ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Atleta chinesa alcança sucesso olímpico após se mudar para a Áustria

Na cidade de Pequim, China, em 16 de fevereiro de 1982, nascia Liu Jia, atleta que entraria para a História por defender a bandeira da Áustria nas competições internacionais de tênis de mesa. Esta virada em sua carreira chamou a atenção e tornou-se pauta de uma produção de seriados olímpicos, que se empenhou em buscar as origens e mostrar os resultados.

Susi, como é conhecida, começou a treinar tênis de mesa quando tinha apenas 5 anos de idade e aplicou as doutrinas rígidas de seus pais como exemplo de disciplina para treinar ininterruptamente, a fim de aprimorar sua técnica no esporte.

Liu Jia na apresentação do time austríaco para os Jogos Olímpicos de 2008

Jia passou a infância inteira com uma raquete na mão até que, aos 15 anos, recebeu um convite para treinar e morar na cidade de Linz, sem saber onde era a Áustria ou sequer falar alemão. Fez as malas e no dia 17 de março de 1997 pegou um avião com destino ao desconhecido, vivenciando o maior “choque cultural” de sua vida.

O Olympic Channel, assim como fizera com outros ídolos do esporte, lançou o décimo primeiro episódio da série Flag and Family (Bandeira e Família, traduzido para o português) dedicado a contar a trajetória da atleta e como foi este processo de mudança da China para a Áustria.

Um dos momentos mais marcantes em sua carreira, no entanto, não foi ao subir no pódio. Liu Jia foi indicada para representar e carregar a bandeira da Áustria na abertura da Olimpíada do Rio, em 2016 – alcançando cinco Jogos consecutivos –, conforme ofício do Comitê Olímpico Internacional (linha 16).

Apesar de não ter conquistado uma medalha em Olimpíadas, Liu Jia se diz muito orgulhosa de suas conquistas em outros campeonatos, e agradecida por ter tido a chance de desenvolver a carreira em um “país aberto às oportunidades” como a Áustria.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Liu Jia em ação no tênis de mesa” (Fonte):

https://d3mjm6zw6cr45s.cloudfront.net/2018/09/LIU-Jia_Remy-Gros.jpg

Imagem 2 “Liu Jia na apresentação do time austríaco para os Jogos Olímpicos de 2008” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Liu_Jia_Wien2008.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Medalha Olímpica em 2012 inspira geração guatemalteca

O dia 4 de agosto de 2012 entraria para sempre na História esportiva. Não apenas pelo recorde olímpico conquistado pelo chinês Chen Ding, ao finalizar a prova de 20 quilômetros em marcha, com o tempo de 1:18:46 (Uma hora, Dezoito minutos e Quarenta e Seis segundos), como também pela inédita medalha a um atleta guatemalteco em uma edição dos Jogos Olímpicos.

Estádio Olímpico de Londres, sede das competições de atletismo

Ao cruzar a linha de chegada 11 segundos após o campeão, Erick Bernabé Barrondo García – na época com 21 anos – tornou-se um ídolo para seus compatriotas ao conquistar a prata e colocar a Guatemala no quadro geral de medalhas pela primeira vez.

Nascido em uma pequena aldeia Chiyuc em San Cristóbal Verapaz, Erick Barrondo iniciou seu contato com o atletismo competindo em corridas de longa distância, seguindo a carreira de seus pais. Porém, uma grave lesão o levou a praticar a marcha olímpica como forma de recuperação. O atleta acabou por levar adiante a nova modalidade profissionalmente até conquistar o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

Atletas passam pelo Palácio de Buckingham durante prova

Motivado por este marco, o Olympic Channel produziu um episódio da série The Power of One (O Poder de Um, traduzido para o português) inteiramente dedicado a Erick e como seu feito inspirou toda uma geração na Guatemala, apesar de o futebol ser o esporte mais popular no país.

Sua origem humilde e a escassez de recursos financeiros tornaram-se fatores em comum para toda comunidade de Alta Verapaz, onde estima-se que há mais de 300 crianças praticando a marcha atlética. De acordo com um estudo realizado no final de 2012 mencionado no episódio da série The Power of One, 60% dos jovens guatemaltecos preferiam praticar a marcha olímpica ao futebol.

