EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Dinamarca é um dos países mais pacíficos do mundo

A Dinamarca é um Estado territorialmente pequeno e com uma população de pouco mais de 5.500.000 de habitantes. O país possui uma forte economia industrial com ênfase na exportação de manufaturados e destaque para os setores de maquinaria e ferramentas, químico e agroalimentício, que contribuem para classificar o país entre os mais ricos da Europa.

A principal riqueza danesa* não é vista pelas questões monetárias, mas, sim, pela a qualidade de vida proporcionada pelas instituições públicas. O Estado devolve os altos impostos cobrados do contribuinte na forma de serviços, os quais costuram na sociedade uma sensação de seguridade.

Diante do exposto, é possível compreender as razões para o Índice da Paz Global 2019 (Global Peace Index – GPI) apresentar a Dinamarca como o 5ª Estado mais pacífico do mundo, visto que as variáveis da pesquisa distribuídas entre os domínios da segurança e proteção, conflito em curso e militarização apontam correspondência favorável à paz.

Símbolo da paz

O relatório GPI indicou uma leve queda de posição danesa em relação a períodos anteriores. O motivo se deve a ascensão de Portugal, o qual subiu no ranking de 5º colocado para ocupar a 3ª posição, todavia, a Dinamarca perdeu apenas uma colocação entre os Estados e se mantêm entre os primeiros mais pacíficos.

O jornal Copenhaguen Post trouxe um trecho do relatório GPI: “A Islândia continua sendo o país mais pacífico do mundo – uma posição que ocupa desde 2008. Ela está no topo do índice, com a Nova Zelândia, Áustria, Portugal e Dinamarca”.

Os analistas compreendem a notícia como um reconhecimento dos esforços dinamarqueses na promoção de seu estilo de vida, e entendem a extensão da tendência para todos os demais países nórdicos, os quais ficaram respectivamente com a 1ª colocação (Islândia), 5ª colocação (Dinamarca), 13ª colocação (Finlândia), 14ª colocação (Suécia), e 20ª colocação (Noruega).

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Nota:

* Daneses: adjetivo pátrio de nacional da Dinamarca; utilizado para indicar o cidadão dinamarquês.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Praça Amager ou Amagertorv, Copenhague” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/66/Amagertorv%2C_Copenhagen.jpg

Imagem 2 Símbolo da paz” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/43/Peace_dove.svg/1051px-Peace_dove.svg.png

AMÉRICA LATINAÁSIAEsporteNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Refugiados sírios aspiram à carreira de jogador profissional no Brasil

A Guerra Civil Síria, conflito armado em andamento, já fez mais de 570.000 (quinhentos e setenta mil) vítimas fatais desde 2011, forçando os habitantes a buscarem melhores condições de vida, quer seja em países vizinhos – maior destino dos refugiados –, quer seja em nações mais distantes geograficamente.

Neste contexto, a Jordânia hospeda o maior campo de refugiados sírios do mundo, contando com 77.019 (setenta e sete mil e dezenove) imigrantes na cidade de Zaatari, segundo o relatório do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), publicado no último dia 19 de maio (2019).

O Brasil recebe, ao todo, 11.327 (onze mil, trezentos e vinte e sete) refugiados, dos quais estima-se que entre 35% a 40% têm como nacionalidade a Síria. Com a finalidade de incluir estes novos habitantes e dar-lhes a oportunidade de recomeçar a vida, o governo nacional e entidades sociais fazem alianças que colocam em prática esta iniciativa.

A cidade de Resende/RJ, por exemplo, recebe a Academia de Futebol Pérolas Negras, um “time mundial de refugiados”, a única instituição nas Américas com este caráter. Criada em 2011 no Haiti pela ONG Viva Rio e trazida ao Brasil em 2016, a Academia auxilia no desenvolvimento profissional, bem como oferece educação e residência fixa aos refugiados em situação de vulnerabilidade.

Jovens atletas treinam no clube Pérolas Negras

A seleção dos atletas é realizada in loco, ou seja, técnicos representando a Academia visitam campos de refugiados e convidam alguns jogadores a fazerem parte do time: atualmente são mais de 120 jogadores, entre moças e rapazes. No início de 2018, a comissão técnica foi a Zaatari e realizou uma peneira* com 150 jovens, dos quais apenas 5 foram selecionados: Ahmad, Hafith, Jawdat, Omar e Quais.

