AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Equador recebe visita de veleiros de marinhas de sete nações amigas

Entre os dias 28 de junho e 2 de julho de 2018, o Equador recebeu a visita de sete veleiros de forças navais de sete nações amigas. Os navios que aportaram na cidade de Guayaquil foram: Libertad (Argentina); Cisne Branco (Brasil); Esmeralda (Chile); Gloria (Colômbia); Cuauhtémoc (México);  Unión (Peru); Simón Bolívar (Venezuela). Além deles, o veleiro Guayas da Armada do Equador também integrou a visita.

Navio-escola Guayas da Armada do Equador

O motivo é um encontro internacional de grandes veleiros, cuja primeira edição aconteceu no ano de 2010 com o nome de Velas SudAmerica. Em 2012, por ocasião da XXV Conferência Naval Interamericana, realizada em Cancun, no México, decidiu-se repetir o evento a cada quatro anos com o nome de Velas LatinoAmerica. Em 2014, a Argentina esteve responsável pela organização e em 2018 a tarefa coube ao Chile, em razão do Bicentenário da Independência, dentre outros marcos históricos daquele país. Este ano (2018) participam 10 navios-escola de 9 nações latino-americanas, a saber: Argentina (2 navios); Brasil; Chile; Colômbia; Equador; México, Peru, Uruguai, Venezuela.  Um navio de Portugal (Sagres) e um da Espanha (Juan Sebastián de Elcano) completam o grupo, totalizando uma dúzia de barcos, todos a vela.

O roteiro começou em 25 de março de 2018, no Rio de Janeiro (Brasil), e quando se encerrar em Vera Cruz (México), no dia 2 de setembro, as naus terão completado mais de 12 mil milhas marítimas (cerca de 19 mil km) nos mares da América Latina e Caribe. Serão visitadas 17 cidades portuárias de 11 países, nesta sequência: Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Panamá, Curaçao, Colômbia, República Dominicana e México.

Marinhas de diversos Estados possuem veleiros que são utilizados como navios-escola para treinamento dos marinheiros em navegação com e sem instrumentos. Eventos como o Vela LatinoAmerica permitem o exercício prático em condições diversas, o intercâmbio profissional entre os tripulantes e o contato com as populações das cidades do roteiro, uma vez que as embarcações são abertas à visitação pública. Por esta última atividade de relacionamento e projeção de imagem, estes barcos são freqüentemente referidos como “embaixadores” pelas respectivas marinhas.

Aproveitando a visita, a cidade equatoriana de Guayaquil, em conjunto com a Armada do Equador, promoveu o evento Guayaquil a Toda Vela 2018, com uma vasta programação que incluiu desfile náutico, visitas a bordo, recepção para Comandantes, festa para marinheiros visitantes e público em geral, festival cultural e náutico e desfile de tripulantes. O Guayaquil a Toda Vela foi lançado em 28 de maio de 2018, portanto um mês antes da chegada das naus participantes do Velas LatinoAmerica 2018. As autoridades municipais vislumbraram na visita uma oportunidade de divulgar a cidade de Guayaquil, estimular o aumento do fluxo turístico e a dinamização da economia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Veleiros do Velas LatinoAmerica 2018 em Guayaquil, Equador” (Fonte):

http://www.velaslatinoamerica2018.cl/img/noticias/31a.jpg

Imagem 2 ”Navio-escola Guayas da Armada do Equador ” (Fonte):

http://www.velaslatinoamerica2018.cl/img/guayas.jpg

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Donald Trump busca melhorar os laços com o México

Segundo o Jornal Reuters, o Presidente dos EUA, Donald Trump, quer fortalecer e melhorar os laços com o México depois de alguns desentendimentos, disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ao líder do México, na sexta-feira, dia 13, após a vitória do esquerdista neste mês.

López Obrador em 2012

O presidente mexicano eleito Andres Manuel Lopez Obrador, por sua vez, entregou a Pompeo uma carta endereçada a Trump com seus planos de redefinir o relacionamento, concentrando-se no comércio, imigração, desenvolvimento e segurança, disse Marcelo Ebrard, assessor do novo Presidente.

