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[:pt]EUA pretendem lançar satélite meteorológico de última geração no próximo mês (Novembro)[:]

[:pt] Durante um discurso na Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla inglesa), ocorrido na última quarta-feira, 5 de outubro, o presidente norte-americano Barack Obama declarou estado de alerta e evacuação para os…

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[:pt]Governo canadense taxará emissões de CO2[:]

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Recentemente, o Governo do Canadá anunciou que pretende impor uma taxa nacional para as emissões de Dióxido de Carbono (CO2), a partir de 2018. Segundo o discurso do primeiro-ministro Justin Trudeau, realizado na última segunda-feira, 3 de outubro, o Governo deverá estabelecer um preço mínimo de 10 dólares canadenses por tonelada para emissões de carbono daqui a dois anos e, a partir de 2022, a taxa deverá ser de 50 dólares por tonelada.

Ainda segundo pronunciamento de Trudeau, a taxa deverá ser imposta em todas as Províncias que não tenham adotado medidas para acompanhar os objetivos nacionais de redução de gases de efeito estufa, a fim de reduzir o aquecimento global. Essas localidades podem aderir ao preço mínimo estabelecido pelo Governo, ou definir preços mais altos para as emissões. No presente, duas Províncias já impuseram uma taxa à emissão de carbono, e outras estabeleceram um mercado de intercâmbio de cotas e tetos para as emissões.

As emissões de CO2 variam significativamente em cada região canadense, em função de fatores como base econômica do território, fontes de energia, população. Por exemplo, Províncias que dependem da extração de recursos tendem a ter níveis mais elevados de emissão do que aqueles territórios onde a economia é baseada em serviços.

Nesse sentido, de acordo com dados do Governo de 2014, Províncias como Ontário e Quebec, Saskatchewan, Alberta e British Columbia foram responsáveis pela emissão de 665 megatoneladas de CO2-e (Dióxido de Carbono equivalente, uma medida de CO2 combinada com outros gases de efeito estufa), o que corresponde a 91% das emissões do país, que naquele ano foram de 732 megatoneladas.

Ontário é um dos principais emissores, em razão da grande indústria de transformação; Alberta, devido à indústria de petróleo e gás; já Quebec e British Columbia, apesar de estarem entre as maiores Províncias poluentes, possuem índices mais equilibrados, em função dos seus recursos hidroelétricos; por fim, Saskatchewan, devido ao aumento do setor de transportes e atividades ligadas à indústria petrolífera.

O anúncio desta semana ocorreu em uma sessão do Parlamento, na qual começou a ser discutida a ratificação do Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 por 195 países, com o propósito de estabelecer ações que possam vir a frear as mudanças climáticas. O Canadá se comprometeu a diminuir as emissões em 30% até 2030, levando em consideração os níveis de emissão de 2005. A expectativa é de que o Governo canadense ratifique o Acordo no decorrer dessa semana.

O Primeiro-Ministro canadense tem reforçado compromissos em torno da agenda climática. Para Trudeau, após anos de oportunidades perdidas, finalmente estão sendo adotadas medidas reais para a construção de uma economia mais limpa. Em março deste ano (2016), Justin Trudeau reuniu-se com Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), quando os dois países assumiram um esforço conjunto para que o Acordo de Paris fosse assinado o mais breve possível. Já em julho, Robert Glasser, chefe do Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNISDR), ressaltou a importância do novo programa ambiental “Clima da América do Norte, Energia Limpa e Parceria Ambiental”, anunciado por Canadá, Estados Unidos e México, que visa expandir em 50% a geração de energia limpa até 2025. Para Glasser, essa parceria é um grande avanço, um compromisso político sério que visa reduzir o risco de futuros desastres climáticos. Além da redução na emissão de carbono, o Programa tem entre seus objetivos a substituição de combustíveis fosseis, até 2020.

