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Medidas de prevenção do Ebola em Cabo Verde

Cabo Verde manterá o plano de combate ao vírus Ebola, em decorrência do crescimento de ocorrências na República Democrática do Congo (RDC). As medidas do Governo cabo-verdiano com o seu Ministério da Saúde foram elaboradas em 2014 e seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este protocolo surgiu no contexto da epidemia que atingiu a região ocidental do continente africano, a citar países como a Guiné-Conacri*, Libéria e Serra Leoa.

Logo do Médicos Sem Fronteiras

Além da ampliação do diálogo regional sobre a doença e as determinações Internacionais de triagem nas regiões de fronteira, as ações também compreendem o Plano contingencial de controle nas áreas portuárias; a manutenção de estoque de equipamentos médicos; o treinamento para situações que exijam isolamento.

O Ebola é uma doença viral, que possui como hospedeiro principal morcegos frutívoros, com alta taxa de fatalidade (de 25% a 90% dos casos), segundo dados da Organização Médicos Sem Fronteiras. Igualmente, existe o risco de transmissão, que ocorre por meio do contato com sangue e secreções de uma pessoa infectada.

Mapa da República Democrática do Congo. Área em vermelho: Primeiras ocorrências de Ebola em 2014

Outros fatores que dificultam o tratamento são a complexidade no diagnóstico dos sintomas, as sequelas neurológicas e reumáticas nos sobreviventes e a inexistência de vacina contra o vírus. Cabe destacar que no surto ocorrido em 2014 foram registradas 28.700 pessoas diagnosticadas e 11.300 óbitos.

Os novos surtos de Ebola na República Democrática do Congo foram registrados em zonas urbanas e vitimaram 29 pessoas no início do mês de agosto (2018), segundo o anúncio oficial do Ministério da Saúde Congolês. A região que apresentou os últimos casos é situada ao norte, junto à fronteira com Ruanda e Uganda, o que preocupa quanto à disseminação do vírus aos países vizinhos. Na perspectiva do Diretor do Programa Nacional de Luta contra a Malária de Cabo Verde, Antônio Moreira, apesar da distância aproximada de 5.500 quilômetros da RDC, o arquipélago cabo-verdiano está preparado para atender possíveis casos, consonante as recomendações da OMS.

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Nota:

* Guiné-Conacri é o nome usado para distingui-la da vizinha Guiné-Bissau. Seu nome oficial é República da Guiné.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa da região ocidental africana” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_Econ%C3%B3mica_dos_Estados_da_%C3%81frica_Ocidental#/media/File:Ecowas_map.svg

Imagem 2Logo do Médicos Sem Fronteiras” (Fonte):

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRmE6cD-r554zlcNOXG21v5-iHglfUZ900b2kSynYffdV7k4_9t

Imagem 3Mapa da República Democrática do Congo. Área em vermelho: Primeiras ocorrências de Ebola em 2014” (Fonte)

https://es.wikipedia.org/wiki/Brote_de_%C3%A9bola_en_la_Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_del_Congo_de_2014#/media/File:DRC_Ebola_Map.png

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Surto de ebola na República Democrática do Congo chega ao fim

De acordo com o comunicado da Organização Mundial da Saúde (OMS), o dia 24 de julho de 2018 marcou o fim do nono surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Em sua nota, a OMS parabenizou o país e todos os envolvidos no seu combate.

O Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que “o surto foi contido devido aos esforços incansáveis ​​das equipes locais, o apoio dos parceiros, a generosidade dos doadores e a liderança efetiva do Ministério da Saúde. Esse tipo de liderança, aliado à forte colaboração entre parceiros, salva vidas”.

Ao contrário dos eventos anteriores, este envolveu quatro locais separados, incluindo um centro urbano com ligações fluviais para a capital e para os países vizinhos, bem como aldeias remotas da floresta tropical. Havia preocupações iniciais de que a doença pudesse se espalhar para outras partes da RDC e para a vizinhança.

A resposta rápida e a ampliação das operações da OMS no território foram financiadas por um total de US$ 4 milhões, desembolsados ​​pelo Fundo de Contingência para Emergências da OMS. O total de recursos recebidos por todos os países participantes inteirou US$ 63 milhões.

Esta resposta eficaz para o combate ao Ebola deve tornar o governo e os parceiros confiantes de que outros surtos importantes que afetam o país, como cólera e pólio, também podem ser enfrentados, desde que todos tenham o mesmo empenho que tiveram para dar fim ao Ebola na República Democrática do Congo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Início da Vacinação na República Democrática do Congo  OMS” (Fonte):

http://www.who.int/images/default-source/imported/ebola-treatment-facility-in-monrovia.tmb-1366v.jpg?sfvrsn=81ab55fe_6

Imagem 2 Mapa indicando os lugares do surto de Ebola na República Democrática do Congo” (Fonte):

https://www.capitalfm.co.ke/news/2018/05/un-east-africa-boost-response-ebola-toll-mounts-dr-congo/

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Novo plano estratégico da OMS para os próximos cinco anos inclui metas elevadas

No dia 23 de maio, os delegados da 71a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, aprovaram um novo e audacioso plano estratégico para os próximos cinco anos. O 13º Programa Geral de Trabalho (GPW) da Organização foi projetado para auxiliar o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – com foco particular no Objetivo 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades até 2030.

