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[:pt]Hong Kong revê posicionamento e mantém importação de carnes do Brasil[:]

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Após a China Continental apresentar no último sábado, dia 24 de março de 2017, que manterá a importação de carnes brasileiras, foi a vez do Governo da região administrativa especial de Hong Kong suspender o embargo à carne do Brasil, tendo declarado tal decisão na última terça-feira, dia 28 de março. No entanto, apesar de ter decidido relaxar a proibição, manteve a postura em relação às carnes congeladas e refrigeradas e as aves das 21 fábricas investigadas no Brasil.

A restrição passou a ser exclusivamente às importações de carnes produzidas por esses frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca da Polícia Federal do Brasil. Do lado do Governo, são 33 fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), suspeitos de corrupção.

As medidas da China e Hong Kong representam uma boa notícia ao mercado brasileiro de proteínas, que ainda não estimou o prejuízo causado pelos embargos gerais dos dois maiores mercados consumidores.

A restrição, por tempo indeterminado, às carnes dos frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca, por parte dos dois maiores compradores, não deve causar muitos danos ao mercado brasileiro, já que essas fábricas representam menos de 0,05% do total das que fazem processamento de carnes no Brasil.

Contudo, algumas das fábricas envolvidas pertencem a grandes marcas famosas, com forte presença no mercado mundial, como a JBS, que, até 2015, detinha 25% do market share, e nem o Governo, nem representantes da indústria de carnes informam o alcance mercadológico dos frigoríficos investigados.

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Imagem 1Brasão da Região Administrativa Especial de Hong Kong da República Popular da China” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Hong_Kong

Imagem 2JBS tinha 25% do mercado mundial em 2015” (Fonte):

https://www.vff.org.au/vff/Media_Centre/Latest_News/MEDIA_2015/Meat_boycott.aspx   

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DEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Reino Unido pede abertura da criptografia do Whatsapp, após atentados em Londres[:]

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Após o atentado na capital inglesa (Londres), quando um cidadão de 52 anos, Khalid Massod, atropelou pedestres na ponte de Westminster e foi morto à tiros, depois de esfaquear um policial, o Governo britânico exigiu a quebra da criptografia de aplicativos como o WhatsApp. Algo que vem se tornando um tema recorrente, em seguida a ações terroristas.

Dessa vez, a Secretária de Assuntos Internos do Reino Unido, Amber Rudd, argumentou que aplicativos como o WhatsApp e outros não podem oferecer um refúgio para atividades terroristas. Ela deixou claro que uma eventual abertura na criptografia do WhatsApp ocorreria conforme procedimentos legais, para proteger o povo britânico. Vale ressaltar também os esforços do Governo na expansão do seu aparato de vigilância, através da Lei de Poderes Investigativos, como foi previamente reportado no CEIRI NEWSPAPER.

Pode-se observar um padrão se constituindo em relação a atentados terroristas, com imediatas manifestações a respeito de programas ou aplicativos de criptografia que garantem a privacidade de seus usuários. Em junho de 2016, o Senado Norte Americano pediu o aumento dos poderes investigativos do FBI para que o mesmo conseguisse acesso aos dados do responsável pelo massacre na Boate Pulse. O mesmo havia acontecido depois do ataque em Bruxelas, em março de 2016, quando a União Europeia também solicitou o aumento de seus poderes de vigilância.

A natureza criptografada do WhatsApp também fez com que o aplicativo sofresse represálias no Brasil, sendo bloqueado diversas vezes por não oferecer informações de seus usuários. O argumento do WhatsApp continua sendo de que, como as mensagens são enviadas e criptografadas de ponta-a-ponta, a mensagem só é descriptografada no dispositivo receptor da mensagem. Portanto, segundo a empresa, não podem oferecer informações que eles mesmo não têm acesso.

O argumento de ativistas ao redor do mundo é de que, ao aumentar o acesso a informações de diferentes usuários (dentre eles, mais de um bilhão, só no caso do WhatsApp), as práticas governamentais de vigilância estariam invadindo a privacidade dos cidadãos, além de “aumentar o palheiro, ao invés de ajudar a procurar a agulha no palheiro existente”. Outro argumento importante é que as informações obtidas sob o pretexto da segurança poderiam ser usadas contra a população, monitorando conversas e informações privadas.

