ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Etiópia terá a sua primeira Presidente mulher

Em uma movimentação surpreendente, o Parlamento etíope elegeu, por unanimidade, a ex-diplomata Sahle-Work Zewde como a nova Presidente. A escolha aconteceu imediatamente logo após a renúncia de Mulatu Teshome, depois de cinco anos no cargo. Com a eleição de Zewde, será a primeira vez que uma mulher assumirá o cargo de Chefe de Estado no país.

Parlamento etíope aprovou, por unanimidade, Zewde como a nova Presidente do país

Embora, institucionalmente, o cargo da Presidência na Etiópia não confira demasiado poder ao ocupante, na concepção e execução de políticas públicas, simbolicamente a escolha de Zewde para o posto representa uma significativa conquista. De maneira geral, a Etiópia – em especial o seu mundo rural – assenta-se sobre uma organização social marcada por uma profunda desigualdade de gênero, sendo as mulheres reféns de menores salários, de precárias condições de trabalho e de difícil acesso à educação. Neste sentido, a nova Presidente ocupará papel central em expandir a representatividade dos direitos às mulheres no conjunto das reformas propostas pelo governo de Abiy Ahmed.

Ao manifestar-se sobre a sua própria nomeação, Zewde declarou estar em consonância com as reformas econômicas e políticas lideradas pelo atual Primeiro-Ministro, afirmando trabalhar a favor da implementação de um conjunto de políticas que visa acelerar o desenvolvimento do país. No entanto, ela afirmou que dará foco em específico ao aumento do protagonismo das mulheres neste processo de transformação social.

O Governo e os partidos de oposição tem que entender que nós vivemos em uma mesma casa e que devemos focar nas coisas que nos unem, não naquilo que nos divide. Devemos criar uma nação e uma geração das quais nos orgulharemos. A ausência de paz primeiro vitimiza as mulheres, por isso durante o meu mandato eu irei me focar no papel delas em garantir a paz”, declarou a nova Presidente da Etiópia.

Desde o princípio da década de 80, Zewde trabalhou como diplomata, ocupando importantes posições em embaixadas etíopes em países da África Subsaariana e da Europa. Como última ocupação, ela trabalhava como representante da União Africana na Organização das Nações Unidas (ONU). A sua nomeação vem justamente em um momento no qual  autoridades e especialistas aguardavam a sua aposentadoria.

A nova Chefe de Estado poderá proporcionar um efetivo avanço na igualdade de gênero na Etiópia. Entretanto, esta conquista somente se efetivará se suas pautas igualitárias encontrarem espaço em um conjunto de políticas públicas entendidas por especialistas como autoritárias e pouco inclusivas. Não à toa, o país vivencia ao longo dos últimos três anos uma série de protestos e reivindicações por direitos civis, dos quais a igualdade de gênero constitui-se como importante pauta para a construção de um modelo de desenvolvimento inclusivo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Zewde será a primeira Presidente etíope, inaugurando um novo capítulo na história do Executivo no país” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sahle-Work_Zewde

Imagem 2Parlamento etíope aprovou, por unanimidade, Zewde como a nova Presidente do país” (Fonte):

http://radioshabelle.com/ethiopian-parliament-forms-committee-investigate-ethnic-dispute/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Impactos políticos da desaceleração do crescimento chinês

As taxas de crescimento da China no fim do século XX e na primeira década do século XXI estiveram entre as maiores do mundo. O país passou de uma posição secundária na economia global para ator importante, tornando-se o segundo maior PIB do planeta. Apesar das posturas firmes de defesa do livre-comércio e de ambiciosos projetos de investimento em infraestrutura, a China está desacelerando seu crescimento, com taxas inferiores a 7% ao ano. O menor ritmo de progresso econômico gera impactos políticos nos âmbitos doméstico e internacional.

Companhia Chinesa de Ferrovias

No plano doméstico, pesquisas indicam que há provável correlação entre o menor crescimento e o aumento dos protestos nos últimos anos. No entanto, ainda não há investigação suficientemente aprofundada que permita estabelecer se as manifestações ocorreram por causa da desaceleração ou se a causaram. John Dinardo e Kevin Hallock analisaram as greves nos EUA entre 1925 e 1937 e concluíram que elas provocaram perdas significativas no valor de ações de indústrias. Os dados obtidos até o momento sobre o contexto chinês indicam aumento de greves desde 2016 e concentração na província de Gungdong*, o que não implica necessariamente a validade da conclusão sobre os EUA dos anos 1930 para a China contemporânea, já que a reação das bolsas de valores aos protestos foi bastante discreta. 

