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HBO, Chernobyl e Rússia: a questão histórica sobre o desastre nuclear

Em 26 de abril de 1986, o pior acidente da história da geração de energia nuclear ocorreu na usina de Chernobyl, alocada no assentamento de Pripyat, cidade localizada a pouco mais de 100 quilômetros ao norte de Kiev, capital da, na época, República Socialista Soviética da Ucrânia. 

Imagem aérea do reator nuclear acidentado

De acordo com investigações técnicas posteriores ao acidente, foram levantadas as causas desse desastre, quando foi apurado que o reator RBMK* número quatro saiu de controle durante um teste de baixa potência. Segundo informações da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA – International Atomic Energy Agency), as medidas de segurança foram ignoradas, o que levou ao superaquecimento do reator e ao vazamento do combustível de urânio através das barreiras protetoras, ocasionando, assim, uma grande explosão.

Cerca de 150.000 quilômetros quadrados na Bielorrússia, Rússia e Ucrânia foram contaminados com partículas de elementos radioativos que foram espalhados pelas correntes de ar, dos quais, a maioria deles teve seus efeitos reduzidos por sua curta “vida útil”, mas, os mais perigosos, tais como Estrôncio-90 e Césio-137 (metais alcalino-terrosos representados na Tabela Periódica pelos símbolos Sr e Cs, respectivamente) terão seus efeitos prolongados por décadas, talvez séculos, conforme apontam especialistas. Desde o acidente, uma área que abrange o raio de 30 quilômetros ao redor da planta, hoje desativada, é considerada “zona de exclusão” e é essencialmente desabitada por motivos óbvios de segurança.

Logotipo da HBO

Após 33 anos da tragédia, o canal de televisão HBO** revive os momentos trágicos do acidente numa série televisiva nomeada “Chernobyl[Vídeo 1], retratada em cinco episódios, onde apresenta de uma maneira teatral, mas baseada em detalhes factuais[Vídeo 2], o decorrer dos acontecimentos desde a hora fatídica da explosão, passando por todo o processo de atendimento dos bombeiros que colocaram suas vidas em risco para conter o incêndio radioativo e as manobras de evacuação geral das áreas em torno da planta. Outro ponto que marca a produção televisiva é a exposição da trama política por trás do evento, expondo o comportamento do Governo soviético para tentar minimizar a situação.

Sarcófago da Usina Nuclear de Chernobil

Entre críticas e elogios, a dramatização deixa claro a enorme movimentação humana que se realizou para conter a propagação dos efeitos da radiação. Os trabalhadores de emergência, na época denominados de “liquidatários”, foram recrutados para a área e ajudaram a limpar as instalações da fábrica e a região circundante. Estes indivíduos eram principalmente trabalhadores da planta, bombeiros ucranianos, soldados e mineiros da Rússia, Bielorrússia, Ucrânia e outras partes da antiga União Soviética.

O número exato de liquidatários é desconhecido porque não há registros completamente precisos das pessoas envolvidas na limpeza. Segundo informações de órgãos internacionais, entre 400 mil e 600 mil liquidatários foram recrutados para trabalharem em descontaminação e grandes projetos de construção, incluindo o estabelecimento de assentamentos e cidades para trabalhadores de plantas e evacuados. Eles também construíram repositórios de resíduos, barragens, sistemas de filtração de água e o “sarcófago”, que sepulta todo o quarto reator para conter o material radioativo remanescente.

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Notas:

* RBMK é um acrônimo em russo, que significa Reaktor Bolshoy Moshchnosty Kanalnyy (Reator Canalizado de Alta Potência) sendo um reator nuclear de canais pressurizados, refrigerado à água ordinária, com canaletas individuais de combustível passando por dentro de blocos de grafite que, além de moderador, atua como elemento estrutural do núcleo. Tais projetos de reator nuclear, juntamente com os reatores VVER são um dos dois projetos principais a emergir na extinta União Soviética, e ainda são fundamentais para geração de nucloeletricidade na Rússia moderna, que é o único país a operar estes reatores, com um total de 11 ainda em ampla operação.

