ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Senegal será o primeiro anfitrião africano de Jogos Olímpicos, em 2022

Os Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ) 2018, realizados na cidade de Buenos Aires, Argentina, ainda não haviam sido encerrados quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou onde será sediada a quarta edição desta competição, em 2022: Senegal. Esta nomeação, ocorrida em 8 de outubro, consolidou o país africano como primeiro representante do continente a receber um evento olímpico na História.

A candidatura senegalesa foi formalmente postulada em fevereiro deste ano (2018), quando o presidente do Comitê Olímpico e Esportivo do Senegal, Mamadou Ndiaye, manifestou o interesse e acrescentou que “recentemente renovamos ou construímos muitas instalações esportivas e infraestrutura”. Thomas Bach, presidente do COI, endossou a importância de levar um evento esportivo desta magnitude para a África, pois considera o continente “o lar de tantos atletas olímpicos de muito sucesso”.

Amadou Ndiaye, nadador senegalês que atuou nas provas de 400 e 800m em Buenos Aires

Alguns atletas, que ainda competiam sob a bandeira de Senegal nos JOJ de Buenos Aires, demonstraram bastante ansiedade e empolgação, diante da expectativa para 2022. O nadador Amadou Ndiaye (foto), que entrou com a bandeira de seu país na cerimônia de abertura, disse que “vai ser muito motivador para os jovens atletas e estou muito orgulhoso do Senegal ser anfitrião dos Jogos”. Em seguida, destacou a generosidade e acolhimento dos senegaleses, colaborando ainda mais para o sucesso da competição.

O Presidente de Senegal, MackySall, enfatizou a união do povo africano e o ganho que a parceria com o COI traz para o continente. Segundo suas palavras, “nós estamos muito honrados como africanos. Esta nomeação, para mim, é uma nomeação da África”.

Jovens senegaleses ansiosos para representar sua bandeira em casa

O número de atletas habilitados a competir em 2022 – devido a sua faixa etária – e o esporte como fator educacional para os jovens serão o grande legado dos Jogos. Sall destaca que “em Senegal, e em todo continente africano, a juventude representa mais de 65% da população”.

Os investimentos já começaram a ser alocados com o objetivo de cumprir os prazos sem nenhum tipo de atraso,visando garantir imagem positiva para consolidar uma possível candidatura para os Jogos Olímpicos de Verão a longo prazo, a partir de 2035. As competições e atividades serão realizadas em três cidades: a capital histórica de Dakar; a nova cidade de Diamniadio; e a beleza natural de Saly, na costa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Senegal será o paíssede dos JOJ 2022” (Fonte): https://stillmed.olympic.org/media/Images/OlympicOrg/News/2018/10/18/2018-10-18-Senegal-thumbnail.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=:

Imagem 2 “Amadou Ndiaye, nadador senegalês que atuou nas provas de 400 e 800m em Buenos Aires (2018)” (Fonte): https://stillmed.olympic.org/media/Images/OlympicOrg/News/2018/10/18/2018-10-18-Senegal-inside-02.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=1060:*

Imagem 3 “Jovens senegaleses ansiosos para representar sua bandeira em casa” (Fonte): https://stillmed.olympic.org/media/Images/OlympicOrg/News/2018/10/18/2018-10-18-Senegal-inside-03.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=1060:*

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

UNODC e COI fazem parceria para combater a corrupção no Esporte

Os casos envolvendo corrupção na alta cúpula do esporte têm se intensificado cada vez mais nos megaeventos esportivos, levando a sociedade internacional a se mobilizar. O foco desta discussão é traçar estratégias eficazes para combater estes crimes, que comprometem os resultados oficiais das competições em prol de “ganhos ilícitos”, conforme declarado por Jean-Luc Lemahieu, Diretor do UNODC para Análise de Políticas e Assuntos Públicos.

Reunião da IPACS, em Lausanne, no dia 29 de junho de 2018

Principais organizações interessadas neste tema, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Comitê Olímpico Internacional (COI) uniram forças, com auxílio da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL) e demais representantes dos Estados Membros, a fim de investigar e punir os envolvidos.

