EURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Putin reúne-se com Presidentes da Ossétia do Sul e da Abecásia

No dia 24 de agosto (2018), o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, recebeu no Kremlin os líderes Raul Khadjimba, Presidente da República da Abecásia, e Anatoly Bibilov, Presidente da República da Ossétia do Sul. A data do encontro foi significativa, pois marcou 10 anos do reconhecimento russo aos dois Estados.

Em 2008, eclodiu uma guerra entre a Geórgia e suas regiões separatistas, a Abecásia e a Ossétia do Sul. Ambas possuem laços históricos e sociais com a Rússia e, por conta disso, receberam ajuda, conseguindo resistir à investida georgiana. Ao final do conflito, que durou apenas cinco dias, a Federação Russa, em conjunto com três outros países*, reconheceram a independência formal da Abecásia e da Ossétia do Sul.

Reunião com o Presidente da Ossétia do Sul, Anatoly Bibilov

Desde então, as duas regiões buscam maior reconhecimento mundial e lutam diariamente com os desafios na construção de um novo Estado. Nesse último ponto, é importante destacar que até os dias de hoje a Rússia continua mandando assistência a elas, principalmente à Ossétia do Sul. Sobre isso, na reunião da semana passada, o presidente Putin salientou o seguinte: “A Rússia observa com satisfação as conquistas da Ossétia do Sul na construção dos institutos de seu Estado e em vários ramos do desenvolvimento nacional. Planejamos continuar a assistência na resolução do problema de segurança nacional que seu país enfrenta”.

O empecilho mencionado pelo líder russo refere-se à situação política entre as duas regiões e a Geórgia, a qual não reconhece suas independências e deseja reanexá-las. Por conta disso, a Federação Russa coopera continuamente com a Abecásia e a Ossétia do Sul em relação à segurança nacional de ambas, principalmente quanto aos serviços de controle de fronteira.

Dessa forma, o encontro entre os três líderes agora em agosto teve o objetivo de delinear se o plano de segurança montado está caminhando corretamente. Além disso, a reunião também foi importante para aproximá-los economicamente, ponto sobre o qual o Presidente Putin destacou a vontade de seu país continuar cooperando, principalmente em relação ao desenvolvimento da infraestrutura.

Assim, Putin encerrou seu pronunciamento afirmando que, “no geral, o trabalho está em andamento. Provavelmente há mais problemas do que conseguimos resolver. No entanto, nossas relações estão se desenvolvendo e a república está melhorando e fortalecendo suas posições”.

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Nota:

* Os países que reconheceram a independência da Ossétia do Sul e da Abecásia: Nauru, Nicarágua, Rússia e Venezuela.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da República da Abecásia, Raul Khadjimba, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e o Presidente da Ossétia do Sul, Anatoly Bibilov” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/CrAhheHA8HrufzkUPyI4RE0xhucm9YV4.jpg

Imagem 2Reunião com o Presidente da Ossétia do Sul, Anatoly Bibilov” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big2x/rxjC6FeCjLDDOkuAHZ7gybkzsAlpRTCy.jpg

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Avanços no acordo de Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP) na Ásia

A Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês) consiste em um tratado de livre comércio envolvendo Austrália, China, Coréia do Sul, Índia, Japão, Nova Zelândia e os países membros da ASEAN* (Associação das Nações do Sudeste Asiático). Ao todo, os dezesseis membros representam uma população 3,4 bilhões de pessoas e um PIB de US$ 49,5 trilhões (calculado em termos de paridade de poder de compra), o que se projeta como 39% do total da economia mundial.

Mapa demonstrando os países membros da RCEP

Embora a RCEP ainda não esteja oficialmente implementada, espera-se que as negociações cheguem à uma conclusão em novembro (2018), na próxima reunião de cúpula da ASEAN. A mais nova rodada de negociações ocorreu no final de julho (2018) em Bangkok, na Tailândia, tendo durado onze (11) dias. Os assuntos discutidos incluíram a negociação de redução de tarifas comerciais, além de regulamentação comum para compras governamentais.

O impulso nas negociações do Bloco pode ser visto como um estímulo aos fluxos de comércio e investimentos na economia global, sobretudo em uma conjuntura de aumento do protecionismo nos Estados Unidos e em alguns países do continente europeu. Após a queda das negociações do Tratado de Liberalização do Comércio Transpacífico (TPP), a RCEP poderia simbolizar a continuidade nos esforços de integração e liberalização comercial na Ásia.  