Tendo em vista que o Canadá é um dos países com maiores índices de emissão de gases de efeito estufa, alguns analistas assinalam que esse esforço exibe uma mudança política importante, particularmente porque quando sob o comando do primeiro-ministro Stephen Harpen, em 2012, o Canadá se retirou do Protocolo de Kyoto. O Protocolo foi assinado em 1997, entrando em vigor em 2005, nele os países-membros se comprometeram em reduzir as emissões de carbono. O Canadá havia se comprometido a reduzir em 6% as emissões, com base nos índices de 1990, mas, as ao invés de reduzirem, elas aumentaram consideravelmente.

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ImagemA poluição atmosférica, um dos grandes problemas ecológicos atuais” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Poluição_atmosférica

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[:pt]Os trens de alta velocidade e a reestruturação do espaço sueco[:]

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A Suécia é um país com pequeno território no Norte da Europa, cujas ações cotidianas são fixas em valores de liberdade e de igualdade, o que a torna referência na classificação de desenvolvimento humano. Nesse sentido, os suecos desejam um futuro capaz de manter a qualidade de vida que já possuem, mas com outro componente, por meio da formação de uma infraestrutura eficiente e sustentável.

As estatísticas suecas projetam um crescimento de aproximadamente 12 milhões de pessoas no país, em 2035, o que impulsiona os tomadores de decisão a, pelo menos, dois questionamentos: sobre qual modalidade utilizar para o transporte de tamanho quantitativo; e como fazer isso sem afetar negativamente o meio ambiente. A resposta eficaz para esta equação política tem sido o trem de alta velocidade (TAV), visto que o mesmo permite a locomoção das pessoas a grandes distâncias, em baixo tempo, e garante a não emissão de gases de efeito estufa na atmosfera do país.

O Governo sueco planeja construir um ramal de TAV nos próximos anos, por meio da companhia Statens Järnvägar (SJ), o qual faria a ligação entre Estocolmo e Gotemburgo e Estocolmo e Malmö, cujas viagens teriam duração de 2 horas e 2,5 horas, respectivamente. Na prática, os trens com saída de Estocolmo para a região Oeste e Sul da Suécia partiriam a cada 6 minutos e na direção oposta a cada 12 minutos, em horário de pico. A título de exemplo, isto significa que um indivíduo morador de Jönköping, no interior da Suécia, poderia chegar em Gotemburgo em 40 minutos, e em Malmö na faixa de 1 hora e 10 minutos.

O maior benefício do TAV, sem dúvidas, é o deslocamento de pessoas no Leste, Oeste e Sul da Suécia. Todavia, é imprescindível salientar o efeito da reestruturação no espaço físico do país, visto que as cidades passariam a experimentar um movimento de pêndulo no âmbito regional, a partir da abertura de novos empreendimentos e da concorrência entre os mesmos, conforme se observa na descrição de Crister Fritzson (CEO da SJ) e de Jan Sundling (Conselho da SJ) em que, “na prática, significa uma amálgama na região Sul da Suécia, e permite que empresas internacionais desejem localizar suas sedes aqui, em vez de, por exemplo, Berlim, Munique, Bruxelas e Manchester”.

Consoante a opinião dos analistas, é louvável o plano de ação que os suecos desejam executar, pois o mesmo contribuirá para o avanço da transformação do espaço regional de modo a auferir melhores condições de vida no interior do país à futura população. A ideia é viável sob o prisma econômico e ambiental, à medida que intensifica a criação e a atração de novos polos de negócios e torna consistente a coerência das ambições suecas de ser independente de combustíveis fosseis até 2030.      

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ImagemSuécia – Localização” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c4/Sweden_-_Location_Map_%282013%29_-_SWE_-_UNOCHA.svg/1024px-Sweden_-_Location_Map_%282013%29_-_SWE_-_UNOCHA.svg.png

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Governo dos EUA divulga estudos sobre o efeito da mudança climática na saúde

A muito se fala sobre sustentabilidade e mudanças climáticas, assuntos que ganharam destaque na Agenda Internacional, mostrando preocupação por parte de todo o mundo. Suas causas são variadas, contudo, na medida em que a tecnologia avança, novos meios de consumo surgem, entre eles no setor de exploração de recursos naturais. Essa ação ao longo dos anos ocasionou uma reação por parte da natureza, que, atualmente, vem mostrando os resultados de tamanha exploração.

