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[:pt]Desenvolvimento sustentável na China e o fechamento de 103 usinas de produção de energia à base de carvão[:]

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O Presidente chinês, Xi Jinping, reafirmou o compromisso da China em promover a cooperação internacional na área do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, na ocasião no Fórum Econômico Mundial de Davos (2017), ressaltando a importância dos Acordos de Paris*, negociados no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Conforme declarou: “O Acordo de Paris é um uma conquista que demandou muitos esforços… Todos os signatários deveriam manter seus compromissos e não abandonar o que foi negociado”. O discurso do Mandatário é um importante gesto político, entretanto, as ações são mais importantes do que as palavras.

Nesse sentido, o fechamento de 103 usinas de produção de energia a base de carvão na China é um gesto emblemático, que demonstra os esforços do país no sentido de reduzir as suas taxas de poluição e promover um modelo econômico que prime pela sustentabilidade. Várias das usinas já estavam em fase de construção e os projetos se estenderiam por 13 Províncias do país. O uso do carvão como matriz energética caiu de 68,7% do total de energia consumida pela China, no ano de 2014, para 65%, no ano de 2015. Uma queda acentuada, mas que demonstra o longo caminho que ainda precisa ser trilhado.

A China representa 25% do total da produção global de energias geradas através de fontes renováveis. O plano econômico quinquenal vigente, para o período de 2016-2020, tem forte ênfase em inovação e no desenvolvimento de tecnologias verdes, incluindo o objetivo de reduzir as emissões de carbono do país em 18%, até o ano de 2020. Atualmente, a China investe um montante superior ao da União Europeia no desenvolvimento de tecnologia e de energias renováveis.

Uma grande dose de vontade política será necessária para que continue a trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável, fato que parece estar sendo comprovado pelas iniciativas acima referidas. Além disso, novas formas de cooperação entre governos, empresas privadas e a sociedade civil serão necessárias para enfrentar o desafio sistêmico do combate ao aquecimento global. O enfraquecimento da posição dos Estados Unidos no debate sobre este importante tema apresenta uma conjuntura de oportunidade para a projeção da liderança chinesa, possibilitando simultaneamente o aumento do poder brando do país e contribuindo para o bem público global.

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Notas e Fontes consultadaspara maiores esclarecimentos:

O Acordo de Paris visa lidar com a redução e a adaptação da emissão de gases que contribuem para o aquecimento global. Espera-se que o Acordo entre em vigência no ano de 2020. Até o presente, 194 países assinaram-no, sendo que 133 deles já o ratificaram no âmbito de suas jurisdições internas. 

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Imagem 1 Usina de Produção de energia a base de carvão ” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d6/Coal_power_plant_Datteln_2_Crop1.png

Imagem 2 Gráfico sobre Consumo e Produção de Energia na China” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/13/China-primary-energy-ej-2009v1.svg/2000px-China-primary-energy-ej-2009v1.svg.png

Imagem 3 Círculos de Sustentabilidade” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Circles_of_Sustainability_image_(assessment_-_Melbourne_2011).jpg

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ECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]As Fintechs e os imigrantes nos EUA[:]

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Durante duas décadas, diversos imigrantes em todo mundo enviavam dinheiro por meio de lojas de remessas tradicionais, como a Western Union. Agora, com a revolução das fintechs (o segmento das startups que cria inovações na área de serviços financeiros com processos baseados em tecnologia), há novas opções que tornam mais rápido, fácil e barato fazer remessas pelo mundo.

Uma tendência das fintechs está em atender o mercado de imigrantes, tradicionalmente desconsiderado, por ser de alto risco e gerar baixa margem de lucro. Essas empresas estão ajudando os imigrantes a aprofundar suas raízes nos EUA, em uma época na qual a retórica anti-imigração domina a política nacional, e, por isso, possibilitam acesso a transferências internacionais, empréstimos e até mesmo contas bancárias.