Dentro deste contexto, foi criada a Parceria Internacional Contra a Corrupção no Esporte (IPACS) em 2017, na cidade de Paris. Esta plataforma pluri-participativa denominou um grupo de trabalho composto por representantes de governos, organizações intergovernamentais e organizações esportivas. Estabeleceu-se, então, três pontos mais críticos que demandam maior prioridade de mitigação com objetivo de avançar no combate à corrupção, as chamadas forças-tarefas. 

A primeira força-tarefa tem por finalidade reduzir o risco de corrupção nas aquisições relacionadas a eventos esportivos e infraestrutura; a segunda força-tarefa concentra-se em garantir a integridade na seleção dos grandes eventos esportivos, com um foco inicial na gestão de conflitos de interesses; e a terceira força-tarefa visa otimizar os processos de cumprimento dos princípios de boa governança para mitigar o risco de corrupção.

O próximo encontro da IPACS – o quarto da série – para acompanhamento dos resultados concretos, bem como definição dos próximos passos, será realizado entre os próximos dias 2 a 8 de dezembro (2018) na cidade de Londres, Inglaterra. O Brasil estará mais uma vez representado pela advogada da União, Tatiana Mesquita Nunes.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sede da UNODC em Viena, Áustria” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f2/Austria_august2010_0073.jpg

Imagem 2 “Reunião da IPACS, em Lausanne, no dia 29 de junho de 2018” (Fonte):

https://www.unodc.org/images/Safeguardingsport/3rd_IPACS.jpg

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Atleta chinesa alcança sucesso olímpico após se mudar para a Áustria

Na cidade de Pequim, China, em 16 de fevereiro de 1982, nascia Liu Jia, atleta que entraria para a História por defender a bandeira da Áustria nas competições internacionais de tênis de mesa. Esta virada em sua carreira chamou a atenção e tornou-se pauta de uma produção de seriados olímpicos, que se empenhou em buscar as origens e mostrar os resultados.

Susi, como é conhecida, começou a treinar tênis de mesa quando tinha apenas 5 anos de idade e aplicou as doutrinas rígidas de seus pais como exemplo de disciplina para treinar ininterruptamente, a fim de aprimorar sua técnica no esporte.

Liu Jia na apresentação do time austríaco para os Jogos Olímpicos de 2008

Jia passou a infância inteira com uma raquete na mão até que, aos 15 anos, recebeu um convite para treinar e morar na cidade de Linz, sem saber onde era a Áustria ou sequer falar alemão. Fez as malas e no dia 17 de março de 1997 pegou um avião com destino ao desconhecido, vivenciando o maior “choque cultural” de sua vida.

O Olympic Channel, assim como fizera com outros ídolos do esporte, lançou o décimo primeiro episódio da série Flag and Family (Bandeira e Família, traduzido para o português) dedicado a contar a trajetória da atleta e como foi este processo de mudança da China para a Áustria.

Um dos momentos mais marcantes em sua carreira, no entanto, não foi ao subir no pódio. Liu Jia foi indicada para representar e carregar a bandeira da Áustria na abertura da Olimpíada do Rio, em 2016 – alcançando cinco Jogos consecutivos –, conforme ofício do Comitê Olímpico Internacional (linha 16).

Apesar de não ter conquistado uma medalha em Olimpíadas, Liu Jia se diz muito orgulhosa de suas conquistas em outros campeonatos, e agradecida por ter tido a chance de desenvolver a carreira em um “país aberto às oportunidades” como a Áustria.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Liu Jia em ação no tênis de mesa” (Fonte):

https://d3mjm6zw6cr45s.cloudfront.net/2018/09/LIU-Jia_Remy-Gros.jpg

Imagem 2 “Liu Jia na apresentação do time austríaco para os Jogos Olímpicos de 2008” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Liu_Jia_Wien2008.jpg

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Medalha Olímpica em 2012 inspira geração guatemalteca

O dia 4 de agosto de 2012 entraria para sempre na História esportiva. Não apenas pelo recorde olímpico conquistado pelo chinês Chen Ding, ao finalizar a prova de 20 quilômetros em marcha, com o tempo de 1:18:46 (Uma hora, Dezoito minutos e Quarenta e Seis segundos), como também pela inédita medalha a um atleta guatemalteco em uma edição dos Jogos Olímpicos.

