NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Envelhecimento da população da América Latina e do Caribe

A população atual da América Latina e do Caribe está estimada em, aproximadamente, 652 milhões de habitantes, sendo um pouco mais da metade (51%) constituída por mulheres. Em se tratando de mudanças demográficas, desde fins da década de 60 houve considerável queda das taxas de fecundidade em comparação a um expressivo aumento da expectativa de vida de 59 anos, entre o quinquênio de 1965-1970, para 76 anos, no período de 2015-2020.

Assim, as projeções da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) indicam que em 2037 a proporção de pessoas acima de 60 anos ultrapassará os índices de jovens menores de 15 anos. Desta forma, confirma-se o envelhecimento demográfico na região, bem como se caracteriza um novo processo que deve ser debatido com enfoque de garantia de direitos no planejamento de políticas públicas.

Nesse sentido, pensando no planejamento de ações voltadas à incorporação de pessoas idosas na Agenda de Desenvolvimento Sustentável, sob a perspectiva de direitos humanos, a CEPAL lançou o livro “Envejecimiento, personas mayores y Agenda 2030 para El Desarollo Sostenible. Perspectiva regional y de derechos humanos”*em fevereiro deste ano (2019), em São José da Costa Rica. Neste estudo, ressalta-se que o referido avanço da faixa etária da população ocorrerá em paralelo à estabilização numérica em 2060.

Relatório da CEPAL abordou impacto das mudanças demográficas nos países da América Latina e do Caribe nas políticas públicas

No entanto, a estabilização econômica não seguirá a mesma trajetória, visto que o modelo vigente tornar-se-á insustentável, como também o cenário previsto indica que a desigualdade prevalecerá aliada à pobreza, ao aumento do desemprego e à consequente baixa produtividade de insumos. Tendo em mente essas observações, a recente publicação cepalina busca ser um instrumento para que os Estados reflitam sobre processos de integração desta nova configuração demográfica por meio de três pontos de partida: atenção básica de saúde; aposentadorias; e autonomia.

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Nota:

*O livro citado nesta nota está disponível (apenas em Espanhol): https://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/44369/1/S1800629_es.pdf

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O envelhecimento populacional da região ocorre em um cenário caracterizado pela desigualdade e pela pobreza”(FonteCEPAL): https://www.cepal.org/pt-br/node/48570

Imagem 2Relatório da CEPAL abordou impacto das mudanças demográficas nos países da América Latina e do Caribe nas políticas públicas”(FonteEBC): https://nacoesunidas.org/cepal-mudancas-demograficas-na-america-latina-terao-impactos-nas-politicas-publicas/

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O caso das crianças não vacinadas na Dinamarca

Uma polêmica sobre a vacinação obrigatória para as crianças amplia o debate na Dinamarca, pois grupos contrários à prática entendem que as vacinas contra sarampo podem vir a causar câncer e até autismo. Entretanto, os adeptos da vacinação observam a questão sob uma ótica coletivista e defendem a prática, procurando evitar o contágio com a doença.

Diante da situação, foi lançada na internet uma proposta popular com o objetivo de obrigar os pais a vacinarem seus filhos. O Parlamento dinamarquês aceita iniciativas de lei feitas por populares desde que alcancem 50.000 assinaturas. Até o momento, o projeto de vacinação obrigatória conta com pouco mais de 18.000 apoiadores. 

A recusa implicaria na impossibilidade de frequência das crianças nas instituições públicas, ou seja, de forma concisa, as crianças correriam o risco de não poderem usufruir de escola ou creches públicas. Todavia, essa não é apenas uma questão de saúde pública, mas também de direitos, visto que se o Estado tentar forçá-los a se vacinarem poderão surgir problemas jurídicos.

Seringa

O Jornal Ǻrhus Stiftstidende trouxe a opinião do professor David Pedersen, do Departamento de Comunicação e Psicologia da Universidade de Aalborg, sobre a pauta: “Devemos como pesquisadores, e as autoridades de saúde devem começar a se comunicar de uma forma mais inclusiva. Devemos levar a sério que as pessoas precisam de histórias baseadas em valores sobre por que o programa de vacinação é benéfico. Eles precisam saber o que acontece se não vacinarem e por que a imunidade do rebanho é crucial”.