Especialistas afirmam que o Bloco poderia apresentar o adensamento da cooperação sul-sul e igualmente dos vínculos norte-sul, visto que este, em potencial, reúne simultaneamente economias emergentes e desenvolvidas. Por fim, a emergência de iniciativas como a RCEP proporciona novas oportunidades de encontro e diálogos entre os Chefes de Estado dos países membros, um fator que poderia ajudar a mitigar possíveis conflitos regionais.

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Nota:

* Os membros da ASEAN são: Brunei, Camboja, Cingapura, Indonésia, Filipinas, Laos, Malásia, Mianmar, Tailândia e Vietnã. Juntos, estes países totalizam um PIB nominal de US$ 2,5 trilhões, conforme os dados de 2016.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Reunião dos Chefes de Estado dos países membros da RCEP” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3a/2017_RCEP_Leaders%E2%80%99_Meeting_%285%29.jpg

Imagem 2Mapa demonstrando os países membros da RCEP” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/01/RCEP.png

                                                                                              

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia acusa Ocidente de preparar encenação de ataque químico na Síria para justificar novo bombardeio

O Governo russo está denunciando e acusando o Ocidente, mais especificamente, Estados Unidos, Reino Unido, França, além de indiretamente alguns de seus aliados, de estarem preparando a encenação de um ataque químico na Síria, que dirão ter sido feito pelo governo de Bashar al-Assad.

O objetivo seria terem justificativas para novos bombardeios, ações variadas e possível invasão do país, na tentativa de frear o processo de paz que se desenrola, bem como fazer recuar o Exército da Síria, que vem ganhando território, graças principalmente ao apoio da Rússia, do Irã e grupos aliados deste último.

Pode-se destacar que a Turquia, apesar de membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), está identificando que a perda de controle político por parte de Assad poderá gerar fragmentação do território sírio, significando um avanço dos curdos, que, por sua vez, desejam ganhar independência de região da Turquia e fundar o seu próprio país, o projetado Curdistão, que acrescentaria ainda áreas da Síria, do Iraque e do Irã.

Major-general Igor Konashenkov com jornalistas em El-Karjatein, na Síria, em abril de 2016

Segundo declarações do Ministério da Defesa russo, fontes relataram que na região de Idlib estão chegando especialistas para realizar a encenação de um “ataque químico”, e que o local em que ocorreria a suposta atividade seria o povoado chamado Kafer Zaita. O major-general Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério, afirmou que há “socorristas disfarçados de Capacetes Brancos” e que haveria filmagem para ser repercutida nas mídias ocidentais e locais. Em suas palavras: “No próprio povoado de Kafer Zaita está se efetuando o treinamento de um grupo de habitantes, transferidos do norte da província, para sua participação [numa] encenação de ‘danos’ causados pelas alegadas ‘munições químicas’ e ‘bombas de barril’ supostamente lançadas pelas forças governamentais da Síria, [encenação também] da falsa prestação de assistência pelos socorristas disfarçados de Capacetes Brancos e [participação na] gravação de cenas para ulterior divulgação nas mídias em inglês e do Oriente Médio. (…)” (Acréscimos feitos no original para tornar a redação mais compreensível).

Além disso, afirmou que o ataque estaria sendo planejado para os próximos dois dias, contando do momento em que fez a declaração, domingo, dia 26 de agosto, ou seja, para até hoje, dia 28, terça-feira, embora seja possível admitir que também está no seu cenário que ocorra ainda esta semana. Especificou de forma clara: “Planeja-se efetuar um ataque com munições com substâncias tóxicas a partir de lançadores de foguetes nas próximas 48 horas contra o povoado de Kafer Zaita, situado seis quilômetros para sul de Habit”.

Logo do Hayyat Tahrir al-Sham

Os detalhes da acusação são muito específicos, razão pela qual a comunidade internacional tem ficado atenta, e vem levando em consideração a alta probabilidade de que algo realmente poderá ocorrer, independentemente de quem será o responsável por esse alegado ataque químico, e de ele ser real ou encenado, caso se confirmem essas denúncias que vem sendo feitas. Trazendo mais elementos, Konashenkov também detalhou: “Pelas informações confirmadas simultaneamente por várias fontes independentes, o agrupamento terrorista Tahrir al-Sham [novo nome adotado depois do desgaste sofrido pelo reconhecidamente nefasto do bando Frente al-Nusra] está realizando os preparativos para mais uma provocação com ‘uso de armas químicas’ para seguir com as denúncias vazias de que seriam crimes das forças governamentais sírias contra a população civil da província de Idlib. (…)”.