Vê-se no esporte a oportunidade de melhorar de vida e deixar de viver na pobreza. Segundo o próprio Erick Barrondo, “como a medalha olímpica foi ganha por alguém que não tinha nem o que comer, a Guatemala descobriu que quando você quer fazer alguma coisa, é possível. (…) se eu perder, não será pior que antes, mas vamos pensar em ganhar”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tocha olímpica acesa no estádio em Londres (2012)” (Fonte):

https://stillmed.olympic.org/media/Photos/2012/08/03/Olympic%20impressionism_170924.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=1060:*

Imagem 2 “Estádio Olímpico de Londres, sede das competições de atletismo” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/35/Stadium_filling_up_now_3596.jpg

Imagem 3 “Atletas passam pelo Palácio de Buckingham durante prova” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/2012_Olympic_men%27s_20_km_walk_at_Buckingham_Palace.JPG

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

China e Japão disputam liderança no quadro de medalhas nos Jogos Asiáticos 2018

Em sua décima oitava edição, os Jogos Asiáticos 2018 estão sendo realizados em duas cidades simultaneamente – pela primeira vez na História –, sendo elas Jacarta e Palembang, na Indonésia. A princípio, esta edição estava programada para acontecer na cidade de Hanói, no Vietnã, porém os problemas de ordem financeira que o país enfrenta fizeram-no desistir de sua candidatura.

Time chinês feminino de basquete comemora medalha de ouro após vencer Japão na final em 27 de agosto de 2018

Sabia-se, desde antes do início dos jogos, no dia 18 de agosto (2018), que China e Japão seriam as duas potências esportivas que iriam disputar medalha a medalha a liderança na classificação geral. Fazendo valer o favoritismo sobre os países concorrentes e a política externa de incentivo aos esportes, a China mantém-se em primeiro lugar, conquistando a maior quantidade de medalhas de ouro, seguida por Japão e Coreia do Sul.

A exemplo do ocorrido nos Jogos Olímpicos de Inverno 2018 em PyeongChang, Coreia do Sul e Coreia do Norte marcharam juntas na cerimônia de abertura dos Jogos, sob a mesma bandeira da Coreia Unificada, e disputam partidas de algumas modalidades esportivas com times mistos, cumprindo o que fora acordado em junho deste ano (2018).

Quadro geral de medalhas, em 26 de agosto de 2018

Dentre outros destaques do evento multi-esportivo está a estreia da modalidade e-Sports (jogos eletrônicos), a qual deverá ser oficialmente disputada na edição dos Jogos Asiáticos 2022, a ser realizada em Huangzhou, na China. Vale ressaltar que as premiações advindas desta modalidade não integram o quadro de medalhas.

Até o momento foram quebrados 5 recordes mundiais, sendo dois na arquearia, um em tiro ao alvo, um na natação e um no levantamento de peso. O torneio será disputado até o próximo domingo, dia 2 de setembro, quando conheceremos o grande campeão asiático 2018.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Banner oficial do evento, publicado no site oficial do Conselho Olímpico da Ásia” (Fonte):

http://ocasia.org/AdminPanel/UploadFiles/TopBanner/1338146010_Top%20Banner%201.jpg

Imagem 2 “Time chinês feminino de basquete comemora medalha de ouro após vencer Japão na final em 27 de agosto de 2018” (Fonte):

https://scontent.fcgh18-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/40212293_527531194366798_7378765964990480384_n.jpg?_nc_cat=0&oh=9e6d5a3ba1cff146ea976a95afa0101c&oe=5BF67D1F

Imagem 3 “Quadro geral de medalhas, em 26 de agosto de 2018” (Fonte):

https://scontent.fcgh18-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/40160131_527442451042339_6300009440254885888_n.jpg?_nc_cat=0&oh=f77e57e85288123ff4dfa6d760f3dec1&oe=5BFFDFD9

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Caso de transgênero inglês chama a atenção de comunidade internacional de Rugby

Acontecimentos em que atletas LGBT assumem sua sexualidade perante o público tornam-se cada vez mais frequentes, à medida que o debate pela regulamentação de suas atividades no esporte avança. No Brasil, temos a história de Tiffany Abreu, sendo a primeira transgênero a disputar a Superliga Feminina de vôlei, na elite nacional da modalidade, ao final do ano passado (2017), defendendo o time de Bauru (SP).