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Imagem 1Ponte de Westminster e prédio do parlamento em Londres” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AWestminster_Bridge_and_Palace.jpg

Imagem 2Secretária de assuntos internos do Reino Unido, Amber Rudd” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3A342303320_Amber_Rudd_MP.jpg

Imagem 3Logo do WhatsApp” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/WhatsApp

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[:pt]Organização de defesa dos Direitos Humanos critica ausência dos EUA durante audiências[:]

[:pt] Na segunda-feira retrasada, 20 de março, foi realizado pela Comissão Internacional dos Direitos Humanos (CIDH) três audiências públicas contra as políticas do atual Governo dos Estados Unidos (EUA). Dentre os temas mais comentados nas…

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DEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]A questão da recusa russa em assinar o Acordo de confiança com a Letônia[:]

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Desde o advento da anexação da península da Criméia pela Rússia, em 2014, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) mantém um relacionamento de baixa intensidade com Moscou, pois adotou a posição de que houve uma agressão russa à soberania ucraniana. A revés desta situação, os Estados do Báltico, sobretudo a Letônia, nutrem um receio de que futuramente seus países possam vir a experimentar uma invasão da Rússia, por abrigarem milhares de descendentes russos da época soviética. O caso produziu um azedamento diplomático no entorno do Báltico, cujo reflexo resultou na ampliação do sentimento de desconfiança mútua entre os Estados locais e na securitização regional.

Com o objetivo de dissuadir a ascensão de belicismos, representantes dos Ministérios da Defesa da Letônia e da Rússia fizeram uma reunião, em 8 de dezembro de 2016, com a intenção de apresentar propostas para a redução de diferenças e busca de transparência com a finalidade de melhorar as relações pelas vias da cooperação. Riga enviou uma sugestão que estipulava a visitação recíproca em zonas de fronteira e de controle de armamentos em conformidade com os princípios do Documento de Viena da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), cujo conteúdo remete ao fomento de medidas de segurança e confiança. Todavia, a proposta foi recusada pela Rússia, no último dia 9 deste mês (março), a partir da alegação de que tal proposta é prematura.

No que tange a questão, o Ministério da Defesa Letão declarou: “Considerando as atividades provocadoras da Rússia perto da fronteira com a Letônia e a falta de transparência, o interesse da Letônia é examinar a capacidade militar da Rússia nas áreas fronteiriças e promover a transparência nos aspectos militares”. Tal declaração decorre do fato de os letões se preocuparem com o aumento dos treinamentos e da atividade militar ao longo da fronteira com os países Bálticos, cujas ações tendem a despertar um clima de insegurança entre as partes.

Já o Ministério da Defesa Russo respondeu com a seguinte afirmação: “Em 2017, o Ministério da Defesa russo, aderindo a política de abertura, convidou uma delegação do Ministério de Defesa da Letônia para visitar a Divisão de Aerotransporte da Brigada de Aviação do Exército na cidade de Ostrov e Pskov, que expressou anteriormente preocupação com o lado da Letônia. No entanto, a solidariedade a NATO impediu o lado letão de enviar representantes para assegurar a ausência de quaisquer ameaças reais do Ministério de Defesa Russo na região”.

Conforme apontam os analistas, percebe-se a existência de carência de fé entre os atores, e o principal entrave talvez seja a estrutura da OTAN na localidade, sobretudo o fato de a Letônia fazer parte do Bloco Militar. Logo, convém que ocorram negociações mais intensas com o propósito de fazer diminuírem as tensões, a exemplo da introdução de um ator neutro capaz de guiar o processo, porém seria necessário a inclusão da vontade de Riga e Moscou em resolver a dificuldade mediante o diálogo e a transparência militar.     

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Imagem 1Bandeira da Letônia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2e/Nuvola_Latvian_flag.svg/1000px-Nuvola_Latvian_flag.svg.png

Imagem 1Bandeira da Rússia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f3/Flag_of_Russia.svg/900px-Flag_of_Russia.svg.png

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[:pt]O desenvolvimento na África Subsaariana: uma epopeia em marcha, ou um sonho – FRAUDES (ou PARTE III)[:]

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Há dois posicionamentos possíveis no discurso do desenvolvimento: o “desenvolvido” e o “não desenvolvido” – este convencionado pelo establishment como o “em desenvolvimento”. A fronteira entre ambos os posicionamentos, no entanto, se faz cada vez mais intransponível, como revelam alguns indicadores. A abertura dos mercados e os incentivos aos investimentos estrangeiros diretos, tido pelos organismos internacionais como uma das principais “receitas” para o desenvolvimento, trazem consigo uma velada conjuntura de prejuízos públicos às nações não desenvolvidas.

