ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Símbolo Nacional, Rugby Neozelandês contribui também com o PIB do país

Sob a esfera do esporte mais popular da Nova Zelândia, os “All Blacks” – identidade da seleção nacional de rugby – conquistaram a hegemonia mundial absoluta com 77% de aproveitamento (437 vitórias em 566 partidas) desde o início do século XX. Os bons resultados transcenderam os placares e corroboraram para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), recentemente divulgado pela NZ Stats – agência neozelandesa oficial de coleta, análise e divulgação de dados – referente ao ano-exercício 2017.

Haka ‘Ka Mate’ antes da partida contra a França em 2006

A New Zealand Rugby Union (NZRU), federação nacional responsável pelo desenvolvimento da modalidade em todo o país e pelas seleções nacionais, anunciou sua maior receita, em 2017, com o total de € 164,11 milhões (aproximadamente R$ 664 milhões), garantindo o lucro recorde de € 21,3 milhões (pouco mais de R$ 86 milhões).

Grande parte deste sucesso deve-se, principalmente, à organização de uma competição denominada “DHL New Zealand Lions Series”, que consistiu em um tour realizado entre junho e julho (2017) com a presença de algumas das melhores seleções do mundo, como Inglaterra e Irlanda, além dos próprios All Blacks. A intenção comercial do evento fica bem clara com o discurso do CEO da NZRU, Steve Tew, ao enfatizar que “nossos objetivos são mostrar a Nova Zelândia para o mundo, contribuir com a economia do país, garantir que a série seja lucrativa e ganhar os jogos”.

Produto Interno Bruto por setor, valores do último trimestre de 2017

Comandado pelo aumento dos visitantes estrangeiros, o turismo impulsionou os gastos em acomodação, comida e bebida no país, contribuindo para a expansão do PIB com a soma de € 156,4 milhões (aproximadamente R$ 632 milhões), de acordo com um relatório do Ministério dos Negócios, Inovação e Emprego. Seguindo a “tradição” de quebra de recordes, em 2017 a Nova Zelândia registrou o maior número histórico de imigrantes temporários durante o mês de julho, com 246.900 turistas estrangeiros, sendo boa parte composta pelos fãs do rugby.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Os All Blacks se preparando para o Haka em final de 2005” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/2005_Tri_Nations_Series_-_All_Blacks_vs_Wallabies.jpg

Imagem 2 “Haka Ka Mate antes da partida contra a França em 2006” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d2/Haka_2006.jpg

Imagem 3 “Produto Interno Bruto por setor, valores do último trimestre de 2017” (Fonte):

https://stats.govt.nz/information-releases/gross-domestic-product-december-2017-quarter

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As entusiasmadas cheerleaders norte-coreanas na Olimpíada de 2018

Sobre a Olimpíada de PyeongChang, vale-se fazer menção a um fato curioso envolvendo, não as partidas em si, mas o que acontecia nas arquibancadas: o Governo norte-coreano enviou um grupo de 229 animadores de torcida, somente mulheres, plenamente disciplinadas e organizadas, para apoiar os competidores de seu país.

Parte da coreografia das 230 representantes torcedoras da Coreia do Norte

Sempre trajadas com uniformes vermelhos, as torcedoras apoiavam, mediante gritos, sorrisos, aplausos, canções e coreografias, os participantes da Coreia do Norte em suas disputas. Em partidas menos interessantes esportivamente, a imprensa de todo o mundo focava as lentes de suas câmeras para o espetáculo à parte que testemunhavam. Como se não bastasse, elas ainda iam todas juntas ao banheiro, não conversavam com ninguém e deixavam as arenas e ginásios dos jogos sempre alinhadas e em silêncio.

Com o objetivo de passar a mensagem internacional de ser o país anfitrião dos “Jogos Olímpicos da Paz”, a Coreia do Sul aprovou o uso de 2,86 bilhões de wons (aproximadamente, R$ 8,75 milhões; ou US$ 2,68 milhões, na cotação de 12 de março de 2018) para arcar com as despesas da viagem da delegação da Coreia do Norte – mais de 400 pessoas, incluindo as cheerleaders –, ainda que sob protesto de parte da população sul-coreana. O Comitê Olímpico Internacional (COI), por sua vez, patrocinou os custos provenientes da participação dos 22 atletas norte-coreanos no evento.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Animadoras de torcida norte-coreanas” (Fonte):

https://www.olympic.org/photos/pyeongchang-2018-opening-ceremony-2

Imagem 2 “Parte da coreografia das 230 representantes torcedoras da Coreia do Norte” (Fonte):

https://www.olympic.org/photos/pyeongchang-2018-opening-ceremony-1

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Futebol e Política no Peru

Diante das investigações sobre as operações ilegais da empreiteira brasileira Odebrecht, da oposição e da pressão para indultar o ex-presidente Alberto Fujimori, o presidente Pedro Pablo Kuczynski (PPK) tem encontrado no futebol uma válvula de escape dos problemas que o enfraquecem politicamente, demonstrando ser um torcedor apaixonado e otimista com a seleção de seu país.

