ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Apesar das sanções, investimento estrangeiro cresce na Rússia

Considerada como um mercado estratégico global, a Federação Russa está vendo seus níveis de investimentos estrangeiros se elevarem mesmo sendo alvo de várias sanções internacionais nos últimos anos e, segundo o último relatório da empresa de auditoria EY* (Ernst & Young), realizado em parceria com a Câmara Americana de Comércio na Rússia, as empresas dos EUA continuam como os maiores investidores estrangeiros na economia russa.

Logotipo da EY

Segundo dados apresentados, em 2018 as companhias norte-americanas investiram em projetos na Rússia duas vezes mais do que os investidores da Europa e cinco vezes mais do que os asiáticos. Um dos principais setores apreciados pelos investidores é o da energia e dos recursos naturais, que continuará a liderar o volume de investimentos estrangeiros, os quais, em termos percentuais (em torno de 49% do total), estão previstos para encerrar o ano de 2019 com um nível maior do que o acumulado ao longo de todos os anos anteriores.

Gráfico dos percentuais de investimento por categoria industrial – 2019

Por outro lado, o cenário não é totalmente otimista, pois as restrições financeiras impostas pela comunidade internacional causaram contração do mercado interno, colocando os negócios em desvantagem em relação a empresas de outros países. Os riscos de reputação associados a fazer negócios na Rússia aumentaram, fazendo com que novos projetos fossem congelados e a assinatura de novos contratos suspensa, principalmente por clientes localizados em solo europeu.

Logotipo da Novatek

Posto isso, o Governo russo já havia anunciado, em setembro (2019), durante o Fórum Econômico Mundial do Leste, realizado em Vladivostok, que iria direcionar esforços para atrair investidores de outro polo geográfico, ou seja, seu foco de atenção seria realizar negócios com países asiáticos.

No encontro, o presidente russo Vladimir Putin anunciou grandes projetos que irão ser efetivados no extremo oriente do país, juntamente com parceiros econômicos como China, Índia e Japão. Um dos projetos, que vai ser administrado pela empresa russa Novatek, é a criação de uma gigantesca fábrica de produção de gás natural que custará em torno de US$ 21,3 bilhões (aproximadamente R$ 88,8 bilhões**) e terá como sócios principais duas empresas chinesas da área energética (CNOOC e CNPC) e o consórcio japonês Mitsui-Jogmec, os quais serão de grande importância para o desenvolvimento da exploração das ricas reservas em recursos naturais, e para a implantação das indústrias do futuro que irão beneficiar a região.

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Notas:

* Ernst & Young (com nova denominação EY) é uma empresa multinacional de serviços profissionais com sede em Londres, Inglaterra e Reino Unido. A EY é uma das maiores empresas de serviços profissionais do mundo, juntamente com a Deloitte, KPMG e Pricewaterhouse Coopers (PwC). Por conta de uma série de aquisições e mudança de foco no mercado, a EY expandiu sua participação mercadológica em áreas como consultoria de serviços de operações, consultoria de serviços de estratégia, consultoria de serviços de RH, consultoria de serviços financeiros e consultoria de serviços de tecnologia.

** Cotação de 10/11/2019 (US$ 1 = BRL 4,166).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Centro Internacional de Negócios de Moscou” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Internacional_de_Negócios_de_Moscou#/media/Ficheiro:Moscow-City_(36211143494).jpg

Imagem 2 Logotipo da EY” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ey_logo_2019_new.jpg

Imagem 3 Gráfico dos percentuais de investimento por categoria industrial 2019” (Fonte): https://www.ey.com/Publication/vwLUAssets/ey-amcham-annual-survey-2019-eng/$FILE/ey-amcham-annual-survey-2019-eng.pdf

Imagem 4 Logotipo da Novatek” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Novatek#/media/File:Novatek_Logo_latin.svg

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China afirma que os países da Parceria Econômica Regional Abrangente estão comprometidos em trabalhar com a Índia

A China afirmou na quarta-feira (6 de novembro de 2019) que as questões que atrapalham a Parceria Econômica Global Abrangente (PEGA) podem ser resolvidas até o final do ano (2019), acrescentando que os Estados-membros estão prontos para trabalhar com a Índia para resolver questões pendentes. Quinze países da região Ásia-Pacífico, os dez países da Ásia, além de Japão, China, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, concordaram com o esboço do pacto comercial na segunda-feira (4 de novembro de 2019), informa o jornal South China Morning Post.