Segundo reportagem publicada no portal do ACNUR, Ahmad, de 17 anos, teve que deixar a Síria e partir para o país fronteiriço antes de completar 10 anos de idade. “Antes da guerra, um time levava anualmente dez meninos para treinar no Catar. Eu fui selecionado, mas não pude ir porque foi quando a guerra começou”, disse o meio-campista.

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Outro jovem atleta, o zagueiro Quais, de 14 anos, morou no campo de refugiados por cerca de metade da sua vida. Quando era criança, jogava bola nas ruas da Síria, mas foi somente na Jordânia que começou a pensar em se tornar um atleta profissional. “Em Zaatari, eu era parte de uma equipe e o treinador nos comunicou que iria acontecer uma seleção para jogar profissionalmente no Brasil. Eu me inscrevi e acabei passando. É maravilhoso poder jogar futebol”, disse o adolescente.

Atuando nas frentes do time masculino e feminino profissionais, além das categorias sub-20 e sub-17, o Pérolas Negras participa das competições do Campeonato Carioca Série B2. Em jogos válidos pela Copa Rio, Pérolas Negras e Audax Rio empataram as duas partidas (0 a 0 e 1 a 1) e decidiram quem passaria para a próxima fase nos pênaltis. Com duas defesas do goleiro Luiz Henrique, do Audax-RJ, o Pérolas Negras encerrou sua participação na competição. O time mundial de refugiados volta a campo no próximo domingo (30 de junho), contra o “7 de Abril”, em jogo da Série B2, terceira divisão do estadual.

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Nota:

* Peneira é a forma coloquial com que o processo seletivo para atletas de futebol é conhecido.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Campo de refugiados de Zaatari” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Zaatari_refugee_camp%2C_Jordan_%282%29.jpg

Imagem 2 “Escudo do clube Pérolas Negras” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/d/d9/AFPerolasNegras.png

Imagem 3 “Jovens atletas treinam no clube Pérolas Negras” (Fonte): https://i2.wp.com/academiaperolasnegras.org/wordpress/wp-content/uploads/2018/10/treino-13.jpg?w=300

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALDireito InternacionalNOTAS ANALÍTICAS

OEA realiza sua XLIX Assembleia Geral na Colômbia

Sob o lema Inovando para Fortalecer o Multilateralismo Hemisférico, a Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza sua 49ª Assembleia Geral em Medellín, na Colômbia, começando ontem, 26 de junho, e finalizando amanhã, 28 de junho. A OEA foi instituída em 1948, através da Carta da OEA, adotada curiosamente neste país. No entanto, as reuniões anuais da Assembleia Geral, seu principal órgão deliberativo, apenas tornaram-se rotineiras em 1971.

A Assembleia Geral tem a função de definir políticas e mandatos da OEA, assim como a estrutura e atividades de seus órgãos; também elege os membros dos organismos descentralizados e autônomos da organização, como a Comissão Interamericana e a Corte Interamericana de Direitos Humanos e o Comitê Jurídico Interamericano, dentre outros.

OEA e Colombia assinam acordo para sediar a XLIX Assembleia Geral em Medellín

Estão inscritas como participantes desta reunião da Assembleia Geral as delegações de 34 dos 35 Estados membros, conforme informa a organização em sua página virtual. Nota-se que, até o momento, os Estados Unidos não identificaram os representantes de sua delegação, o que suscita dúvidas quanto a sua efetiva participação. Igualmente, percebe-se que a República de Cuba é o único membro que não consta da lista de participantes, muito embora a exclusão deste Estado em 1962 do Sistema Interamericano tenha perdido efeito em 2009, através da Resolução 2438 da Assembleia Geral, em seu 39º período de sessões. Esta resolução, entretanto, declara que a participação de Cuba na OEA “será resultado de um processo de diálogo iniciado na solicitação do Governo de Cuba, e de acordo com as práticas, propósitos e princípios da OEA”. Portanto, a efetividade da reinclusão de Cuba ainda parece depender de regulação.