Logo após a definição de que o time peruano iria para a repescagem, ou seja, que disputaria uma vaga para a Copa do Mundo de Futebol de 2018, na Rússia, em partida contra a Nova Zelândia, ele profetizou: “Felicitações à equipe peruana por este imenso esforço, exitoso esforço para nos mantermos com possibilidades de ir ao mundial, teremos que passar por Nova Zelândia, está bem, é um país belo, mas vamos ganhar da Nova Zelândia. Viva Peru!!! Gracias à equipe peruana!!! Gracias ao treinador Gareca!!! Gracias a Todos!!!!”.

No dia da viagem da seleção para a primeira partida, em território neozelandês, o Presidente foi pessoalmente se despedir. Conversou com os jogadores dentro do avião, que decolou minutos depois. Na segunda e decisiva partida, pelo retorno, agora em Lima, no dia 10 de outubro de 2017, decretou meio feriado para que todos pudessem acompanhar a disputa.

PPK se despedindo da seleção peruana de futebol

Durante a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em Da Nang, Vietnam, tirou uma foto com a Primeira-Ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e indicou que assistiriam ao jogo, juntos. Após a vitória de sua seleção por 2 a 0, comemorou em sua página no twitter, escrevendo: “Viva o Peru, ganhamos hoje, todos somos guerreiros! Arriba Peru!!!”. Embaixo da declaração, o Presidente se encontra trajado com a camisa da seleção, branca com uma faixa vermelha, ladeado pela Primeira Dama Nancy Lange Kuczynski e assessores, todos a caráter.

A relação entre política e futebol sempre ocorreu. No Brasil, o tricampeonato da seleção brasileira no mundial do México, em 1970, foi usado politicamente pelo Governo militar (1964-1985) para “confirmar” que vivíamos o “milagre brasileiro” e que o Brasil estava fadado a se tornar uma potência mundial.

O mesmo se deu na Copa da Argentina, em 1978. Em Olimpíadas isto também ocorreu. Em 1980, os Estados Unidos não enviaram seus atletas para os jogos de Moscou em protesto contra a invasão do Afeganistão por forças soviéticas. Este foi o boicote dos Estados Unidos. Quatro anos mais tarde, nos jogos de Los Angeles, foi a vez da União Soviética dar o troco e ocorreu o Boicote soviético.

Parece consensual entre grande parte dos cidadãos peruanos que a administração Pedro Pablo Kuczynski é fraca politicamente e sofre oposição dos fujimoristas. Até a poucas semanas, as atenções estavam voltadas para a decisão sobre o indulto a Alberto Fujimori, ex-Presidente do país, condenado por assassinato e sequestro de opositores políticos e que, supostamente, se encontra doente na prisão. No entanto, neste momento, o foco foi desviado para os jogos que definiram a classificação peruana para o mundial da Rússia, em 2018.

Desta maneira, conforme vem sendo observado, PPK vai se equilibrando, tentando ter um destino diferente de seus antecessores: dois presos (Alberto Fujimori e Ollanta Humala), um foragido (Alejandro Toledo) e outro investigado (Alan Garcia). Assim, ele tenta fugir da máxima de que o Peru devora seus ex-Presidentes.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Diário Oficial do Peru El Peruano’, com manchete sobre a PPK e a Odebrecht” (Fonte):

https://twitter.com/DiarioElPeruano/status/930770226316111873

Imagem 2 PPK se despedindo da seleção peruana de futebol” (Fonte):

https://twitter.com/ppkamigo/status/927409775889010689

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Clube desalojado pela guerra chega a fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA

Na quarta-feira, 23 de agosto, o Qarabağ FK fez história ao se tornar o primeiro clube do Azerbaijão a alcançar a fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA, o maior torneio interclubes de futebol da Europa. Mesmo com a derrota por 2 a 1 diante do Copenhague, na capital da Dinamarca, o time azerbaijano garantiu a sua classificação por não ter sofrido gols como mandante na primeira partida do confronto, da qual saiu vitorioso por 1 a 0, no último dia 15 de agosto.  