Os analistas compreendem a importância da preservação contra o contágio do sarampo e demais doenças, e apontam que o equilíbrio e conversação seriam o método democrático mais apropriado para contribuir com a questão. Todavia também entendem que, diante de uma sociedade cada vez mais globalizada, a informação, seja ela proveniente ou não de fontes confiáveis, torna-se um bem contra manipulações e até mesmo contra os totalitarismos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vacinas em linha de produção” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/78/Barros_inaugura_linha_de_produ%C3%A7%C3%A3o_da_vacina_de_febre_amarela_%2826025964458%29.jpg/1280px-Barros_inaugura_linha_de_produ%C3%A7%C3%A3o_da_vacina_de_febre_amarela_%2826025964458%29.jpg

Imagem 2 Seringa” (Fonte): https://www.publicdomainpictures.net/pt/view-image.php?image=228583&picture=injeccao-de-agulha

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Incidência de Transtornos Mentais nas Américas

A saúde é tema do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de número 3, especificamente, o compromisso de se alcançar uma cobertura universal que inclua “saúde mental e bem-estar”. Seguindo este propósito, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) lançou no início do mês de março do corrente ano (2019) um estudo que atenta para a incidência de transtornos mentais nas Américas.

Em relação ao panorama regional, os referidos transtornos respondem por 34% das deficiências. Nessa perspectiva, a título de ilustração, os transtornos depressivos representam 7,8% das incapacidades – com a América do Sul, em geral, exibindo maiores proporções de incapacidade. Assim, os cinco países que lideram essa estimativa são: Paraguai, Brasil, Peru, Equador e Colômbia.

Já a América Central tem os mais altos índices de transtornos bipolares (iniciados na infância) e epilepsia, quando comparada a outras sub-regiões. Por fim, na América do Norte, os Estados Unidos e o Canadá apresentam esquizofrenia e demência como líderes dos casos de incapacidade, bem como altas taxas de transtornos oriundos do uso de opioides.

Os transtornos depressivos representam 7,8% do total de incapacidades na região

A partir do presente estudo, a OPAS recomenda que os países ampliem os seus investimentos em saúde mental, visto que o orçamento médio para esta área é de apenas 2%. Além disso, 60% desse recurso se destinam a hospitais psiquiátricos que carregam consigo o estigma e dificultam a procura por tratamentos.

Desta forma, a Organização estimula que a prestação de serviços integrados para transtornos mentais ocorra na atenção primária ou em hospitais comuns para evitar o afastamento e proporcionar apoio social adequado a cada caso.

Na América Latina e Caribe, os problemas de saúde mental, incluindo o uso de substâncias psicoativas, respondem por mais de um terço da incapacidade total na região

Os déficits de financiamento em saúde mental variam, indo de três vezes a mais que os gastos atuais em países de alta renda até 435 vezes os gastos nos países de mais baixa renda da região.

Também, a orientação divulgada pela OPAS vai ao encontro da necessidade de uma medida de prevenção ao suicídio que atinge cerca de 12 mil jovens entre 15 e 24 anos todos os anos no continente americano, ou seja, perdas irreparáveis de capital humano ao futuro dessas nações.

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Nota:

* Relatório “A carga dos transtornos mentais na Região das Américas, 2018” está disponível em inglês e espanhol.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Relatório A carga dos transtornos mentais na Região das Américas, 2018’” (Fonte OPAS): http://iris.paho.org/xmlui/handle/123456789/49578

Imagem 2Os transtornos depressivos representam 7,8% do total de incapacidades na região”(Fonte OMS): https://news.un.org/pt/story/2019/03/1662831

Imagem 3 Na América Latina e Caribe, os problemas de saúde mental, incluindo o uso de substâncias psicoativas, respondem por mais de um terço da incapacidade total na região” (FonteOMS): https://news.un.org/pt/story/2019/03/1662831

ANÁLISES DE CONJUNTURASAÚDE

10 Riscos Globais para a Saúde em 2019

O mundo está enfrentando vários desafios relacionados à saúde, desde doenças evitáveis à possibilidade do surgimento de novas pandemias de origem desconhecida. Observando os principais desafios globais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em janeiro de 2019, o seu plano estratégico para os próximos 5 anos (2019-2023). Este documento destaca os 10 riscos globais para a saúde neste ano:

1. Poluição do ar e mudança climática

Em 2019, a poluição do ar é considerada pela OMS como o maior risco ambiental para a saúde. Poluentes microscópicos no ar podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando os pulmões, coração e cérebro, matando 7 milhões de pessoas todos os anos prematuramente de doenças como câncer, derrames, doenças cardíacas e pulmonares. Cerca de 90% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, com altos volumes de emissões da indústria, dos transportes e da agricultura, ressalta a OMS.