A Índia desistiu do acordo no último minuto, em meio a preocupações de que sua economia poderia ser inundada com produtos chineses de preço competitivo e que os agricultores poderiam ser prejudicados pelas importações agrícolas da Austrália e da Nova Zelândia. O Vice-Ministro de Comércio chinês, Wang Shouwen, declarou que a China e os outros 14 países-membros respeitam a Índia e têm preocupações pendentes, mas estão dispostos a trabalhar juntos para resolvê-los. “Devemos trabalhar duro com a Índia para resolver esses problemas. E a Índia deve decidir com base nesta resolução se deve entrar no acordo”, afirmou Wang.

Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi (2015)

Na segunda-feira (4 de novembro de 2019), o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, retirou seu país do acordo, apontando que este “não refletia totalmente o espírito básico e os princípios orientadores acordados” e que “falhou em atender às preocupações pendentes da Índia”. Uma declaração conjunta de todos os 16 países, incluindo o Estado indiano, apontou que 15 economias concluíram as “negociações para todos os 20 capítulos e essencialmente todas as suas questões de acesso ao mercado”, embora tenha observado que os indianos ainda possuem questões não resolvidas.

O Ministro de Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, indicou que as “fortes demandas de Nova Délhi por serviços e investimentos podem ter sido um ponto de atrito nas negociações”. Além disso, “Se as 15 nações fizerem um esforço sincero para resolver nossas preocupações, nos dar confiança e nos ajudar a equilibrar a desigualdade comercial, acho que todas as nações devem conversar com seus amigos”, comentou Goyal em entrevista à imprensa indiana. E relembrou: “Não estamos fazendo inimigos com ninguém: as relações são fortes com todos os países envolvidos”.

A Índia possui um antigo déficit comercial com a China, que chegou a 57 bilhões de dólares em 2018 (aproximadamente, 237,3 bilhões de reais, de acordo com a cotação do dia 8 de novembro de 2019). Wang reconheceu que havia alguns setores da indústria indiana que “estão preocupados com a possibilidade de haver algum déficit”. No entanto, o Vice-Ministro apontou que “o déficit comercial da Índia em sua conta corrente era de apenas 1,7% do produto interno bruto, muito abaixo da linha segura de 4%, e que havia um excedente no setor de serviços”. “O balanço de pagamentos na conta corrente indiana é muito saudável”, reiterou Wang.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 ViceMinistro de Comércio da China, Wang Shouwen (2015)” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=wang+shouwen&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Nairobi_Fourth_China_Round_Table,14_December_2015(23379498939).jpg

Imagem 2 PrimeiroMinistro da Índia, Narendra Modi (2015) (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=40&profile=default&search=narendra+modi&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=av2qc10dzpyndgo1fw52x185j#%2Fmedia%2FFile%3APrime_Minister_Narendra_Modi_speaking_to_the_media_ahead_of_the_Budget_Session_2015.jpg

ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

CPLP e Organização das Nações Unidas

A complexidade do fenômeno do crime organizado transnacional tem requerido das Organizações Internacionais e Estados a constante adequação de estratégias para o seu combate. Pode-se observar a intensificação das modalidades de crime transnacional com transformações no cenário internacional em fenômenos de ampliação das trocas comerciais e de maior fluxo de pessoas, informações e tecnologias.

Em virtude destes aspectos, Organizações Internacionais como o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, sigla em inglês para United Nations Office on Drugs and Crime) têm buscado estabelecer parcerias interinstitucionais como forma de articular alternativas para a garantia da segurança dos Estados.

Mapa dos Estados membros Permanentes (em realce azul), Estados Observadores (em verde) e Estados interessados em integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

A proposta realizada pela UNODC para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se daria por meio da integração das Universidades dos Estados membros nas dinâmicas educacionais propostas pela Organização. A diversidade de países lusófonos e a extensiva quantidade de Universidades nos países membros da CPLP são destacados como um potencial para este empreendimento. O objetivo da parceria é realizar com elas as traduções para o português dos materiais didáticos desenvolvidos pela UNODC, utilizados nos projetos educacionais da Instituição, como o programa Education for Justice (E4J).

Continente Africano

Cabe destacar que a iniciativa Education for Justice (E4J) consiste no desenvolvimento do conhecimento das novas gerações (da pré-escola até a Universidade) sobre justiça, aplicações das leis e as diferente modalidades de crime organizado transnacional (quais sejam, tráfico de pessoas, espécies, drogas, evasão de divisas, corrupção, entre outros). O E4J é um dos componentes do Programa Global de Aplicação da Declaração de Doha, desenvolvido pela UNODC para auxiliar os Estados no desenvolvimento de comunidades resilientes e proativas nas respostas contra o crime organizado.

