AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

[:pt]Hong Kong segue Pequim e proíbe a compra de carnes do Brasil[:]

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O maior mercado consumidor de carnes do Brasil é a China Continental, sob administração direta de Pequim. O segundo maior mercado de carnes brasileiras é a região administrativa especial de Hong Kong, que na quarta-feira, 22 de março, seguiu a política de Pequim de suspensão de importação de carnes de frigoríficos brasileiros, temporariamente, provavelmente até o fim das investigações acerca do escândalo de corrupção de funcionários do Ministério da Agricultura do Brasil.

O Presidente do Brasil, Michel Temer, bem que tentou esclarecer que os casos de “carne estragada” aprovadas por fiscais corruptos eram pontuais, não sistêmicos, mas, pouco adiantou. O Centro de Hong Kong para a Segurança dos Alimentos anunciou uma proibição temporária de todas as importações de carne e aves congelados e refrigerados produzidos no Brasil. Ao menos é assim que a imprensa de Hong Kong analisa os fatos no Brasil e sua repercussão na Ásia.

A proibição de importação e a “queda” do consumo de carnes brasileiras por este importantíssimo mercado representa um duro golpe na já combalida economia brasileira, considerando que Hong Kong é uma região administrativa especial sob domínio da China, de economia capitalista liberal, com predomínio de baixos impostos e taxas alfandegárias para o livre comércio, sendo a Bolsa Valores de Hong Kong (HKEx) a segunda colocada no ranking asiático, em termos de capitalização de mercado, ficando atrás apenas da Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão.

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Imagem 1Estoquista retira carnes do Brasil das prateleiras de supermercado de Hong Kong” (Fonte):

http://finance.sina.com.cn/roll/2017-03-22/doc-ifycspxn9436390.shtml

Imagem 2O Two International Finance Centre em meio aos outros arranha-céus do centro financeiro de Hong Kong” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hong_Kong  

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDESociedade Internacional

[:pt]Instituto de Saúde dos EUA recruta estrangeiros soropositivos para estudo sobre tratamento antirretroviral[:]

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Recentemente, o Instituto Nacional de Doenças Alérgicas e Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos da América (EUA), anunciou o seleção de indivíduos sul-africanos com Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês) para compor um quadro de estudo sobre o vírus. Essas pessoas, com idade entre 40 e 75 anos, serão monitoradas por cerca de seis anos. Além dos sul-africanos fazem parte da pesquisa cidadãos estadunidenses, tailandeses, canadenses e brasileiros. O estudo promovido pela instituição norte-americana visa analisar o risco de doença cardíaca na população soropositiva e contará com 6.500 participantes que iniciarão um novo tratamento antirretroviral. De acordo com a NIAID, estima-se que algumas enzimas usualmente utilizadas para controlar o colesterol que são receitadas para pessoas com risco cardíaco, podem vir a reduzir a inflamação provocada pelo vírus.

O HIV é um vírus que se espalha através de fluidos corporais e afeta células específicas do sistema imunológico, incapacitando o corpo humano de lutar contra infecções e doenças. Nesse caso, diferentemente do que ocorre com outros vírus, uma vez que o corpo contrai o HIV, ele não é capaz de se livrar dele, o que pode levar a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Segundo a Unaids, cientistas apontam que a transmissão do vírus se deu inicialmente num tipo de chipanzé na África Ocidental e que, por volta do século XIX, pode ter ocorrido a sua transmissão para humanos, quando esses se alimentaram de macacos infectados. Durante os anos seguintes, o vírus foi se espalhando por todos os continentes, tendo seus primeiros registros nos EUA na década de 1970.

Segundo relatório publicado pela Unaids no ano passado (2016), em 2015, havia aproximadamente 36,7 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo, desses, cerca de 34,9 milhões eram adultos e 1,8 milhão eram crianças. Ainda de acordo com o Organismo, 57% dessas pessoas sabem que estão infectadas, 46% delas já possuem acesso a tratamento com drogas antirretrovirais e 38% conseguiram zerar sua carga viral. Apesar do número de novas infecções terem diminuído, cerca de 40% em relação a 1997, quando se deu o maior número de infecções registradas, no período entre 2010 e 2015 não houve progresso nas metas de redução. Ainda de acordo com o Organismo da ONU, em regiões como América Latina houve crescimento de 2% o número de novas infecções entre adultos, já no norte da África e no Oriente Médio ocorreu o aumento de 4%, na região do Caribe, cerca de 9%, enquanto que no Leste Europeu e Ásia Central o número de novas infecções foi de aproximadamente 57%.