Referência para todas as organizações esportivas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou em novembro de 2015 um relatório consensual a respeito da atuação de transgêneros, o qual defende “os direitos humanos e a justa competição”, estabelecendo regras como limite dos níveis de testosterona, sem manter a obrigatoriedade da cirurgia de mudança de sexo.

Foto recente de Verity Smith, que há 18 meses novamente injetou testosterona para acelerar a transição e completar o tratamento

Porém, o tema segue alvo de discussões e críticas, principalmente no que diz respeito às modalidades que exigem força física e contato pessoal entre atletas. Recentemente, veio à tona a história de Verity Smith, transgênero inglês de 37 anos que joga pela liga inglesa feminina de rugby.

Assegurado pelo lema “esporte para todos” da Rugby Football Union (RFU) – entidade suprema da modalidade na Inglaterra -, Verity, que continuará usando seu nome de registro, faz jus ao direito de exercer o esporte “sem prejuízo”. Todavia, por conta de sua aparência, efeito de seu tratamento hormonal desde os 19 anos, algumas adversárias recusam-se a entrar em campo contra a jogadora do Rotterdam Ladies e Dewsbury Moore, pela união e liga de rugby, respectivamente.

Smith aguarda ansiosamente pela revisão das políticas da RFU sobre transgêneros e está confiante de que o modelo utilizado pelo COI será adotado pelo rugby inglês, garantindo segurança e equidade no tratamento de todos(as) os(as) jogadores(as).

Enquanto isso, Verity Smith espera sua próxima consulta para a retirada dos seios. De acordo com o jogador, no momento afastado por uma lesão no pé, “foi-me oferecido um lugar em uma equipe masculina e eu queria provar que você pode jogar e fazer a transição [de sexo] com sucesso, só para que as crianças tenham algo para admirar”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Verity Smith posa para foto com o time de rugby feminino Halifax Ladies, da Inglaterra” (Fonte):

https://pbs.twimg.com/media/C3NT4E4WQAILWOs.jpg:large

Imagem 2 Foto recente de Verity Smith, que há 18 meses novamente injetou testosterona para acelerar a transição e completar o tratamento” (Fonte):

https://pbs.twimg.com/media/C6okxu0WsAAzoPL.jpg:large

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Sucesso da campanha inglesa no mundial ameniza divisão pública sobre o Brexit

Após uma eliminação precoce no torneio de 2014, no Brasil, ainda na fase de grupos, a seleção de futebol da Inglaterra surpreendeu os fãs ao chegar à semifinal – sendo desclassificada pela derrota por 2 a 1 contra a Croácia –, e conquistar a quarta colocação na Copa do Mundo 2018, realizada na Rússia, ficando atrás da Bélgica, no revés por 1 a 0.

Torcedores ingleses confraternizam em partida da Copa 2018

Liderada pelo técnico Gareth Southgate e composta totalmente por jogadores que atuam na Premier League (campeonato nacional inglês), a segunda equipe mais jovem da competição, com média de idade de 25,6 anos, orgulhou e proporcionou aos torcedores a esperança do bicampeonato (a única vez que a Inglaterra levantou a taça foi em 1966).

Este clima de confiança generalizada levou a torcida inglesa às ruas para apoiar o time de forma harmoniosa e unida, embalada pela música “It’s coming home” (“está voltando para casa”, em português), fazendo menção à taça do mundial e ao local onde o esporte fora criado. Tal acontecimento colaborou para amenizar momentaneamente o cisma político que a população enfrenta desde 2016, a respeito de um tema que toma todo o continente europeu: a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), popularmente conhecida como Brexit*.

Manifestação anti-Brexit registrada em Manchester, Inglaterra

Ao dia 23 de junho (2016), os cidadãos de Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia foram convocados para um Referendo com a finalidade de decidir sobre a permanência ou a retirada dos países do bloco econômico continental. Em favor da saída estavam os argumentos de independência financeira e estabilidade econômica soberana, enquanto os que defendiam a permanência na UE alertavam sobre as vantagens de se fortalecer através dela.

Diversas manifestações populares anteciparam que esta decisão não teria uma supremacia quantitativa elástica, refletindo a divisão equilibrada da população. No dia seguinte, com a apuração dos votos, foi divulgado que a maioria (51,9%) havia se colocado a favor da saída da União Europeia, em um processo que será concluído integralmente apenas em 2019.