A visita de Pompeo e outros altos funcionários dos EUA foi, segundo ele, destinada a sinalizar a “profunda importância” que Trump atribui ao que tem sido um relacionamento bilateral cada vez mais tenso. Trump irritou o México com a exigência de que pague pela construção do muro de fronteira e pelos seus comentários de que o país não faz nada para diminuir a imigração ilegal. O mandatário estadunidense também dificulta a renovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), visando favorecer os Estados Unidos.

Sabemos que houve colisões na estrada entre nossos dois países, mas o presidente Trump está determinado a melhorar e fortalecer a relação entre nossos povos”, declarou Pompeo no início da reunião de 50 minutos com Lopez Obrador, que assumirá o cargo em 1º de dezembro de 2018.

Altos funcionários, incluindo Jared Kushner, conselheiro de Trump e seu genro, estavam na delegação liderada pelo Secretário de Estado dos EUA, que já havia conhecido o ex-presidente mexicano Enrique Peña Nieto e o ministro das Relações Exteriores, Luis Videgaray.

Presidente Donald Trump

López Obrador afirmou que quer boas relações com os Estados Unidos e, apesar das diferenças ideológicas com Trump, os dois homens compartilham inclinações nacionalistas e populistas, porém, os planos do Presidente eleito de diminuir a guerra do México aos cartéis de drogas, inclusive reduzindo a cooperação de segurança com os norte-americanos, poderiam colocá-lo em rota de colisão com Trump. “Os americanos devem ser capazes de ver melhorias que protejam nossa soberania nacional”, disse ele, acrescentando que é importante ter laços comerciais “fortes, justos e recíprocos”.

O plano de Lopez Obrador inclui pressionar os Estados Unidos para reduzir o fluxo de migração para o norte, porém ajudando a criar melhores padrões de vida no México e na América Central, declararam membros de sua equipe. Complementarmente, o Ministro das Relações Exteriores, Videgaray, afirmou que os governos de saída e de entrada apresentariam uma “frente comum” em relação aos Estados Unidos.

Depois que Peña Nieto se encontrou com a Delegação, ele emitiu um comunicado pedindo a rápida reunificação de crianças imigrantes separadas de seus pais sob a política de fronteira “tolerância zero” de Trump.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1López Obrador (no meio) com o expresidente Vicente Fox (esquerda) e o Secretario de Estado do México, Arturo Montiel (direita) em janeiro de 2003” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9s_Manuel_L%C3%B3pez_Obrador

Imagem 2López Obrador em 2012” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9s_Manuel_L%C3%B3pez_Obrador

Imagem 3Presidente Donald Trump” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presid%C3%AAncia_de_Donald_Trump

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China busca ser mediadora no conflito entre Paquistão e Índia

A capacidade de mediar significativos conflitos internacionais é um dos elementos que constituem o poder brando* de um país. No projeto chinês de tornar-se uma potência global, não há apenas busca de influência política por meio de investimentos ou do fortalecimento de poderio militar, mas também o desejo de contribuir para a estabilidade internacional por vias pacíficas. No caso do conflito entre Índia e Paquistão, os interesses chineses são evidentes, dado que a melhora do relacionamento bilateral é decisiva para o projeto da Nova Rota da Seda**.

A principal fonte de interesse chinês na mediação do conflito indo-paquistanês, segundo analistas, deriva da oposição indiana ao Corredor Econômico China-Paquistão, central para a iniciativa da Nova Rota da Seda. A Índia opõe-se ao corredor por ele passar na Caxemira*** paquistanesa, área que acredita pertencer a seu território. O governo indiano, portanto, argumenta que o projeto viola sua integridade territorial e sua soberania.

Mapa da Caxemira

A China busca acalmar as suspeitas de Nova Délhi afirmando que a iniciativa é aberta à participação de terceiros países e não apoiando explicitamente o pleito paquistanês sobre a Caxemira. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, seu país “… espera que a Índia e o Paquistão possam fortalecer o diálogo e as comunicações e resolver assuntos relevantes da forma apropriada e salvaguardarem juntos a paz e a estabilidade”.

Outro fator importante para o desejo chinês de mediar as tensões entre os dois Estados consiste na oportunidade de provar que a integração econômica é uma ferramenta importante para a resolução de conflitos. Isso é fundamental, conforme apontam observadores, para a expansão da influência chinesa na Ásia, já que apresentaria Pequim como um ator apto não apenas a contribuir para o desenvolvimento asiático, mas também para a paz e a segurança do continente, o que reduziria os temores de que a China pudesse se tornar uma nova potência imperial. Ademais, se o processo funcionar, a maior cooperação entre Índia e Paquistão poderia reduzir significativamente o risco de um conflito militar.