No plano internacional, a desaceleração chinesa significa menor margem de manobra nas negociações para solucionar a guerra comercial com os EUA. A economia do país asiático é muito dependente de suas exportações e os Estados Unidos são seu principal parceiro comercial. As tarifas impostas sobre U$ 34 bilhões de produtos chineses dificultam ainda mais a retomada do alto ritmo de crescimento. Segundo a analista Renee Mu, “Quando mais tempo a China permanecer nessa guerra comercial, mais ela irá perder; o mesmo vale para os EUA. A desaceleração do crescimento chinês pode torná-la menos resiliente do que antes: o PIB do terceiro trimestre cresceu 6.5%, menos do que os esperados 6.6%”. Dessa forma, aumenta-se o risco de que os estadunidenses consigam impor suas exigências aos chineses.

O projeto da Nova Rota da Seda** também é afetado pelas menores taxas de crescimento do país asiático. Os valores investidos em infraestrutura crescem cada vez menos desde 2011, com tendência de desaceleração ainda mais expressiva nos próximos anos. A menor disponibilidade de recursos para investir prejudica sobremaneira o projeto, já que este tem um custo muito elevado. Como a iniciativa é uma das bases da política externa do presidente Xi Jinping, a demora na concretização de avanços pode prejudicar a estratégia de inserção internacional da China.

A economia chinesa impacta diretamente o grau de influência do país no sistema internacional. A sua ascensão está muito vinculada a seu poderio econômico, que permite estabelecer relações de confiança e até mesmo de aliança com determinados países, por meio da ajuda ao desenvolvimento e de investimentos em infraestrutura. A capacidade de influenciar as relações internacionais pode, portanto, ficar prejudicada com a desaceleração econômica.

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Nota:

* Província do sul da China, próxima das regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau.

** Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Banco Industrial e Comercial da China” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_China

Imagem 2 Companhia Chinesa de Ferrovias” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_China

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Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/10/a-slowing-chinese-economy-means-more-instability/

[2] Ver:

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/001979390205500202

[3] Ver:

https://maps.clb.org.hk/strikes/en#201804/201810/10539

[4] Ver:

https://www.forbes.com/sites/panosmourdoukoutas/2018/10/25/america-should-let-china-lose-the-trade-war-gracefully/

[5] Ver:

https://www.abc.net.au/news/2018-06-14/china-growth-stumbles-on-weaker-industrial-production-and-inves/9870214

NOTAS ANALÍTICASTecnologia

China planeja lançamento de lua artificial para 2020

No dia 10 de outubro, Wu Chunfeng, presidente do Instituto de Pesquisa em Sistemas Microeletrônicos de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (CASC) em Chengdu, capital da província de Sichuan, na China, anunciou que o instituto está planejando o lançamento de um satélite artificial de iluminação capaz de produzir um brilho oito vezes maior do que o da lua. Caso essa iniciativa, que está prevista para ocorrer em 2020, tenha resultados positivos, Chunfeng afirma que há a possibilidade de outros três satélites, mais sofisticados, serem lançados em 2022.

Localização da cidade de Changdu, na China

Assim como ocorre com a lua, o projeto do satélite artificial chinês, posicionado a uma distância de 500 quilômetros da terra, funcionaria como uma espécie de espelho, refletindo a luz solar em direção à superfície terrestre. De acordo com Chunfeng, a lua artificial poderá ter sua luminosidade ajustada e, caso seja necessário, os seus espelhos poderão ser desligados completamente. O especialista estima que a empreitada pode complementar a iluminação tradicional da cidade de Chengdu, substituindo-a em algumas localidades, e ocasionar uma economia de 170 milhões de dólares anualmente, caso o satélite artificial ilumine uma região de 50 quilômetros quadrados.

A iniciativa de utilizar mecanismos refletores com finalidade energética não é recente. Ainda em 1923, o cientista alemão Hermann Oberth pesquisou a possibilidade de instalação de espelhos no espaço, iniciativa que, de acordo com artigo da Life Magazine, teria servido de inspiração para que os nazistas, futuramente, cogitassem em desenvolver uma espécie de “arma solar”.

Arma Solar

Mais recentemente, no início da década de 1990, a Agência Espacial Federal Russa desenvolveu o projeto do satélite Znamya com as mesmas finalidades energéticas. No entanto, ainda que, de acordo com os cientistas russos, uma primeira versão do satélite tenha se mostrado relativamente bem-sucedida, demonstrando a possibilidade de instalação e funcionamento desses mecanismos refletores no espaço, o projeto foi abandonado em 1999, quando o satélite Znamya 2.5, lançado naquele ano, não foi capaz de se manter em órbita.

