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Novos Embaixadores da Boa Vontade para promover vidas mais saudáveis são indicados pela OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou quatro novos Embaixadores da Boa Vontade para promover vidas mais saudáveis em nível global. Nomeados a cada dois anos, eles são personalidades conhecidas do mundo das artes, literatura, entretenimento, esporte ou outros campos da vida pública, e se comprometem a contribuir com os esforços da Organização para conscientizar as populações sobre importantes problemas e soluções de saúde. 

Para embaixadores da boa vontade da OMS com foco na promoção da saúde foram nomeados este ano (2019): Alisson Becker, goleiro da seleção brasileira e do time de futebol britânico Liverpool, e Natália Loewe Becker, médica e defensora da saúde no Brasil.

Embaixadores da Boa Vontade

Como embaixadora da boa vontade da OMS para a saúde mental foi nomeada Cynthia Germanotta, presidente da Born This Way Foundation, iniciativa que fundou com sua filha, a cantora norte-americana Lady Gaga.

Por sua vez, a embaixadora da boa vontade da OMS para a força de trabalho em saúde nomeada foi Ellen Johnson Sirleaf, ex-presidente da Libéria e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. Como primeira mulher eleita Chefe de Estado da África, Sirleaf tornou-se um símbolo popular de democracia, liderança e equidade de gênero, não apenas em seu próprio país, mas em todo o Continente africano e nos países em desenvolvimento. Ela continua seu trabalho defendendo o direito das mulheres e o empoderamento econômico, particularmente de mulheres na liderança e na política.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Saúde Global” (Fonte): http://www.unescobiochair.org/wp-content/uploads/2019/02/global-health-1080×600.jpg

Imagem 2 “Embaixadores da Boa Vontade” (Fonte): https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2019/05/200519-embaixadoresoms-e1558373307920.jpg

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Uma pessoa morre a cada 34 segundos, nas Américas, como resultado do consumo de Tabaco

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco causa um grande impacto na saúde, matando 1 pessoa a cada 4 segundos no mundo e, especificamente nas Américas, a cada 34 segundos.

Todo ano, totalizam-se 8 milhões de mortes, com quase 1 milhão delas concentradas na região americana, mais da metade dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao cigarro, assim como quase metade dos casos de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças, como tuberculose (TB) e asma, são potencializadas pela exposição ao fumo passivo.

Em relação à medida de prevenção a doenças e controle dos efeitos oriundos do tabagismo, a saúde e bem-estar estão indicados como o terceiro Objetivo do Desenvolvimento Sustentável, principalmente no que tange ao fortalecimento da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT).

Um terço dos países das Américas ainda não implementou medidas efetivas de controle do tabaco, segundo a OPAS/OMS

Atualmente, esta convenção é ratificada por 181 Partes. No seu Artigo 4.5, identifica-se como um princípio orientador as questões relacionadas à responsabilidade, especialmente aquela de origem civil, inclusive na recuperação de custos de assistência médica.

Em se tratando da compensação pelos danos, a título de ilustração, a Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil entrou com uma ação na Justiça Federal do Rio Grande do Sul contra as maiores corporações de tabaco do país e suas matrizes no exterior. A demanda visa cobrir os custos gerados no sistema de saúde brasileiro para o tratamento de pacientes que sofrem com 26 doenças ligadas ao consumo de produtos de tabaco e exposição à sua fumaça, como também a compensação proporcional para gastos futuros e danos morais coletivos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Consumo de tabaco custa US$33 bilhões para os sistemas de saúde da América Latina, o equivalente a 0,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB))” (Fonte – Foto / EBC): https://nacoesunidas.org/oms-elogia-acao-do-governo-brasileiro-de-pedir-indenizacao-as-empresas-de-tabaco/

Imagem 2 Um terço dos países das Américas ainda não implementou medidas efetivas de controle do tabaco, segundo a OPAS/OMS”(Fonte Foto / Município de Aracruz): https://nacoesunidas.org/oms-homenageia-organizacoes-e-individuos-no-dia-mundial-sem-tabaco/

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A OMS criará um grupo consultivo técnico em saúde digital

A Organização das Nações Unidas (OMS) está estabelecendo um grupo técnico multidisciplinar global para assessorar em questões relacionadas à saúde digital. O seu recém-criado Departamento Digital de Saúde trabalhará para aproveitar o poder das tecnologias digitais de saúde para ajudar no alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (Garantir vidas saudáveis e promover o bem-estar para todos em todas as idades). 