Na última segunda feira, (4 de abril), foi divulgado um estudo sobre mudanças climáticas e seus efeitos na saúde publica dos EUA. O estudo foi realizado no decorrer de três anos por agências federais Norte-Americanas. Em sua conclusão, foi determinado que, no verão de 2030, as ondas de calor serão maiores que as atuais, portanto, o número de mortos chegará a 11 mil e, caso o Sistema e Sociedade Internacional não intervenham para mudar esse quadro, em 2100 o número crescerá para 27 mil.

Para maiores esclarecimentos, a Casa Branca expôs exemplos dos efeitos causados pela mudança climática. Entre eles estão o maior número de doenças transmitidas por insetos, tais como o H1N1, o Zika vírus, a Dengue, entre outros, e a mudança no valor nutricional dos alimentos que também seria/são afetados, fazendo com que não somente uma parcela da sociedade e sim toda ela seja afetada em seus mais diversos setores.

Segundo os pesquisadores do estudo, doenças relacionadas à água também contribuirão para deficiência na saúde dos cidadãos, visto que inundações derivadas de tempestades, que se tornam cada vez mais fortes e frequentes, afetarão não somente as necessidades materiais, mas também levarão à expansão de mais doenças, devido a sua contaminação.

Relacionado a isso, o estudo ainda aponta para a necessidade de ir além dos acordos feitos em Paris (em dezembro de 2015), onde mais de 200 países se propuseram a combater tais mudanças e suas consequências, que acabam por afetar, de modo acelerado, as pessoas mais vulneráveis, neste caso os idosos e as crianças.

Diante do cenário apontado pelo estudo, Gina McCarthy, administradora da Agência de Proteção do Meio Ambiente (em inglês, EPA) dos EUA, se posicionou ao dizer que o assunto em questão não se remete somente a “geleiras” e “ursos polares”, mas a vida e o futuro de “nossas” crianças.

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Imagem (Fonte):

http://www.style.it/lifestyle/delicious/2011/02/14/inquinamento-e-bambini–che-fare.aspx

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Noruega constrói maior parque eólico da Europa

A Noruega é um país nórdico, com uma população de 5,136 milhões de habitantes, e Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a 377,538 bilhões de euros (aproximadamente, 430 bilhões de dólares norte-americanos), em 2014, o que representa um crescimento anual de 2,2%. O principal setor produtivo do país é a indústria petroleira, que goza de considerável prestígio diante da quantidade de jazidas presentes na sua plataforma continental, que contribui para o aumento da renda e qualidade de vida de seus cidadãos.

Atualmente, o país apresenta um abatimento econômico na indústria de óleo e gás, que tende a sua elevação por causa de fatores conjunturais de política internacional, cujos reflexos são observados na forma da queda nos preços de petróleo, sobretudo pela concorrência do óleo de xisto e na redução do consumo internacional. Apesar da dificuldade, os noruegueses continuam a fazer progressos significativos no setor de energia, no qual destaca-se a construção do maior parque eólico onshore da Europa.

O projeto de energia eólica prevê a instalação de 6 parques nas penínsulas de Fosen, Hitra e Snillfjord, na região central da Noruega, com construção inicial, em 2016, e finalização em 2020.

O projeto, de 1,1 bilhão de euros (aproximadamente, 1,25 bilhão de dólares), possui capacidade de geração de 1.000 MW e desperta o interesse do setor industrial, pois a Hydro assinou contrato para o fornecimento em sua unidade de produção de alumínio, e a Statoil demostrou desejo de utilizar a energia das novas usinas nos campos offshore de Kvitebjorn e Valemon. Após a conclusão das usinas, os parques gerarão 3,4 TW/h de energia, anualmente, o que corresponde à satisfação de 170.000 famílias norueguesas (consumo médio anual de 20.000 KW/h), ou ao consumo de 750.000 famílias suíças e britânicas (consumo médio anual de 4.500 KW/h).

