ECONOMIA INTERNACIONALENERGIAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Rússia, UE e a passagem do Gasoduto pela Turquia[:]

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Nesta semana (em 25 de outubro, terça-feira passada), Sergey Lavrov, Ministro de Relações Exteriores da Rússia, em uma reunião com empresários do Oeste Europeu, comentou que a Federação Russa somente dará continuidade na extensão do gasoduto da Turquia (Turkish Stream) para a União Europeia (UE) se houver por parte dos europeus garantias de que o projeto não venha a ser suspenso, como foi o anterior South Stream*. De acordo com Lavrov, é visível um futuro próximo em que será difícil países do Oeste da Europa viverem sem os recursos energéticos russos.

Analistas observam que a relação da Rússia com os países da Europa Oriental tende a ser de neutralidade no que diz respeito a novos projetos de natureza energética, principalmente pelo fato de a Rússia ainda se encontrar em desacordo com as expectativas da UE acerca dos conflitos ainda existentes na Ucrânia e sobre os impasses na guerra civil Síria.

Outro ponto relevante a ser colocado é que Sergey Lavrov acredita que a Rússia é a única alternativa de recurso energético para os países do Oeste Europeu, fazendo ficar cada vez mais claros os motivos estratégicos de países como a Alemanha investirem sistematicamente em tecnologia sustentável, com o objetivo de tornar a economia independente de recursos que os obriguem a considerar negociações com a Rússia.

Além disso, as incertezas da Turquia e os problemas em sua organização política têm acendido alertas para que Moscou pense não apenas em garantias por parte da UE, mas também por parte do Governo turco, pois, uma vez consolidado o acordo com a UE, a Turquia certamente se tornará uma referência mundial, como um HUB** de energia.

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Notas:

* South Stream: Seria um sistema que cortaria os países do sudeste da União Europeia perpassando tanto Ucrânia, como a Turquia.

** HUB: Eixo que centraliza / ou canaliza passagem, no caso a Turquia se tornaria um eixo de possíveis novos gasodutos.

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Imagem (Fonte):

https://tr.m.wikipedia.org/wiki/T%C3%BCrk_Ak%C4%B1m%C4%B1#/media/Dosya%3ATurkish_Stream.png

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ANÁLISES DE CONJUNTURAENERGIAPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Estratégias de Aceitação Pública da Geração Elétrica Nuclear[:]

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Os países que embarcam em programas nucleares, geralmente têm fortes razões para fazê-lo, incluindo a falta de boas alternativas para satisfazer suas necessidades de geração de energia elétrica. Essas razões também podem incluir a confiança na segurança das usinas nucleares existentes e, particularmente, a confiança em que tecnologias ainda mais seguras estarão em operação em breve. Na maioria dos casos, quando a opinião pública compreender as razões subjacentes para adotar a geração elétrica nuclear, haverá apoio às decisões dos formuladores de políticas. Por isso que é tão importante para o público entender os esforços em curso para a melhoria do desempenho dos reatores; os progressos alcançados na segurança desde os acidentes de Three Miles Island e Chernobyl; e as medidas tomadas desde Fukushima para evitar ocorrências semelhantes no futuro.

Entretanto, os países apresentam níveis muito divergentes quanto à educação e conhecimento tecnológico de suas populações. Dessa forma, as estratégias de comunicação com o público sobre a energia nuclear deverão ser diferentes de país para país. Nas nações com setores nucleares bem estabelecidos, por exemplo, a indústria nuclear fornece empregos que as pessoas estão ansiosas que sejam mantidos e ampliados. As pessoas profissionalmente ligadas à indústria nuclear podem explicar os benefícios da tecnologia para outros dentro de seus ambientes sociais e fazer uma grande diferença na aceitação do público. Nos países menos desenvolvidos, a situação pode ser bem diferente. É necessário certo nível de educação para entender as características da tecnologia e segurança nuclear. Dessa forma, a comunicação com o público nos países cujas populações têm menor nível de instrução deve se concentrar nos recursos energéticos locais e sua incapacidade de fornecer eletricidade suficiente para efetivas melhorias na qualidade de vida. Se o público percebe que a qualidade de vida não pode avançar sem a energia nuclear, as pessoas vão apoiá-la, mesmo que um acidente possa vir a acontecer, da mesma maneira que, apesar de quedas de aeronaves não sejam completamente evitáveis, as pessoas viajam por via aérea porque apenas aviões pode fornecer transporte rápido e confortável à longa distância.