Além desses, há outros fatos que estão sendo apresentados pelos russos como confirmadores das suspeitas:

  1. segundo informações, o destroyer estadunidense USS The Sullivans chegou ao Golfo Pérsico, e um bombardeiro B-1B foi transferido para base militar no Qatar.
  2. a declaração de John Bolton, Assessor para Segurança Nacional dos EUA, dada em coletiva de imprensa no dia 22, quarta-feira da semana passada, afirmando que os sírios (no caso, o Governo sírio) “devem pensar bem antes de fazer uso de armas químicas contra a população de Idlib”. Isso pôde ser visto como uma falha de comunicação no planejamento dos norte-americanos, pois anunciaram antecipadamente o evento, ou seja, acabam robustecendo as suspeitas e dando mais força às acusações da Rússia de que os ocidentais estão provocando a situação de novo embate e serão os responsáveis pelo alegado ataque com armas químicas, mesmo que seja apenas uma encenação. A exceção para a declaração de Bolton se daria se houvesse trazido dados do serviço de inteligência. Neste caso, seriam necessárias mais informações e com detalhamento, tal qual foi feito pelo Governo russo, ao invés de fazer apenas a ameaça.

John Bolton, Assessor para Segurança Nacional dos EUA

Com base no que tem sido divulgado na imprensa, deve-se acrescentar a esses dois pontos a significativa retirada dos 230 milhões de dólares de doação dos EUA do fundo de estabilização para a Síria, algo que vem sendo interpretado como um recuo estadunidense em apoiar o processo de pacificação do país, devido ao caso de a guerra estar caminhando para um desfecho favorável a Assad, algo contrário aos interesses norte-americanos, tanto que o porta-voz da diplomacia dos EUA, Heather Nauert, declarou que “O presidente (Donald Trump) deixou claro que estamos preparados para permanecer na Síria até uma derrota duradoura do EI (grupo Estado Islâmico), e seguimos centrados em garantir a retirada das forças iranianas e de seus aliados”. Observadores entendem que isso mostra que pretendem permanecer, mas gera a interpretação de que o objetivo mais importante é impedir os avanços dos seus adversários na região.

Outro fato relevante é a situação interna nos EUA, em que o presidente Donald Trump vem sendo submetido a críticas e constantemente surgem ameaças de que poderá ser solicitado o seu impeachment. Ou seja, uma ação externa, ainda mais dessa natureza – envolvendo direitos humanos, a Rússia, o Irã, e a Síria – poderia desviar o foco da crise pessoal que vive o mandatário norte-americano, algo que lhe impulsiona a tomar tal decisão, ou seja, realizar um bombardeio punitivo contra um ataque com armas químicas.

Lavrov se reúne com o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, 10 de maio de 2017

Trazendo mais elementos que aumentam a probabilidade de que algo poderá acontecer em breve, o Ministro das Relações Exteriores da Federação Russa, Sergei Lavrov, respondeu à afirmação de Bolton declarando que “Todas as forças estrangeiras que estão lá sem o convite do governo sírio devem eventualmente retirar-se”, tendo disso isso após o Assessor para Segurança Nacional dos EUA também ter alegado que a saída do Irã e seus aliados do território sírio era uma condição para a resolução do conflito.

Nesse sentido, há indícios de que o processo de paz dificilmente será alcançado, ocorrendo, pelo contrário, um exercício de preservação do impasse que se vive, em que, de um lado, não haverá apoio para a pacificação sem que ocorra a saída de Assad, a retirada do Irã e seus aliados, e a exclusão da influência russa na área; de outro, que a pacificação só terá resultado se Assad for preservado e os ocidentais retirados da Síria, bem como reduzidas as suas presenças na região.

