ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

A candidatura olímpica da Suécia e Letônia para 2026

O Comitê Olímpico Internacional (COI) é a autoridade responsável pela organização dos Jogos Olímpicos de verão e de inverno. O COI recebe e analisa as candidaturas dos diversos Estados para a realização das Olimpíadas. A cidade sede dos jogos é muito disputada, pois, sediar uma competição deste porte contribui para a economia, além da visibilidade que passa a ter a cidade e o Estado anfitrião.

A Suécia e a Letônia submeteram candidatura conjunta para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, às quais compartilhariam da logística de atividades esportivas. Todavia, a escolha das cidades suecas de Estocolmo e Are, e da cidade letã de Sigulda não foram apreciadas para o evento. Possivelmente, a questão contrária foi o entendimento pelo COI da baixa intenção dos atores.

As cidades sedes escolhidas para os próximos Jogos de Inverno de 2026 foram Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, às quais venceram a disputa por 47 votos em relação a seus rivais suecos e letões, que obtiveram 34 votos. Poucas candidaturas foram recebidas pelo COI, e somente os italianos, suecos e letões permaneceram na busca pela Olimpíada de Inverno. A principal razão de déficit no interesse foram os altos custos do evento, os quais contribuíram para a declinação dos demais concorrentes.

Arcos olímpicos

O jornal The Baltic Times trouxe a afirmação de Christophe Dubi, Diretor de Esportes do COI, sobre a preocupação com a proposta sueca e letã pouco tempo antes da decisão final: “Recebemos várias cartas de intenções e garantias não vinculantes, que não representam compromissos vinculantes e, portanto, colocam em risco a entrega das aldeias olímpicas”.Mas, conforme o The Baltic Times, o porta-voz sueco da candidatura afirmou em sua resposta ao COI: “Temos um diálogo contínuo, positivo e construtivo com o COI”.

Os analistas compreendem que as políticas de austeridade empregadas por muitos Estados é um indicativo da retirada de diversas candidaturas, visto que as populações destes Estados entenderam por correto que os custos de uma Olimpíada seriam altos demais para o contexto atual. Em relação a candidatura sueca/letã, a quantidade de votos sinaliza boa assertividade do marketing, todavia, é possível que a negativa tenha ocorrido por indisposições políticas internas, às quais podem ter levado o COI a escolher a Itália.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Competição de Curling nos Jogos Olímpicos de Inverno” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/2010_Winter_Olympics_-Curling-Women-_GBR-SWE.jpg

Imagem 2 Arcos olímpicos” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3e/IOCrings.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Futebol no Oriente Médio a caminho da Copa em 2022

O futebol no Oriente Médio não é estranho às manchetes das páginas de esportes no Ocidente. As transferências milionárias de grandes jogadores em vias de se aposentarem na Europa, ou de jovens promessas tentando escapar da incerteza do mercado na América do Sul são temas recorrentes de projeção e debate. 

A decisão da Federação Internacional de Futebol, Associação (FIFA, da sigla em francês de Fédération Internationale de Football Association) de conceder a sede da Copa do Mundo de Futebol Masculino em 2022 para o Qatar suscitou os mais diversos tipos de reação. O investimento entre US$ 6-8 bilhões* para construir novos estádios e a mudança da competição para dezembro demonstram até onde o país estava disposto a ir para ser sede do evento.

A empreitada do Qatar acontece no marco mais amplo de uma disputa regional. O uso do esporte é uma ferramenta para alcançar prestígio internacional, bem como consolidar-se em posição de vantagem frente a vizinhos como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

Apesar da disputa regional e do bloqueio imposto ao Qatar, esses países necessitaram replicar imagens da Al-Jazeera para transmitir a Copa do Mundo de 2018 em seus territórios. A relação com o público pode ser ainda mais difícil, caso as restrições de viagens se mantenham enquanto o país sedia o maior evento de futebol no planeta.