Estádio Olímpico de Londres, sede das competições de atletismo

Ao cruzar a linha de chegada 11 segundos após o campeão, Erick Bernabé Barrondo García – na época com 21 anos – tornou-se um ídolo para seus compatriotas ao conquistar a prata e colocar a Guatemala no quadro geral de medalhas pela primeira vez.

Nascido em uma pequena aldeia Chiyuc em San Cristóbal Verapaz, Erick Barrondo iniciou seu contato com o atletismo competindo em corridas de longa distância, seguindo a carreira de seus pais. Porém, uma grave lesão o levou a praticar a marcha olímpica como forma de recuperação. O atleta acabou por levar adiante a nova modalidade profissionalmente até conquistar o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

Atletas passam pelo Palácio de Buckingham durante prova

Motivado por este marco, o Olympic Channel produziu um episódio da série The Power of One (O Poder de Um, traduzido para o português) inteiramente dedicado a Erick e como seu feito inspirou toda uma geração na Guatemala, apesar de o futebol ser o esporte mais popular no país.

Sua origem humilde e a escassez de recursos financeiros tornaram-se fatores em comum para toda comunidade de Alta Verapaz, onde estima-se que há mais de 300 crianças praticando a marcha atlética. De acordo com um estudo realizado no final de 2012 mencionado no episódio da série The Power of One, 60% dos jovens guatemaltecos preferiam praticar a marcha olímpica ao futebol.

Vê-se no esporte a oportunidade de melhorar de vida e deixar de viver na pobreza. Segundo o próprio Erick Barrondo, “como a medalha olímpica foi ganha por alguém que não tinha nem o que comer, a Guatemala descobriu que quando você quer fazer alguma coisa, é possível. (…) se eu perder, não será pior que antes, mas vamos pensar em ganhar”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tocha olímpica acesa no estádio em Londres (2012)” (Fonte):

https://stillmed.olympic.org/media/Photos/2012/08/03/Olympic%20impressionism_170924.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=1060:*

Imagem 2 “Estádio Olímpico de Londres, sede das competições de atletismo” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/35/Stadium_filling_up_now_3596.jpg

Imagem 3 “Atletas passam pelo Palácio de Buckingham durante prova” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/2012_Olympic_men%27s_20_km_walk_at_Buckingham_Palace.JPG

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China e Japão disputam liderança no quadro de medalhas nos Jogos Asiáticos 2018

Em sua décima oitava edição, os Jogos Asiáticos 2018 estão sendo realizados em duas cidades simultaneamente – pela primeira vez na História –, sendo elas Jacarta e Palembang, na Indonésia. A princípio, esta edição estava programada para acontecer na cidade de Hanói, no Vietnã, porém os problemas de ordem financeira que o país enfrenta fizeram-no desistir de sua candidatura.

Time chinês feminino de basquete comemora medalha de ouro após vencer Japão na final em 27 de agosto de 2018

Sabia-se, desde antes do início dos jogos, no dia 18 de agosto (2018), que China e Japão seriam as duas potências esportivas que iriam disputar medalha a medalha a liderança na classificação geral. Fazendo valer o favoritismo sobre os países concorrentes e a política externa de incentivo aos esportes, a China mantém-se em primeiro lugar, conquistando a maior quantidade de medalhas de ouro, seguida por Japão e Coreia do Sul.

A exemplo do ocorrido nos Jogos Olímpicos de Inverno 2018 em PyeongChang, Coreia do Sul e Coreia do Norte marcharam juntas na cerimônia de abertura dos Jogos, sob a mesma bandeira da Coreia Unificada, e disputam partidas de algumas modalidades esportivas com times mistos, cumprindo o que fora acordado em junho deste ano (2018).