Saúde Global

Este plano estratégico estabelece três metas: garantir que 1 bilhão de pessoas se beneficiem da cobertura universal de saúde, até 2023; que 1 bilhão de pessoas a mais estejam protegidas das emergências de saúde; e, ainda, que mais 1 bilhão de pessoas desfrutem de melhor saúde e bem-estar. 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que as metas são ambiciosas, mas precisam ser assim para alcançarem um impacto efetivo. Declarou ainda que neste plano a OMS terá de medir seu sucesso não por seus resultados, mas pelos resultados nos países, algo que pode ser observado pelo impacto mensurável que proporciona onde está atuando.

Para o Dr. Tedrus, com tudo isso, 2018 será um ano que determinará como a OMS será no futuro. Em outras palavras, ele acredita que este será um ano para a OMS se renovar com efetividade. Interpretamos ainda que, no limite, há indicações de que, se ela não fizer esta renovação, tal qual ele afirma, a Organização poderá quebrar, tanto em termos de estrutura como de seu funcionamento. Por outro lado, o compromisso real dos Estados membros também será necessário se o Dr. Tedros e a equipe quiserem cumprir essa agenda audaciosa nos próximos anos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 71a Assembleia Mundial da Saúde” (Fonte):

http://www.who.int/images/default-source/world-health-assembly/wha71/wha-closing-dr-tedros-2500.tmb-1366v.jpg?sfvrsn=1b8e222b_2

Imagem 2 Saúde Global” (Fonte):

https://borgenproject.org/wp-content/uploads/Global-Health.jpg

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OMS anuncia alto risco de disseminação do Vírus Ebola no Congo

vírus Ebola causa uma doença grave e aguda, que é fatal se não for tratada urgentemente. Ele se manifestou pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos, um dos quais ocorreu no que hoje é Nzara, no Sudão do Sul, e o outro se deu em Yambuku, na República Democrática do Congo. Este último aconteceu em uma aldeia perto do rio Ebola, do qual a doença leva o nome.

O surto de 2014–2016 na África Ocidental foi o maior e mais complexo acontecimento da doença desde que o agente infeccioso foi descoberto pela primeira vez em 1976. Agora, em 2018, o alerta internacional retorna com novos casos surgindo.

Mapa indicando os lugares do surto de Ebola na República Democrática do Congo

No dia 8 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada pelo Ministério da Saúde da República Democrática do Congo de dois casos confirmados. Do dia 4 de abril a 17 de maio de 2018 foram informadas 45 ocorrências, inclusive em três profissionais de saúde, e 25 mortes foram relatadas. Destes 45 eventos, 14 foram ratificados.

Nove países vizinhos, incluindo o Congo-Brazzaville e a República Centro-Africana, foram informados de que estão sob alto risco de disseminação e receberam apoio com equipamentos e pessoal da OMS.

De acordo com a Organização, este surto de Ebola tem várias características que são particularmente preocupantes, dentre elas: o risco de propagação mais rápida, uma vez que a doença se espalhou para uma área urbana; existem vários focos ocorrendo em áreas remotas e difíceis de alcançar; e os profissionais de saúde foram infectados, o que pode ser um perigo de amplificação adicional. Além disso, o risco de propagação internacional é particularmente elevado, uma vez que a cidade de Mbandaka fica próxima ao rio Congo, que tem tráfego regional significativo através de fronteiras porosas.

Para conter a proliferação do vírus, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus anunciou que no dia 21 de maio de 2018 foi iniciada a aplicação da vacinação em caráter experimental. A vacina mostrou-se altamente protetora contra o Ebola em um grande teste realizado em 2015, na Guiné. Entre as 5.837 pessoas que receberam a dose, nenhum caso de Ebola foi registrado nove dias ou mais após a aplicação. 

Empresas, ONGs, Organizações Internacionais e Governos estão atuando conjuntamente neste desafio. Tal articulação internacional demonstra total capacidade para evitar que este surto se torne uma epidemia global.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Início da Vacinação na República Democrática do Congo OMS” (Fonte):

http://www.who.int/images/default-source/imported/ebola-treatment-facility-in-monrovia.tmb-1366v.jpg?sfvrsn=81ab55fe_6

Imagem 2 Mapa indicando os lugares do surto de Ebola na República Democrática do Congo” (Fonte):

https://www.capitalfm.co.ke/news/2018/05/un-east-africa-boost-response-ebola-toll-mounts-dr-congo/   

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Brasil lança duas redes voltadas à alimentação saudável, com nove países

Nos dias 3 e 4 de maio, o Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês), realizou reunião de lançamento de duas Redes de Ação no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição.