Logo da Copa do Mundo de 2022, que será realizada no Qatar

Para além da realização da Copa do Mundo de Futebol, o Estado catari investiu na melhora dos resultados esportivos. Com uma seleção composta de jogadores que nasceram em 10 países diferentes, sagrou-se campeão da Copa da Ásia em 2019, se impondo a adversários no esporte e na política, como o país-sede Emirados Árabes Unidos. Também garantiu uma participação na Copa América, que ocorre no Brasil entre junho e julho de 2019.

De elemento fortalecedor de identidades nacionais, facilitador para mobilizações políticas, até espaço de disputa, o futebol é um fator extremamente presente na vida das pessoas. Por conta disso, é uma ferramenta de soft power tão almejada.

Entretanto, não somente devido a transações milionárias o esporte se destaca, ele possui, também, um lugar histórico na região, carregado de significados indenitários e políticos. Como em muitos lugares do mundo, futebol e política conectam-se em mais de um aspecto, e o esporte expressa muito sobre as sociedades e sua organização.

Durante os eventos da Primavera Árabe, torcidas organizadas foram um ponto central de organização de protestos no Egito e na Tunísia. Para alguns analistas, o ambiente político repressivo encontrava um alívio nos estádios. O jornalista James M. Dorsey também afirmou ao portal Play the Game que a experiência dos torcedores nas disputas de rua foi essencial para manter coesão no princípio dos protestos. Outro exemplo que pode ser citado, é que, em contraposição à discussão que se arrasta faz décadas quanto ao reconhecimento do Estado Palestino em distintos fóruns internacionais, o país faz parte da FIFA desde 1998.

Jogador segura bandeira do Qatar após vitória sobre os Emirados Árabes Unidos na Copa da Ásia

Uma recente disputa tem acontecido no órgão, que é o pedido por parte da Federação Palestina, que demanda punições à Israel por estabelecer uma série de clubes baseados nos assentamentos localizados nos territórios da Faixa de Gaza e promover estas equipes no campeonato nacional israelense.

Outro exemplo de embate político envolvendo o futebol e as relações entre estes dois povos veio logo antes da realização da Copa do Mundo da Rússia, em 2018. A agenda preparatória da seleção da Argentina incluía um jogo amistoso em Jerusalém, contra a seleção israelense. A pedido da Autoridade Nacional Palestina e diversas organizações, Lionel Messi e seus companheiros desistiram de cumprir com a agenda no Oriente Médio.

Os estádios no Oriente Médio também têm sido espaços para disputas envolvendo questões de gênero. Depois de anos de pressão, mesmo após uma lei assinada pelo então presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2006, o público feminino passou a ser aceito nos estádios do Irã, algo que ocorreu  a partir de outubro de 2018. 35 anos após a Revolução Islâmica decretar que a presença de mulheres nos estádios contrariava princípios religiosos, a decisão foi comemorada como uma expansão das liberdades civis.

Apesar dos vultuosos investimentos de ricos setores do Oriente Médio em grandes clubes europeus aumentar a cada ano, o papel social do esporte também tem tido crescente importância. Como afirmou o jornalista James M. Dorsey ao “The Mint”, na região é “a única instituição que pode rivalizar – ao evocar tanta paixão – com a religião”, permitindo ao esporte ser um espaço de realização, ou também influenciar sentimentos.

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Nota:

* Aproximadamente entre 23,5 e 31,4 bilhões de reais, de acordo com a cotação de 31 de maio de 2019.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Foto da Seleção Nacional do Qatar durante a Copa da Ásia em 2019” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Qatar_national_football_team.jpg

Imagem 2Logo da Copa do Mundo de 2022, que será realizada no Qatar” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/69/Qatar_2022_Logo.png

Imagem 3Jogador segura bandeira do Qatar após vitória sobre os Emirados Árabes Unidos na Copa da Ásia” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/61/Ali_Afif_%286376451251%29.jpg/1600px-Ali_Afif_%286376451251%29.jpg

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6 de Abril: Dia Internacional do Esporte pelo Desenvolvimento e Paz

O último dia 6 (abril de 2019) foi marcado por diversas manifestações e eventos realizados ao redor do mundo comemorando o importante papel que o esporte exerce na sociedade. Fundado oficialmente pela Organização das Nações Unidas em 2013, o dia internacional do esporte pelo desenvolvimento e paz inspira atos simbólicos, eventos artísticos, debates, demonstrações, eventos esportivos, grupos de trabalho, e muito mais. Ao todo, neste ano (2019), foram registradas mais de mil homenagens em todos os continentes, sendo 8 delas no Brasil.