Traremos neste artigo e no próximo alguns fatores que revelam essa discrepância de ganhos e perdas entre as nações pobres e ricas com o processo de abertura comercial.

Mão que dá e que tira. Para a África Subsaariana, no ano de 2015, foram doados, aproximadamente, 27 bilhões de dólares. Os principais receptores de doações foram a Etiópia, o Quênia e o Sudão do Sul. Tais doações compõem o orçamento geral de uma série de Estados, devendo ser aplicadas diretamente em projetos que promovam o “desenvolvimento econômico”. No caso de serem direcionadas a outros fins, estas doações não se enquadram como Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA, na sigla em inglês).

Em 1970, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acordaram que seus membros deveriam ter como meta de ODA aos países “não desenvolvidos” uma proporção de 0,7% em relação ao PIB nacional. A recomendação, longe de ter qualquer caráter coercitivo entre os países membros, está, no entanto, distante de ser efetivada: em 2015, as ODA’s totais representaram somente 0,3% do PIB de todas as economias da OCDE. Em outras palavras, assistimos atualmente a uma escassez de financiamento de projetos desenvolvimentistas.

Em contrapartida, um fluxo muito maior do que o total de ODA à África Subsaariana saiu da região, de maneira ilícita, para os cofres de empresas privadas internacionais. O principal meio ilícito utilizado pelas corporações foi através do mecanismo de preços de transferência.

Os preços de transferência constituem-se como uma das fraudes fiscais mais comuns no mundo corporativo. Geralmente ocorre na comercialização de bens entre filiais de uma multinacional e seu escritório geral, com vistas a transferir a contabilização de lucros de regiões com alta incidência tributária para regiões com baixa incidência.

De acordo com a Comissão Econômica para a África, da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014 os governos do continente africano deixaram de arrecadar 50 bilhões de dólares com as fraudes fiscais, conduzidas principalmente por meio da prática de preços de transferência. Esta cifra é quase duas vezes maior do que o total ODA para a região. “Esse dinheiro que poderia ser usado para melhorar as condições de vida e reduzir a pobreza está deixando o continente através de transações ilícitas”, afirmou Thabo Mkebi, ex-Presidente sul-africano, em maio de 2015, ao apresentar do Painel de Fluxos Financeiros Ilegais ao Parlamento Pan-Africano, em Midrand, na África do Sul.

Tecnicamente, os preços de transferência são os preços pagos na comercialização de bens entre filiais do mesmo grupo empresarial. Devido a essa circunstância, eles não são negociados em um mercado livre e aberto, por isso, podem ser diferentes dos que ocorreriam entre parceiros que não estão relacionados, nas mesmas condições comerciais, logo, podem ser preços maquiados.

Com o intuito de transferir os lucros de países africanos para o escritório geral em outros países, as multinacionais normalmente dispõem de dois mecanismos. O primeiro é reportar contabilmente a venda de produtos da filial africana em valor menor do que o praticado no mercado, com o intuito de deliberadamente reduzir o lucro oficial reportado. O segundo mecanismo está na compra, por parte da filial africana, de matérias-primas ou equipamentos em um valor muito superior àquele praticado no mercado, também com o intuito de reportar ao final do ano contábil menores lucros. É nesse sub ou super pagamento que ocorre a transferência de lucros não tributados.

Com menos capital à sua disposição, governos africanos se enfraquecem na promoção de uma infraestrutura adequada. O controle de suas políticas fiscais domésticas é reduzido. Sem as transações financeiras ilícitas, o estoque de capital na África teria crescido 60%. A taxa de investimento em relação ao PIB teria crescido de 19% para 30%, possivelmente criando mais postos de trabalho e crescimento econômico”, afirmou Mkebi, no Parlamento Pan-Africano.

Observa-se que o risco de fraude fiscal a partir dos preços de transferência é proporcional ao aumento da participação da atividade de multinacionais nas economias subsaarianas. A abertura dos mercados aos investimentos estrangeiros diretos, prerrogativa potente dentro do discurso desenvolvimentista, torna as mesmas nações que recebem tais empresas mais suscetíveis a fraudes fiscais. Uma vez não apropriadamente taxados, os lucros não reportados destas corporações prejudica a composição do orçamento geral dos Estados, reduzindo a manobra para condução de políticas públicas que, de fato, poderiam alçar os níveis de renda e de vida. Em outras palavras, a mesma mão que oferta doações anuais para o “desenvolvimento”, goza de fluxos financeiros ilícitos, muito maiores do que o volume de doações, arrefecendo o próprio “desenvolvimento” desejado.