A responsabilidade de execução das obras cabe a empresa Statkraft, que deterá participação de 52,1%, todavia, observa-se que, em 2015, o projeto foi alvo de rejeição pela Statkraft, sob a alegação de não ser rentável, porém a empresa modificou suas ações, sobretudo após a reação do Storting, e concordou em rever novamente o projeto. A oportunidade constitui tamanho otimismo que o próprio CEO e Presidente da Statkraft, Christian Rynning-Tønnesen, declarou: “Este é um dia importante. Junto com nossos parceiros da Statkraft, desenvolvemos o maior projeto de energia renovável da Noruega neste milênio. Com um projeto de 1000 MW, nos tornamos um dos principais jogadores de vento onshore”. Dentre os motivos da reviravolta, a empresa informou que a autorização de alavancar o projeto além de Trondheim aufere melhores condições de vento, entretanto, a repentina mudança de ideia é sem dúvida estranha e passível de especulações.

Conforme a opinião de analistas, entende-se que a construção dos parques eólicos na Noruega representa uma alternativa viável de expansão de um novo setor energético no país, à medida que contribui para a geração de empregos, em meio a um tempo de escassez de ofertas trabalhistas. A decisão impulsiona a Noruega a tornar-se mais referenciável no tocante ao desenvolvimento sustentável e permite dinamizar a economia local a partir de um método criativo e eficaz.

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ImagemImagem Usina eólica em Idaho, Estados Unidos” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/54/Power_County_Wind_Farm_002.jpg

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Leituras Adicionais:

[1]Noruega faz maior projeto de energia onshore da Europa” (Acesso 01.04.16):

http://www.norwaypost.no/index.php/business/general-business/31069

[2]Maior projeto de energia eólica onshore da Europa, a ser construído no centro da Noruega” (Acesso 03.04.16):

http://www.statkraft.com/IR/stock-exchange-notice/2016/europes-largest-onshore-wind-power-project–to-be-built-in-central-norway–/

[3] Noruega faz maior parque eólico da Europa” (Acesso 03.04.16):

http://www.tu.no/artikler/na-skjer-det-europas-storste-vindkraftanlegg-bygges-pa-fosen/277306

AMÉRICA DO NORTEMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

Canadá pretende precificar as emissões de CO2

Na semana passada, Justin Trudeau, Primeiro-Ministro do Canadá, afirmou que seu governo pretende estabelecer preço na emissão de dióxido de carbono (CO2). O anúncio ocorreu em paralelo à Conferências da Partes (COP 21) em Paris, que iniciou no final de novembro e objetiva estabelecer um amplo acordo acerca das mudanças climáticas entre os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com David Johnston, Governador Geral, o Canadá pretende mostrar que economia forte e meio ambiente saudável podem andar em sintonia. Para isso, o Governo visa fomentar investimentos em tecnologias limpas.  O Primeiro-Ministro já havia prometido tomar medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, ao longo da semana passada, apontou algumas ações que o país adotará, tais como: estabelecer um preço sobre o carbono, reduzir a poluição e prestar assistência financeira aos países vulneráveis às mudanças climáticas.

Além disso, em conjunto com as Províncias canadenses, pretende estabelecer no prazo de 90 dias um novo plano de redução de emissões de CO2 mais ambicioso que os 30% propostos para a COP 21, antes de sua eleição em outubro. Em maio deste ano (2015), Leona Aglukkaq, então Ministra do Meio Ambiente do Canadá, anunciou as metas e os objetivos canadenses para a COP 21. Como mencionado, as metas divulgadas pretendiam reduzir em 30% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, tendo como base o ano de 2005.

