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A greve dos professores no Quênia

A greve dos professores no Quênia chega à quarta semana e sem muitas previsões para acabar. Após quarenta anos de luta, a União Nacional de Professores do Quênia e a União de Professores de Educação Primária do Quênia conseguiu uma vitória importantíssima em agosto: a mais alta Corte de Trabalho do país votou a favor do aumento salarial dos professores em mais de 50%[1].

Entretanto, esta decisão do Judiciário tem causado incômodo ao Executivo. De acordo com Sarah Serem, Presidente da Comissão de Remuneração e Salários, o aumento salarial dos professores levaria a um efeito catastrófico no país. Os gastos com salários subiriam de 51% para 61% do orçamento. Em defesa dessa posição, Serem afirma que o Governo poderá rever os salários para todos os trabalhadores, em paralelo às respostas econômicas do país, no entanto, não possui condições para fazer esse reajuste agora. Atualmente, os professores recebem um salário básico de US$ 160 por mês. O Governo estima que o aumento salarial resultaria em um custo adicional de US$ 170 milhões aos cofres públicos[2].

Além de defender a realidade orçamentária, o Executivo tem acusado o comando de greve de violar o direito das crianças à educação, o que a tornaria ilegal[3]. As aulas deveriam ter voltado no dia 31 de agosto, contudo, a greve geral tem deixado aproximadamente 12 milhões de crianças sem aulas há mais de três semanas.

Em uma ação estratégica, que alguns críticos consideram apenas como oportunismo, a Oposição, encabeçada pela Coalizão para a Democracia e Reformas (Coalition for Reforms and Democracy CORD), vai aproveitar este conflito entre professores e Governo para dar entrada em um pedido de Impeachment do presidente Uhuru Kenyatta. O pedido se justificaria porque Uhuru estaria violando a Constituição, uma vez que recusa uma ordem estabelecida na Corte de conceder o aumento salarial aos professores.

Os próprios membros da CORD não acreditam em algum resultado substantivo dessa ação, mas reconhecem que servirá para chamar a atenção da mídia e da população. Além do pedido de Impeachment, a CORD tem chamado a nação para protestar contra as ações do Governo de Uhuru e para apoiar a causa dos professores.

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Imagem (Fonte):

http://allafrica.com/download/pic/main/main/csiid/00250797:47859e6d5f2da2461fb4dc86baab3dd4:arc614x376:w285:us1.png

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Fontes Consultadas:

[1] VerAll Africa”:

http://allafrica.com/stories/201509160230.html

[2] VerAll Africa”:

http://allafrica.com/stories/201509171616.html

[3] VerAll Africa”:

http://allafrica.com/stories/201509161060.html

[4] VerAll Africa”:

http://allafrica.com/stories/201509180447.html