Escudo do Qarabağ FK

O jogo de ida contra os dinamarqueses foi disputado no moderno estádio Tofiq Bahramov, em Baku, que também serve à seleção azerbaijana. No entanto, a capital do país é a sede temporária do clube, já que desde de 1993 é impedido de atuar em sua cidade de origem, Agdam. Situada em região de mesmo nome, Agdam foi tomada por tropas armênias durante a guerra de Nagorno-Karabakh e desde então permanece deserta e semidestruída.

Não sendo um clube local de Baku, os apoiadores do Qarabağ FK são majoritariamente formados pelos antigos residentes de Agdam e pelos demais refugiados da guerra, que hoje estão espalhados pelo restante do país e constituem um contingente de cerca de 600 mil pessoas internamente deslocadas (IDP, na sigla em inglês). A integração dessas IDPs á sociedade azerbaijana permanece como uma questão não resolvida e representa um desafio social, como também político, para o Governo.

Mas mais que um feito esportivo, o sucesso do Qarabağ FK passou a ser motivo de orgulho nacional, além de ferramenta de propaganda para o Regime. No dia seguinte ao triunfo em Copenhague, os jogadores foram recepcionados pelo Presidente do país, Ilham Aliyev, que agraciou o clube com a quantia de 2 milhões de manats (cerca de 3,7 milhões de reais). Na ocasião, Aliyev declarou que o feito “é uma vitória do nosso Estado, da juventude azerbaijana e das pessoas patriotas”. O Governo agora espera que o sucesso do time possa atrair a atenção e o apoio da comunidade internacional à causa azerbaijana.  

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Ruinas de Agdam” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Agdam#/media/File:Aghdam_6.jpg

Imagem 2Escudo do Qarabağ FK” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Qaraba%C4%9F_FK#/media/File:Qarabag,logo,2016.png

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Kosovo adentra oficialmente à UEFA

A Federação de Futebol do Kosovo (Federata e Futbollit e Kosovës) foi oficialmente aceita pela União das Federações Europeias de Futebol (UEFA) e, o que meramente parece uma decisão política no mundo esportivo, pode abordar uma série de questões intrínsecas ao pequeno país balcânico. Juntamente com o acesso ao Comitê Olímpico Internacional, em 2014, a decisão do último 3 de maio de 2016 coloca para os kosovares a possibilidade de movimentações na comunidade internacional visando galgar seu status de nação independente.

No Congresso Anual da UEFA, neste ano realizado em Budapeste, Hungria, a consagração kosovar como 55º membro da entidade veio com uma votação apertada de 28 votos a favor e 24 votos contrários, registrando-se a invalidação de 2 votos. Em sua página do Facebook, o recém eleito presidente Hashim Thaci comemorou a decisão, caracterizando-a como a “melhor notícia para os incontáveis fãs de nossa república! […]. Ninguém vai nos parar de jogar nos gramados. O resultado da aprovação kosovar para a UEFA é o aval para a seleção nacional de futebol, nas modalidades feminina e masculina, disputar campeonatos a nível continental, e para clubes das ligas nacionais do Kosovo poderem participar de certames organizados pela UEFA.

A oposição ferrenha à entrada de Kosovo na entidade veio pela Federação de Futebol da Sérvia, por meio de seu Presidente, Tomislav Karadzic, que ordenou a rejeição do resultado do Congresso, alegando que seria uma “decisão política, não uma proposição futebolística! […]. Devemos dizer não à política, não à divisões prejudiciais!”. Em outras oportunidades, o Estado sérvio se opôs à entrada de Kosovo, visto que não reconhece a independência da entidade de seu território nacional, proclamada em 2008. A Delegação sérvia alegou que irá lançar uma reclamação junto à Corte Arbitrária do Esporte, baseada na Suíça, justificando que seria contra as normas da UEFA as associações governamentais com o esporte.

Jogadores de grande prestígio internacional, como o atual meio-campista da seleção da suíça Xerdan Shaqiri, já afirmaram que jogariam pela seleção do seu país natal. Kosovo é cotada, junto a outras federações internacionais, como Gibraltar, a adentrar no quadro de membros da FIFA.

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Imagem (Fonte):

http://www.albeu.com/dokumenta/foto/basha_futboll1.jpg

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Futebol é a bola da vez na política

O futebol é sem dúvidas o esporte mais popular do mundo ou, talvez, o mais globalizado de todos. Não importa o idioma, o sistema político ou a localização geográfica, os grandes times são facilmente reconhecidos e seguidos com devoção.

