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Brasil Game Show 2018

Entre os dias 10 a 14 de outubro de 2018, São Paulo foi a cede de mais uma edição da Brasil Game Show (BGS), o maior evento de games da América Latina. A sua 11ª edição ficou marcada por consolidar o evento entre os maiores do gênero no mundo, ganhando mais atenção das grandes empresas internacionais que atuam no mercado.

O atual formato e o nome da contemporânea BGS eram outros em suas primeiras edições. Em 2009, o evento era conhecido como Rio Game Show, sendo realizado no Rio de Janeiro, e conforme foi ganhando mais espaço, aplicando experiências e analisando os grandes eventos estrangeiros, como a E3, principal acontecimento do ramo, a feira de games começou a crescer. A evolução não demorou muito e com a necessidade de mais espaço o evento se mudou para São Paulo ganhando novo formato e novo nome.

Jogadores interagindo com jogos eletrônicos durante a BGS – Foto 2

Quem conhece o evento atual, as vezes desconhece o seu criador. Muitos jogadores profissionais de e-sports (modalidade profissional de jogos eletrônicos) não sabem que Marcelo Tavares era um gamer profissional no passado.

O fundador e CEO da BGS é fluminense, passou a amar o mundo dos jogos eletrônicos junto com muitos brasileiros no início dos anos 1990, quando houve a chegada de consoles e sistemas árcades em casas de fliperamas espalhadas pelo país. O empresário, também formado em jornalismo com foco em jogos eletrônicos e tecnologia, conseguiu fazer a maior feira do gênero no país, algo que, segundo ele, é um de seus maiores orgulhos.

A Brasil Game Show retrata hoje não apenas uma feira para lançamentos e interação do público gamer, ela também demonstra a importância do Brasil, hoje, no mercado de jogos eletrônicos no mundo. Atualmente, o país conta com mais de 60 milhões de jogadores, consumidores de produtos digitais e físicos, sendo o maior mercado na américa latina e um dos únicos a ganhar notoriedade e servidores específicos fora dos Estados Unidos, Europa e da Ásia.

Segundo a Newzoo, empresa internacional especializada em marketing de jogos eletrônicos, em 2017 o país somava 66,3 milhões de jogadores, que movimentaram mais de US$ 1 bilhão (aproximadamente, 3,7 bilhões de reais, de acordo com a cotação de 30 de outubro de 2018), posicionando o país na 13º colocação no ranking global e na liderança do ranking latino-americano. Em 2018 é esperado que esse mercado gere mais de US$ 1,5 bilhão em negócios, (aproximadamente, 5,49 bilhões de reais, de acordo com a cotação de 30 de outubro de 2018), contando com mais de 75 milhões de gamers em todo o país.

Esses dados englobam jogadores e empresas envolvidas em desenvolvimento de tecnologia, desenvolvimento de jogos, hardware, entre outros acessórios destinado ao público jogador. Desta forma, temos o mercado de computadores e componentes, consoles (videogames), smartphones e tablets cada vez mais aquecido, pois atuam constantemente no desenvolvimento de equipamentos para poderem processar jogos em diferentes plataformas e sistemas operacionais.

Com Universidades investindo em cursos de jogos eletrônicos, empresas brasileiras investindo no desenvolvimento de games, licenciamento de marcas e produção de produtos e acessórios para crianças, adolescentes e adultos gamers e para o ramo profissional de e-sports, a Brasil Game Show se tornou o espaço para empresas brasileiras e estrangeiras exporem suas inovações e renovações e disseminá-las para a comunidade gamer internacional.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Marcelo Tavares CEO e Fundador da Brasil Game Show Foto 1” (Fonte):

Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER (CNP)

Imagem 2 Jogadores interagindo com jogos eletrônicos durante a BGS Foto 2” (Fonte):

Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER (CNP)

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Dia Nacional de Taiwan

A segunda semana de outubro é o período de celebrações do Dia Nacional de Taiwan. Também conhecido como Duplo Dez (國慶日/雙十節), no dia 10 de outubro é comemorado o início da Revolta de Wuchan. No Brasil, a data é comemorada com uma série de atividades, eventos culturais e cerimonial fechado para autoridades e convidados ligados a empresas e organizações taiwanesas instaladas no país.