Os países que buscam a energia nuclear como forma de atingir suas metas de desenvolvimento econômico e social devem partilhar seus processos de tomada de decisão com outros países em situações semelhantes. Enquanto isso, os órgãos reguladores nucleares devem ser transparentes em suas interações com o público. Estas agências são a interface entre a indústria nuclear e a população. Elas devem demonstrar de forma consistente a sua independência e sua capacidade de fiscalizar e controlar a energia nuclear de forma adequada.

Mesmo que alguns países estejam abandonando a geração elétrica nuclear, como a Alemanha está fazendo (sem, porém, abandonar as armas nucleares da OTAN que permanecem em seu território e estão sendo modernizadas), o número de nações que operam usinas é crescente (Belarus e Emirados Árabes Unidos são exemplos recentes), assim como o número total de reatores em funcionamento no mundo (436 ao fim de 2014, 439 ao fim dos 2015, mais 7 até agosto de 2016). Isto ocorre simplesmente porque muitos outros países visualizam a nucleoeletricidade como um componente necessário ao seu futuro mix de energia elétrica, garantindo geração de base com segurança de abastecimento sem emitir gases de efeito estufa, contribuindo simultaneamente para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, e com mínima “pegada ecológica” em termos de área ocupada e uso de recursos naturais, minimizando, assim, também os impactos ambientais.

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ImagemEsquema de uma Usina Nuclear” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_nuclear

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Fonte Consultada:

Avaliação de Leonam dos Santos Guimarães: Doutor em Engenharia; Diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletrobrás Eletronuclear; membro do Grupo Permanente de Assessoria do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

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ECONOMIA INTERNACIONALEducaçãoENERGIAEUROPAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Os trens de alta velocidade e a reestruturação do espaço sueco[:]

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A Suécia é um país com pequeno território no Norte da Europa, cujas ações cotidianas são fixas em valores de liberdade e de igualdade, o que a torna referência na classificação de desenvolvimento humano. Nesse sentido, os suecos desejam um futuro capaz de manter a qualidade de vida que já possuem, mas com outro componente, por meio da formação de uma infraestrutura eficiente e sustentável.

As estatísticas suecas projetam um crescimento de aproximadamente 12 milhões de pessoas no país, em 2035, o que impulsiona os tomadores de decisão a, pelo menos, dois questionamentos: sobre qual modalidade utilizar para o transporte de tamanho quantitativo; e como fazer isso sem afetar negativamente o meio ambiente. A resposta eficaz para esta equação política tem sido o trem de alta velocidade (TAV), visto que o mesmo permite a locomoção das pessoas a grandes distâncias, em baixo tempo, e garante a não emissão de gases de efeito estufa na atmosfera do país.

O Governo sueco planeja construir um ramal de TAV nos próximos anos, por meio da companhia Statens Järnvägar (SJ), o qual faria a ligação entre Estocolmo e Gotemburgo e Estocolmo e Malmö, cujas viagens teriam duração de 2 horas e 2,5 horas, respectivamente. Na prática, os trens com saída de Estocolmo para a região Oeste e Sul da Suécia partiriam a cada 6 minutos e na direção oposta a cada 12 minutos, em horário de pico. A título de exemplo, isto significa que um indivíduo morador de Jönköping, no interior da Suécia, poderia chegar em Gotemburgo em 40 minutos, e em Malmö na faixa de 1 hora e 10 minutos.

