de armas para lutar contra os separatistas. Naquele momento, o então Presidente estadunidense recusou o pedido, mas enviou soldados a fim de treinar as tropas ucranianas.

A crise na Ucrânia teve início em novembro de 2013, quando Viktor Yanukovych, então Presidente do país, suspendeu os preparativos para a ampliação de um acordo com a União Europeia. Tal decisão resultou em uma onda de protestos e, em fevereiro de 2014, Yanukovych foi deposto. Após sua destituição, uma crise se alastrou para regiões leste e sul, particularmente na região da Crimeia. Em março daquele ano (2014), Vladimir Putin, Presidente russo, e líderes da Crimeia assinaram um Tratado para tornar a República Autônoma parte da Rússia. Desde então a crise entre insurgentes pró-russos e o Governo ucraniano tem evoluído em um conflito que já dura mais de 3 anos e deixou cerca de 10 mil mortos. Em consequência, as relações entre Estados Unidos e Rússia se tencionaram e, aos problemas decorrentes da situação com a Ucrânia, somaram-se os problemas dos incidentes ocorridos no mar Báltico e também os antagonismos quanto a crise na Síria.

Em maio de 2016, quando general Scaparrotti assumiu o Comando da Organização em Stuttagart, na Alemanha, ele argumentava que o nosso modo de vida está ameaçado por inúmeras ameaças e desafios. Durante audiência no Congresso estadunidense, ele deixou claro seu posicionamento de que muitas dessas ameaças provinham da Rússia. Em sua concepção, a estratégia adotada por Barack Obama de reequilibrar as forças para a região Ásia-Pacifico e a Lei de Controle do Orçamento de 2011 prejudicaram e sobrecarregaram as forças europeias para conter os russos.

Conforme informado pela Reuters, o Secretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, também ressaltou que a Organização possui claros desentendimentos com a Rússia no que tange a crise ucraniana, e espera que o Governo russo adote maiores medidas para controlar os separatistas armados que lutam contra o Kiev. Ele destacou ainda a importância no diálogo, sobretudo com o aumento das tensões e os descumprimentos dos Acordos de Minsk, assinados em 2015. Nesse aspecto, cumpre assinalar que ambas as partes acusam o outro lado de violar as regras do cessar-fogo.

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Imagem 1 General Curtis M. Scaparrotti, Comandante do Comando das Nações Unidas” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Curtis_Scaparrotti#/media/File:Scaparrotti_2014_2.jpg

Imagem 2 Ucrânia 2014” (Fonte):

http://www.unocha.org/cerf/cerf-worldwide/where-we-work/ukr-2014

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DEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Criação do Ciber-Exército Alemão[:]

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No dia 1º de abril, a Ministra de Defesa alemã, Ursula von der Leyen, criou o Exército Cibernético alemão, como uma nova ramificação das forças militares do país, conhecidas como Bundeswehr, em paralelo com o Exército, a Marinha, a Força Aérea, o Serviço Médico Conjunto e o Serviço de Apoio Conjunto. O Exército será chamado “Comando de Ciberespaço e Informação” (KdoCIR), e será liderado pelo general Ludwig Leinhos.

O KdoCIR terá a responsabilidade de defender a Alemanha contra os diversos ciberataques que as Forças Armadas vêm sofrendo. A necessidade do Exército Cibernético provém da intensidade e frequência com a qual as Forças alemãs vêm sendo atacadas. Segundo o jornal Deutsche Welle, já foram mais de 284 mil ataques de fontes online, só nas primeiras seis semanas do ano. O que torna as Forças Armadas um alvo tão desejado são, além dos seus segredos militares, as armas controladas por tecnologia da informação e sistemas computadorizados.

Como não é uma subdivisão de uma Força específica, e sim uma outra que atua em paralelo com as demais, o Comando de Ciberespaço e Informação terá sua própria estrutura organizacional, e irá centralizar cerca de 13.500 militares e civis que trabalham com defesa cibernética na Alemanha. Além disso, a Bundesweh vem buscando contratar especialistas em TI e tenta criar a imagem de ser um empregador de tecnologia da informação moderno e atrativo.

O esforço alemão em militarizar sua presença cibernética condiz com a tendência global que vêm sendo observada, principalmente na virada do século XXI, de encarar o espaço cibernético como um ponto estratégico e como a nova face dos teatros de guerra, em conjunto com céu, terra, mar e espaço.

É uma estratégia similar a adotada por países como os Estados Unidos, com o seu United States Cyber Command (USCYBERCOM); a China, com a Unidade 61398 do Exército de Liberação do Povo (61398部队); a Rússia, que, apesar de não ter um nome oficial para o público, possui um Exército cibernético, como foi confirmado pelo ministro de defesa russo Sergey Shoigu; e o Brasil, com o Centro de Defesa Cibernética, o qual faz parte do Programa Estratégico do Exército de Defesa Cibernética. O motivo oficial para a criação destes Exércitos cibernéticos é defender-se, no entanto, vale ressaltar, ele pode ser utilizado de maneira ofensiva.

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Imagem 1 Ministra de Defesa Alemã, Ursula von der Leyen” (Fonte By Simon / MSChttps://www.securityconference.de/mediathek/munich-security-conference-2016/image/ursula-von-der-leyen-5/, CC BY 3.0):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=56328865

Imagem 2 Logo do USCYBERCOM” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ASeal_of_the_United_States_Cyber_Command.png

Imagem 3 Ministro de Defesa Russo, Sergei Shoigu” (FonteKremlin.ru [CC BY 3.0]):

http://creativecommons.org/licenses/by/3.0

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BLOCOS REGIONAISCOOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Conselho do Atlântico Norte se reúne atento ao futuro da segurança europeia[:]

[:pt] A cidade de Bruxelas sediou, no último dia 31, a reunião do Conselho do Atlântico Norte (CAN), principal órgão decisório da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O Conselho reuniu-se em nível ministerial*,…

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