Da esquerda para a direita: Tsung-che, Chang Fu-Mei e Chang, Jui-Pin. Foto: Patrícia Nórica / para o CEIRI NEWSPAPER (CNP)

Em São Paulo, a Comissão de Assuntos Chineses (OCAC – sigla em inglês) trouxe uma apresentação especial da Trupe Acrobática da Escola Nacional de Performance Artística, celebrando, assim, o Dia Nacional da Missão Cultural da Boa Vontade, contando com a presença da Diretora Chang, Fu-Mei, assessora do presidente de Assuntos de Política Nacional taiwanesa.

Fu-Mei expressou-se encantada com a cidade de São Paulo e com outras regiões do Brasil nas quais conseguiu fazer uma visita. Ela se surpreendeu com o número de descendentes taiwaneses presentes em solo brasileiro, muito superior ao de outros países na região, incluindo o Paraguai, um dos países com os quais tem amplo relacionamento e também fizeram uma visita oficial. Ela enfatizou sua prioridade de aumentar o intercâmbio Brasil-Taiwan, principalmente em atividades culturais e outros temas ligados aos jovens, o que serviu de pressão para os Escritórios Econômicos de Taipei no Brasil.

Autoridades taiwanesas junto com trupe acrobática durante sua apresentação em São Paulo. Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER (CNP)

Atualmente, a República da China (ROC, na sigla em inglês), conhecida pelos brasileiros como Formosa, mantém espaços culturais e consulares em regiões com grande presença de conterrâneos, promove campanhas para aumentar o intercâmbio estudantil e captar turistas para visitar a ilha taiwanesa, no sudeste asiático. Visitas a universidades, eventos comerciais e feiras de negócios são algumas das ações mais encontradas na relação de atividades dos representantes do país asiático nos sites consulares do Distrito Federal e de São Paulo.

O objetivo de fomentar o conhecimento sobre a cultura taiwanesa no país se dá pela elevada desinformação e pelo desentendimento que há por parte da sociedade brasileira sobre empresas originadas de Taiwan, além da existência de produções audiovisuais culturais que frequentemente são confundidas com as da China Continental, cujo nome é República Popular da China.

O leitor que está acompanhando essa informação aqui no portal CEIRI NEWSPAPER (CNP), provavelmente está utilizando um notebook, tablete, celular ou desktop de origem taiwanesa, ou, caso esteja utilizando um produto de marca japonesa, estadunidense ou europeia, desconhece que entre 30% a 80% de seus componentes são fabricados em Taiwan e, mesmo alguns produtos Made in China, são de empresas originadas em Taipei. Há muitas empresas famosas como a Asus, Acer, Foxconn e a OAC que são facilmente reconhecidas em qualquer terminal de trabalho ou lojas varejistas na seção de produtos eletrônicos.

Apresentação da Trupe Taiwanesa. Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER (CNP)

O desconhecimento sobre aquele arquipélago asiático, sua cultura e tecnologia é comum, pois, no Brasil, a República da China não é formalmente reconhecida como um Estado. Em outras nações pelo mundo Taiwan é reconhecida pelo nome China-Taipei, um nome bem comum e utilizado para identificar os atletas taiwaneses em jogos olímpicos, por exemplo, apesar de algumas equipes esportivas da região serem classificadas como chinesas em algumas modalidades esportivas. Reconhecer Taiwan como um país tem sido uma missão difícil, que já dura anos e não se sabe ao certo se irá conseguir sucesso, algo que representará a conquista da total independência da China continental e o estabelecimento definitivo no mapa global de duas nações, uma República da China e outra com o nome de República Popular da China.