Complementarmente, os turcos alertaram aos russos que seria um desastre uma solução militar em Idlib, último baluarte da resistência síria ao governo Assad. O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Cavusoglu, em coletiva de imprensa em Moscou, ao lado de Serguei Lavrov, foi enfático ao dizer isso: “Uma solução militar causaria uma catástrofe não somente para a região de Idlib, mas também para o futuro da Síria. Os combates podem durar muito tempo, os civis se verão afetados”. O russo, por sua vez, completou: “Quando foi criada uma zona de distensão em Idlib ninguém propôs utilizar esta região para que combatentes (…) se escondessem e utilizassem os civis como escudos humanos. (…). Não apenas ficam lá, como há ataques e disparos permanentes vindos desta zona contra as posições do exército sírio”.

Ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Cavusoglu

A Turquia, que apoia grupos rebeldes, prevê que o Exército sírio faça um ataque naquela região, mas não cita a probabilidade do uso de armas químicas, por isso está alertando para que não ocorra ação militar e está em negociações com a Rússia, uma vez que seus interesses estão convergindo cada vez mais com os russos e distanciando-se constantemente dos ocidentais, tanto que, no mesmo encontro, Mevlüt Cavusoglu declarou: “No entanto, é muito importante que esses grupos radicais, os terroristas, sejam neutralizados. É também muito importante para a Turquia, pois eles estão do outro lado da nossa fronteira. Representam antes de tudo uma ameaça para nós”. Reforçando esta convergência, Vladimir Putin, Presidente da Rússia, declarou, referindo-se positivamente à Turquia: “Graças aos esforços de nossos países, com participação de outros países interessados, especialmente do Irã (…), conseguimos avançar claramente na solução da crise síria”.

Diante do quadro, a denúncia e acusação feita sobre a suposta encenação de ataque com armas químicas começa a ganhar foro de alta probabilidade, uma vez que uma resposta à ação dessa natureza supostamente promovida pelo governo sírio fecha o círculo estratégico momentâneo das três potências da OTAN (EUA, Reino Unido e França), trazendo ainda mais elementos para retardar a crescente convergência entre Rússia e Turquia, bem como mais subsídios aos esforços para impedir a pacificação do país de uma maneira que não contemple o melhor cenário para os Ocidentais, ou seja: pacificação da Síria com a saída de Assad; a retirada do Irã e grupos aliados dos iranianos do território sírio; e afastamento da influência russa no país que surgiria desse processo, bem como na região médio oriental.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Print Screen da Região de Idlib destacada em rosa retirado do Google Maps” (Fonte):

https://www.google.com.br/maps/place/Idlib,+S%C3%ADria/@35.9334051,36.6421011,7z/data=!4m5!3m4!1s0x152500e6cc6ed27b:0xe59a7e2f651fc24c!8m2!3d35.8268798!4d36.6957216

Imagem 2 Majorgeneral Igor Konashenkov com jornalistas em ElKarjatein, na Síria, em abril de 2016” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Igor_Konashenkov#/media/File:Igor_Konashenkov_(2016-04-08).jpg

Imagem 3 Logo do Hayyat Tahrir alSham” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Tahrir_al-Sham#/media/File:Hayyat_Tahrir_al-Sham_logo.jpg

Imagem 4 John Bolton, Assessor para Segurança Nacional dos EUA” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/John_R._Bolton#/media/File:John_R._Bolton_by_Gage_Skidmore.jpg

Imagem 5 Lavrov se reúne com o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, 10 de maio de 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Sergey_Lavrov#/media/File:President_Trump_Meets_with_Russian_Foreign_Minister_Sergey_Lavrov_(33754471034).jpg

Imagem 6 Ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Cavusoglu” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mevlüt_Çavuşoğlu#/media/File:Çavuşoğlu.jpg

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Consejo de seguridad de la ONU destaca el proceso de paz en Colombia

El consejo de seguridad de la ONU, órgano que reúne representantes de los países más poderosos e influyentes del mundo, en días pasados destacó los logros del acuerdo de paz en Colombia y puso en perspectiva este proceso como un referente para la solución de conflictos armados en el mundo. A su vez, la ONU hizo un llamado para que se le dé continuidad a lo pactado en la mesa de negociación de La Habana* entre las FARC** y el gobierno de este país Latinoamericano. En la actualidad se ha cumplido menos del 20% y para algunos analistas esto puede generar que se activen nuevos grupos en las zonas del país que históricamente han tenido altos niveles de conflictividad.