Logo da OMS

De acordo com a nota da Organização, para apoiar este trabalho, ela está estabelecendo uma lista de especialistas em várias áreas relacionadas à saúde digital, como abordagens estratégicas, áreas de intervenção e estruturas de governança para regulamentações, e adoção de soluções e produtos de saúde digital. Alguns desses especialistas serão selecionados para fazer parte de um grupo consultivo técnico, enquanto outros poderão ser chamados para participar de subgrupos específicos. 

Para os perfis desejados, os membros do grupo consultivo técnico deverão ter experiência em: trabalho em saúde digital; programas e políticas digitais de saúde nacional ou de grande escala; inteligência artificial e saúde; realidade virtual e aumentada em saúde; inovação biomédica; cirurgia robótica; tecnologias vestíveis e saúde e bem-estar; rastreabilidade (por exemplo, blockchain); ética, governança e segurança no ecossistema de saúde com foco em saúde digital; economia da saúde, com foco em saúde digital; e legislação de saúde, com foco em tecnologias digitais de saúde. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Saúde Digital” (Fonte): https://www.mamutbr.com/healthtech/

Imagem 2 Logo da Organização Mundial da Saúde” (Fonte): http://dravet.pt/organizacao-mundial-saude-oms-reconheceu-potencial-medicinal-do-canabidiol/

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OPAS propõe pacto para a Saúde Primária nas Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), fundada em 1902, é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Trata-se, portanto, do escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da agência especializada em saúde do sistema interamericano. 

Nesse sentido, desenvolve cooperação técnica a seus países membros; combate doenças transmissíveis e doenças crônicas não transmissíveis, bem como suas causas; e fortalece os sistemas de resposta para emergências e desastres. Diante desta linha de atuação, recentemente (abril de 2019), houve o lançamento do Pacto Regional pela Atenção Primária à Saúde para a Saúde Universal: APS 30-30-30.

O documento propõe como meta reduzir em pelo menos 30% as barreiras (financeiras, geográficas, institucionais, sociais e culturais) que impedem o acesso à saúde e destinar ao menos 30% de todo o orçamento da saúde pública ao primeiro nível de atendimento até 2030. Em média, os países da Região investem 4,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em saúde, abaixo do mínimo de 6% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desta forma, o pacto procura se tornar uma ferramenta que auxilie na transformação dos sistemas de saúde em modelos de atenção equitativos, integrais e inclusivos, baseados na atenção primária.

Relatório da Comissão de Alto Nível Saúde Universal no Século XXI: 40 anos de Alma-Ata

No entanto, deve-se destacar que a APS 30-30-30 decorre, principalmente, do Relatório da Comissão de Alto Nível intitulado “Saúde Universal no Século XXI: 40 anos de Alma- Ata”.  Em síntese, apresentam-se as seguintes recomendações:

  • 1. Garantir o direito à saúde;
  • 2. Desenvolver modelos de atenção baseados na atenção primária à saúde (APS);
  • 3. Gerar mecanismos de participação social;
  • 4. Gerar mecanismos de regulação e controle do setor privado;
  • 5. Eliminar barreiras ao acesso à saúde;
  • 6. Abordar os determinantes sociais com intervenções intersetoriais;
  • 7. Reposicionar a saúde pública como eixo orientador da resposta do Estado;
  • 8. Valorizar recursos humanos como protagonistas da APS;
  • 9. Promover o uso racional e a inovação de recursos tecnológicos;
  • 10. Garantir financiamento eficiente e sustentável.