Outro ponto que merece destaque, nesta edição, é o cronograma que previa como a primeira atividade, que foi realizada no dia 26 de junho, o “Diálogo” entre Chefes de Delegação, o Secretário Geral e representantes da sociedade civil, de trabalhadores, do setor privado e demais atores sociais.

Desde 2017, a OEA inaugurou um sistema de reserva de espaço para a interação entre estes atores, governo e sociedade, durante as reuniões anuais da Assembleia Geral. Neste ano (2019), foram mais de 600 organizações da sociedade civil convidadas especiais, que terão que compartilhar um máximo de 32 intervenções de 5 minutos cada, na oportunidade do “Diálogo”. Apesar de ser um intervalo de tempo diminuto, a natureza desta reunião não admite outro formato, e nem mesmo os Estados se reúnem em longos debates, mas, apresentam-se, como em outros organismos multilaterais, em discursos e palavras que expressam posições políticas relevantes, como demandam as relações diplomáticas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Edifício principal da OEA” (Fonte): http://www.oas.org/en/about/other_organs.asp

Imagem 2OEA e Colombia assinam acordo para sediar a XLIX Assembléia Geral em Medellín” (Traduzido do original: “OAS and Colombia Sign Agreement to Hold XLIX General Assembly in Medellin” – Da esquerda para a direita: Alejandro Ordóñez Maldonado, Embaixador, Representante Permanente da Colômbia na OEA, Adriana Mejía Hernández, Ministra Assistente de Relações Muntilaterais da Colômbia, Luis Almagro, Secretário Geral da OEA, Secretário Geral Carlos Trujillo, Representante do Conselho Permanente e Representante dos EUA na OEA. Data: 11 de abril de 2019, Washington DC. Crédito: Juan Manuel Herrera/OAS) (Fonte): https://www.flickr.com/photos/oasoea/47586239151/in/album-72157679826763348/

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Aprovação de Lei suspende Tratado sobre armas nucleares entre Rússia e EUA

No último dia 18 de junho (2019), a Duma (Câmara Baixa da Rússia, que corresponde, com as devidas proporções, e de acordo com os respectivos sistemas políticos, à Câmara dos Deputados do Brasil) aprovou por ampla maioria (417 votos a favor e uma abstenção) a suspenção do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, conhecido como Tratado INF (do inglês – Intermediate-Range Nuclear Force).

Esta votação é o resultado de vários anúncios proferidos pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, desde o dia 2 de fevereiro deste ano (2019), em resposta à decisão do Presidente dos EUA, Donald Trump, que, em 20 de outubro de 2018, anunciou que seu governo iria encerrar sua participação no referido Tratado, o qual foi assinado em 8 de dezembro de 1987 pelo Presidente norte-americano à época, Ronald Reagan, e pelo Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev. O Tratado tinha como meta a total eliminação de mísseis balísticos e de cruzeiro, nucleares ou convencionais, cujo alcance efetivo estivesse entre 500 e 5.500 quilômetros de distância.

Duma – Assembleia dos Deputados da Rússia

A alegação por parte do Governo norte-americano para a quebra do pacto estaria baseada na violação do mesmo pela Federação Russa, com a implantação de sistemas de mísseis Novator 9M729* (denominação OTAN: SSC-8), sobre os quais não se tem dados técnicos confirmados se o seu alcance efetivo viole os limites acordados, além de que o acordo impede que os Estados Unidos enviem novas armas para a região do Pacífico, onde pretendem se contrapor ao crescente arsenal de armas de alcance intermediário da China, que não faz parte do Tratado internacional.

Segundo especialistas, o resultado dessa votação poderá ser um dos fatores para que se inicie um processo de embate político-militar entre as duas nações, o que também poderia culminar com uma corrida armamentista e a implantação, por parte dos EUA, com o apoio da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), de bases de lançamento de mísseis em países fronteiriços à Rússia, o que seria um golpe no sistema de estabilidade mundial.