Através de notas em sites e redes sociais, algumas entidades ligadas ao esporte – a exemplo da Associação Mundial das Organizações de Kickboxing, a Federação Internacional de Esgrima, a Federação Mundial de Dança Esportiva, a Federação Internacional de Motociclismo, e a Federação Internacional de Lacrosse – também exaltaram o seu poder como veículo de transformação social, catalisador do desenvolvimento da comunidade ao seu redor e agente de proliferação da paz.

Vídeo Peace and Sport April 6 Celebrations

Em comunicado à imprensa, a Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC, em inglês) ressaltou que, “historicamente, os esportes contribuíram com o avanço dos ideais de justiça e progresso” e que a instituição tem trabalhado para desenvolver parcerias e criar iniciativas em que o esporte seja utilizado como ferramenta para inclusão social, coesão, entendimento e diversidade.

Campanha #WhiteCard a favor da paz promovida pelos esportes

Como forma de trazer maior engajamento e apelar para a participação do público em geral, foi criada a campanha #WhiteCard nas redes sociais, onde as pessoas são convidadas a postar fotos de si mesmas segurando um cartão branco, fazendo um paralelo ao cartão vermelho, representação da maior punição no esporte, e remeter à cor da paz e da pureza.

No intuito de reconhecer os esforços em prol das transformações sociais por meio do esporte, a organização sem fins lucrativos April6 promove premiações anuais às pessoas/entidades que se destacam nestes objetivos. O vencedor de 2019 ainda não foi nomeado, mas o premiado de 2018 foi o Ministério da Juventude e Esportes do Bahrein; a edição de 2017 teve como contemplado o evento Brussels Play 4 Peace, de Bruxelas; e o primeiro destaque, no ano de 2016, foi a Federação Internacional de Tênis de Mesa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Divulgação do Dia Internacional do Esporte pelo Desenvolvimento e Paz” (Fonte): https://pbs.twimg.com/media/DzTK7imX0AEPeiL.jpg

Imagem 2 “Campanha #WhiteCard a favor da paz promovida pelos esportes” (Fonte): http:// https://pbs.twimg.com/media/D25hnr7WkAAkSJ7.jpg

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Investidores asiáticos controlam 100% de clube italiano da Série A

Já faz alguns anos que grandes empresas do continente asiático vêm utilizando a estratégia de investir em clubes de futebol de pequeno, médio e grande portes. Dentre os objetivos estão: promover o gerenciamento intercultural, diversificar seus rendimentos, estabelecer suas marcas em um cenário global e reafirmar um plano de marketing mais audacioso.

Mercado-alvo e com times de forte projeção internacional, o continente europeu foi palco de uma das mais recentes operações bilionárias. Em junho de 2016, a terceira maior empresa privada da China adquiriu 68,55% da Inter de Milão, clube italiano que completou 111 anos em 2019.

A compra das ações majoritárias foi anunciada pelo então presidente da Inter, Erick Thohir, e por Zhang Jingdong, CEO do grupo Suning Holdings Group*, acompanhados do vice-presidente do clube, Javier Zanetti, e do executivo-chefe Michael Bollingbroke. O valor divulgado da transação foi de € 270 milhões (cerca de R$ 1,161 bilhão). Segundo a agência Reuters, “a companhia disse que quer criar um ‘ecossistema’ esportivo global, incluindo propriedade de clubes, direitos de mídia esportiva, agências de jogadores, instituições de treinamento, plataformas de transmissão, produção de conteúdo e comércio eletrônico relacionado a esportes”.