El eje de la paz y la memoria: un ‘monumento’ a las víctimas del conflicto. En Colombia, el 9 de abril es un día simbólico. Es un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto

En la actualidad el proceso de paz en Colombia resulta un importante ejemplo para la comunidad internacional, lo cual fue recalcado y respaldado por diversos países. Pero las propias Naciones Unidas recalcaron que aún quedan muchas dificultades por delante, esto en especial en lo que tiene que ver con los retrasos en la implementación del acuerdo de paz y las disputas que se han generado en diversos territorios. La situación se agudiza con la llegada y conformación de nuevos grupos quienes están pugna por el control territorial de zonas que antes pertenecían a las FARC.

Otro aspecto que ha generado preocupación por parte de los representantes de la misión de observación del proceso de paz en Colombia tiene que ver con el asesinato de líderes sociales y defensores de derechos humanos. Lo que ha generado desplazamientos masivos y de acuerdo con algunos analistas puede generar a futuro la no pacificación de los territorios. 

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Notas de pie de página:

Los acuerdos o diálogos de paz de La Habana son el resultado de negociaciones entre el gobierno de Colombia y las FARC, sintetizados en seis puntos (1. Lucha contra la pobreza rural; 2. Participación política; 3. Cese el fuego y entrega de armas; 4. Lucha contra las drogas ilícitas; 5. Reparación para las víctimas y justicia transicional; 6. Garantías de cumplimiento del acuerdo), a partir de los cuales se “pretenden contribuir a las transformaciones necesarias para sentar las bases de una paz estable y duradera

** Grupo guerrillero Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – FARC. En la actualidad Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común – FARC, este último, partido político que nació como producto de los acuerdos de La Habana

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Fuentes das Imágenes:

Imagen 1 Declaración del jefe de la misión de verificación de la ONU en Colombia” (Fuentes):

https://colombia.unmissions.org/declaraci%C3%B3n-al-consejo-de-seguridad-del-jefe-de-la-misi%C3%B3n-de-verificaci%C3%B3n-de-la-onu-en-colombia-jean

Imagen 2 “El eje de la paz y la memoria: un monumento a las víctimas del conflicto. En Colombiael 9 de abril es un día simbólicoEs un día de recuerdo y solidaridad con las víctimas del conflicto” (Fuente):

https://en.wikipedia.org/wiki/Colombian_conflict#/media/File:Centro_de_Memoria_Histórica_-_Bogotá.jpg


ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

ONU convoca comunidade internacional a ajudar na grave crise de refugiados na Ásia

Na última sexta-feira, 24 de agosto, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) convocou a comunidade internacional a aumentar seu apoio para cerca de 900 mil refugiados apátridas da etnia rohingya, em Bangladesh, vindos de Mianmar. Desde agosto de 2017, mais de 720 mil refugiados apátridas fugindo da violência no Estado de Rakhine, em Mianmar, encontraram abrigo e segurança em território bangladeshiano. Lá, eles se juntaram aos aproximados 200 mil indivíduos da mesma etnia provenientes de ondas anteriores de deslocamento.

No campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh, Hamida, de 22 anos e seu filho Mohammed, de 1 ano, esperam para receber ajuda alimentar junto com centenas de outros refugiados rohingya

Neste fluxo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou mulheres, crianças e idosos chegando com lesões, baixa cobertura de imunização, altas taxas de desnutrição, necessidade de cuidados de saúde reprodutiva e apoio psicossocial, e um risco de surtos de doenças mortais. Juntamente com o Ministério da Saúde e Bem-Estar Familiar do país receptor, a OMS coordenou os serviços de saúde de emergência prestados por quase 107 parceiros de saúde locais para garantir aos rohingyas o acesso aos serviços essenciais.

Nós fizemos coisas que coletivamente podemos nos orgulhar. No entanto, precisamos continuar a apoiar as necessidades de saúde dessa população vulnerável e permanecer vigilantes contra a disseminação de doenças. Esta ainda é uma situação muito frágil”, disse o Dr. Peter Salama, Diretor-Geral Adjunto para Preparação e Resposta a Emergências da OMS, que visitou recentemente os acampamentos em Cox’s Bazar (Distrito de Bangladesh, onde eles estão localizados).

Apesar desses esforços, os desafios permanecem. O maior deles é a necessidade de ampliar ainda mais os serviços para atender às complexas, evolutivas e duradouras necessidades de saúde dessa população altamente vulnerável, em meio a um déficit de financiamento que também ameaça desfazer os ganhos e progressos realizados até agora.