Na pauta sobre o crime organizado transnacional no continente africano, a vulnerabilidade causada pelas atividades criminosas ainda é presente em muitas regiões, onde, apesar do desenvolvimento de infraestrutura de segurança, ainda necessitam de maior investimento no que tange a prevenção, atendimento de vítimas e testemunhas. Neste sentido, a inserção deste debate no âmbito escolar e acadêmico é um passo relevante no processo de construção de políticas que atentam à sociedade, uma vez que esta tenha acesso ao conhecimento dos reflexos do crime organizado.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Logo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, sigla em inglês para United Nations Office on Drugs and Crime)” (Fonte): https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2014/10/unodc1.png

Imagem 2Mapa dos Estados membros Permanentes (em realce azul), Estados Observadores (em verde) e Estados interessados em integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/44/CPLP_-_Mapa.png

Imagem 3Continente Africano” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica#/media/Ficheiro:Africa_(orthographic_projection).svg

ECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

Emancipação financeira feminina pelo cultivo da apicultura na Tanzânia

As mulheres da tribo Maasai, no norte da Tanzânia, estão sendo engajadas pela iniciativa chamada “African Wildlife and People (AWP)”. Através de um pequeno subsídio e o treinamento provido pelo programa, elas podem iniciar seu investimento no ramo da apicultura. No entanto, diferentemente de outros financiamentos, o pagamento é mediante a conservação do meio ambiente.

Ao todo, são quase 1.200 mulheres envolvidas nas atividades e mais de 1.300 colmeias estão sendo colocadas. Há até um incentivo estatal, seja deliberado ou não, pelas leis de proteção da área. Desde anciãs a jovens são empenhadas e participam de tarefas diferentes. O investimento em futuras líderes também é presente pelo incentivo por bolsas de estudo, programas de verão ambientais, viagens para parques nacionais, entre outros.

Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia

A mudança climática, o crescimento das comunidades e seu desenvolvimento sem planejamento, expansão da agricultura e o conflito com a vida animal são desafios a serem solucionados. Assim, algumas atividades são realizadas para preservar a vida natural do país, como plantar árvores, disseminação e conscientização sobre a importância da preservação ambiental, e patrulhas para evitar desmatamento e caça ilegal. Os impactos são positivos para as mulheres e para o meio ambiente. As primeiras conseguem desenvolver seu negócio e ter uma renda através da venda do mel na cidade de Arusha e, por último, há a melhora consecutiva de 7 anos do aumento das populações de animais silvestres, bem como a preservação da região.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Abelha” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Bee#/media/File:Thomas_Bresson_-Hyménoptère_sur_une_fleur_de_pissenlit(by).jpg

Imagem 2Mulheres da tribo Maasai no norte da Tanzânia” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_Tanzania#/media/File:Tanzania_-Massai_women(14518906813).jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Nigel Farage, líder do Brexit Party, não será candidato em eleições no Reino Unido

Em entrevista ao programa Andrew Marr Show da BBC, Nigel Farage, líder do Brexit Party, anunciou que não irá se candidatar para as eleições gerais do dia 12 de dezembro de 2019. Ele afirmou que dessa maneira poderá melhor servir o Partido dando suporte aos mais de 600 candidatos espalhados pelo Reino Unido.

Jeremy Corbyn, líder dos Trabalhistas, declarou que “é um pouco estranho dirigir um Partido político que aparentemente está brigando por todas ou a maioria das cadeiras [do Parlamento] em uma eleição, e ele mesmo [Farage] não se candidatar”. Steve Baker, parlamentar Conservador e presidente do grupo pró-Brexit European Research Group*, criticou o dirigente do Brexit Party, dizendo que a sua decisão em não se candidatar demonstra a falta de seriedade do político em relação ao país.

Logotipo do Brexit Party

Na sexta feira, dia 1o de novembro de 2019, Boris Johnson rejeitou a sugestão de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, de que ele e Farage deveriam criar uma aliança. Representantes dos Conservadores afirmaram que não há possibilidade de os dois partidos trabalharem em conjunto. Do outro lado, o líder do Brexit Party demonstrou uma maior disposição em formar uma aliança, porém, com a condição de que Boris desista do “horrível” Acordo sobre a saída da União Europeia (UE).

Não é a primeira vez que Nigel promete apoiar os Conservadores. A rusga entre o Brexit Party e o Partido do atual Primeiro-Ministro, contudo, pode dividir o voto dos eleitores favoráveis à saída da UE. Nigel Farage, atualmente, é membro do Parlamento Europeu e é uma figura importante na política do país. Por muitos anos ele foi uma das principais lideranças do UKIP (United Kingdom Independence Party – Partido pela Independência do Reino Unido), que, desde seu início, em 1993, advoga pela desvinculação do Bloco Europeu. Em 2019 ele lançou o Brexit Party, que em pouco tempo obteve votação recorde nas eleições ao Parlamento Europeu.