O caminho taiwanês tem sido fortalecer o reconhecimento cultural e comercial, principalmente no Ocidente, e aposta no turismo para atrair novos admiradores.  Formosa tem seu espaço territorial menor que o estado de São Paulo. Viajar pelo país e conhecer seus principais pontos turísticos, senão toda a ilha, não se torna caro, em comparação a outros países, e até mesmo viajar pelo próprio Brasil.

Apresentação do ballet artístico taiwanês em São Paulo. Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER (CNP)

O seu conteúdo cultural é muito conhecido em países asiáticos, sendo bem difundido graças as novelas, conhecidas por lá como Doramas. Taiwan já foi uma colônia japonesa, e sempre teve forte presença estadunidense e de outras nações ocidentais. A influência dessas culturas em sua sociedade, somada com a local, resultou em boas estratégias de criar conteúdo que fosse facilmente reconhecido na Ásia, resultando positivamente no turismo, mas ainda está longe dos seus objetivos de aumentar o número de visitantes ocidentais.

Comparando-a com seus vizinhos Japão, China, Coreia do Sul e outros países do sudeste asiático, visitar Formosa é mais barato, menos burocrático em questões consulares e o turista consegue desfrutar de grande parte da cultura e história chinesa que não foi perdida no pós-Segunda Guerra Mundial. Conforme apontam especialistas, muita propriedade cultural foi preservada na ilha enquanto era destruída pelo governo comunista na China Continental. Apostando nesses elementos para atrair novos visitantes, o objetivo dos escritórios consulares de Taipei no Brasil e em outros países sul-americanos será de promover e estimular o interesse local por Taiwan.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Diretor do Escritório Econômico de Taipei em São Paulo, Tsungche Chang ao lado de Chang, FuMei assessora de Assuntos de Política Nacional de Taiwan e Chang, JuiPin Presidente do NTCPA” (Fonte):

Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER (CNP)

Imagem 2 Da esquerda para a direita: Tsungche, Chang FuMei e Chang, JuiPin” (Fonte):

Foto: Patrícia Nórica / para o CEIRI NEWSPAPER (CNP)

Imagem 3 Autoridades taiwanesas junto com trupe acrobática durante sua apresentação em São Paulo” (Fonte):

Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER (CNP)

Imagem 4 Apresentação da Trupe Taiwanesa” (Fonte):

Foto: Patrícia Nórica / para o CEIRI NEWSPAPER (CNP)

Imagem 5 Apresentação do ballet artístico taiwanês em São Paulo” (Fonte):

Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER (CNP)

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURACNP In Loco

Candidato presidencial Alckmin propõe reestruturação interna para fortalecer as Relações Internacionais do Brasil

O ex-governador do Estado de São Paulo e atual candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), participou do evento “Presidenciáveis 20018, Seu País, Sua Decisão”, promovido pela Câmara…

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São Paulo Fashion Week - Moda e Relações Internacionais

Sábado passado, dia 21, São Paulo iniciou sua semana de Moda, a São Paulo Fashion Week (SPFW), entre os dias 21 e, hoje, 26 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, localizado na capital paulista. O evento chega em sua edição de número 45, repleto de amantes do mundo fashion, porém, muitos desconhecem o quanto há de relações internacionais em todas as Fashion Weeks que ocorrem pelo mundo.

Não se precisa discutir sobre a Moda para ver de forma simples a relação entre ela e as relações internacionais. Nesse sentido, acontecimentos como a SPFW e o Minas Trend são recheados de marcas e figuras internacionais e tornam tais ambientes uma vitrine de negócios a nível mundial.

Desenho de mulheres na Segunda Guerra Mundial com peça militar

Mesmo em todas as guerras registradas na história do homem, em seus campos de combate, a moda esteve presente com os exércitos usando cortes e cores diferentes em seus uniformes e armaduras para facilitar na identificação durante as batalhas.