Por fim, estes 10 itens serão os marcos que guiarão o trabalho da OPAS, bem como sua cooperação técnica em todos os níveis. Também contribuirão para os preparativos regionais para a Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde, que será realizada em setembro na Assembleia Geral das Nações Unidas.

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Nota:

* Relatório da Comissão de Alto Nível “Saúde Universal no Século XXI: 40 anos de Alma-Ata” (em espanhol) pode ser conferido neste link.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Diretora da Organização PanAmericana da Saúde (OPAS/OMS), Carissa F. Etienne” (Fonte): https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5910:aps-30-30-30-novo-pacto-regional-da-opas-pela-atencao-primaria-a-saude-para-a-saude-universal&Itemid=843

Imagem 2 Relatório da Comissão de Alto Nível Saúde Universal no Século XXI: 40 anos de AlmaAta” (Fonte): http://iris.paho.org/xmlui/bitstream/handle/123456789/50742/9789275320686_spa.pdf?sequence=1&isAllowed=y&fbclid=IwAR3LSCULI-5bXXDXGpAVN09objSXPRd5e39FyhvnXEGYp1LAonOZnDxAfnw

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Uma em cada quatro unidades de saúde em todo o mundo carece de serviços básicos de água

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, sigla em inglês) lançaram o relatório “Água, saneamento e higiene nos centros de atenção da saúde”.

Este informe indica que uma em cada quatro unidades de saúde em todo o mundo carece de serviços básicos de água, impactando em mais de 2 bilhões de pessoas. Esses serviços são essenciais para prevenir infecções e fornecer cuidados de qualidade, particularmente para o parto seguro. Estima-se, ainda, que 1 em cada 5 nascimentos ocorre globalmente nos países menos desenvolvidos e que, a cada ano, 17 milhões de mulheres nesses países dão à luz em centros de saúde com água, saneamento e higiene inadequados.

Hospital Al Rantisi, em Gaza. Possíveis vítimas dessa situação incluem recém-nascidos e crianças que dependem de incubadoras

Os pesquisadores da OMS e UNICEF indicam que mais de 1 milhão de mortes por ano estão associadas a nascimentos em centros de saúde sem água potável. As infecções respondem por 26% das mortes neonatais e 11% da mortalidade materna. 

Na Assembleia Mundial da Saúde de 2019, a ser realizada em maio, os governos debaterão uma resolução sobre Água, Saneamento e Higiene nas Instalações de Saúde, que foi unanimemente aprovada pelo Conselho Executivo da OMS no início deste ano (2019).

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Fontes Consultadas:

Imagem 1 Enfermeira prepara uma cama para um paciente com suspeitas de ebola, no Hospital Bwera, na RD Congo” (Fonte): https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/assets/2019/01/03-01-2019-UNICEF-Uganda-Ebola-UN0233859.jpg/image1170x530cropped.jpg

Imagem 2 Hospital Al Rantisi, em Gaza. Possíveis vítimas dessa situação incluem recémnascidos e crianças que dependem de incubadoras” (Fonte): https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/assets/2018/10/25-10-2018_OCHA_GAZA_01.jpg/image560x340cropped.jpg

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDESociedade Internacional

UNICEF apresenta relatório “WATER UNDER FIRE”, no qual aponta perigos para a infância em conflitos armados

O acesso à água e ao saneamento é reconhecido, mundialmente, como direito básico, bem como elemento essencial para providenciar respostas adequadas a guerras e a outras formas de violência à saúde. No entanto, este direito vem sendo negado, visto que – até este momento (março de 2019) – estão vigentes conflitos violentos em um número maior de países do que em relação ao ano de 1989.