2. Doenças não transmissíveis

As doenças não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardíacas, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo, ou 41 milhões de pessoas. Mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda. O aumento dessas doenças, ainda de acordo com a OMS, tem sido impulsionado por cinco fatores de risco principais: uso do tabaco, inatividade física, consumo nocivo do álcool, dietas pouco saudáveis e poluição do ar. Esses fatores de risco também acentuam os problemas de saúde mental: metade de todas as enfermidades mentais começa aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detectada ou tratada, por sua vez, o suicídio é a segunda causa de morte de jovens entre 15 e 19 anos.

3. Pandemia Global de Gripe

A preocupação com a possibilidade de uma próxima pandemia global de gripe é constante. A OMS monitora a circulação dos vírus da gripe para detectar potenciais pandemias: 153 instituições em 114 países estão envolvidas na vigilância e resposta global. 

4. Contextos frágeis e vulneráveis

Mais de 1,6 bilhão de pessoas (22% da população mundial) vivem em locais onde crises prolongadas (por meio de uma combinação de desafios como seca, fome, conflitos e deslocamento da população) e frágeis serviços de saúde os deixam sem acesso a cuidados básicos. 
Em seu plano estratégico, a OMS indica a necessidade de trabalhar para o fortalecimento dos sistemas de saúde de modo que eles estejam mais preparados para detectar e responder a surtos, bem como para fornecer serviços de saúde de qualidade, incluindo, especialmente, a imunização.

5. Resistência microbiana

O desenvolvimento de antibióticos, antivirais e antimaláricos são alguns dos maiores sucessos da medicina moderna. Agora, a resistência microbiana – a capacidade de bactérias, parasitas, vírus e fungos resistirem aos medicamentos – ameaça nos mandar de volta à uma época em que não conseguíamos tratar facilmente infecções como pneumoniatuberculosegonorreia e salmonelose

Como exemplo, em 2017, cerca de 600 mil casos de tuberculose foram resistentes à rifampicina – droga de primeira linha mais eficaz – e 82% dessas pessoas apresentaram tuberculose multirresistente.

Uma das linhas de trabalho da OMS é a implementação de um plano de ação global para combater a resistência microbiana aumentando a conscientização, o conhecimento e incentivando o uso prudente de antibióticos.

6. Ebola e outros agentes infecciosos de alta ameaça

Em 2018, a República Democrática do Congo vivenciou dois surtos de Ebola no país, os quais se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em uma zona de conflito.

Plano de Pesquisa e Desenvolvimento da OMS identifica doenças e agentes infecciosos que têm potencial para causar uma emergência de saúde pública, mas carecem de tratamentos e vacinas eficazes. Esta lista para pesquisa e desenvolvimento prioritários inclui Ebola, várias outras febres hemorrágicas, ZikaNipahcoronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a “doença X”, que representa o conhecimento de que uma grave epidemia internacional poderia ser causada por um agente infeccioso atualmente desconhecido. Por isso, os planos de pesquisa e desenvolvimento buscam explicitamente habilitar, na medida do possível, a preparação transversal que também é relevante para uma “doença X” desconhecida.

Especialistas da OMS indicam que uma nova enfermidade tem a possibilidade de surgir a partir da manipulação de genes, acidente ou até mesmo terrorismo. Há ainda a hipótese de que ela possa ser provocada por uma patologia zoonótica, ou seja, transmitida de animais a seres humanos.

7. Atenção primária à saúde

A atenção primária à saúde é geralmente o primeiro ponto de contato que as pessoas têm com o sistema de saúde e, idealmente, deve fornecer cuidados abrangentes, acessíveis ao longo da vida. 

No entanto, muitos países não possuem instalações de atenção primária adequadas. Essa negligência pode ser por falta de recursos em países de baixa ou média renda, mas, também possivelmente um foco nas últimas décadas em programas para doenças específicas. Em 2019, a OMS pretende trabalhar com parceiros para revitalizar e fortalecer a atenção primária à saúde em diversos países.

8. Recusa em Vacinar

A hesitação na vacinação – a relutância ou a recusa em vacinar apesar da disponibilidade de vacinas – ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis. 

A vacinação é uma das formas mais econômicas de se evitar moléstias. Atualmente, de acordo com a OMS, previne-se 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outros 1,5 milhão poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinas melhorasse.

sarampo, por exemplo, registrou um aumento de 30% nos casos em todo o mundo. As razões para esse aumento são complexas, e nem todos esses casos se devem à hesitação. No entanto, alguns países que estavam perto de eliminar a doença viram o ressurgimento dela. 

A título de ilustração, no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, quase metade dos municípios brasileiros em 2018 não atingiram a meta de vacinar 95% das crianças de 1 a 5 anos de idade, mesmo com 11 estados que enfrentaram um grande surto da doença ano passado, totalizando mais de 10.300 casos no país. 