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Imagem 1 Pobreza Urbana” (FonteCommons Wikimedia):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Urban_Poverty.jpg

Imagem 2 Logotipo da OCDE” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organização_para_a_Cooperação_e_Desenvolvimento_Económico

Imagem 3 Sala do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas na sede da ONU, em Nova Iorque, do qual a Comissão Econômica para a África, da Organização das Nações Unidas é um braço” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Económico_e_Social_das_Nações_Unidas

Imagem 4 Logo para o Parlamento Pan-Africano” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Pan-African_Parliament

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ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]A situação da desigualdade na China sob o olhar de Thomas Piketty[:]

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A desigualdade de renda e patrimônio é um dos maiores desafios para a estabilidade da economia global. A desigualdade entre os Estados bem como a desigualdade manifesta no âmbito intraestatal, causam efeitos negativos sobre o desenvolvimento e sobre os níveis de bem-estar das populações. A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a redução da desigualdade como um dos objetivos da Agenda do Desenvolvimento Sustentável para o ano de 2030.

Segundo a ONG de origem britânica Oxfam, que utiliza dados disponibilizados pelo Banco Credit Suisse, desde o ano de 2015, os 1% mais ricos da população global possui um patrimônio maior do que os 99% restantes, além disto, os oito homens mais ricos do mundo possuem a mesma riqueza que a metade mais pobre da população global.

Thomas Piketty chamou atenção para os riscos do crescimento da desigualdade no seu livro “O Capital no Século XXI”, lançado em 2013. Um recente estudo conduzido por este autor e outros pesquisadores acerca da situação da desigualdade na China aponta que o país possui uma renda per capita média que é de 3 a 4 vezes menor do que a renda dos Estados Unidos, entretanto, possui ainda um recorte de 130 milhões de pessoas que detêm uma renda equivalente à dos países desenvolvidos. Adicionalmente, a participação dos 50% mais pobres da população chinesa na renda nacional caiu de 28% para 15% no período de 1978-2015, enquanto a renda dos 10% mais ricos subiu de 26% para 41% do total da renda nacional, no mesmo período.

O mesmo estudo afirma que a concentração de renda do grupo dos 1% mais ricos da China ainda é menos preocupante que a situação encontrada nos Estados Unidos, visto que na China este grupo controla 13% da renda nacional, enquanto nos Estados Unidos a cifra chega a 20%. A desigualdade é um problema que afeta de maneira mais intensa as pessoas que estão no início de suas vidas profissionais e lutam para adquirir patrimônio. Estima-se que haja 385 milhões de chineses entre as idades de 18-35 anos, denominados como a geração “Millennial”. O agravamento da desigualdade terá efeitos perniciosos, sobretudo para este grupo, caso não haja políticas que assegurem o acesso a empregos qualificados e redistribuição de renda.

Nos países desenvolvidos, já se observa um fenômeno no qual os jovens possuem, em média, níveis educacionais mais elevados do que a geração anterior, no entanto, possuem menos renda e patrimônio do que os seus pais eram capazes de conquistar, considerada a mesma faixa etária. No médio e longo prazo, a China precisa promover políticas públicas de modo a evitar que a desigualdade em sua economia alcance níveis similares aos encontrados nos países centrais do capitalismo.

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Imagem 1 Poster: The answer to Inequality cant be blindness” / “Poster: A resposta à desigualdade não pode ser cegueira” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9f/Answer_to_inequality_cant_be_blindness_poster_vector.svg/2000px-Answer_to_inequality_cant_be_blindness_poster_vector.svg.png

Imagem 2 Thomas Piketty” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9a/Thomas_Piketty_2015.jpg

Imagem 3Three people that appear to be Millennials using smartphones” / “Três pessoas que parecem ser Millennials usando smartphones” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Millennials

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BLOCOS REGIONAISDEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Manifestações relembram os dezoito anos dos bombardeios da OTAN à Iugoslávia[:]

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Na última sexta-feira (24 de março de 2017), centenas de cidadãos sérvios se juntaram em Belgrado, próximos à ponte de Grdelica, em luto pelo 18º aniversário da campanha de bombardeios efetuados pela OTAN no ano de 1999, na então República Iugoslávia. O ocorrido fez parte da Guerra do Kosovo, conflito armado que consistiu nos embates entre forças do Exército Iugoslavo, o Exército de Liberação do Kosovo – guerrilha independentista – e uma coalizão de membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a KFOR (Kosovo Force). Entre 24 de março e 9 de junho daquele ano (1999), ataques aéreos diários efetuados por forças da coalizão assolaram Belgrado. Ações que estavam inicialmente focadas em instalações do Exército Iugoslavo alargaram-se, à medida que a oposição de Slobodan Milošević (Presidente da República Iugoslava à época) resistia a assinar os Tratados de Rambouillet*.