Os efeitos desta decisão já começam a ser percebidos no Reino Unido. O fluxo migratório líquido (número de imigrantes menos o de emigrantes) já atingiu seu menor nível nos três últimos anos, a taxa de câmbio da libra esterlina está sofrendo depreciação acentuada e os preços dos produtos importados subiram substancialmente, impactando de forma direta no aumento da inflação.

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Notas:

* O termo “Brexit” se refere à junção das palavras “British” (Britânica) e “exit” (saída, em português).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Jogadores ingleses em formação, antes da partida contra a Bélgica na Copa do Mundo 2018” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/England_national_football_team#/media/File:England_line-up_before_game_v_Belgium.jpg

Imagem 2 “Torcedores ingleses confraternizam em partida da Copa 2018” (Fonte):

https://img.fifa.com/LiveBlogging/UploadedMedia/MM/5/7303/F1/996366874.jpg

Imagem 3 “Manifestação antiBrexit registrada em Manchester, Inglaterra” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Brexit#/media/File:Brexit-is-a-monstrosity-float-2017-10-01-in-manchester-photo-robert-mandel.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

A questão da manifestação do jogador croata Vida, sobre a Ucrânia, comemorando a vitória contra a Rússia

Defensor da seleção da Croácia, Domagoj Vida, destacou-se na Copa do Mundo 2018 não apenas pelas suas apresentações – como o gol de empate na prorrogação contra a Rússia, nas quartas de final, e a conversão do seu pênalti batido após o tempo regulamentar –, mas também pelo seu polêmico vídeo vazado na internet.

Atuação de Domagoj Vida pelo Dínamo de Kiev

Após a classificação para a semifinal, Vida gravou um vídeo em comemoração e dedicou a vitória ao povo da Ucrânia, país em que jogou de 2013 a 2018, defendendo a equipe do Dínamo de Kiev. A frase “Glória à Ucrânia”, dita na gravação pelo jogador e um membro da delegação croata, é tida como um slogan da frente nacionalista ucraniana contra o movimento pró-Rússia que controla o leste do país.

As relações diplomáticas entre Ucrânia e Rússia estão estremecidas desde a década de 1940, quando a anfitriã do mundial de futebol deste ano (2018) foi acusada de influenciar separatistas na região da Crimeia e interferir na política interna ucraniana. No entanto, foi em 2014 que a crise se agravou, após a anexação definitiva deste território, apesar do não reconhecimento de diversos membros da comunidade internacional.

Comemoração de jogadores croatas após classificação

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou que a manifestação de Vida infringe o artigo 57 do Código Disciplinar, por ser enquadrado como comportamento antidesportivo, e aplicou uma multa de 15 mil francos suíços (aproximadamente R$ 58.400,00) ao auxiliar técnico, Ognjen Vukojevic (que fora posteriormente expulso da delegação), bem como emitiu uma advertência à Federação Croata de Futebol, que se desculpou publicamente, assim como o próprio jogador. Segundo a FIFA, a sanção poderia ter sido estendida ao atleta, passível de suspensão de jogos, caso o pedido público de desculpas não fosse veiculado antecipadamente.

A repercussão dentre os espectadores locais foi muito negativa. Durante a partida semifinal contra a Inglaterra, no dia 11 de julho de 2018, o atual zagueiro croata do Beşiktaş, clube da Turquia, foi vaiado pelos torcedores russos cada vez que participava de alguma jogada, como forma de protesto político – por conta do vídeo – e da adversidade esportiva – por ser um dos responsáveis pela eliminação do time russo da competição.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vida celebra gol contra a Argentina em jogo da Copa do Mundo 2018” (Fonte):

https://img.fifa.com/image/upload/t_l3/uctocxs6k0gouognzxbb.jpg

Imagem 2 “Atuação de Domagoj Vida pelo Dínamo de Kiev (UEFA Europa League, 2014)” (Fonte):

https://img.fifa.com/mm/photo/world-match-centre/clubfootball/02/46/11/32/2461132_big-lnd.jpg

Imagem 3 “Comemoração de jogadores croatas após classificação” (Fonte):

https://img.fifa.com/image/upload/t_p3/jcdu6rzpkjxddocvlnx5.jpg