Para ilustrar esta situação, estima-se que 2 milhões de pessoas vivem em zonas frágeis;  e entre 2005 e 2017, o número de crises humanitárias quase duplicou, passando de 16 para 30 regiões e, consequentemente, favoreceu-se o deslocamento de 68,5 milhões de pessoas forçadamente, sendo a metade deste índice representada por crianças.

Em meio a situações dramáticas, ataques deliberados e indiscriminados têm por objetivo destruir infraestruturas, ferir grupos de funcionários e cortar a energia que mantém os sistemas de água, saneamento e higiene funcionando, justamente para tornar o ambiente insustentável e causar danos nevrálgicos à sobrevivência. Também, como estratégia limita-se o acesso a equipamentos essenciais de reparo e consumo, como combustível ou cloro – que podem ser esgotados, racionados, desviados ou bloqueados na entrega.

Sem serviços de água, saneamento e higiene seguros e eficazes, as crianças correm risco de morte devido à desnutrição e a doenças evitáveis, incluindo diarreia, febre tifoide, cólera e poliomielite. As meninas são particularmente afetadas: elas são vulneráveis à violência sexual quando vão buscar água ou se aventuram a usar latrinas; enquanto se banham e administram a higiene menstrual.

Duas meninas bem pequenas buscam água em um açude no campo de Nget Chaung, em Rakhine, Myanmar. O acampamento para desalojados, lar de aproximadamente 4 mil rohingyas, localizado abaixo do nível do mar e quase sem árvores, está em péssima condição e só é acessível após uma viagem de barco de cerca de cinco horas

A partir desse cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou o Relatório “Water under fire em que calculou as taxas de mortalidade em 16 países com conflitos prolongados: Afeganistão, Burkina Faso, Camarões, Chade, Etiópia, Iêmen, Iraque, Líbia, Mali, Myanmar, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Síria, Somália, Sudão e Sudão do Sul. Ressalta-se que este organismo internacional está presente em 190 países e territórios em que trabalha para cada criança a fim de permitir e colaborar para a construção de um mundo melhor para todos.

Em todos esses referidos países, com exceção de Líbia, Iraque e Síria, meninas e meninos de até 15 anos têm aproximadamente 3 vezes mais probabilidade de morrer de doenças relacionadas à água (85.700 baixas) do que em decorrência da violência coletiva (30.900). Além disso, crianças com menos de 5 anos estão quase 20 vezes mais vulneráveis a morrer de doenças diarreicas (72.000 vidas interrompidas) do que pelo conflito armado (3.400).

As estimativas foram derivadas das taxas de mortalidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) para “violência coletiva” e “mortes diarreicas atribuíveis à falta de água, saneamento e higiene” entre 2014 e 2016.

Por fim, o UNICEF torna público seu pedido aos governos e parceiros para que:

  • Interrompam ataques a infraestruturas de água e saneamento e a funcionários desses setores;
  • Vinculem respostas humanitárias vitais ao desenvolvimento de sistemas sustentáveis de água e saneamento para todos; e
  • Reforcem a capacidade dos governos e das agências de ajuda de fornecer consistentemente serviços de água e saneamento de alta qualidade em emergências.

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Nota:

* O Relatório da UNICEF “Water under fire” pode ser conferido neste link, nos idiomas: inglês; espanhol; francês; e árabe.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Relatório da UNICEF Water under fire sobre os perigos enfrentados por crianças em meio a emergências complexas”(Fonte): https://weshare.unicef.org/Package/2AMZIF3HHUU0#/SearchResult&ALID=2AMZIF3HHUU0&VBID=2AMZVNUG4C9F

Imagem 2Duas meninas bem pequenas buscam água em um açude no campo de Nget Chaung, em Rakhine, Myanmar. O acampamento para desalojados, lar de aproximadamente 4 mil rohingyas, localizado abaixo do nível do mar e quase sem árvores, está em péssima condição e só é acessível após uma viagem de barco de cerca de cinco horas”(FonteUNICEF): https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/criancas-que-vivem-em-conflitos-prolongados-tem-tres-vezes-mais-chances-de