A ambição de intensificar sua presença no Afeganistão também motiva os chineses a mediarem o conflito indo-paquistanês. Desde 2012, a influência deles no Afeganistão vem crescendo, sobretudo nas áreas próximas à fronteira. A estabilização das tensões entre Nova Délhi e Islamabad poderia deixá-los mais próximos dos chineses e mais aptos a colaborarem para o fim do conflito afegão.

O Paquistão vem sendo acusado pela Índia de abrigar terroristas e não se empenhar o suficiente para evitar esse fluxo. Além disso, a guerra afegã impacta muito os paquistaneses, já que, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o Paquistão é a segunda nação que mais abriga refugiados no mundo, a maioria deles vindos do Afeganistão. Resolvidas as tensões indo-paquistanesas, ambos os países poderiam empenhar-se mais na busca da estabilização afegã.

A atuação chinesa para mitigar a rivalidade entre Nova Délhi e Islamabad seria importante para auxiliar a resolução do conflito, que já dura décadas. Para tanto, a China precisa ser identificada como ator neutro, sem preferências específicas pelo Paquistão. Pequim compreende esse cenário e já fez várias sinalizações para a Índia de que busca apenas a estabilidade, de modo que possa concluir seus projetos no continente asiático sem grandes empecilhos. Se conseguir, sairá fortalecida e terá mais um forte parceiro diplomático.

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Notas:

* Atributo de poder que deriva da capacidade de influenciar as relações internacionais por vias pacíficas. A indústria cultural dos EUA pode ser mencionada como um exemplo de poder brando, pois gera simpatia e identificação com ideais estadunidenses ao redor do mundo.

** Projeto que busca integrar os mercados asiáticos e prover conexão física até a Europa. É, segundo analistas, a principal iniciativa da política externa do presidente Xi Jinping e expande a área de influência da China.

*** Região fronteiriça disputada entre Índia e Paquistão desde a guerra de independência indiana, em 1947, quando o subcontinente indiano havia sido dividido entre os dois Estados.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Família muçulmana na Caxemira, 1867” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Kashmir

Imagem 2 Mapa da Caxemira” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Caxemira#Disputas_pelo_território

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Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/07/can-china-mediate-between-pakistan-and-india/

[2] Ver:

https://timesofindia.indiatimes.com/world/china/china-invites-more-countries-to-take-part-in-cpec-projects/articleshow/61916157.cms

[3] Ver:

https://www.indiatoday.in/world/story/india-pakistan-un-general-assembly-china-kashmir-1050161-2017-09-22

[4] Ver:

https://www.indiatoday.in/popular-now/video/india-responds-to-pak-pm-at-unga-says-it-has-become-terroristan-1069053-2017-09-22

[5] Ver:

http://www.unhcr.org/5b27be547.pdf

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Expansão russa no Oriente Médio

Segundo analistas internacionais, a Federação Russa é considerada atualmente como a única potência mundial que tem trânsito livre entre todas as nações do Oriente Médio*, resultado este que se deu devido a um elaborado desenvolvimento diplomático que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia galgou durante os últimos anos, no intuito de projetar o país como um novo agente efetivo nas questões políticas e econômicas que envolvem a região médio-oriental.

Propaganda de Putin no Oriente Médio

O fato de os Estados Unidos, que foi o principal mediador de conflitos regionais no Oriente Médio, ter começado um processo de afastamento político da área, ainda no governo de Barack Obama, deu oportunidade para a criação de um hiato representativo que, possivelmente, potencializará a hegemonia russa a se inserir ainda mais nas questões regionais. Tal hiato foi produzido com a transferência de diplomacia americana para outras regiões do planeta, principalmente para a Ásia, e se prolongou no governo de Donald Trump, com processos político-diplomáticos** que delimitaram ainda mais as negociações de paz entre Israel e Palestina, além de aplicar sanções sobre a nação iraniana, em decorrência do não alinhamento de um acordo nuclear entre as partes.