Muitas firmas emergentes no setor de fintech consideram os serviços financeiros para imigrantes como uma fonte inexplorada de receita, a exemplo do Remitly, TransferWise e Xoom, juntamente com outros, como o Lendup e a Oportun, que emprestam a mutuários de alto risco. Assim, as comunidades de imigrantes têm cada vez mais acesso a serviços financeiros com seus smartphones, destacando-se que, de acordo com um estudo da Pew 2015, 13% dos latinos nos EUA dependem de smartphones como sua única fonte de acesso à Internet, em comparação com apenas 4% dos brancos.

Na campanha de Donald Trump, foi divulgado o seu plano de imigração, que indicava a possibilidade de “imobilizar todos os pagamentos de remessas provenientes de salários ilegais”, caso o México se negasse a pagar pelo muro a ser ampliado entre o México e os EUA. Neste documento, Trump propõe ainda regulamentar as empresas de remessas por meio das Leis Antiterrorismo dos EUA, que agora se aplicam aos Bancos e outras instituições financeiras.

Analistas indicam que ainda não está claro se o plano de imigração da campanha de Trump representa uma ameaça real para a segmento de remessas. O plano foi criticado, em parte, devido à dificuldade em diferenciar as transferências de imigrantes legais e irregulares, algo que terá de ser esclarecido.

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Imagem 1Cartão de uma fintech e smartphone com aplicativo aberto” (Fonte):

https://imagens.canaltech.com.br/145619.256877-FinTechs.jpg

Imagem 2Utilização de pagamentos online” (Fonte):

http://cards-expo.com.br/blog/tudo-que-voce-precisa-saber-para-entender-as-fintechs/

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AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]Aumenta o número de imigrantes que fogem dos EUA para o Canadá[:]

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Durante os debates que antecederam as eleições presidenciais dos Estados Unidos (EUA), entre 2014 e 2016, o então candidato Donald Trump tornou-se o centro de muitos  comentários na imprensa internacional, graças aos seus discursos, considerados por analistas internacionais e pela opinião pública como “radicais, conservadores e protecionistas”. Alguns daqueles pronunciamentos diziam respeito ao sistema de imigração que, segundo Trump, precisa de uma reforma intensiva, algo que incluiria a deportação de até três milhões de imigrantes ilegais.

Na última semana, Trump realizou um discurso prolongado no Congresso dos EUA e, durante sua declaração, ele se mostrou determinado a implantar o projeto de imigração que tem por finalidade realizar uma triagem “por mérito, significando que será permitida a entrada e/ou permanência de imigrantes no território estadunidense, desde que estes não possuam registros criminais. Para ele, esta seria uma forma de manter “o controle na entrada de pessoas em nosso país”. Caso o projeto siga adiante, milhões de indocumentados poderão ser legalizados.

Segundo Trump, alguns dos problemas ocasionados pela imigração ilegal que ocorre no país incide na falta de empregos e nos baixos salários para os que são de origem estadunidense. Por isso, o Presidente declara que o Projeto implicará na solução do problema do desemprego. Em suas palavras: “Ao cumprir nossas leis de imigração, aumentaremos os salários e criaremos empregos”.

Enquanto as medidas são tomadas, os imigrantes que temem não ser aprovados pela triagem começam uma nova jornada, dessa vez para o Canadá. As autoridades canadenses registraram nos últimos dez meses que cerca de 400 pessoas chegaram ao país pela cidade de Emerson, localizada na região central do território canadense. Já na última segunda feira, 27 de fevereiro, foi registrado que mais de 143 pessoas ultrapassaram a fronteira do país, em apenas cinco dias. A Polícia Montada conseguiu prender 39 delas, porém prevê-se que aumente o número de tentativas de saída dos EUA.

Com a chegada do alto número de solicitantes de asilo, a Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá obrigatoriamente teve que estabelecer um escritório móvel na cidade de Emerson, para processar os pedidos. A certeza dos imigrantes de que o Canadá irá lhe conceder abrigo tem a ver com o Acordo dos canadenses com os EUA, chamado de “terceiro país seguro”, o qual foi realizado em 2004.