Quadro geral de medalhas, em 26 de agosto de 2018

Dentre outros destaques do evento multi-esportivo está a estreia da modalidade e-Sports (jogos eletrônicos), a qual deverá ser oficialmente disputada na edição dos Jogos Asiáticos 2022, a ser realizada em Huangzhou, na China. Vale ressaltar que as premiações advindas desta modalidade não integram o quadro de medalhas.

Até o momento foram quebrados 5 recordes mundiais, sendo dois na arquearia, um em tiro ao alvo, um na natação e um no levantamento de peso. O torneio será disputado até o próximo domingo, dia 2 de setembro, quando conheceremos o grande campeão asiático 2018.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Banner oficial do evento, publicado no site oficial do Conselho Olímpico da Ásia” (Fonte):

http://ocasia.org/AdminPanel/UploadFiles/TopBanner/1338146010_Top%20Banner%201.jpg

Imagem 2 “Time chinês feminino de basquete comemora medalha de ouro após vencer Japão na final em 27 de agosto de 2018” (Fonte):

https://scontent.fcgh18-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/40212293_527531194366798_7378765964990480384_n.jpg?_nc_cat=0&oh=9e6d5a3ba1cff146ea976a95afa0101c&oe=5BF67D1F

Imagem 3 “Quadro geral de medalhas, em 26 de agosto de 2018” (Fonte):

https://scontent.fcgh18-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/40160131_527442451042339_6300009440254885888_n.jpg?_nc_cat=0&oh=f77e57e85288123ff4dfa6d760f3dec1&oe=5BFFDFD9

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Caso de transgênero inglês chama a atenção de comunidade internacional de Rugby

Acontecimentos em que atletas LGBT assumem sua sexualidade perante o público tornam-se cada vez mais frequentes, à medida que o debate pela regulamentação de suas atividades no esporte avança. No Brasil, temos a história de Tiffany Abreu, sendo a primeira transgênero a disputar a Superliga Feminina de vôlei, na elite nacional da modalidade, ao final do ano passado (2017), defendendo o time de Bauru (SP).

Referência para todas as organizações esportivas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou em novembro de 2015 um relatório consensual a respeito da atuação de transgêneros, o qual defende “os direitos humanos e a justa competição”, estabelecendo regras como limite dos níveis de testosterona, sem manter a obrigatoriedade da cirurgia de mudança de sexo.

Foto recente de Verity Smith, que há 18 meses novamente injetou testosterona para acelerar a transição e completar o tratamento

Porém, o tema segue alvo de discussões e críticas, principalmente no que diz respeito às modalidades que exigem força física e contato pessoal entre atletas. Recentemente, veio à tona a história de Verity Smith, transgênero inglês de 37 anos que joga pela liga inglesa feminina de rugby.

Assegurado pelo lema “esporte para todos” da Rugby Football Union (RFU) – entidade suprema da modalidade na Inglaterra -, Verity, que continuará usando seu nome de registro, faz jus ao direito de exercer o esporte “sem prejuízo”. Todavia, por conta de sua aparência, efeito de seu tratamento hormonal desde os 19 anos, algumas adversárias recusam-se a entrar em campo contra a jogadora do Rotterdam Ladies e Dewsbury Moore, pela união e liga de rugby, respectivamente.

Smith aguarda ansiosamente pela revisão das políticas da RFU sobre transgêneros e está confiante de que o modelo utilizado pelo COI será adotado pelo rugby inglês, garantindo segurança e equidade no tratamento de todos(as) os(as) jogadores(as).

Enquanto isso, Verity Smith espera sua próxima consulta para a retirada dos seios. De acordo com o jogador, no momento afastado por uma lesão no pé, “foi-me oferecido um lugar em uma equipe masculina e eu queria provar que você pode jogar e fazer a transição [de sexo] com sucesso, só para que as crianças tenham algo para admirar”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Verity Smith posa para foto com o time de rugby feminino Halifax Ladies, da Inglaterra” (Fonte):

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Imagem 2 Foto recente de Verity Smith, que há 18 meses novamente injetou testosterona para acelerar a transição e completar o tratamento” (Fonte):

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