** HBO é a sigla para Home Box Office. Trata-se de um canal de televisão pay-per-view (por assinatura) norte-americano.

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Vídeos:

Vídeo 1 – Trailler da série televisiva “Chernobyl” do canal HBO. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=s9APLXM9Ei8

Vídeo 2 – Comparação da dramatização televisiva com vídeos reais documentados à época do acidente. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=P9GQtvUKtHA

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Cena o filme Chernobyl do canal HBO” (Fonte): https://i.ytimg.com/vi/s9APLXM9Ei8/maxresdefault.jpg

Imagem 2 Imagem aérea do reator nuclear acidentado” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_nuclear_de_Chernobil#/media/Ficheiro:Chernobyl_Disaster.jpg

Imagem 3 Logotipo da HBO” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/File:HBO_logo_1975.png

Imagem 4 Sarcófago da Usina Nuclear de Chernobil” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarcófago_da_Usina_Nuclear_de_Chernobil#/media/Ficheiro:New_Safe_Confinement_Structure.jpg

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G20: Acordo de cooperação nuclear entre Rússia e Argentina

Durante a cúpula dos países que formam o G20, realizada em 30 de novembro e 1o de dezembro de 2018, em Buenos Aires, Argentina, no dia 1º, o presidente argentino Mauricio Macri e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, fecharam um acordo de cooperação bilateral no que se refere ao uso pacífico da energia nuclear. O documento de âmbito estratégico, assinado pelo diretor executivo da Rosatom (Empresa estatal de energia nuclear russa), Alexey Likhachev, e pelo Ministro da Energia da Argentina, Javier Iguacel, ressalta o desenvolvimento de diferentes modelos de implementação de projetos referentes à geração de energia nuclear na Argentina

Usina nuclear de Embalse na Argentina

O acordo assinado é fruto de várias negociações entre os dois países, que, desde janeiro de 2018, vinham elaborando um memorando de entendimento para impulsionar a exploração e produção de urânio no país sul-americano, o qual pode incluir 250 milhões de dólares em investimentos, proporcionando, assim, à Argentina, a possibilidade de reduzir seu déficit energético, sendo que, atualmente, o país sul-americano, com seus três reatores nucleares existentes*, gera em torno de 5% de sua eletricidade, e o país tem planos para iniciar a construção de dois novos reatores a um custo de 13bilhões de dólares (cerca de R$ 50,8 bilhões).

A negociação entre Rússia e Argentina não faz menção à construção demais uma nova usina nuclear, mas permitirá ampliar a cooperação existente para a construção de centros de pesquisa e desenvolvimento de capacidade pessoal. Atualmente,o Governo argentino já vem realizando negociações com a China para a construção de sua quarta usina de geração de energia.

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Nota:

* Usinas nucleares de Atucha I, Atucha II e Embalse.

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Fontes das Imagens:

Imagem1 Usina nuclear de Atucha na Argentina” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a8/Atucha_desde_el_Parana.jpg

Imagem2 Usina nuclear de Embalse na Argentina” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Central_nuclear_Embalse_-_C%C3%B3rdoba,_Argentina.jpg


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Japão reconhece primeira morte relacionada à radiação de Fukushima

O Japão reconheceu, no início do mês de setembro deste ano (2018), que a morte de um funcionário que trabalhou na limpeza emergencial quando os reatores nucleares da usina de Fukushima derreteram, em março de 2011, está relacionada à exposição radioativa excessiva, adquirida durante seu serviço. Ele tinha cerca de 50 anos e o nome não foi divulgado.

Impacto e áreas atingidas pelo tsunami em 2011

O funcionário foi diagnosticado com câncer no pulmão em fevereiro de 2016, um ano após o encerramento de sua função, e a doença e morte foram designadas como “acidente industrial”. O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar admitiu igualmente que 17 trabalhadores entraram com pedido de análise de sua condição, sendo três com leucemia e um com câncer de tireoide. Desse número, dois desistiram, cinco casos foram indeferidos e cinco ainda estão sob análise. Eles recebem indenização do Governo, assim como a família do ex-funcionário.