Para tanto, o Plano de Resposta Conjunta (JRP, em inglês), lançado em março de 2018, pediu 950,8 milhões de dólares para o período de março a dezembro de 2018, mas em meados de agosto, pouco mais de 33% do valor foi arrecadado, prejudicando o atendimento básico.

Em nota, a ACNUR declarou que “isso é profundamente preocupante na medida em que se aproxima o fim do ano. É vital que as agências humanitárias recebam financiamento antecipado e flexível para continuar prestando assistência que salva vidas e melhora as condições de vida dos refugiados”. A agência reforçou ainda que é vital não perder de vista que as soluções para esta crise estão em Mianmar e o apoio internacional é necessário para ajudar o governo do país a abordar as raízes da crise.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Refugiados Rohingya de Myanmar em Bangladesh” (Fonte):

https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/assets/2018/08/23-08-2018-UNFPA-Rohingya.jpg/image1170x530cropped.jpg

Imagem 2 No campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh, Hamida, de 22 anos e seu filho Mohammed, de 1 ano, esperam para receber ajuda alimentar junto com centenas de outros refugiados rohingya” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/08/rohingya-crisis-894×504.jpg

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Novo Governo mexicano irá propor à ONU a descriminalização das drogas

O próximo governo do México procurará levar o tema sobre a descriminalização das drogas à Organização das Nações Unidas (ONU). A jurista Olga Sanchez Cordero, que ocupará o cargo de Secretária do Interior, explicou na última terça-feira (dia 21 de agosto), em um fórum bancário, que o debate deve ser levado às instâncias internacionais para que vários países se unam no combate ao narcotráfico. “Queremos propor às Nações Unidas uma diretriz interpretativa para conseguir a descriminalização das drogas em nosso país”, disse ela. A ex-ministra do Supremo Tribunal mexicano afirmou que seu plano para o México é descriminalizar o uso de maconha e o uso medicinal de papoulas.

Olga Sánchez Cordero

A proposta de Sánchez Cordero apresenta uma visão para além das fronteiras mexicanas, que pressupõe que o tráfico de drogas e todos os crimes relacionados a essa atividade fazem parte de um problema regional. “Temos tratados internacionais desde 1970 que são extremamente rígidos na luta contra as drogas. Creio que é tempo e momento para repensar uma reinterpretação, pelo menos, desses tratados internacionais. São tratados punitivos em matéria de drogas, extremamente rígidos”, explicou. Ela ainda ressaltou que o relacionamento com os Estados Unidos será essencial para reduzir os crimes ligados ao tema.

De acordo com Sánchez Cordero, o México só consegue confiscar entre 3% e 8% das drogas que passam pelo país até a fronteira norte. Os cartéis, segundo ela, lucram mais de 25 bilhões de dólares por ano no México. E nesta rota da droga, o crime organizado deixa um rastro de vítimas que não distingue entre nacionalidades. “Também estamos pensando que poderíamos convocar uma conferência internacional para tomar conta dessa descriminalização e dessa luta contra o crime organizado”, disse ela.

Para apoiar a luta regional contra o narcotráfico, Sánchez Cordero mencionou a controversa Lei da Anistia. Este eixo é um dos mais controversos das propostas do próximo Presidente. Andrés Manuel López Obrador não detalhou os mecanismos e critérios com os quais alguns crimes relacionados a drogas poderiam ser perdoados por lei. A jurista deu alguns exemplos em que essa legislação poderia ser útil, como jovens que são presos por posse de alguns gramas de maconha ou mulas, as pessoas que atravessam os postos de fronteira para os Estados Unidos, às vezes sem saber qual é a carga que eles carregam.

Olga Sánchez Cordero tem sido há anos a favor da descriminalização. Em 2016, quando ainda era ministra do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN), ela votou a favor do governo mexicano autorizando o transporte, cultivo e consumo de maconha sem fins lucrativos. “Nós não estamos enfrentando uma questão criminal, mas um modelo de vida e liberdade da pessoa”, disse ela na ocasião. Ao juntar-se à equipe de Lopez Obrador, a jurista insistiu que o próximo Presidente do México está aberto ao debate sobre a descriminalização das drogas, começando com a maconha.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Drogas psicoativas” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Droga_psicoativa

Imagem 2Olga Sánchez Cordero” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Olga_S%C3%A1nchez_Cordero