Esse Acordo exige ao imigrante que anseia por refúgio que realize o pedido no primeiro país seguro a que chegar, no caso em questão, os EUA. Contudo, caso o solicitante entre de forma ilegal no Canadá e aí faça pedido de asilo, sua deportação imediata aos EUA será impedida. Dessa forma, este Acordo se constitui em esperança para os imigrantes, os quais se submeteram a caminhar durante horas, também ao longo da noite, cruzando campos nevados com temperaturas negativas, para poderem cruzar a fronteira entre os dois países.

Em muitos casos, assistências médicas foram necessárias para cuidar da condição de alguns indivíduos que sofreram com o congelamento das extremidades, tendo ocorrido situações em que foram amputados os seus dedos. Dentre os destinos na lista dos imigrantes vindos dos EUA, também estão as zonas rurais na província de Quebec.

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Imagem 1Retrato Oficial de Donald Trump” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_official_portrait.jpg

Imagem 2O Arco da Paz, na fronteira entre Surrey, Colúmbia Britânica, e Blaine, Washington” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fronteira_Canad%C3%A1-Estados_Unidos#/media/File:Peacearchuscanadaborder.JPG

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AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]O Aumento do Orçamento Militar Estadunidense[:]

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Na nova cena política de Washington o curso das diretrizes de governabilidade promovidas pelo presidente Donald Trump tem instaurado um cotidiano de tensão dentro e fora das fronteiras estadunidenses. Na última semana, com o anúncio feito sobre o aumento do orçamento militar, criaram-se mais pontos preocupantes para a reflexão sobre como se dará a administração republicana nesse ciclo presidencial, iniciado com mudanças nas prerrogativas sociais, políticas, econômicas, diplomáticas e, agora, militares.

Nesse novo movimento, os Estados Unidos se preparam para um dos maiores rearmamentos de sua história, algo em torno de 9% em relação ao último orçamento, ou US$ 54 bilhões a mais no montante que já estava em US$ 596 bilhões.

De acordo com o anúncio feito pelo Presidente, na última segunda-feira, dia 27 de fevereiro, esse crescimento histórico deverá ser compensado por meio de um plano geral de redução de outras despesas em diversas agências governamentais, salvo dois itens que poderiam instar desaprovação popular e dificuldades de aprovação na Câmara dos Representantes e no Senado: as pensões e a assistência à saúde (Obamacare).

Ainda sobre o anúncio, o Presidente republicano acredita que a escalada militar reflete não apenas uma forma de reafirmar o patriotismo, algo que permeia seu discurso de “fazer a América grande novamente”, mas o vincula à prosperidade econômica, haja vista que os equipamentos militares a serem construídos serão feitos com mão de obra norte-americana.

Um contraponto à expansão militar surgiu após o anúncio presidencial, através da crítica de 120 Generais e Almirantes aposentados, entre os quais o diretor da Central Intelligence Agency (CIA, na sigla em inglês) na administração de Barack Obama (2009-2017), David Petraeus, além do ex-chefe das Forças Armadas, George Casey. Na carta elaborada pelos antigos altos comandantes para os líderes do Congresso foram destacados os riscos em reduzir o Orçamento do Departamento de Estado, no que tange aos programas de ajuda externa, tais como os que são feitos pela United States Agency for International Development (USAID, na sigla em inglês).

Segundo ainda os mesmos Generais, o serviço diplomático e suas Agências de Cooperação são necessários no auxílio da promoção da ordem e da paz e funcionam como ferramentas de prevenção a conflitos, bem como diminuem a necessidade de envio de tropas para terrenos hostis.