No último trimestre do ano passado (2018), Thohir, então detentor de fatia minoritária das ações, deixou o comando da Inter para dar lugar ao empresário Steven Zhang – filho de Zhang Jingdong –, que já fazia parte do corpo diretivo do clube desde a aquisição das ações pela Suning, empresa a qual prestava serviços anteriormente.

Corpo diretivo do clube com Steven Zhang, atual CEO de 27 anos, a frente

De acordo com nota publicada no website oficial do clube, o jovem, à época com 26 anos, já possuía experiência profissional para lidar com as responsabilidades da função. “Antes de iniciar sua carreira na Suning, Steven Zhang trabalhou como analista no Morgan Stanley, na divisão Investimentos e capitais, onde se especializou em ofertas públicas iniciais (IPOs) e fusões e aquisições (M&A)”.

Ao final de janeiro deste ano (2019), Erick Thohir, por meio da International Sports Capital, encerrou de uma vez por todas o seu vínculo com o clube ao vender o total de suas ações para a LionRock Capital. A empresa com sede em Cingapura desembolsou € 150 milhões (aproximadamente 645 milhões de reais) para adquirir 31,05% dos ativos da Inter de Milão, e se tornar a sócia minoritária. Os 0,40% das ações restantes estão sob posse de pequenos acionistas históricos.

Fundada e dirigida desde 2011 por Daniel Kar Keung Tseung, a LionRock já possui ações do grupo Suning Sport, o que aumenta a especulação de que o investimento da empresa irá facilitar as operações para que a Suning possa assumir o controle total da Inter no futuro.

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Nota:

* Fundada em 1990 como uma pequena empresa empreendedora, graças ao seu espírito inovador e altas habilidades no setor, o Suning Holdings Group se expandiu exponencialmente e rapidamente se transformou em um dos três maiores grupos chineses não-estatais do país, com quase 50 milhões de vendas anuais. No momento, o Suning Holdings Group possui duas empresas listadas, uma em seu próprio país e a outra no exterior. Com uma cadeia de mais de 1.600 lojas, a sua atividade comercial abrange 600 cidades entre a China e Japão, além de Hong Kong, e está em constante crescimento através de ramificações em seis setores: Varejo, Imobiliário, Esportes, Mídia e Entretenimento, Investimentos e Serviços Financeiros.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Torcedores da Inter de Milão marcam presença no estádio Santiago Bernabeu para a final da UEFA Champions League 200910”(Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/Il_biscione_e_l%27fc_Internazionale_al_Bernabeu.jpg

Imagem 2 “Corpo diretivo do clube com Steven Zhang, atual CEO de 27 anos, a frente” (Fonte): https://scontent.fcgh18-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18700060_1662711960490229_6678580553365152300_n.jpg?_nc_cat=108&_nc_ht=scontent.fcgh18-1.fna&oh=321a0860b98e192b4f8aa36ff02a11a6&oe=5D02488F

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UNODC e COI fazem parceria para combater a corrupção no Esporte

Os casos envolvendo corrupção na alta cúpula do esporte têm se intensificado cada vez mais nos megaeventos esportivos, levando a sociedade internacional a se mobilizar. O foco desta discussão é traçar estratégias eficazes para combater estes crimes, que comprometem os resultados oficiais das competições em prol de “ganhos ilícitos”, conforme declarado por Jean-Luc Lemahieu, Diretor do UNODC para Análise de Políticas e Assuntos Públicos.

Reunião da IPACS, em Lausanne, no dia 29 de junho de 2018

Principais organizações interessadas neste tema, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Comitê Olímpico Internacional (COI) uniram forças, com auxílio da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL) e demais representantes dos Estados Membros, a fim de investigar e punir os envolvidos.

Dentro deste contexto, foi criada a Parceria Internacional Contra a Corrupção no Esporte (IPACS) em 2017, na cidade de Paris. Esta plataforma pluri-participativa denominou um grupo de trabalho composto por representantes de governos, organizações intergovernamentais e organizações esportivas. Estabeleceu-se, então, três pontos mais críticos que demandam maior prioridade de mitigação com objetivo de avançar no combate à corrupção, as chamadas forças-tarefas. 