Observando-se apenas a era moderna, pode-se ter a Segunda Guerra Mundial como ponto de referência, quando ela teve um importante impacto para o cenário do estilismo, numa época de simplicidade no vestuário de homens e mulheres, com escassez de recursos, influenciando na preocupação de militares com os uniformes de seus soldados, sabendo-se que uma cor e um corte diferenciado faziam muita diferença no front de batalha.

No ano de 2015, o Imperial War Museum de Londres promoveu uma exposição com o tema da Moda nos anos 40, focado exatamente no conflito daquele momento e sua duradoura influência nesse setor, tal qual falou a historiadora Laura Clouting, uma das organizadoras da exposição, quando declarou que “Durante a guerra, assistimos a uma nova tendência determinada pela própria guerra. As roupas simples, com um lado arrumadinho são privilegiadas. Esse visual dos anos 40 perdurou até os nossos dias”.

Nas guerras mais modernas do século XX percebemos as relações internacionais e a Moda ligadas não apenas pelos conflitos, mas também pelos negócios, pois nem todos os países fabricavam seus próprios uniformes e alguns contavam com fabricação oriunda da indústria de países aliados.

Na atualidade, a moda militar deixou de ser objeto dos militares e suas tendências e tecnologia ganharam força para outros seguimentos, sendo muito vistas para a criação de vestimentas e acessórios para caçadores, pescadores, praticantes de esportes radicais, sobrevivência e virou mais um elemento que compõe a cultura pop fashion comum, vista em muitos civis que gostam de acessórios camuflados.

Ainda nesta questão da moda militar, sua evolução não foi importante apenas para o desenvolvimento de novas tecnologias de tecidos e itens de utilidade comum, mas também para o fortalecimento da indústria. Fabricantes de itens militares na era globalizada não tem apenas as Forças Armadas como clientes, mas sim bilhões de consumidores a nível mundial, tal qual se pode exemplificar no caso da empresa Oakley, muito famosa entre surfistas e praticantes de esportes de aventura, apesar de ser uma das principais fabricantes de itens para o Exército estadunidense.

A Moda e a sua ligação com as relações internacionais são muito amplas, principalmente por poder ser abordada por diversas linhas de pesquisa, pensamentos e por momentos históricos diferentes. A moda trabalha com o termo Tendências, que está ligado diretamente a um tempo histórico da humanidade, seja num período de transformação cultural, crises políticas ou financeiras, ou temas ligados ao meio ambiente.

Uma linha de estudo foi apresentada por alunos do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), em trabalho de conclusão de curso, no final do ano letivo de 2017. A Monografia “MODA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS: UM ESTUDO DE CASO DO PROJETO ‘INICIATIVA PARA UMA MODA ÉTICA’” trabalhou com o uso da moda para se compreender a inserção da mulher no mercado de trabalho mundial.

Ao longo da história, a mulher ganhou mais notoriedade fora do trabalho doméstico através de profissões ligados à moda, e foi ganhando seu espaço em outros setores econômicos, indo além do ambiente no mercado de trabalho convencional e também passou a compor forças de segurança. Sua importância além dos afazeres domésticos, da indústria têxtil e enfermaria foi bem perceptível na atuação da mulher como soldado, quando houve uma mudança nos uniformes militares, que começaram a ganhar um formato mais feminino para se adequar aos soldados femininos.

Atualmente, a moda sofre com os altos e baixos das últimas crises econômicas e em alguns países sofre muito com a instabilidade política neles. Nesse sentido, as Fashion Weeks buscam tratar as tendências ligadas a temas contemporâneos e elementos que compõem o cotidiano e a cultura de sua região.