O maior benefício do TAV, sem dúvidas, é o deslocamento de pessoas no Leste, Oeste e Sul da Suécia. Todavia, é imprescindível salientar o efeito da reestruturação no espaço físico do país, visto que as cidades passariam a experimentar um movimento de pêndulo no âmbito regional, a partir da abertura de novos empreendimentos e da concorrência entre os mesmos, conforme se observa na descrição de Crister Fritzson (CEO da SJ) e de Jan Sundling (Conselho da SJ) em que, “na prática, significa uma amálgama na região Sul da Suécia, e permite que empresas internacionais desejem localizar suas sedes aqui, em vez de, por exemplo, Berlim, Munique, Bruxelas e Manchester”.

Consoante a opinião dos analistas, é louvável o plano de ação que os suecos desejam executar, pois o mesmo contribuirá para o avanço da transformação do espaço regional de modo a auferir melhores condições de vida no interior do país à futura população. A ideia é viável sob o prisma econômico e ambiental, à medida que intensifica a criação e a atração de novos polos de negócios e torna consistente a coerência das ambições suecas de ser independente de combustíveis fosseis até 2030.      

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ImagemSuécia – Localização” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c4/Sweden_-_Location_Map_%282013%29_-_SWE_-_UNOCHA.svg/1024px-Sweden_-_Location_Map_%282013%29_-_SWE_-_UNOCHA.svg.png

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ÁSIADEFESAENERGIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]China realiza teste de abrangência nacional em meio à expansão de seu Programa Nuclear[:]

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A China realizou o primeiro teste do seu sistema nacional de defesa nuclear, no dia 6 de agosto deste ano (2016), visando verificar a efetividade de uma possível resposta nuclear. O teste foi conduzido sob a premissa de uma batalha real, e o Governo afirmou que o exercício alcançou as expectativas almejadas. Testes anteriores já haviam sido realizados nos anos de 2009 e 2015, no entanto, este é o primeiro exercício deste tipo que teve escala de abrangência nacional.

O treino foi denominado “Fengbao-2016” (significando Tempestade-2016) e demonstra a preocupação com a segurança do programa de geração de energia nuclear do país, que se encontra em expansão. Segundo relatório divulgado pela Companhia Nacional de Energia Nuclear da China no ano de 2015, o país possuía 27 unidades de geração de energia em operação, sendo que outras 25 unidades se encontravam em construção.

No que diz respeito ao arsenal nuclear para fins militares, estima-se que a China possua 260 ogivas nucleares, o que confere grande capacidade de dissuasão de conflitos. O Programa Nuclear da China é de grande importância estratégica, tanto por questões de defesa, quanto pela elevada necessidade energética necessária para manter em funcionamento a economia do país.

Os chineses pretendem consolidar sua posição como uma das maiores nações com geração de energia nuclear até o ano de 2030, pretendendo alcançar a marca de 110 reatores de energia. Neste processo, a preocupação com fatores ligados a segurança é essencial, haja vista os riscos técnicos envolvidos em um programa de expansão nuclear conduzido com tanta rapidez.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3d/%D0%9F%D0%B0%D1%80%D0%B0%D0%B4_%D0%B2_%D1%87%D0%B5%D1%81%D1%82%D1%8C_70-%D0%BB%D0%B5%D1%82%D0%B8%D1%8F_%D0%92%D0%B5%D0%BB%D0%B8%D0%BA%D0%BE%D0%B9_%D0%9F%D0%BE%D0%B1%D0%B5%D0%B4%D1%8B_-_40.jpg

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ENERGIAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDETecnologia

[:pt]Mobilidade e redução de poluentes é tema na China[:]

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A engenharia chinesa começa a realizar testes com o super ônibus que passará acima dos carros nas metrópoles do país, e aposta no aumento de veículos elétricos para reduzir a emissão de poluentes. Acreditam os governantes que estão no caminho certo para diminuir os altos índices de poluição na China.

Nesta semana, o Transit Elevated Bus (TEB) começou a ser testado na cidade de Qinhuangdao.  O veículo é elevado para poder transitar sobre automóveis, evitando congestionamentos e substituindo outros ônibus convencionais em operação. 