De acordo com dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em 2015, cerca de 39.500 pessoas foram diagnosticadas com HIV nos Estados Unidos. O número de indivíduos diagnosticados com a doença caiu 19%, entre 2005 e 2014.  Ainda de acordo com o Centro, o declínio é um reflexo dos esforços direcionados à prevenção. Os dados apontam também que a comunidade LGBT registrou 82% dos diagnósticos em 2015. No Brasil, conforme a Unaids, havia 700 mil pessoas vivendo com o vírus em 2010, mas esse número saltou para 830 mil, em 2015. Desde 1996, o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro fornece gratuitamente tratamento contra AIDS e, pelos dados da Unaids, enquanto a média mundial de pessoas que recebem tratamento antirretroviral é de 46%, no Brasil esse número é de 64%, mesmo assim, cerca de 15 mil pessoas morreram em decorrência da AIDS, em 2015. Já na África no Sul, cerca de 7 milhões de pessoas vivem com o HIV, dos quais 19% estão entre 15 e 49 anos. Conforme estimativas de 2015 da mesma entidade, aproximadamente 180 mil sul-africanos morreram em virtude da AIDS e o número total de mortes em função da doença foi de 1,1 milhão de pessoas.

Não existe uma cura efetiva e segura. No presente, o tratamento para HIV, também denominado de terapia antirretroviral, pode prolongar a vida e diminuir as chances de transmissão. Conforme destaca Carl Dieffenbach, do NIAID, o infectado pode viver bem se o tratamento iniciar cedo. No caso do Brasil, a Unaids tem como meta acabar com a epidemia de HIV até 2030, assinalando que a AIDS pode ser uma ameaça à saúde pública. Por isso, foi estabelecido que 90% das pessoas infectadas deverão ser diagnosticadas até 2020. Desse modo, 90% das pessoas receberão tratamento e terão a carga viral zerada. Assim, a agência pontua que AIDS pode vir a ser uma doença controlada até 2030.

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Imagem 1 Logo of the United States National Institute of Allergy and Infectious Diseases, part of the National Institutes of Health. The logo is a stylized representation of an antibody, a protein made by the bodys immune system cells to protect it against invading foreign substances” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/National_Institute_of_Allergy_and_Infectious_Diseases#/media/File:US-NIH-NIAID-Logo.svg

Imagem 2 O edifício de UNAIDS em Genebra, Suíça, com as montanhas de Jura ao fundo” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Joint_United_Nations_Programme_on_HIV/AIDS

Imagem 3 Sede do CDC em Atlanta, Geórgia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Centros_de_Controle_e_Prevenção_de_Doenças#/media/File:CDC_HDR_I.jpg

Imagem 2 Carl W. Dieffenbach, Ph.D.” (Fonte – Credit: NIAID):

https://www.niaid.nih.gov/about/carl-w-dieffenbach-phd

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ENERGIAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

[:pt]Governo canadense taxará emissões de CO2[:]

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Recentemente, o Governo do Canadá anunciou que pretende impor uma taxa nacional para as emissões de Dióxido de Carbono (CO2), a partir de 2018. Segundo o discurso do primeiro-ministro Justin Trudeau, realizado na última segunda-feira, 3 de outubro, o Governo deverá estabelecer um preço mínimo de 10 dólares canadenses por tonelada para emissões de carbono daqui a dois anos e, a partir de 2022, a taxa deverá ser de 50 dólares por tonelada.

Ainda segundo pronunciamento de Trudeau, a taxa deverá ser imposta em todas as Províncias que não tenham adotado medidas para acompanhar os objetivos nacionais de redução de gases de efeito estufa, a fim de reduzir o aquecimento global. Essas localidades podem aderir ao preço mínimo estabelecido pelo Governo, ou definir preços mais altos para as emissões. No presente, duas Províncias já impuseram uma taxa à emissão de carbono, e outras estabeleceram um mercado de intercâmbio de cotas e tetos para as emissões.

As emissões de CO2 variam significativamente em cada região canadense, em função de fatores como base econômica do território, fontes de energia, população. Por exemplo, Províncias que dependem da extração de recursos tendem a ter níveis mais elevados de emissão do que aqueles territórios onde a economia é baseada em serviços.

Nesse sentido, de acordo com dados do Governo de 2014, Províncias como Ontário e Quebec, Saskatchewan, Alberta e British Columbia foram responsáveis pela emissão de 665 megatoneladas de CO2-e (Dióxido de Carbono equivalente, uma medida de CO2 combinada com outros gases de efeito estufa), o que corresponde a 91% das emissões do país, que naquele ano foram de 732 megatoneladas.