O presidente Vladimir Putin, por sua vez, já tinha afirmado que responderá a qualquer instalação de armas nucleares americanas de alcance intermediário na Europa mirando seus “novos mísseis”, não só contra os países que receberem esse armamento, mas contra os próprios Estados Unidos, que deveriam calcular os riscos antes da tomada de qualquer decisão precipitada: “É direito deles pensarem como quiserem. Mas eles sabem contar? Tenho certeza que sabem. Deixe-os contarem a velocidade e o alcance dos sistemas de armas que estamos desenvolvendo. (…). A Rússia será forçada a criar e instalar tipos de armas que podem ser usadas não somente contra esses territórios a partir dos quais a ameaça direta a nós se origina, mas também a respeito desses territórios onde os centros de tomada de decisão estão localizados”.

Após a aprovação da Lei na Duma, a expectativa é de que o Conselho da Federação (que corresponde ao Senado no Brasil) a adote no próximo dia 26 de junho. A Lei outorga a Putin o direito a restabelecer a vigência do Tratado se os EUA retificarem sua postura.

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Nota:

* O míssil de cruzeiro 9M729 parece ser uma modificação do já implantado míssil de cruzeiro 9M728 de 500 km, atualmente utilizado pelas brigadas Iskander. O 9M729 difere de seu predecessor por conta de sua fuselagem ser mais longa. Seu tamanho maior permite que a carga de combustível e, consequentemente, seu alcance efetivo seja muito expandido. O tamanho do 9M729 é bastante próximo ao do míssil Kalibr lançado de navios – Ship Launched Cruise Missile (SLCM), cuja faixa é estimada em 3.000 km ou mais. O desempenho do 9M729 é provável ser similar a seu equivalente naval.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Plataforma de lançamento de míssil Novator 9M729” (Fonte): https://nationalinterest.org/blog/the-buzz/novator-9m729-the-russian-missile-broke-inf-treatys-back-23547

Imagem 2 Duma Assembleia dos Deputados da Rússia” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/02/ФракцияЕРВЗалеПленарныхЗаседанийГД.JPG

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Equador deseja se converter em potência mundial do cacau e chocolate

O Presidente do Equador, Lenín Moreno, realizou em 17 de junho de 2019 o lançamento do Grande Acordo Nacional para o Cacau e seus Derivados. O Acordo foi formalizado por meio da assinatura do Decreto Executivo que eleva à categoria de política pública o Plano de Melhoria Competitiva para o Desenvolvimento Agroindustrial da Cadeia de Cacau-Chocolate (PMC Cacao).

A decisão foi divulgada durante o evento Ecuador Potencia Mundial Cacaotera na cidade de Yaguachi, província de Guayas, com a presença de autoridades e empresários do setor cacaueiro. A nova política tem como objetivos: priorizar a cadeia agroindustrial do cacau e derivados para fortalecer a economia e permitir o atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030); estabelecer ação conjunta entre atores públicos e privados para tornar o país referência no setor até 2025; fomentar o turismo experiencial e assim obter o reconhecimento de preços no mercado internacional.

O país andino é o 3º maior produtor mundial de cacau (Costa do Marfim e Gana são 1º e 2º, respectivamente), segundo dados da Organização Internacional de Cacau (International Cocoa Organization – ICCO, em inglês). Em 2016 foi reconhecido pela ICCO como um dos 23 países que mais exportam cacau fino de aroma, categoria na qual é referência em razão de ser responsável por 65% da produção  do mundo

Evento Ecuador Potencia Mundial Cacaotera

Os investimentos no setor neste ano de 2019 incluíram a capacitação de técnicos da Província de Zamora Chinchipe em manejo do cultivo, pragas e enfermidades, e processos pós-colheita. Além disso, o Equador realizou, no período de 7 a 8 de junho de 2019, a décima edição do Salão do Chocolate, que teve a participação de mais de 60 empresas, além de profissionais e estudantes.

A Costa do Marfim produz 7 vezes mais que o Equador e um vídeo de 2014 da VPRO Metropolis, uma produtora holandesa, que teve mais de 50 mil visualizações, mostra pequenos agricultores daquele país africano que nunca haviam visto nem provado chocolate, embora produzissem a matéria prima barata que é exportada para a fabricação do apreciado derivado de preço bem mais elevado.