Momento de desfile na São Paulo Fashion Week. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

A São Paulo Fashion Week (SPFW) vem nesta edição com a temática da energia criativa, buscando explorar a criatividade das empresas e dos estilistas que participam do evento, mas não apenas isso, pois também visa mostrar que quaisquer pessoas podem ter seu momento de explosão criativa e, dessa forma, ganhar espaço no mercado mundial, explorando bem o nicho que cada um quer atingir. A explosão criativa é um tema que reflete no próprio evento que se enfraqueceu muito nos últimos três anos, com a perda de apoiadores e na redução constante de grandes grifes nacionais e internacionais.

Equipe tailandesa na São Paulo Fashion Week (SPFW). Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

Esse tipo de evento sempre foi considerado como uma das principais vitrines para o mercado da moda, senão a principal, porém não apenas para as marcas, mas também para outras empresas. Neste ano (2018), o Governo da Tailândia marcou presença na SPFW com o foco na promoção cultural e turística, utilizando a moda oriental como base.

Em edições anteriores, grandes empresas globais de seguimentos não diretamente ligados a este setor estiveram presentes na semana de moda paulistana, como foi o caso da Mercedes Benz. A gigante empresa do ramo automobilístico sempre apresentou suas mais poderosas e luxuosas máquinas no evento, focando na riqueza de seu acabamento interno, com tecidos nobres que realçam o glamour da marca.

Especialistas de moda dizem que esses eventos estão perdendo força, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. A crise financeira que atingiu os mercados os enfraqueceu e muitas marcas não têm como comparecer ou patrociná-los, por isso, adotaram medidas mais simples e baratas, como criar suas próprias mostras.

Além disso, o que está em discussão é a atual postura dos estilistas, que agora apresentam suas grifes de forma mais simplificada, seguindo uma linha baseada na expressão “veja e compre agora”. A ideia de criar tendências voltadas para público mais popular e para que as grandes empresas já possam tê-las na semana seguinte para produção em massa tem fragilizado as semanas de moda, pondo em xeque sua real necessidade, afinal, os próprios eventos ainda são fechados, destinados a um pequeno e seleto grupo de convidados e não se tornou algo popular, o que, no entanto, bate de frente com o que está sendo produzido e apresentado nas fashion weeks pelo mundo.

Na atualidade, o trabalho de marketing, visando negócios nacionais e internacionais, o pensamento cultural e o período histórico de cada região, está muito enfraquecido nas vitrines e nas passarelas da moda, cabendo uma atualização de conceitos, com o estudo e a reavaliação do que está sendo feito, pois, hoje, a moda precisa cada vez mais das Relações Internacionais, já que necessita que os profissionais desta área montem o quebra cabeça com as peças dos gestores e criadores de conteúdo. Nesse sentido, a tendência não é apenas criar, mas revisar e adaptar todo um universo ao atual momento global, que tem economia fraca, escassez de recursos e, ainda, a desigualdade desenfreada.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Desfile da São Paulo Fashion Week (SPFW)” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagens – Foto do autor

Imagem 2 Desenho de mulheres na Segunda Guerra Mundial com peça militar” (Fonte):

https://conscienciajeans.com.br/moda-militar-descubra-como-surgiu-essa-tendencia

Imagem 3 Momento de desfile na São Paulo Fashion Week” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagens – Foto do autor

Imagem 4 Equipe tailandesa na São Paulo Fashion Week (SPFW)” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 5 da equipe tailandesa na São Paulo Fashion Week (SPFW)” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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CNP In LocoNOTAS ANALÍTICAS

Joe Kaeser: São Paulo é o maior polo industrial alemão no mundo

Quando qualquer turista visita a cidade de São Paulo fica impressionado com a influência da arquitetura italiana; com o grande número de orientais transitando pela cidade e com a cultura oriental pop, bem destacada em algumas regiões do centro da capital. Porém, poucos sabem que, para os empresários alemães, o que existe é uma Alemanha Paulista.