Ontário é um dos principais emissores, em razão da grande indústria de transformação; Alberta, devido à indústria de petróleo e gás; já Quebec e British Columbia, apesar de estarem entre as maiores Províncias poluentes, possuem índices mais equilibrados, em função dos seus recursos hidroelétricos; por fim, Saskatchewan, devido ao aumento do setor de transportes e atividades ligadas à indústria petrolífera.

O anúncio desta semana ocorreu em uma sessão do Parlamento, na qual começou a ser discutida a ratificação do Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 por 195 países, com o propósito de estabelecer ações que possam vir a frear as mudanças climáticas. O Canadá se comprometeu a diminuir as emissões em 30% até 2030, levando em consideração os níveis de emissão de 2005. A expectativa é de que o Governo canadense ratifique o Acordo no decorrer dessa semana.

O Primeiro-Ministro canadense tem reforçado compromissos em torno da agenda climática. Para Trudeau, após anos de oportunidades perdidas, finalmente estão sendo adotadas medidas reais para a construção de uma economia mais limpa. Em março deste ano (2016), Justin Trudeau reuniu-se com Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), quando os dois países assumiram um esforço conjunto para que o Acordo de Paris fosse assinado o mais breve possível. Já em julho, Robert Glasser, chefe do Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNISDR), ressaltou a importância do novo programa ambiental “Clima da América do Norte, Energia Limpa e Parceria Ambiental”, anunciado por Canadá, Estados Unidos e México, que visa expandir em 50% a geração de energia limpa até 2025. Para Glasser, essa parceria é um grande avanço, um compromisso político sério que visa reduzir o risco de futuros desastres climáticos. Além da redução na emissão de carbono, o Programa tem entre seus objetivos a substituição de combustíveis fosseis, até 2020.

Tendo em vista que o Canadá é um dos países com maiores índices de emissão de gases de efeito estufa, alguns analistas assinalam que esse esforço exibe uma mudança política importante, particularmente porque quando sob o comando do primeiro-ministro Stephen Harpen, em 2012, o Canadá se retirou do Protocolo de Kyoto. O Protocolo foi assinado em 1997, entrando em vigor em 2005, nele os países-membros se comprometeram em reduzir as emissões de carbono. O Canadá havia se comprometido a reduzir em 6% as emissões, com base nos índices de 1990, mas, as ao invés de reduzirem, elas aumentaram consideravelmente.

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ImagemA poluição atmosférica, um dos grandes problemas ecológicos atuais” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Poluição_atmosférica

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

[:pt]Brasil e Cuba renovam Acordo de Cooperação do Programa Mais Médicos[:]

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De acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Brasil e Cuba renovaram o Acordo de Cooperação que prevê a vinda de profissionais cubanos para atuar no Programa Mais Médicos, por mais três anos. Conforme o anúncio do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante este período o Ministério pretende ampliar a participação de brasileiros no Programa, com a oferta de 4.000 vagas atualmente preenchidas pelo acordo internacional.

O Ministro destacou que a prioridade desta gestão são os profissionais brasileiros, por isso estarão trabalhando na formação de novos médicos para que eles possam, aos poucos, ocupar as vagas. Uma nova regra que será adotada nos editais também busca ampliar a participação de médicos brasileiros formados no exterior, independentemente do país. Antes, só podiam participar médicos de localidades com proporção superior à do Brasil – 1,8 médicos/mil habitantes.

Apesar de a medida abrir mais oportunidades aos brasileiros, também pode gerar grandes questionamentos das entidades médicas, temendo que profissionais formados em faculdades de menor qualidade no exterior passem a atuar no Brasil. Em resposta às críticas, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ministro Ricardo Barros declarou que “os médicos formados no exterior que vem ao Brasil para o Mais Médicos fazem um curso de adaptação ao modelo do sistema de atendimento na saúde da família e são avaliados nesse período por nossa equipe. Estamos confiando na formação dos médicos”.

Além do anúncio das vagas para brasileiros formados no exterior, também foi definido o reajuste da bolsa-formação paga a todos os profissionais do Programa. O repasse, que era de R$ 10.570 por médico, será alterado para R$ 11.520 a partir de janeiro de 2017, um aumento de 9%.

Como resultado das reuniões com a OPAS e representantes do Governo de Cuba, em julho e setembro, a partir de agora será realizado, anualmente, um reajuste nos valores pagos com base na inflação. Ainda como parte das negociações, foi acertado o aumento no auxílio moradia e alimentação pagos a todos os profissionais do Mais Médicos alocados em áreas indígenas. O reajuste de 10% – de R$ 2.500 para R$ 2.750 – já está em vigor desde agosto passado.