Podendo transportar até 300 pessoas, ele é movido por células de eletricidade e pode ocupar múltiplas faixas nas vias em que poderá trafegar quando for posto em pleno funcionamento. O seu tamanho e tipo de força motriz agrada aos dirigentes, que investem em energias renováveis para reduzir a poluição no país e melhorar as condições de saúde dos chineses, bem como dos turistas que visitam suas metrópoles.

O TEB apresentou sucesso em seus primeiros testes, agradando aos engenheiros e aos moradores da cidade de Qinhuangdao. A boa notícia do ônibus elevado chega junto ao anúncio do livro azul sobre veículos movidos a novas energias, segundo o qual a China poderá obter mais de 1 milhão de carros elétricos e movidos a biocombustíveis, até o ano de 2020.

A poluição é um grande problema vivido pelos chineses e turistas nas grandes cidades do país. Ao longo dos anos, o Governo não economizou seus recursos para criar novos pontos de geração de energias renováveis e incentivar a população a utilizar meios de transporte menos poluentes. O sucesso nos testes do ônibus e na redução de poluentes poderá abrir um novo mercado em solução de transportes de massas, outro objeto que poderá ser exportado para grandes metrópoles no mundo, como Nova York e a cidade de São Paulo, duas cidades que sofrem com grandes congestionamentos.

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Imagem (Fonte):

Reprodução engenhariae.com.br

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://engenhariae.com.br/tecnologia/china-comeca-testar-onibus-que-transita-por-cima-de-carros/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/02/1s219465.htm

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ECONOMIA INTERNACIONALENERGIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]A China pretende construir uma rede global de energia sustentável: perspectivas e desafios[:]

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O Presidente da Companhia Nacional de Redes Elétricas da China (SGCC), Zhenya Liu, anunciou o plano de construção de uma rede global de energia sustentável, através da criação de parques eólicos no Polo Norte e fazendas de geração de energia solar em países situados ao longo da linha do Equador. O vasto projeto foi denominado de Interconexão Energética Global (GEI) e envolveria investimentos de até 50 trilhões de dólares.

O principal objetivo do projeto é alcançar a marca de produção de 80% das necessidades energéticas globais através de energias limpas e sustentáveis, até o ano de 2050. Aliado a isto, afirmam-se os desígnios de aumento da conectividade global, auxiliando a mitigar disputas regionais; além do estímulo à inovação e ao comércio. Os objetivos transmitem uma ideia de otimismo, não obstante, o projeto auxiliaria no controle dos processos de mudança climática, além de contribuir para o bem público global.

Inicialmente, o foco será o aumento da conexão entre as diversas regiões da China, além de pesados investimentos em pesquisa e inovação, que possibilitem o desenvolvimento de novas tecnologias, tais como: baterias e transmissores capazes de conduzir de forma eficaz a energia produzida pelos recursos renováveis. O ano de 2030 foi estabelecido como meta para a construção e estabelecimento do projeto na região da Eurásia continental, sendo que, a partir desse ano, os empreendimentos serão estendidos para outros continentes.

Paralelamente a isto, a China tem se mostrado publicamente comprometida em contribuir para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), acelerando seus esforços para entrar em conformidade com a agenda delineada pela ONU para o ano de 2030. Estas declarações são importantes, pois demonstram a preocupação acerca da sustentabilidade do modelo de desenvolvimento do país, que visa conciliar o avanço no campo econômico com uma maior preocupação em relação a questões sociais e ambientais.

Há inúmeros obstáculos a serem ultrapassados para a realização de uma rede global de energia sustentável. Primeiramente, há o desafio do financiamento de um empreendimento dessa magnitude. Outra barreira a ser mencionada é a necessidade de cooperação interestatal requerida em um projeto que pretende compreender tamanha extensão geográfica. Ou seja, um dos próprios objetivos do plano, que reside no aumento da cooperação internacional, poderá se tornar um obstáculo para a sua efetivação.

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Imagem (Fonte):

https://pixabay.com/static/uploads/photo/2015/07/27/14/11/solar-power-862602_960_720.jpg

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