O Estado de São Paulo é onde se concentra o maior número de investimentos industriais alemães fora de seu país de origem, algumas empresas estão presentes no Brasil e no estado a mais de cem anos, como é o caso da Siemens, que, em 1867, investiu em telegrafia na rede que ligava São Paulo e o Rio de Janeiro. A Siemens é uma das maiores empresas do mundo, o maior conglomerado da Europa e, fora do continente europeu, mantém forte presença em solo brasileiro, pretendendo aumentar ainda mais sua participação na economia paulista e brasileira.

Joe Kaeser, Presidente Global da Siemens firmou um acordo bilionário com a Apex Brasil, sendo anunciados investimentos que poderão ultrapassar os 50 bilhões de euros e gerar mais de 1 milhão de empregos no país.

Durante evento de celebração com a Apex Brasil, dentro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Kaeser declarou: “São Paulo é o maior polo industrial alemão no mundo”.

A esquerda, Roberto Jaguaribe, presidente da APEX BRASIL e à direita, André Clark, CEO da Siemens no Brasil. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

O presidente da gigante alemã contou com a presença de Michel Temer, Presidente da República Federativa do Brasil, que teve duplo evento em sua agenda, marcando a abertura da plenária conjunta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), presenciando esse importante acordo entre brasileiros e alemães. 

Temer elogiou o feito entre a Siemens e a Apex Brasil e declarou para a imprensa local: “O Brasil vive do seu governo, dos empreendimentos e empreendedores. Então quando o governo toma medidas e seus empreendedores compreendem e avançam nelas, é sinal de que o nosso País retomou realmente o crescimento”.

A Alemanha é um dos maiores investidores no Brasil, atrás de países como a China e os Estados Unidos, mas não é de hoje que a presença industrial germânica chama a atenção. Uma rápida pesquisa sobre a presença e influência das empresas alemãs no Estado facilita a compreensão da sua importância, mesmo que para alguns seja desapercebida.

Michel Temer, Roberto Jaguaribe e André Clark. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

No ano de 2009, Ingo Plöger, então presidente da IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional, já enfatizava a importância do país para o empresariado alemão em uma entrevista concedida para a Deutsche Welle, na qual declarou: “A cidade de São Paulo tem uma concentração de indústrias alemãs maior até do que na própria Alemanha. (…). Mesmo cidades como Colônia, Munique, Hamburgo não reúnem tamanha quantidade de indústrias do país”.

Do ano de 2009 para cá, as relações entre os dois Estados mantêm um desenvolvimento saudável, sem perdas, com avanços e acordos como o atual da Siemens, deixando claro que o país está em pauta para o empresário alemão e que mais acertos de negócios promissores estarão por vir.

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Fontes das Imagens:                                                                                                                 

Imagem 1 Joe Kaeser Presidente Global da Siemens” (Fonte Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 2 A esquerda, Roberto Jaguaribe, presidente da APEX BRASIL e a direita, André Clark, CEO da Siemens no Brasil” (Fonte Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 3 Michel Temer, Roberto Jaguaribe e André Clark” (Fonte Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

CNP In LocoNOTAS ANALÍTICASPARADIPLOMACIA

São Paulo, capital internacional de cultura no Brasil

Ano Novo Chinês, mostra de cinema, gastronomia e uma grande mistura de costumes típicos da cultura brasileira e estrangeira nos festivais e eventos de rua na capital paulista vem acontecendo na cidade nos últimos anos. Para a administração municipal, o objetivo é que a cidade se torne o maior centro cultural multidiversificado na América do Sul. Com esse objetivo, a cidade está promovendo neste momento o Primeiro Festival Internacional de Circo (FIC), com atrações nacionais e europeias.

Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo se tornou o principal centro do Hemisfério Sul para atividades de entretenimento, por isso se justifica um Festival Internacional do Circo”*, declarou o prefeito João Dória, quando questionado sobre o motivo de promover esse programa.

Quando eu era criança, eu vivia a experiência que o circo e as escolas de circo proporcionavam na cidade. Hoje, os jovens não possuem tal experiência e esse festival irá trazer um novo tipo de entretenimento para os jovens, com espetáculos e oficinas culturais para aproximar o artista do público”*, respondeu ao CEIRI NEWSPAPER (CNP), durante entrevista coletiva na sede da Prefeitura de São Paulo.