Por esse motivo, o esporte se transformou para muitos países em uma espécie de ferramenta de softpower em sua atuação internacional. O softpower, ou poder brando”, é o conjunto de habilidades que um país ou ator internacional possui para influenciar indiretamente outros atores mediante canais alternativos aos políticos, tais como a cultura, a religião, o esporte, para citar alguns.

O esporte tem se transformado aos poucos num importante reflexo de um país ou na imagem que este possui no cenário internacional, e as competições internacionais se transformaram em uma forma de obter exposição mundial. O quadro de medalhas da China, por exemplo, aumentou de forma proporcional ao crescimento econômico do país. Muitos analistas, inclusive, afirmam que a vitória da Alemanha na última Copa do Mundo de Futebol foi fruto de uma campanha típica de softpower, gerando empatia com o país, pois o sentimento de admiração que levantou a seleção alemã ficou longe da visão que se tem de uma sociedade fria[1].

Os escândalos da FIFA[2] foram o outro lado da moeda. As ações movidas pelos Estados Unidos transmitiram um discurso claro frente à corrupção existente nos órgãos internacionais. Em relação ao Brasil, a situação da seleção parece acompanhar o descrédito que sofre o país.

A última intervenção do futebol no mundo da diplomacia e da política vem do país que possuí o campeonato e os times mais famosos do mundo, a Espanha, lar do Real Madrid, do Barcelona, do Atlético de Madrid, do Atlético de Bilbao, do Sevilha, do Deportivo, dentre vários clubes mundialmente conhecidos e admirados.

O processo de independência da Catalunha sempre utilizou o time do FC Barcelona como meio de propaganda. Ao final, a região não é tão conhecida quanto sua capital e o time sediado nela. Em qualquer lugar do mundo, as pessoas, mesmo não sabendo localizar a Catalunha no mapa, conhecem o Barcelona, os jogadores e um dos seus maiores técnico, o Sr. Josep Guardiola, que foi também jogador no time e na seleção espanhola.

A trajetória de Guardiola sempre esteve ligada a causa nacionalista, sendo, por isso, muitas vezes criticado pelo resto da Espanha. Mas, nesta semana, no dia 20 de junho, o ex-técnico do Barcelona voltou a ser notícia, ao integrar a lista unitária separatista que irá concorrer às próximas eleições na Catalunha, no dia 27 de setembro, como um dos 5 candidatos para o Parlamento[3].

O Governo da Catalunha nos últimos 4 anos trabalha em prol da separação da Espanha de forma intensa. Em novembro de 2014, chegou a celebrar um plebiscito não reconhecido pelo Governo Central de Madrid para consultar a população e houve uma clara vitória a favor da cisão. Após o plebiscito, o Presidente da Catalunha, o Sr. Artur Más, articulou uma série de alianças com os principais partidos para concorrer às eleições ao Parlamento e dar início ao processo de separação do Estado Espanhol, mediante um Governo de transição com uma pauta separatista.

A lista foi composta por Raul Romeva, representante dos ambientalistas de esquerda do Partido Iniciativa Para Catalunya; Carme Forcadel, da Assembleia Nacional da Catalunha, responsável por articular o movimento separatista e representante do processo legal;  Muriel Casals, da Òmnium Cultural, responsável pelas ações culturais e representante da cultura; Artur Mas,representante dos liberais do partido Convergência Democrática da Catalunha; Oriol Junqueres, representante do Partido Esquerda Republicana da Catalunha e, por último, o Sr. Josep Guardiola, como símbolo de coesão do nacionalismo catalão[4].

Dessa forma, vemos como diferentes setores da sociedade da Catalunha estão representados na lista e como o futebol é usado como ferramenta de coesão, bem como para incentivar a adesão social e sua participação no processo, sendo o nome da plataforma “Juntos pelo Sim”. Agora, espera-se para ver como esse jogo vai terminar.

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ImagemGuardiola enrolou bandeira da Catalunha no troféu quando ganhou a Liga dos Campeões da Europa e agora integra a lista para o parlamento catalão” (Fonte):

http://static.goal.com/132800/132881_heroa.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/04/motivos-para-a-selecao-alema-ser-considerada-a-mais-legal-da-copa.htm

[2] Ver:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150527_entenda_fifa_lab

[3] Ver:

http://www.lavanguardia.com/politica/20150720/54433494970/pep-guardiola-ultimo-lugar-lista-unitaria-27s.html

[4] Ver:

http://www.lavanguardia.com/politica/20150720/54433506156/junts-pel-si.html