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ImagemCapa da Apresentação do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre o Programa Mais Médicos” (Fonte):

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/setembro/20/renovacao_mais_medicos.pdf

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NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Papa Francisco e Vice-Presidente dos EUA pedem tratamentos acessíveis ao câncer

Na sexta-feira retrasada, (29 de abril), o Papa Francisco anunciou que compartilhava da visão de Joe Biden, Vice-Presidente Norte-Americano, a respeito das afirmações de que o tratamento contra o câncer é algo economicamente não rentável. O Papa julgou “inaceitável” tal condição, não somente para os portadores do câncer, mas também para aqueles que sofrem de doenças raras.

Sua posição surgiu após o discurso de Biden em um Congresso Político, organizado pelo Vaticano (2016), com foco para os estudos de uma ótica moral e ética das novas pesquisas em medicina regenerativa. Segundo divulgado pela mídia, o discurso foi regido pela emoção do Vice-Presidente em ter um histórico com a doença. No ano passado, Biden perdeu seu filho mais velho, de 46 anos, devido a um câncer no cérebro.

Durante o evento, o Vice-Presidente pediu “um compromisso internacional” centrado em tratamento acessível a todos e não apenas para “os privilegiados e poderosos”. Além disso, afirmou que “a religião pode desempenhar um papel chave para o aumento da pesquisa” e aproveitou para agradecer publicamente o apoio do Papa em seu momento mais difícil, enquanto esteve na Filadélfia (Estados Unidos).

A doença em questão foi eleita pela Sociedade Americana de Câncer, em uma conferencia global que ocorreu na China, em 2010, como a doença mais cara no quesito tratamento, e a que mais cresce em número de mortos, superando o HIV, a Malária e a Gripe. Por isso, o apelo feito por Joe Biden vai além das questões pessoais, no casa a sua perda, pois reconheceu que “os seres humanos são a verdadeira razão pela qual os avanços tecnológicos continuam a acontecer”. Dessa forma, na ótica da autoridade estadunidense e do Papa, prezar pela vida, independente do status financeiro, deveria ser prioridade em todo o Sistema Internacional.

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Imagem (Fonte):

http://noticias.terra.com/mundo/europa/en-vaticano-biden-pide-compromiso-global-contra-el-cancer,d251af72fcc13298a6103d3685c663aa8m7plt44.html

MEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Governo dos EUA divulga estudos sobre o efeito da mudança climática na saúde

A muito se fala sobre sustentabilidade e mudanças climáticas, assuntos que ganharam destaque na Agenda Internacional, mostrando preocupação por parte de todo o mundo. Suas causas são variadas, contudo, na medida em que a tecnologia avança, novos meios de consumo surgem, entre eles no setor de exploração de recursos naturais. Essa ação ao longo dos anos ocasionou uma reação por parte da natureza, que, atualmente, vem mostrando os resultados de tamanha exploração.

Na última segunda feira, (4 de abril), foi divulgado um estudo sobre mudanças climáticas e seus efeitos na saúde publica dos EUA. O estudo foi realizado no decorrer de três anos por agências federais Norte-Americanas. Em sua conclusão, foi determinado que, no verão de 2030, as ondas de calor serão maiores que as atuais, portanto, o número de mortos chegará a 11 mil e, caso o Sistema e Sociedade Internacional não intervenham para mudar esse quadro, em 2100 o número crescerá para 27 mil.

Para maiores esclarecimentos, a Casa Branca expôs exemplos dos efeitos causados pela mudança climática. Entre eles estão o maior número de doenças transmitidas por insetos, tais como o H1N1, o Zika vírus, a Dengue, entre outros, e a mudança no valor nutricional dos alimentos que também seria/são afetados, fazendo com que não somente uma parcela da sociedade e sim toda ela seja afetada em seus mais diversos setores.

Segundo os pesquisadores do estudo, doenças relacionadas à água também contribuirão para deficiência na saúde dos cidadãos, visto que inundações derivadas de tempestades, que se tornam cada vez mais fortes e frequentes, afetarão não somente as necessidades materiais, mas também levarão à expansão de mais doenças, devido a sua contaminação.

Relacionado a isso, o estudo ainda aponta para a necessidade de ir além dos acordos feitos em Paris (em dezembro de 2015), onde mais de 200 países se propuseram a combater tais mudanças e suas consequências, que acabam por afetar, de modo acelerado, as pessoas mais vulneráveis, neste caso os idosos e as crianças.

Diante do cenário apontado pelo estudo, Gina McCarthy, administradora da Agência de Proteção do Meio Ambiente (em inglês, EPA) dos EUA, se posicionou ao dizer que o assunto em questão não se remete somente a “geleiras” e “ursos polares”, mas a vida e o futuro de “nossas” crianças.

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Imagem (Fonte):

http://www.style.it/lifestyle/delicious/2011/02/14/inquinamento-e-bambini–che-fare.aspx