Em 9 de julho, Belgrado concordou em retirar seu Exército e a força policial sérvia do Kosovo, suspendendo as incursões aéreas da OTAN, e concordou com a determinação da Organização para a ocupação, temporariamente, de tropas terrestres pela Kosovo Force (KFOR), que assim encerraram os bombardeios.

Na cerimônia da última semana, o Primeiro-Ministro sérvio, Alexsandar Vucic, reiterou que a “Sérvia está mais forte que era naquela época” e adicionou: “nunca mais sofreremos uma agressão de que nós não sairemos como vitoriosos”. Por causa do ocorrido, a Sérvia frui relações que verificam elevada parcimônia com a OTAN. Ambas entidades assinaram o “Partnership for Peace” (Parceria para a Paz, em tradução livre) no ano de 2006, visando uma abertura para o diálogo em torno da segurança do continente europeu. Algumas parcerias foram feitas no decorrer dos anos, porém, o Estado sérvio mantém sua posição de militarmente neutro, sem ambição de se juntar aos Estados-membros da OTAN. Pesquisa feita pelo Institute for European Affairs revela que 64% do país não aceitaria desculpas vindas da OTAN pelo ocorrido.

Em Pristina, capital do Kosovo, a tônica da data foi outra. O Primeiro-Ministro, Isa Mustafa, escreveu em suas redes sociais: “o lançamento da campanha aérea da OTAN […] é um dia histórico para o Kosovo e para a OTAN, mas também carregado de um conceito de liberdade e de nossa proteção contra regimes criminosos”. As duras críticas ao Governo da Iugoslávia, à época, permeiam a consolidação do Kosovo como uma República autônoma até hoje. No dia 16 de março de 2017, o presidente Hashim Thaci anunciou a intenção de instaurar um Exército nacional próprio, desvencilhando-se completamente das forças internacionais que ainda estão presentes no país. Em entrevista para o Voice of America, Thaci salientou que o Exército seria multiétnico, não somente constituído de membros oriundos da etnia albanesa.

O então porta-voz da OTAN, o britânico Jamie Shea, arguiu que a decisão de lançar ataques aéreos na Iugoslávia veio rapidamente “com um consenso verdadeiro e determinação em torno da mesa do Conselho da OTAN”. Ele considera que nos conflitos da Guerra da Bósnia, a OTAN exerceu um papel hesitante, mas que ela conseguiu agir antes de um massacre.

A KFOR, atualmente, ainda está presente no Kosovo e se mostra veementemente contrária a posição do Kosovo lançar iniciativas pela construção de um Exército próprio. Para Shea “o Kosovo realmente precisa se concentrar na reforma política, na luta contra a corrupção e na educação do seu povo […] não vejo como a criação de um exército […] seria útil para a estabilidade”.

Recentemente, em uma nota divulgada para a imprensa, a OTAN e os EUA alertaram o país para a medida. Declararam: “Apoiamos a transformação gradual e transparente da Força de Segurança do Kosovo numa força multiétnica, em conformidade com as normas da OTAN, mas esta transformação deve ser feita de acordo com a Constituição do Kosovo e através de um processo político inclusivo e representativo que reflita a democracia multiétnica do Kosovo”.

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* A Conferência de Rambouillet consistiu em uma série de diálogos no início do ano de 1999 para estabelecer as pazes entre a Iugoslávia e os albaneses do Kosovo (etnia majoritária), que foram mediados pela ex-Secretária de Estado dos Estados Unidos, Madeleine Albright.

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Imagem 1 Ministério da Defesa da Iugoslávia atingido pelos bombardeios de 1999” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Serb-milit-bomb-nato.jpg

Imagem 2 Emblema da KFOR em ambos os caracteres, latino e cirílico(Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Kosovo_Force

Imagem 3 F117, caça utilizado nos bombardeios da OTAN(Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:F-117_Operation_Allied_Force.jpg

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AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Governo de Donald Trump não descarta ataque militar preventivo contra a Coreia do Norte[:]

[:pt] “A política de paciência estratégica acabou”, afirmou o Secretário de Estado Norte-  Americano, Rex Tillerson, em relação as provocações da Coreia do Norte. O pronunciamento ocorreu na penúltima sexta-feira, 17 de março, e foi…

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