Um exemplo claro de atuação russa no Oriente Médio é sua participação militar na Síria, onde, desde setembro de 2015, vem intervindo de maneira efetiva contra o Estado Islâmico***, com o objetivo de eliminar toda a ação do grupo terrorista dentro do país e também auxiliar o governo de Bashar al-Assad, Presidente sírio, a se reestruturar em meio ao caos que o país atravessa.

A realização de parcerias econômico-financeiras com nações árabes é outro ponto importante no processo de expansão regional, como se dá no caso de fundos de pensão russos estarem avaliando um investimento direto na petroleira estatal da Arábia Saudita (Saudi Aramco, oficialmente Saudi Arabian Oil Company, anteriormente conhecida como Aramco), onde, com esta coligação, Moscou e Riad devem coordenar as políticas mundiais de petróleo por muitos anos, segundo avaliação do diretor do Fundo de Investimento Direto da Rússia, Kirill Dmitriev.

Encontro de Putin e Netanyahu

Obras de infraestrutura também incluem a participação da Rússia na região, como é o caso da construção de usinas nucleares no Egito e na Turquia, onde esta última já tem prazo de inauguração de sua planta energética (Akkuyu) em 2023, sendo construída pela Rosatom (companhia estatal de energia nuclear da Rússia), a um custo de 22 bilhões de dólares.

O comércio de armas da Federação Russa para a região também se expandiu, principalmente pelo processo de venda bilionária de sistemas antiaéreos S-400 para a Turquia. O S-400 Triumph é um sistema de defesa antiaérea de longo alcance projetado para destruir aeronaves, mísseis balísticos e de cruzeiro, inclusive de médio alcance, e, além disso, pode ser usado contra alvos terrestres.

Além de ser considerado por especialistas em relações internacionais como um forte agente nas áreas político-econômico-militar, a participação russa no Oriente Médio também irá abranger sua capacidade diplomática devido a ser detentora de alianças pacíficas com vários países e, por conta disso, deverá assumir um papel de mediador em conflitos regionais, como é o caso do embate entre Irã e Israel. A efetividade dessa mediação seria também de grande benefício para a Federação Russa, devido ao fato de os conflitos ocorridos estarem sendo travados num espaço geográfico sob sua proteção e, se houvesse um prolongamento destes embates, certamente eles afetariam os interesses da Rússia em toda aquela região.

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Notas:

* Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria e Turquia.

** Em 6 de dezembro de 2017, o governo norte-americano efetivou o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, ao executar a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para a disputada cidade. Essa ação acabou isolando os EUA em um dos episódios mais polêmicos da atualidade, o qual gerou uma série de protestos em todo o mundo.  

*** O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), é uma organização jihadista islamita de orientação Salafista e Uaabista que opera majoritariamente no Oriente Médio. Também é conhecido pelos acrônimos na língua inglesa ISIS ou ISIL.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Encontro dos governantes de Rússia, Turquia e Irã” (Fonte):

https://i.pinimg.com/originals/85/b9/7d/85b97dc32aca6fe42a02ad3655ecbca1.jpg

Imagem 1 Propaganda de Putin no Oriente Médio” (Fonte):

https://dinamicaglobal.files.wordpress.com/2015/10/putin-is-welcome.jpg?w=620

Imagem 3 Encontro de Putin e Netanyahu” (Fonte):

https://i.pinimg.com/originals/a2/87/be/a287bebe60ac5f256cbfb217a7fa787d.jpg

                                                                                              

ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Ampliação da Cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe e Portugal estreitaram as relações de cooperação em dois acordos no âmbito da capacitação profissional e emprego, incluindo a gestão do Centro de Formação Profissional de São Tomé e Príncipe. Este processo está inserido no Programa Estratégico de Cooperação assinado em 2016, com validade até o ano de 2020.  O orçamento estimado é de 5 milhões de euros, divididos em quotas de contribuição: 75% de Portugal e 25% de São Tomé e Príncipe.

Bandeira de Portugal

Segundo a perspectiva do Ministro do Emprego e Assuntos Sociais santomense, Emílio Lima, o arquipélago possui uma população jovem, o que representa um potencial para o desenvolvimento, uma vez que sejam fornecidos meios de integração dos mesmos ao mercado de trabalho de forma competitiva. 