9. Dengue

Uma ameaça crescente há décadas, a dengue, transmitida por mosquito que causa sintomas semelhantes aos da gripe, pode ser letal e matar até 20% das pessoas com dengue grave. 

Estima-se que 40% do mundo está em risco de contrair a doença, e existem cerca de 390 milhões de infecções por ano. A estratégia de controle da dengue da OMS visa reduzir as mortes em 50% até 2020. 

10. HIV

O HIV ainda é uma epidemia global com quase um milhão de pessoas a cada ano morrendo. Desde o início da epidemia, mais de 70 milhões adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. Hoje, cerca de 37 milhões de indivíduos no mundo vivem com HIV. De acordo com a OMS, alcançar pessoas como profissionais do sexo, pessoas na prisão, homens que fazem sexo com homens* ou pessoas transexuais é um desafio em vários países, pois muitos ainda não estão preparados para estes atendimentos.

Este ano (2019), a OMS trabalhará com diversos governos para apoiar a introdução do auto-teste, para que mais pessoas que vivem com o HIV conheçam seu estado e possam receber tratamento (ou medidas preventivas, no caso de um resultado negativo).

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Nota:
*
No relatório está sendo usada exatamente
esta forma de expressar.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Máscara de Gás” (Fonte): https://pixabay.com/pt/m%C3%A1scara-g%C3%A1s-m%C3%A1scara-de-g%C3%A1s-467738/

Imagem 2 “Chaminé de Indústria” (Fonte): https://pixabay.com/pt/fumo-fumar-chamin%C3%A9-lareira-fuma%C3%A7a-258786/

Imagem 3 “Homem fumando e bebendo” (Fonte): https://pixabay.com/pt/homem-fumo-cerveja-trigo-tabagismo-2181478/

Imagem 4 “Vírus” (Fonte): https://pixabay.com/pt/v%C3%ADrus-microsc%C3%B3pio-infec%C3%A7%C3%A3o-doen%C3%A7a-1812092/

Imagem 5 “Contextos Frágeis” (Fonte): https://pixabay.com/pt/pobreza-favela-pobre-%C3%A1frica-do-sul-216527/

Imagem 6 “Antibióticos” (Fonte): https://pixabay.com/pt/dor-de-cabe%C3%A7a-dor-p%C3%ADlulas-medica%C3%A7%C3%A3o-1540220/

Imagem 7 “Isolamento por Ebola” (Fonte): https://pixabay.com/pt/ebola-isolamento-infec%C3%A7%C3%A3o-v%C3%ADrus-549471/

Imagem 8 “Cuidados Básicos” (Fonte): https://pixabay.com/pt/ebola-isolamento-infec%C3%A7%C3%A3o-v%C3%ADrus-549471/

Imagem 9 “Criança sendo vacinada” (Fonte): https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7a-paciente-vacina-vacina%C3%A7%C3%A3o-89810/

Imagem 10 “Mosquito da Dengue” (Fonte): https://pixabay.com/pt/mosquito-inseto-dengue-2566773/

Imagem 11 “Vírus da AIDS” (Fonte): https://pixabay.com/pt/hiv-sida-v%C3%ADrus-doen%C3%A7a-sa%C3%BAde-1903373/

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Estado de Washington (EUA) possui um ecossistema de saúde global robusto e crescente, afirma estudo

As organizações globais de saúde do estado de Washington (EUA) empregam mais de 14mil pessoas e contribuíram com cerca de US$ 8,8 bilhões (aproximadamente R$ 34bilhões, de acordo com a cotação de 10 de dezembro de 2018) para a economia do estado em 2017, segundo estimativas de um relatório divulgado nesta semana pela Washington Global Health Alliance.

Estudo do Panorama da Saúde Global do Estado de Washington mostra um ecossistema saudável que apoia novas ideias e iniciativas, disse Dena Morris, presidente da Alliance. A entidade registra 268 pequenas empresas,organizações sem fins lucrativos, institutos de pesquisa e outras organizações envolvidas com a saúde global no estado.

Desde 2013, os empregos em saúde global cresceram 2,8% ao ano, sobre a taxa de emprego geral em Washington. Enquanto o emprego direto no setor é de cerca de 14.000 pessoas, o número de empregos indiretos criados é de aproximadamente 40.000, de acordo com o relatório, gerando US$ 3,6 bilhões (aproximadamente R$14 bilhões, segundo a cotação de ontem, dia 10 de dezembro) em renda total e US$ 15,3 bilhões (aproximadamente R$ 58 bilhões, também de acordo com a mesma cotação) em receitas de negócios para o estado em 2017.