De acordo com especialistas consultados, Mick Mulvaney, Diretor do Escritório de Administração e Orçamento, que está a cargo de realizar a reestruturação orçamentária do Presidente Trump, pretende reduzir drasticamente o orçamento da Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency – EPA, na sigla em inglês) para, assim, alocar parte dos recursos no Departamento de Defesa (DoD, na sigla em inglês). Outro órgão governamental que deverá ser atingido é o próprio Departamento de Estado, que, com as ajudas externas já mencionadas acima, representa aproximadamente 1% do Orçamento Federal, que inclui dentre os inúmeros projetos aqueles que envolvem políticas de Segurança Nacional.

Com a nova proposta orçamentária almejada pelo Presidente republicano, os gastos militares totais dos Estados Unidos passariam a ser superior a US$ 600 bilhões, três vezes mais que o valor gasto pela China em defesa, hoje alçado em, aproximadamente, US$ 215 bilhões, bem como superior a todos os gastos somados de outros nove países, conforme análise do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI, na sigla em inglês): China, Arábia Saudita, Rússia, Reino Unido, Índia, França, Japão, Alemanha e Coréia do Sul. Em complemento, o percentual em defesa gasto pelos EUA em 2015 foi 54% de todo o gasto discricionários federais. Comparativamente, outros gastos importantes representam fatias muito inferiores. A título de exemplo, os gastos com educação representaram 6% do total; os com o Seguro Social e Assistência ao trabalhador corresponderam a apenas 3%; os realizados para o setor de Transporte, representaram apenas 2% do total; e os gastos com Saúde foram apenas 6% do montante.

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Imagem 1Desfile durante a cerimônia de aposentadoria do Presidente do EstadoMaior Conjunto, General Henry H. Shelton, em Fort Myer, Virgínia, em 2 de outubro de 2001” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Armed_Forces#/media/File:Jointcolors.jpg

Imagem 2Soldado do Primeiro Batalhão Ranger em exercício em Fort Bragg, Carolina do Norte” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Army#/media/File:Ranger_MOUT_exercise.jpg

Imagem 3Rangers durante operação em Nahr-e Saraj, Afeganistão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Army#/media/File:Flickr_-_DVIDSHUB_-_Operation_in_Nahr-e_Saraj_(Image_5_of_7).jpg

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]O esquema da Odebrecht se articulou em vários países [:]

[:pt] Conforme vem sendo disseminado na mídia internacional, em especial na latino-americana, o esquema elaborado pela empresa Odebrecht superou as fronteiras brasileiras. Segundo levantamento feito pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), foram aproximadamente…

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AMÉRICA LATINADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Grupo Guerrilheiro colombiano FARC entrega as armas[:]

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No último dia 2 de fevereiro, quinta-feira passada, a Missão das Nações Unidas na Colômbia anunciou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) iniciaram o processo de entrega dos seus armamentos. Essa é uma das etapas do Acordo de Paz ajustado entre o Governo colombiano e o grupo guerrilheiro.

A região onde se localiza Los Pondores, situada ao norte da Colômbia, foi o ponto final de um dos mais sangrentos conflitos atuais da humanidade. Na localidade, foi criado um campo de desmobilização chamado Ponto Transitório de Normalização de Pondores, que fica dentro dos limites do departamento de La Guajira.

Os integrantes das Farc marcharam para o local, onde foram recebidos pelo alto-comissário para a paz do governo do país, Sergio Jaramillo. Além de Jaramillo, estavam presentes a liderança da entidade paramilitar, Ivan Márquez, e o vice-diretor do grupo de observadores da Missão da ONU, José Mauricio Villacorta.

O representante da ONU na ocasião, Villacorta, afirmou que “Enquanto missão da ONU, esse momento é crucial porque significa que nós continuaremos a verificar o cessar-fogo e a suspensão das hostilidades através de nossa participação no Mecanismo Tripartite. E nós seremos capazes de começar a parte operacional da verificação da deposição de armamentos”.

Vale ressaltar que a entrega dessas armas já estava sendo articulada há cerca de 6 (seis) meses, desde setembro do ano passado (2016), quando o Acordo foi assinado. O primeiro passo consiste em as Farc fornecerem todas as informações para identificar, registrar e coletar as armas em seu poder. Dentro desse universo, também serão incluídas minas ou restos de explosivos que estejam espalhados pelo país.