Em uma iniciativa de menor escala, em 2013, foram instalados em Rjukan, cidade norueguesa situada em um vale cercado por montanhas, espelhos controlados por computadores para que a cidade pudesse receber a luz do sol ao longo de todo o ano.

Cidade norueguesa de Rjukan

As principais críticas que o projeto chinês tem recebido consistem na própria viabilidade da iniciativa, uma vez que, conforme cientistas, seria impossível que um satélite localizado a apenas 500 quilômetros da terra pudesse se manter parado o suficiente para iluminar de forma eficaz uma cidade específica.

Ademais, questiona-se o impacto que um empreendimento desse tipo poderia ter na fauna e na flora locais, além dos possíveis efeitos negativos no ciclo circadiano e na saúde dos indivíduos moradores da região. Em linhas gerais, os astrônomos também questionam a chamada “poluição luminosa” ocasionada por esse tipo de iniciativa, uma vez que essa poluição prejudica a observação astronômica e, por conseguinte, a realização de pesquisas científicas.  

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fossas Tectônicas da Lua” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lua#/media/File:14-236-LunarGrailMission-OceanusProcellarum-Rifts-Overall-20141001.jpg

Imagem 2 Localização da cidade de Changdu, na China” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Chengdu#/media/File:Chengdu_in_China.png

Imagem 3 Arma Solar” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Sun_gun#/media/File:Sonnengewehr.jpg

Imagem 4 Cidade norueguesa de Rjukan” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Rjukan#/media/File:Rjukan_panorama_IMG_0052.JPG

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Resultados da 21ª Reunião de Ministros do Meio Ambiente da América Latina e Caribe

Com o objetivo de intensificar os esforços para redução do lixo marinho, acelerar a ação preventiva contra a mudança climática, potencializar a cooperação para a conservação da biodiversidade e transitar para produção e consumo sustentáveis, 28 representantes de países da América Latina e Caribe reuniram-se, em Buenos Aires, para a realização da 21ª Reunião do Fórum de Ministros do Meio Ambiente. Ao longo dos debates, destacou-se a necessidade de aplicação prática das metas do Acordo de Paris a fim de se evitar uma catástrofe ambiental.

Colônia de albatrozes em uma praia cheia de lixo

Além disso, o encontro resultou na adoção da Declaração de Buenos Aires. Em seu texto, verifica-se a aplicação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável como marco referencial para o estabelecimento de políticas públicas nos países latino-americanos e caribenhos.

Também, ressalta-se a importância de se desenvolver um sistema de produção, análise e difusão de informação ambiental a partir de cooperação internacional e regional na área. Nesse sentido, a referida declaração visa impulsionar a planificação de medidas de adaptação com o compartilhamento de experiências e melhores práticas de gestão sustentável.

Em relação à poluição, os ministros deliberaram o lançamento de um Plano de Ação para a Cooperação Regional na Gestão de Produtos Químicos e Dejetos 2019-2020. Portanto, busca-se estimular a viabilidade de planos nacionais e regionais contra o lixo marinho através de restrições ao plástico, a partir de pesquisa e desenvolvimento de materiais alternativos, bem como pelo monitoramento da qualidade da água nas diversas etapas de seu percurso até o mar.

Segundo a ONU Meio Ambiente, um terço dos rejeitos sólidos da região (145 mil toneladas diárias) tem seu destino em lugares inadequados. Diante desta estimativa, os ministros avançaram acordos para formar um Programa de Cooperação Regional para a Biodiversidade, como também manifestaram apoio à proposta do governo de El Salvador e dos países do Sistema de Integração Centro-Americana (SICA) de designar a década 2021-2030 como “A Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas”, uma iniciativa apoiada pela ONU Meio Ambiente.

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Nota:

* As decisões da 21ª Reunião podem ser conferidas na íntegra (em espanhol).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ministros do Meio Ambiente e representantes de países latinoamericanos e caribenhos na Casa Rosada, sede do governo argentino. Foto: Divulgação” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/ministros-de-meio-ambiente-latino-americanos-fecham-acordo-acelerar-protecao-ambiental/amp/

Imagem 2 Colônia de albatrozes em uma praia cheia de lixo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Detrito_marinho

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Discordância sobre bandeira “Sol Nascente” afeta evento na Coreia do Sul

No dia 6 de outubro deste ano (2018), foi realizada a “International Fleet Review”, na Coreia do Sul. O evento, que consiste no desfile das Forças Marítimas de vários países, não contou com a presença das frotas japonesas. Tal ausência se deu por conta do pedido sul-coreano de que a bandeira “Sol Nascente” não fosse hasteada nos navios participantes, limitando a ostentação a somente bandeiras nacionais. Utilizada durante as investidas imperialistas japonesas antes e durante a Segunda Guerra Mundial, para a Coreia do Sul e China, o símbolo é considerado ofensivo.