Com a presença de mais nove países (Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, Colômbia, Equador, México, Peru e Uruguai) foi debatida a constituição da Rede sobre difusão de Guias Alimentares baseados no nível de processamento dos alimentos, para prevenção da obesidade e redução das doenças crônicas, e também da Rede sobre estratégias para redução do consumo de sal e prevenção e controle de doenças cardiovasculares. Ambas se somam a uma terceira, liderada pelo Chile, sobre regulação de ambientes alimentares.

Frutas e Verduras

Joaquín Molina, representante da OPAS no Brasil, declarou que “as redes de ação são coligações de países, plataformas geopolíticas da cooperação sul-sul, voltadas a promover a criação e o fortalecimento de políticas e legislações, fomentar iniciativas de cooperação técnica e compartilhar boas práticas em temas específicos”.

Em maio de 2017, o Brasil tornou-se o primeiro país a se comprometer formalmente com metas específicas para a Década de Ação em Nutrição da Organização das Nações Unidas (ONU). Até 2019, deverá atingir três:

  1. Deter o crescimento da obesidade na população adulta (que atualmente está em 20,8%);
  2. Reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar, em pelo menos 30% na população adulta;
  3. Ampliar em, no mínimo, 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

Para atingir tais objetivos, o governo deverá aplicar diversas medidas apresentadas pelo então ministro da saúde Ricardo Barros durante seu discurso na Assembleia Mundial da Saúde, ocorrido em Genebra (Suíça), em 22 de maio de 2017. Essas ações incluem “medidas fiscais (reduções de impostos e criação de subsídios) que reduzam o preço de alimentos frescos, crédito para a agricultura familiar e concessão de benefícios a pessoas de baixa renda para que possam comprar alimentos frescos”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Obesidade” (Fonte):

https://www.telesurtv.net/__export/1415473455672/sites/telesur/img/news/2014/11/08/obesidad1.jpg_1718483347.jpg

Imagem 2 Frutas e Verduras” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutri%C3%A7%C3%A3o_esportiva#/media/File:Foods.jpg

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O Diálogo Global da OMS sobre prevenção e controle de doenças não transmissíveis

Nos dias 9 a 11 de abril deste ano (2018), a Dinamarca sediou o Diálogo Global da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Copenhague, capital do país. O evento é uma reunião informal e contou com a participação de 300 convidados, incluindo representantes de Estados, de agências bilaterais e multilaterais, de Organizações Não Governamentais (ONGs), instituições acadêmicas e filantrópicas, e entidades privadas.

O objetivo do Diálogo é o compartilhamento de informações, financiamento e cooperação para o desenvolvimento, visando alavancar meios para a prevenção de Doenças Não Transmissíveis (DNT). Segundo dados da OMS, 40 milhões de pessoas falecem a cada ano no globo por causa das DNTs, as quais se concentram nas doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, diabetes e cânceres.

Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs

O Encontro é uma preparação para a III Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis, que será feita no próximo mês de setembro. A Diretora Geral Adjunta para DNTs e Saúde Mental da OMS, Dra. Svetlana Axelrod, comentou sobre o tema no próprio site da Organização: “A escala da crise das DNTs é imensa, assim como a necessidade de ações aceleradas e fortalecidas em vários setores e partes interessadas em todo o mundo. Somente trabalhando juntos em novas parcerias e investindo os níveis corretos de recursos poderemos proteger as pessoas das DNTs e fornecer os cuidados de que precisam”.

O Jornal Copenhagen Post trouxe a declaração da Ministra para a Cooperação e Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs, a qual salientou que “As parcerias são a chave para um futuro mais saudável e para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Precisamos incentivar parcerias inovadoras e ousadas entre os Estados membros e os atores não estatais. Estamos ansiosos para explorar e apresentar soluções através do envolvimento multissetorial e multistakeholder* e a Dinamarca está feliz por liderar esta importante discussão sobre como preencher o déficit de financiamento”.

Os analistas compreendem a pauta mediante a dois cenários: o primeiro enfatiza a importância da cooperação internacional para o debate e troca de conhecimentos, sem os quais torna-se difícil extrair soluções viáveis para a problemática; o segundo cenário aborda o papel das indústrias farmacêuticas no processo de diálogo entre mercado e política, já que ambos possuem interesses estritos nas DNTs.

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Nota:

* O termo stakeholder é originário do inglês: stake que significa interesse ou participação, e holder significa aquele que possui. Neste caso é um público específico que possui interesse em uma empresa, negócio ou indústria, ou seja, visa designar as partes interessadas. De forma simplificada, é “uma parte interessada”, sendo eles uma parte importante no planejamento de um projeto.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Símbolo da Organização Mundial da Saúde (OMS)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9d/WHO.svg/1011px-WHO.svg.png

Imagem 2 Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9f/Ulla_T%C3%B8rn%C3%A6s%2C_2014-05-25.jpg/512px-Ulla_T%C3%B8rn%C3%A6s%2C_2014-05-25.jpg