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Nota:

* O European Research Group é uma aliança formada por deputados do Partido Conservador para pressionar o governo, em favor à saída do país da União Europeia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Nigel Farage, líder do Brexit Party / foto de Gage Skidmore” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/gageskidmore/40542055821

Imagem 2 Logotipo do Brexit Party” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brexit_Party.svg

Direito InternacionalNOTAS ANALÍTICAS

O combate ao terrorismo do Estado Islâmico e a morte de Baghdadi

Quase uma década após a morte do líder do Al-Qaeda, Osama Bin Laden, em operação capitaneada pelos Estados Unidos, outro terrorista, Abu Bakr al-Baghdadi, este comandante do Estado Islâmico (EI), é encontrado pelas Forças Especiais americanas na Síria. Baghdadi se suicidou durante sua fuga e provocou a morte de três crianças, apontados como seus filhos, que o acompanhavam, em 26 de outubro último.

As Forças Especiais dos EUA, assistidas pelos governos da Rússia, Iraque, Síria e Turquia, bem como pelas as forças curdas da Síria, chegaram ao complexo onde se escondia Baghdadi em oito helicópteros que voaram pelo espaço aéreo controlado pela Rússia, com a permissão de Moscou, enquanto os curdos forneciam informações.

Segundo informado pelo periódico A Época, no “auge de seu reinado, controlava uma área que ocupava partes da Síria e do Iraque, do tamanho do Rio Grande do Sul. Cidades inteiras, como Mossul, de mais de 1 milhão de habitantes, no Iraque, e a histórica Palmira, na Síria, foram colocadas sob o jugo de seus exércitos islâmicos”. Baghdadi, relata, participou da formação inicial do EI no Iraque, em 2006, a partir de sua aproximação com o chefe da Al-Qaeda no país, Abu Musab al-Zarqawi, “um defensor da violência e do terror como método”, conclui. Em 2010, tornou-se líder do EI no Iraque e comandou uma campanha violenta de terrorismo implementada pelo grupo, expandindo-o para a Síria em 2013, quando ganhou a denominação atual, Estado Islâmico do Iraque e da Síria, derivado do inglês ISIS, Islamic State of Iraq and Syria. Em 2014, o EI se declarou um califado, que é um território político e religioso governado por um líder.

Foto de Abu Bakr al-Baghdadi, capturado pelas forças armadas dos EUA enquanto estava detido em Camp Bucca, nas proximidades de Umm Qasr, Iraque, em 2004

A partir deste período, em diante, o EI assumiu a autoria de diversos ataques terroristas no ocidente, como em Paris, em 2015, na Califórnia, em Bruxelas, Orlando, dentre diversos outros, somando centenas de mortes. Segundo o website History.com, o EI está enfraquecido tanto militar como financeiramente, porque perdeu o controle de grandes quantidades de território no Iraque e vários de seus líderes foram mortos ou capturados, incluindo a prisão de maio de 2018 de cinco dos principais funcionários na Síria e Turquia. Em 2017, o Afeganistão foi o país que registrou o maior número de mortes por terrorismo, substituindo o Iraque que ocupava o cargo desde 2013.

Entende-se comumente que o terrorismo se refere a atos de violência que visam civis na busca de objetivos políticos ou ideológicos. Embora a comunidade internacional ainda não tenha adotado uma definição legal de terrorismo, declarações, resoluções e tratados relacionados definem certos atos e elementos centrais para sua configuração. A Convenção Internacional para Supressão do Financiamento do Terrorismo, adotada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas em 9 de dezembro de 1999 é uma destas normas internacionais que tem sido apontada como relevante para a criação de um consenso sobre a matéria. Em solo americano, a Convenção Interamericana contra o Terrorismo, assinada em Barbados, em 3 de junho de 2002, disciplina o tema.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Imagem de grupo do EI em Bangladesh” (Fonte): https://www.hstoday.us/subject-matter-areas/terrorism-study/the-next-chapter-of-isis-and-al-qaeda-strategies-and-attack-plans/

Imagem 2 Foto de Abu Bakr alBaghdadi, capturado pelas forças armadas dos EUA enquanto estava detido em Camp Bucca, nas proximidades de Umm Qasr, Iraque, em 2004” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Islamic_State_of_Iraq_and_the_Levant#/media/File:Mugshot_of_Abu_Bakr_al-Baghdadi,_2004.jpg