Força Marítima de Autodefesa do Japão

A recusa japonesa deve-se à legislação nacional, que obriga o uso desta bandeira nas Forças de Autodefesa. Foi alegado, igualmente, que o pavilhão é reconhecido pelo Direito Internacional como indicativo de seus navios.

Os Ministros de defesa japonês e sul-coreano reuniram-se no último sábado (20), e comentaram sobre o ocorrido. Segundo o jornal Mainichi, o Ministro de Defesa do Japão, Takeshi Iwaya, declarou que “é extremamente infeliz que a Força Marítima de Autodefesa do Japão teve que cancelar sua participação devido a este pedido inadmissível”. Em contrapartida, o Ministro da Defesa sul-coreano, Jeong Kyeong Doo, considerou o episódio “lamentável.

Apesar da discordância, ambos os Ministros reafirmaram a importância de manter o diálogo, principalmente por conta da preocupação com a desnuclearização da Coreia do Norte. Contudo, temas pertinentes à colonização japonesa da Coreia do Sul ainda emergem, como a questão das mulheres de conforto que, apesar de ter sido resolvida diplomaticamente, ainda causa protestos pelo país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira Sol Nascente” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Naval_ensign_of_the_Empire_of_Japan.svg

Imagem 2 Força Marítima de Autodefesa do Japão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Rising_Sun_Flag#/media/File:US_Navy_101029-N-XXXXX-004_An_SM-3_(Block_1A)_missile_is_launched_from_the_Japan_Maritime_Self-Defense_Force_destroyer_JS_Kirishima_(DD_174),_succe.jpg

MEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

A Dinamarca lança proposta climática ousada

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), de 2015, realizada em Paris, França, trouxe um grande impacto para os tomadores de decisão, pois a emergência de ideias viáveis à sustentabilidade e redução de gases de efeito estufa tornaram-se urgentes.

Ministro de Energia e Clima, Lars Christian Lilleholt

Diante dos desafios de evitar o aumento da temperatura global para as próximas décadas, a Dinamarca investe no desenvolvimento de energia verde e em tecnologias capazes de modificar a dinâmica social. Dentre elas tem-se a expansão do parque eólico marítimo para a produção de energia, e a abolição de venda de carros a gasolina e diesel até 2030.

Os dinamarqueses fazem trabalho reconhecido quando o assunto é o clima e meio ambiente, e por isso se destaca a proposta do Estado com a estratégia Sammen om en grønnere fremtid (Juntos para um futuro mais verde). A proposta contém 38 pontos que visam aperfeiçoar os esforços do país para promover uma sociedade favorável a perspectiva da realidade da COP 21.

Dentre os aspectos destacados a estratégia basicamente sinaliza o estímulo da queda brusca de gás carbônico (CO2) a partir de campanhas, eliminação de cotas e alocação de recursos para pesquisa; maiores cuidados com a qualidade do ar, mediante a vigilância da emissão de enxofre nas águas, amônia pelo setor agrícola e de CO2 por ônibus; e investimento nas usinas de biogás com o acréscimo de maior proporção de biocombustíveis na mistura da gasolina e diesel.

Em relação ao tema, o jornal Copenhaguen Post apresenta a fala do Ministro de Energia e Clima do país, Lars Christian Lilleholt, o qual afirma: “A Dinamarca precisa manter sua posição de pioneira verde. Ao estabelecer novos padrões para clima e meio ambiente, vamos inspirar outros a agir e influenciar o desenvolvimento na Europa e além”.

Os analistas observam com atenção o pioneirismo dinamarquês junto ao clima e entendem que uma mudança no cotidiano das pessoas influenciaria muito o avanço da sustentabilidade no país. Todavia salientam que esse tipo de alteração paradigmática não é uma tarefa simples de ser feita, pois existem setores econômicos que ainda dependem da produção de bens poluentes para viverem e isso sem mencionar os atritos sociais advindos da adaptação aos novos contextos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Palácio de Christiansborg, sede do parlamento dinamarquês” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/Christiansborg_Slot_Copenhagen_2014_01.jpg/1280px-Christiansborg_Slot_Copenhagen_2014_01.jpg

Imagem 2 Ministro de Energia e Clima, Lars Christian Lilleholt” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/ff/Folketingsvalg_2015_1_%28cropped_to_Lars_Christian_Lilleholt%29.JPG