O ator e palhaço Hugo Passolo, presidente da Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo, está contribuindo e ajudando a Secretaria de Cultura do município a orquestrar tamanho evento que contará com artistas da Itália, França, entre outros países europeus, inspirado em grandes espetáculos promovidos pelas academias russas no mundo. O grande festival cultural gratuito, que será realizado entre os dias 11 e 15 de abril, no Centro Esportivo do Tietê, na zona norte da cidade, tem como principal finalidade garantir o intercâmbio cultural de forma democrática.

Um evento internacional como este está se tornando cada vez mais comum na capital paulista, que hoje é o maior destino de turismo de negócios na América do Sul e é um dos principais pontos de apresentação de importantes músicos e artistas internacionais fora do hemisfério norte. Além disso, apresenta constantes eventos de rua ligados à cultura de imigrantes, como o Ano Novo Chinês, o Festival do Japão, a Festa de Nossa Senhora Achiropita e o festival hindu, Holi Festival das Cores, sendo São Paulo a primeira cidade sulamericana a recebê-lo, bem como outras festividades, demonstrando a grandeza da cidade, o que também a torna a capital nacional da diversidade cultural no Brasil.

Holi Festival das Cores. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo abriga um grande número de imigrantes e descendentes de estrangeiros e, nos últimos anos, vem abrindo mais espaço para explorar essas diferenças culturais em forma de eventos regionais e outros grandes acontecimentos, como os que ocorrem durante a Virada Cultural da cidade. O prefeito João Dória demonstra saber do potencial de São Paulo e está investindo em Parcerias Público-Privadas (PPPs) para fomentar e transformar a cidade em um grande ponto turístico cultural e de entretenimento em todos os campos possíveis.

Hoje, não é difícil encontrar apresentações culturais, escolas de idiomas populares e exposições temáticas sobre países estrangeiros dentro da região metropolitana de São Paulo. O município está cada vez mais internacional, abrindo mais espaço para as relações internacionais.

Observadores apontam em análises e outros tipos de artigos que são publicados que ainda há deficiências e muitas das portas que vem sendo abertas estão distantes do que é discutido nos ambientes de debates sobre as Relações Internacionais. Mas tratam também sobre como a cidade poderia se tornar um exemplo se ela conseguir aplicar de forma mais ampla as suas políticas municipais, explorando o seu potencial turístico, promovendo o intercâmbio cultural e atraindo novos investimentos estrangeiros, servindo assim de modelo para que tais práticas possam ser adotadas em outras cidades do país.

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Fontes Consultadas:

Fotos, reportagem e entrevista de Fabricio Bomjardim

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, anuncia o Festival Internacional de Circo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 2 Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 3 Holi Festival das Cores” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

CNP In LocoNOTAS ANALÍTICASTecnologia

Campus Party 2018: Startup e tecnologia no Brasil*

Campus Party Brasil 2018 contou com uma programação voltada para palestras com convidados especiais. São especialistas e empreendedores atuando em áreas que vão do setor de empresas de varejo até a mais alta tecnologia.”

A Campus 2018 está focando no empreendedorismo, contando com uma área voltada para Startups (empresas emergentes), jovens empreendedores e academias para criadores. Dentro de sua estrutura, seja na área aberta ao público de forma gratuita, seja na área fechada aos campuseiros**, pequenos espaços tratam da educação na área de robótica e tecnologia. Há a academia para gamers; há a liga para desenvolvedores e também a academia para criação de cyborgs.

Neste segundo dia ocorreram palestras com nomes como Caito Maia, Fundador da Chilli Beans, e Mitch Altman, um famoso Hacker que foi um dos pioneiros no trabalho com Realidade Virtual. O CEIRI NEWSPAPER (CNP) aproveitou o tempo das palestras e apresentações e levantou questões importantes sobre suas respectivas áreas de atuação, e como eles veem o atual momento do empreendedorismo e da tecnologia no mundo.