Cabe evidenciar que o Programa Estratégico prevê como setores prioritários na cooperação bilateral: a Cultura e Educação, Energia e Meio ambiente, Capacitação Institucional, Saúde, Segurança, Justiça e Assuntos Sociais. Igualmente, tais áreas estão relacionadas à busca pela concretização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. No que tange a área da Educação, encontra-se a criação de Programas de Bolsas de Ensino Superior, Capacitação Institucional e Assistências Técnicas ao setor de Administração Pública, Programas de Ensino Militar, entre outros.

Em viagem oficial a São Tomé e Príncipe no início do ano de 2018, após dezoito anos da última visita realizada por Jorge Sampaio, então Presidente de Portugal, o atual mandatário português Marcelo Rebelo de Sousa destacou a intenção de o país ampliar as relações bilaterais e a aproximação por meio de mais encontros políticos e empresariais. Segundo a perspectiva do mesmo, o arquipélago é uma prioridade nas relações diplomáticas portuguesas, acolhendo todas as áreas de cooperação já estabelecidas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Localização de São Tomé e Príncipe” (Fonte):

https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2011/10/mapa-sao-tome-e-principe.gif

Imagem 2Bandeira de Portugal” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_de_Portugal#/media/File:Flag_of_Portugal.svg

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Irã ameaça fechar estreito de Ormuz

Após a saída unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear iraniano, conhecido como Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA), governo Trump anunciou a aplicação de novas sanções ao país persa. Além disto, solicitou que nenhum aliado seu importe petróleo do Irã e pressionou os Estados do Golfo Árabe para aumentarem a produção de petróleo. O presidente iraniano Hassan Rouhani, em resposta, declarou na sua página oficial que “os estadunidenses têm apoiado sobre a completa paralização das exportações de petróleo iraniana. Mas eles não entendem o real significado dessa declaração porque não existe nenhum motivo para o petróleo iraniano não ser exportado, enquanto os outros países da região o fazem”, por isso também ameaçou fechar o Estreito de Ormuz.

Mapa do Estreito de Ormuz

A importância geoestratégica desta região é essencial para o equilíbrio do comércio de petróleo no mundo. O passo entre o Golfo Persa e o de Omã é responsável por cerca de 30% a 35% da exportação marítima do produto a todos os continentes. Aproximadamente 17 milhões de barris por dia atravessam o estreito. Embarcações do Iraque, Kuwait, Bahrein e Catar, bem como de alguns portos dos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita saem diariamente. Portanto, conforme reiteração do observador de mercado global de energia, Cyril Widdershoven, sendo a ameaça do governo de Rouhani um blefe ou não, inevitavelmente são gerados impactos e incertezas quanto a passagem segura dos barcos carregados de petróleo e gás natural.

De acordo com especialistas em Oriente Médio, o fechamento de Ormuz seria a última opção da administração Rouhani. Por um lado, a tentativa poderia causar um possível confronto entre Irã e Estados Unidos, além de provocar um rompimento com o Conselho de Cooperação do Golfo, que busca preservar a livre circulação de navios e cargueiros pelo estreito. Por outro lado, reduziria o seu poder de negociação nas tratativas de mitigação das sanções estadunidenses e afastaria a União Europeia, China e Índia da sua esfera estratégica de parceria. Ademais, caso os aliados norte-americanos suspendam suas importações de petróleo, o país reduziria a venda de cerca de 1 milhão de barris por dia (bpd). Atualmente, a exportação da commodity alcança 2,28 milhões/bpd, resultando em consideráveis perdas na sua receita.

Especialistas pelo mundo apontam que dificilmente o Irã irá obstruir a travessia no local, porém é possível que o Governo central utilize sua expertise em cyberwar* contra os aliados estadunidenses na região, podendo importunar suas frotas militares e embarcações de petróleo no Golfo Pérsico.

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Nota:

* Conhecida como Ciberguerra ou Guerra Cibernética, é uma modalidade de guerra na qual o conflito não ocorre com o uso de armas físicas, mas através da confrontação com meios eletrônicos e informáticos no chamado ciberespaço.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Hassan Rouhani reeleito nas eleições de 2013 (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Hassan_Rouhani#/media/File:Hassan_Rouhani_press_conference_after_his_election_as_president_14.jpg

Imagem 2 Mapa do Estreito de Ormuz(Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/92/Strait_of_Hormuz.jpg