Infográfico – Organizações baseadas em Washington que trabalham em saúde global

Vinte porcento das organizações são pequenas empresas, observou Morris. Este é um sinal particularmente significativo de um ecossistema saudável, conforme declarou. Entre elas estão empresas de biotecnologia, como a Just Biotherapeutics, financiada em parte pela Fundação Bill & Melinda Gates, e empresas de dispositivos médicos, como a Shift Labs.

O novo relatório apresenta o quanto este ambiente se desenvolveu desde o estabelecimento da Fundação Bill & Melinda Gates em 2000. A Entidade contribuiu com US$ 287 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão, seguindo a mesma cotação) em subsídios para as atividades de saúde globais do estado de Washington em 2017, correspondendo a cerca de 31% do total.

Infográfico – Contribuindo para a economia de Washington e resolvendo problemas globalmente

Uma grande proporção das organizações globais de saúde também promove a saúde localmente nos Estados Unidos, como o Global to Local, fundado em 2010. O CEO Jonathan Sugarman, ex-professor do Departamento de Medicina da Universidade de Washington, disseque a entidade “colheu a expertise”da PATH e outras organizações globais de saúde para desenvolver programas de saúde pública em Tukwila e SeaTac (distritos do estado de Washington). Para saber mais sobre o perfil do ecossistema acesse o relatório neste link: Estudo do Panorama da Saúde Global do Estado de Washington

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Fontes das Imagens:

Imagem1 ImagemSaúde Global” (Fonte):

https://medicine.hsc.wvu.edu/news/story?headline=global-health-week-at-wvu-health-sciences-to-be-held-sept-25-29

Imagem 2 Infográfico Organizações baseadas em Washington que trabalham em saúde global” (Fonte):

https://www.wghalliance.org/wgha-content/uploads/2018-Washington-Global-Health-Landscape-Infographic.pdf

Imagem 3 Infográfico Contribuindo para a economia de Washington e resolvendo problemas globalmente” (Fonte):

https://www.wghalliance.org/wgha-content/uploads/2018-Washington-Global-Health-Landscape-Infographic.pdf

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Mais de 2,1 milhões de pessoas vivem com HIV na AL

O HIV trata-se de uma sigla para o Vírus da Imunodeficiência Humana. Este vírus pode desencadear a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Portanto, deve-se destacar que uma pessoa com HIV não necessariamente possui AIDS, já que a referida síndrome ocorre quando não se realiza o tratamento por antirretrovirais adequadamente.

Nesse sentido, quando não há o controle, o HIV afeta e destrói células específicas do sistema imunológico (Células CD4 ou Células T), tornando o organismo incapaz de lutar contra infecções e doenças. A única forma de se detectar o HIV, de maneira confiável, é por meio do teste.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou em dezembro deste ano (2018) a plataforma online“Deu positivo, e Agora?” (deupositivoeagora.org). A iniciativa conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO) e tem como principal objetivo mostrar que o tratamento, quando iniciado precocemente e seguido corretamente, permite melhor qualidade de vida à pessoa infectada.

Não há cura para o HIV, no entanto, estudos científicos já comprovaram que a adesão ao tratamento antirretroviral pode levar a um nível chamado indetectável”. Logo, deixa de ser transmitido a outras pessoas.

Campanha Governo do Estado do Rio Grande do Sul em apoio ao Dezembro Vermelho. Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Em se tratando da incidência de HIV na América Latina e Caribe, mais de 2,1 milhões de pessoas são acometidas pela doença. Desse grupo, 1,6 milhão (76%) sabem que tem o vírus.

Essas estimativas foram divulgadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e também revelam uma queda de 12% das mortes relacionadas à AIDS ao longo do período 2010-2017. No Caribe, o índice foi ainda mais alto, 23%.

A taxa de novas infecções na região latino-americana permanece inalterada em cerca de 100 mil por ano. A maioria das novas infecções ocorre entre gays, profissionais do sexo e seus clientes, mulheres transexuais e pessoas que fazem uso de drogas injetáveis.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Dezembro Vermelho Mês de ações de prevenção e combate a AIDS. Fonte: UNAIDS” (Fonte):

https://unaids.org.br/2018/12/acoes-do-unaids-no-brasil-durante-o-dezembro-vermelho-2018/

Imagem 2 Campanha Governo do Estado do Rio Grande do Sul em apoio ao Dezembro Vermelho. Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul” (Fonte):

http://www.saude.rs.gov.br/zero-discriminacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-aids-e-tema-de-campanha-publicitaria-e-seminario-no-rs