Tal declaração do Governo japonês é inédita, uma vez que relacionava mortes ao sofrimento e trauma após o desastre, e foi concedida um mês depois que especialistas da ONU denunciaram a exploração dos funcionários, alegando que eles não foram devidamente informados dos riscos da exposição à radiação. A insegurança sobre o quadro de Fukushima reacende o debate sobre as usinas nucleares e leva à desconfiança sobre os limites de exposição definidos pelo Governo, que se aproxima da Olimpíada, em 2020.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Acidente em Fukushima” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fukushima_I_by_Digital_Globe.jpg

Imagem 2 Impacto e áreas atingidas pelo tsunami em 2011” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_nuclear_de_Fukushima_I#/media/File:JAPAN_EARTHQUAKE_20110311.png

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A Dinamarca aumenta o consumo de biogás

A Dinamarca é considerada um dos maiores produtores de energia verde do mundo. O Estado é conhecido pelos investimentos em energia eólica, com a construção de usinas ao longo de sua costa. Todavia, o setor de biogás tem tido amplo crescimento no país escandinavo, que é um dos únicos a distribuí-lo pela rede convencional de gás natural.

O biogás é uma substância feita a partir do aquecimento em tanque de resíduos orgânicos e esterco de animais. O uso desta simples fonte energética já é o suficiente para ajudar na diminuição dos índices de gás carbônico (CO2) e contribui para propagação da sustentabilidade.

Usina de biogás

Em julho deste ano (2018), o seu consumo entre os dinamarqueses foi de 18,6% de todo o gás utilizado no país. O dado pode parecer pequeno, mas representa um salto equivalente a 50% de consumo em relação a 2017. Com esse ritmo, a Dinamarca tende a alcançar rapidamente a meta de inserção do biogás até 2030.

O Jornal Copenhaguen Post destacou as palavras do Chefe regional da Energinet*, Jeppe Danø, sobre o assunto: “O biogás é o começo da transição verde maciça no sistema de gás e todo o setor de energia que pusemos em movimento, e a quantidade de biogás aumentará nos próximos anos até 2030, quando outros tipos de gás entrarão. É importante, já que estamos enfrentando uma enorme transição em nosso sistema de energia: uma transição para encontrar um sistema que emite uma quantidade líquida de zero CO2 em 2050”.

Os analistas compreendem que a transição para o biogás como matriz energética é um passo fundamental para a independência em relação aos hidrocarbonetos, e veem a medida com ânimo, frente ao desafio de estimular modelos baratos de energia sustentável no mundo.

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Nota:

* Energinet: é o operador nacional dos sistemas de transmissão de eletricidade e gás natural da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa da Dinamarca” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3d/Denmark_-_Location_Map_%282013%29_-_DNK_-_UNOCHA.svg/1024px-Denmark_-_Location_Map_%282013%29_-_DNK_-_UNOCHA.svg.png

Imagem 2 Usina de biogás” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/02/Biogas_plant_sketch.jpg

ENERGIAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

A Dinamarca é a escolha chinesa para a transição verde

No início do mês de setembro, a Dinamarca recebeu a visita do Diretor da Administração Nacional de Energia (NEA) da China, Nur Bekri, que se reuniu com o Ministro da Energia e Clima do país, Lars Christian Lilleholt, para tratar de assuntos referentes a energia verde.

Ministro Lars Lilleholt

A China é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo e planeja diminuir sua cota de poluição mediante a transição da matriz de carvão e petróleo para a energia verde. Para tanto, Pequim busca a tecnologia dinamarquesa com o objetivo de integrar cerca de 20% de sua matriz eólica, a qual apresenta carência de flexibilidade, e para a efetuação de mudanças com a diminuição do consumo de energia não fóssil até 2020.

A Dinamarca apresenta o oposto da perspectiva chinesa, pois o Estado é líder no desenvolvimento de matriz eólica com concentração energética nos parques offshore. O Jornal Copenhaguen Post expôs a declaração do Ministro Lilleholt sobre a questão: “A China é o maior emissor de gás carbônico do mundo e a chave para resolver as mudanças climáticas globais repousa lá”. Diante das expectativas chinesas, Copenhague estimula o crescimento do setor no país com a decisão de construção dano-chinesa de um centro para testes de energia eólica offshore na China.

O ânimo do Ministro Lilleholt é grande e ele deseja promover as empresas de tecnologia verde dinamarquesas em sua visita à China na primavera. No que diz respeito à esta pauta, o Jornal Reuters noticiou a afirmação do próprio Ministro: “A China está enfrentando uma tarefa gigante na transição verde para viver conforme o acordo climático de Paris, e minha percepção é clara de que ele (Bekri) está muito interessado em trabalhar com a Dinamarca e com as empresas dinamarquesas a esse respeito”.