Diante desses fatos, o que se observa é que o Acordo está se tornando uma realidade. Apesar do grande contingente de pessoas que se deslocou ao Ponto Transitório de Normalização de Pondores, cerca de 5.800 pessoas, não houve nenhum incidente grave, o que foi comemorado pelos representantes da ONU. Contudo, o que resta aos expectadores dessa grande mobilização é a torcida para que a paz seja de uma vez estabelecida.

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Imagem 1 Bandeira das FARC” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Forças_Armadas_Revolucionárias_da_Colômbia#/media/File:Flag_of_the_FARC-EP.svg

Imagem 2 Sergio Jaramillo Caro” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Sergio_Jaramillo_Caro#/media/File:Sergio_Jaramillo_Caro.jpg

Imagem 3 Foto de la primera pagina del Acuerdo Final Para La Terminación Del Conflicto Y La Construcción De Una Paz Estable Y Duradera’ (texto completo aquí) publicado 24 de agosto de 2016” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Acuerdos_de_paz_entre_el_gobierno_Santos_y_las_FARC#/media/File:Acuerdo_final.jpg

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[:pt]Venezuela pede a Donald Trump que anule Decreto de Barack Obama[:]

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Logo após a saída de Barack Obama da Presidência dos EUA, o Governo venezuelano fez um apelo ao novo mandatário estadunidense, Donald Trump, referindo-se ao Decreto que considera a Venezuela uma ameaça à segurança norte-americana. Na ordem de Obama, que era tido pelo Governo Maduro um inimigo do seu povo, está explícito que a Venezuela [é] uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos Estados Unidos.

A ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou: “a Venezuela pede permanentemente que esta ordem executiva seja anulada e esperamos que o presidente Trump não siga pelo caminho da obsessão e irracionalidade”. Com a ascensão de Trump, no último dia 20, Nicolás Maduro apressou-se em afirmar no seu programa “Los domingos com Maduro” que espera que, nos próximos anos, possa constituir relações de “comunicação e respeito” com o novo Governo americano.

A tensão entre os dois países existe há tempo, especialmente com o avanço do chavismo no poder. Ilustrativamente, desde 2010, Washington e Caracas, respectivamente as capitais dos Estados Unidos e da Venezuela, estão sem embaixadores. Com o Decreto do ex-presidente Obama, aumentou a animosidade entre ambos os Estados.

Maduro declarou, ainda, que seu país quer ter “as melhores relações políticas, energéticas e econômicas” com os americanos, mas sempre com base no respeito, na comunicação e na “não ingerência em assuntos internos”. Afirmou também que espera o “melhor” para os Estados Unidos e que o país possa construir relações de respeito e cooperação com toda a América.

Entretanto, a posição dos venezuelanos, assim como dos demais países no sistema internacional, é de cautela com relação a Donald Trump, sendo necessário aguardar para poder compreender o perfil e o comportamento de Trump, tanto em sua política doméstica como nas relações exteriores.

A ministra Delcy Rodríguez questionou se a postura do novo presidente Trump será similar a do candidato presidencial Donald Trump, significando isso que o governante da Venezuela se questiona se ele realmente irá cumprir os compromissos de campanha, uma dúvida que é compartilhada com os demais mandatários pelo mundo. A esperança é de que construa uma Política Externa diferente da de Obama, pois, conforme também declarou a venezuelana, Obama “seguiu pelo caminho da obsessão da Venezuela, e esperamos que Donald Trump não tome esse caminho novamente”.

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Imagem 1 Nicolas Maduro” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nicolas_Maduro_-_ABr_26072010FRP8196.jpg

Imagem 2 Barack Obama” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama#/media/File:President_Barack_Obama.jpg

Imagem 3 Delcy Rodriguez” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Delcy_Rodr%C3%ADguez

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