Caito Maia, Fundador da Chilli Beans

Caito apresentou diversas experiências pessoais ao longo de sua trajetória, desde quando teve a ideia de criar a Chilli Beans até a obtenção do grande resultado de hoje. Para ele, o povo brasileiro é rico em ideias criativas, porém com pouca estrutura e recursos para pô-las em prática e, em muitos casos, sem muita orientação para fazer as iniciativas darem certo. Quando questionado sobre o que pensa sobre os jovens que não obtém sucesso ao iniciar uma startup, ele respondeu ao CEIRI NEWSPAPER: “O que falta no jovem é acreditar em seus sonhos, desenvolvê-los e não desistir. Hoje, existem muitas pessoas que iniciam uma startup e, quando não dá certo, ele inicia uma nova e acaba acumulando um conjunto de ideias que não deram certo. E isso foi por que não acreditou e desenvolveu aquele sonho, e aquelas ideias que teve no início”.

O fundador da Chilli Beans também fez comentário sobre a atuação do Governo brasileiro. Para ele, não há estrutura e incentivos por parte das administrações municipais, estaduais e federal para que os jovens iniciem seus empreendimentos. Declarou, respondendo ao público da Campus: “A carga tributária e a burocracia no país faz com que muitos desistam de seus sonhos antes mesmo de iniciá-los”.

Mitch Altman

Em uma descontraída palestra e apresentação de seu histórico no mundo da tecnologia, Mitch Altman mostrou que vê o mundo sem vida e cada dia mais rotineiro. O grande hacker que contribuiu para diversas tecnologias remotas, inclusive para bloqueios de sinais de TV e projetos de Realidade Virtual, comentou que a educação básica dentro da atual sociedade não ensina ninguém a viver a vida que cada um deseja, o que dificulta alguns grupos de pessoas a trabalharem coletivamente.

Respondendo a diversos jovens presente em sua palestra, Altman deu ênfase ao estilo de vida de cada um, focando no tempo em que as pessoas gastam em rotinas cotidianas de trabalho e o pouco tempo que gastam para o próprio lazer. Para ele, o ser humano passou a viver em função de um sistema rotineiro e não vive mais. Segundo declarou, suas invenções, como seu mecanismo de bloqueio de sinal de TV, foi uma forma de fazer com que as pessoas parassem de dedicar o próprio tempo a objetos de entretenimento que não educam, mas apenas alienam.

O mundo da realidade virtual seria um ponto de fuga para as pessoas viverem como desejam ou sonharam viver; para terem a liberdade de ser quem elas desejam ser. Essa realidade, porém, não é física, mas, quando for popularizada, poderá ser um novo tipo de entretenimento com condições de ajudar as pessoas a terem um pouco mais de paz e a se livrarem do stress cotidiano.

A Campus Party está reunindo profissionais, estudantes e diversos amantes de tecnologia, buscando unir o melhor do desenvolvimento tecnológico e realizar encontros que possam resultar na mais adequada maneira de juntar a tecnologia com o aprimoramento do bem-estar individual e coletivo, e possibilitando a criação de um mundo com pessoas que tenham condições de economizar tempo para se dedicarem aos seus interesses pessoais e as suas famílias.

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Nota:

* Reportagem e entrevista de Fabrício Bomjardim.

** Campuseiros é o nome dado aos participantes da Campus Party.

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Fontes das Imagens:                                                                                                                

Imagem 1 Entrada da Campus Party 2018 ” (Fonte – Fabrício Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER):

Fotografia realizadas pelo autor no local

Imagem 2 Caito Maia” (Fonte – Fabrício Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER):

Fotografia realizadas pelo autor no local

Imagem 3 Mitch Altman” (Fonte – Fabrício Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER):

Fotografia realizadas pelo autor no local