Os analistas apontam que a oportunidade é boa para ambos os atores, pois, do lado dinamarquês, favorece a ampliação de seus parceiros de negócios e, do lado chinês, abrem-se novas percepções rumo ao aperfeiçoamento de uma matriz energética cada vez mais sustentável.

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Notas:

* Pequim, capital da República Popular da China, referindo-se ao Governo do país.

** Copenhague, capital do Reino da Dinamarca, referindo-se ao Governo do país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Parque eólico de Middelgrunden Øresund” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/97/Middelgrunden_wind_farm_2009-07-01_edit_filtered.jpg/1280px-Middelgrunden_wind_farm_2009-07-01_edit_filtered.jpg

Imagem 2 Ministro Lars Lilleholt” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/96/Folketingsvalg_2015_1.JPG/1024px-Folketingsvalg_2015_1.JPG

BLOCOS REGIONAISDEFESAENERGIAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Rússia e Finlândia: relações bilaterais[:]

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Em 2017 a Finlândia completa 100 anos de independência da Rússia e, apesar das tensões vividas ao longo do período da União Soviética, o país manteve uma política pragmática. Na atualidade, Helsínque possui boas relações com a Federação Russa, mesmo sendo parceiro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), tendo por parte de seus vizinhos russos a obtenção de uma postura de reciprocidade.

No início deste mês (maio), em nome da cooperação, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, reuniu-se com seu homônimo finlandês, Timo Soini, para tratarem de questões econômicas e de natureza política regional. De acordo com o Jornal Ria Novosti, na pauta econômica, o fluxo comercial em 2014 declinou entre os atores, mas demonstra crescimento considerável a partir do início de 2017, auferindo a cifra de US$ 1,8 bilhão.

O Jornal Tass noticiou que a razão para a dinâmica econômica bilateral envolve a construção das usinas nucleares Hanhikivi-1 pela empresa finlandesa Fennovoima com participação da empresa russa SC Rosatom, estimada em 5 bilhões de euros, com projeção de geração de eletricidade para 2024. Além disso, diz respeito também a atuação dos setores empresariais em ambos os Estados e do fluxo turístico entre os dois países, pois, embora apresente uma queda, ele correspondeu a 2,8 milhões de visitantes russos na Finlândia e 1,3 milhão de finlandeses na Rússia. Em referência à esfera econômica, o ministro Timo Soini afirmou: “O volume de comércio cresceu, e as expectativas das empresas finlandesas estão novamente um pouco mais brilhantes. O número de pedidos de visto e de passagem de fronteiras começou a aumentar após um longo período de declínio. Russos são muito bem-vindos para visitar o nosso país”.

No âmbito político sobressaíram as questões envolvendo a segurança do Báltico. Elas foram encabeçadas pela anterior proposta feitas aos russos pelo Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, no tocante a proibição de voos militares com transponders deficientes; além disso, no que diz respeito à interação russo-finlandesa nos diálogos das organizações internacionais sobre o ártico, em especial, pela recente Presidência finlandesa no Conselho do Ártico; e, é, claro, também no tocante ao embate em torno da crise ucraniana, especificamente a implementação dos Acordos de Minsk, que influi diretamente no relacionamento entre a Rússia, a União Europeia (UE) e a OTAN. Em relação a Finlândia, o Ministro Lavrov afirmou: “A Finlândia é nosso vizinho e um país amigo. Estamos ligados por uma história centenária. É claro que, como em outros países, valorizamos muito a reputação internacional da Finlândia, que ganhou devido à sua consistente política de neutralidade”.

Consoante os analistas, entende-se que a política de boa vizinhança entre Moscou e Helsínque está constituída em proveito mútuo e representa um elo de confiança que, a nível regional, poderia ter grande proveito nas negociações de aproximação entre Federação Russa, Bloco Europeu e OTAN, nas quais a Finlândia poderia obter uma vantagem “soft” no jogo político. Observa-se também que o desejo de manutenção de relações com os finlandeses possui um grau alto de interesse não só pela proximidade, mas, sobretudo, pelas possibilidades estratégicas, frente a neutralidade finlandesa na geopolítica local.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ministério dos Negócios Estrangeiros da Finlândia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Merikasarmi_2008.jpg

Imagem 2 Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7b/Ministry_of_Foreign_Affairs_Russia-2.jpg/1071px-Ministry_of_Foreign_Affairs_Russia-2.jpg

Imagem 3 Sauli Niinistö 12o Presidente da Finlândia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sauli_Niinistö

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