A adoção de medidas mais ambiciosas demonstra uma mudança de postura do Governo atual com relação ao anterior. Cabe lembrar que o Canadá havia se retirado do Protocolo de Kyoto em 2011, por considerar que as metas não eram realistas. Além disso, em 2009, durante a Conferência de Copenhague, o país havia se comprometido reduzir em 17% suas emissões de gases de efeito estufa até 2020. No entanto, em abril de 2015, o Governo informou que, ao invés de diminuírem as emissões de gases, aumentaram cerca de 20%. Ainda naquele momento, também havia anunciado que, para atingir as metas, iria focar no compromisso das Províncias, onde as principais emissões correspondem ao dióxido de carbono.

No presente, já existe um mercado de carbono entre as Províncias de Quebec e Colúmbia Britânica e o Estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América. Outras províncias também estão buscando articular políticas que visem a redução de CO2.  Alberta, por exemplo, estabeleceu um plano para limitar a poluição decorrente de indústrias. Já Ontário elaborou um plano para reduzir em 37% as emissões até 2030 e 80% até 2050, tendo como base as emissões em 1990.

Nesse sentido, a expectativa do Governo canadense é criar um plano amplo e forte que leve em consideração as medidas estabelecidas pelas Províncias. Uma das medidas para acelerar esse plano seria reduzir as emissões de metano do setor de petróleo e gás, provenientes, sobretudo, de centrais elétricas alimentadas por gás natural e do setor de fertilizantes químicos.

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Fonte Imagem:

https://ipolitics.ca/2015/12/08/trudeaus-high-risk-high-reward-approach-to-the-climate-file/

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A presença dos países nórdicos no desenvolvimento sustentável

Desde a Era Viking (800 a 1050 d.C.) os países nórdicos adquiriram laços históricos que contribuíram para a modelagem da sociedade escandinava. Apesar dos conflitos e disputas de poder, a cultura comum auxiliou a formação de uma linguagem regional que favoreceu a ascensão de um sentimento de solidariedade, ou seja, aguçou-se a ideia de que, politicamente, a proximidade é boa.

Em 1952, o sistema internacional permanecia obscuro e carente de mecanismos capazes de estimular a cooperação internacional e, nesta perspectiva, os governos da Dinamarca, Noruega, Suécia e Islândia resolveram criar o Conselho Nórdico, uma organização interparlamentar de cooperação, que teve a adesão da Finlândia em 1955. Entre os benefícios pode-se citar: o mercado de trabalho nórdico comum; a união de passaportes nórdico, precursora do atual acordo de Schengen, e a Convenção Nórdica de Seguridade Social.  

Os Estados nórdicos são pioneiros na pauta de crescimento econômico e redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), pois conseguiram alcançar o patamar de 9% de redução de emissões, com aumento de 55% do Produto Interno Bruto (PIB) Total entre 1990 e 2011. A atribuição de sucesso faz parte da política de cooperação climática nórdica que busca promover o crescimento econômico sustentável e a geração de empregos.

No tocante a Conferência Climática da Organização das Nações Unidas, a COP21, que se reúne em Paris, os países nórdicos apresentam atividades conjuntas em questões ambientais e energéticas. No quesito ambiental os atores prezam pela utilização de instrumentos na regulação da economia e do meio ambiente, geralmente a aplicação de impostos, por meio de uma cooperação consensual entre os entes sociais, e, no plano externo, a atuação é feita por meio de programas específicos, como a Corporação Financeira Nórdico Ambiental (NEFCO), cuja responsabilidade abrange o financiamento de projetos verdes de crescimento.

No quesito energia, o principal fator de destaque é o mercado comum nórdico de eletricidade, que constitui a maior macrorregião energética integrada do mundo, a qual, atualmente, corresponde a 25 anos à frente do mundo em termos de intensidade de carbono. A cooperação depende do alto grau de confiança entre os países e é feita por meio da articulação de sistemas energéticos sustentáveis. Ou seja, se o vento sopra na Dinamarca, a Noruega e a Suécia podem contar com isso e, de forma semelhante, quando a energia da biomassa ou hídrica é abundante em outras áreas, os outros parceiros podem obter seus benefícios. 

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Imagem Bandeiras dos países nórdicos” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7f/De_nordiska_flaggorna.jpg