A primeira força-tarefa tem por finalidade reduzir o risco de corrupção nas aquisições relacionadas a eventos esportivos e infraestrutura; a segunda força-tarefa concentra-se em garantir a integridade na seleção dos grandes eventos esportivos, com um foco inicial na gestão de conflitos de interesses; e a terceira força-tarefa visa otimizar os processos de cumprimento dos princípios de boa governança para mitigar o risco de corrupção.

O próximo encontro da IPACS – o quarto da série – para acompanhamento dos resultados concretos, bem como definição dos próximos passos, será realizado entre os próximos dias 2 a 8 de dezembro (2018) na cidade de Londres, Inglaterra. O Brasil estará mais uma vez representado pela advogada da União, Tatiana Mesquita Nunes.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sede da UNODC em Viena, Áustria” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f2/Austria_august2010_0073.jpg

Imagem 2 “Reunião da IPACS, em Lausanne, no dia 29 de junho de 2018” (Fonte):

https://www.unodc.org/images/Safeguardingsport/3rd_IPACS.jpg

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Turistas estrangeiros gastam US$ 6.8 bilhões no Canadá, atraídos pelo esporte

O turismo esportivo é responsável por fatia relevante da economia canadense. Analisando dados do ano passado (2017), a Canadian Sport Tourism Alliance chegou à conclusão de que os turistas de diversos países atraídos pelos esportes somaram US$ 6.8 bilhões (aproximadamente 25,23 bilhões de reais, de acordo com a cotação do dia 19 de outubro de 2018) em despesas, valor US$ 33 milhões acima do apurado em 2016.

Canadá vs China em jogo de basquete realizado na Rogers Arena em Vancouver

Principal origem, os Estados Unidos da América ficam no topo da lista de nacionalidade dos turistas estrangeiros, devido à sua proximidade geográfica e a grande afinidade de seus fãs para com determinadas modalidades esportivas, como são os casos do hockey, do basquete e do baseball.

Outro fator determinante para receber times estrangeiros – e consequentemente seus torcedores – é a alta qualidade de infraestrutura dos ginásios e arenas canadenses. CEO da Canadian Sport Tourism Alliance, Rick Traer avalia que “[o Canadá tem]  uma reputação estelar de nossa especialização em sediar esportes de verão e de inverno, com excelentes instalações, habilidades organizacionais, voluntários acolhedores e forte apoio financeiro ao programa de hospedagem nos níveis federal e provincial”.

American League of Baseball (2016) no estádio Rogers Centre, em Toronto

Diante desta importância econômica, o governo federal apoia as estratégias de desenvolvimento de eventos esportivos em seu país. As ações de marketing aplicadas por Destination Canada, Comitê Olímpico Canadense, CBS Sports e os mais variados destinos canadenses surtiram bons resultados, com o total de 41 eventos esportivos internacionais sediados no Canadá em 2017.

As províncias que mais hospedaram eventos e turistas estrangeiros em 2017 foram Ontario (37%), seguido por Quebec (25%), British Columbia (12%), Alberta (11%), ao passo que todas as outras províncias receberam 16% do total. Diante deste cenário, nota-se o significante papel que representam os esportes e o turismo esportivo na economia canadense, bem como os esforços aplicados pelas autoridades locais a fim de desenvolver melhores índices ano após ano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Time canadense de hockey masculino comemora medalha de ouro sobre os Estados Unidos na Olimpíada de Inverno de 2010” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/26/Canada2010WinterOlympicsOTcelebration.jpg

Imagem 2 “Canadá vs China em jogo de basquete realizado na Rogers Arena em Vancouver” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/59/China_vs._Canada.jpg

Imagem 3 “American League of Baseball (2016) no estádio Rogers Centre, em Toronto” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ad/The_Blue_Jays_host_the_Orioles_in_the_AL_Wild_Card_Game_%2830243609331%29.jpg