No evento de lançamento do PMC Cacao, Lenín Moreno lamentou que “somos vendedores de cacau, o melhor do mundo, e somos compradores de chocolate” e exortou seus compatriotas a modificar essa realidade dizendo que o destino do Equador era ser a 1ª potência cacaueira, mas que o desafio era tornar-se uma potência chocolateira. Se vencido, o desafio permitirá que as famílias que vivem do cultivo possam não apenas saborear a iguaria, como também usufruir de uma condição socioeconômica melhor que a dos marfinenses.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Chocolate artesanal equatoriano” (Fonte): https://scontent.fssa17-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/58420378_2284882734903694_1881102285879115776_n.jpg?_nc_cat=106&_nc_oc=AQkO34-XXrZ-yDkunAs2D0i_0-aFyWweQcbDomtUQUYWH5vNxQdD-kxSOHXIfDvEZUo&_nc_ht=scontent.fssa17-1.fna&oh=555d192e16c6e0377d1dcdbd628d1b42&oe=5D8381BF

Imagem 2 Evento Ecuador Potencia Mundial Cacaotera” (Fonte): https://www.presidencia.gob.ec/wp-content/uploads/2019/06/0218062019.png

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Xi Jinping faz primeira visita oficial à Coreia do Norte

Na quinta-feira (20 de junho), o Presidente da China, Xi Jinping, realizou sua primeira visita oficial à Coreia do Norte e esta é a primeira visita que um Chefe de Estado chinês faz ao país nos últimos 14 anos. Xi estava acompanhado pela Primeira-Dama, Peng Liyuan, bem como pelo Ministro de Negócios Estrangeiros, Wang Yi, e pelo diplomata sênior Yang Jiechi, informa o jornal South China Morning Post.

O Mandatário chinês foi recepcionado pelo Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, no Aeroporto Internacional Sunan, em Pyongyang. Kim estava acompanhado pelo Conselheiro Econômico, Pak Pong-ju, e pelo diplomata sênior Ri Yong-ho. Os oficiais norte-coreanos organizaram uma cerimônia de boas-vindas no aeroporto. Uma banda militar tocou os hinos de ambas as nações, e Xi e Kim fizeram uma revista da guarda de honra do Exército norte-coreano.

Posteriormente, os dois Chefes de Estado realizaram uma reunião, na qual Xi elogiou os esforços de desnuclearização da península e disse que espera que a Coreia do Norte e os Estados Unidos possam continuar a negociar sobre essa questão.  

O Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un

O jornal estatal norte-coreano Rodong Sinmun noticiou: “O Camarada Xi Jinping está visitando nosso país em face a desafios graves e cruciais devido às complexas relações internacionais, o que claramente mostra que o Partido chinês e o governo [norte-coreano] atribuem grande significado à amizade entre os dois países”.

Na avaliação de James Downes, professor de política comparada da Universidade Chinesa de Hong Kong, ambos os governos buscam consolidar a base comum de suas ideologias políticas durante o encontro. Downes explicou: “A vantagem que a China possui em relação aos Estados Unidos ao se aliar com Kim é a similaridade na ideologia política. (…) Basicamente, é provável que o relacionamento entre a China e a Coreia do Norte permaneça forte no futuro próximo”.

Harry Kazianis, diretor sênior de Estudos Coreanos do think tank Centro para o Interesse Nacional, localizado em Washington, conclui: “A visita trata mais de simbolismo do que de substância, mas ambas as nações estão sentindo a pressão de Washington: a Coreia do Norte em relação à desnuclearização e a China em relação ao comércio. Xi e Kim podem se beneficiar grandemente se eles se aliarem contra o governo Trump”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente chinês, Xi Jinping, e a primeiradama Li Pengyuan” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=xi+jinping+peng&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=3fwqxdt30n1d88btl6ik6rkw8#%2Fmedia%2FFile%3ALlegada_de_Xi_Jinping%2C_presidente_de_China_%2831169346437%29.jpg

Imagem 2 O Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jongun” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=kim+jong-un&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Kim_Jong-un_Portrait.jpg