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São Paulo, capital internacional de cultura no Brasil

Ano Novo Chinês, mostra de cinema, gastronomia e uma grande mistura de costumes típicos da cultura brasileira e estrangeira nos festivais e eventos de rua na capital paulista vem acontecendo na cidade nos últimos anos. Para a administração municipal, o objetivo é que a cidade se torne o maior centro cultural multidiversificado na América do Sul. Com esse objetivo, a cidade está promovendo neste momento o Primeiro Festival Internacional de Circo (FIC), com atrações nacionais e europeias.

Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo se tornou o principal centro do Hemisfério Sul para atividades de entretenimento, por isso se justifica um Festival Internacional do Circo”*, declarou o prefeito João Dória, quando questionado sobre o motivo de promover esse programa.

Quando eu era criança, eu vivia a experiência que o circo e as escolas de circo proporcionavam na cidade. Hoje, os jovens não possuem tal experiência e esse festival irá trazer um novo tipo de entretenimento para os jovens, com espetáculos e oficinas culturais para aproximar o artista do público”*, respondeu ao CEIRI NEWSPAPER (CNP), durante entrevista coletiva na sede da Prefeitura de São Paulo.

O ator e palhaço Hugo Passolo, presidente da Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo, está contribuindo e ajudando a Secretaria de Cultura do município a orquestrar tamanho evento que contará com artistas da Itália, França, entre outros países europeus, inspirado em grandes espetáculos promovidos pelas academias russas no mundo. O grande festival cultural gratuito, que será realizado entre os dias 11 e 15 de abril, no Centro Esportivo do Tietê, na zona norte da cidade, tem como principal finalidade garantir o intercâmbio cultural de forma democrática.

Um evento internacional como este está se tornando cada vez mais comum na capital paulista, que hoje é o maior destino de turismo de negócios na América do Sul e é um dos principais pontos de apresentação de importantes músicos e artistas internacionais fora do hemisfério norte. Além disso, apresenta constantes eventos de rua ligados à cultura de imigrantes, como o Ano Novo Chinês, o Festival do Japão, a Festa de Nossa Senhora Achiropita e o festival hindu, Holi Festival das Cores, sendo São Paulo a primeira cidade sulamericana a recebê-lo, bem como outras festividades, demonstrando a grandeza da cidade, o que também a torna a capital nacional da diversidade cultural no Brasil.

Holi Festival das Cores. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo abriga um grande número de imigrantes e descendentes de estrangeiros e, nos últimos anos, vem abrindo mais espaço para explorar essas diferenças culturais em forma de eventos regionais e outros grandes acontecimentos, como os que ocorrem durante a Virada Cultural da cidade. O prefeito João Dória demonstra saber do potencial de São Paulo e está investindo em Parcerias Público-Privadas (PPPs) para fomentar e transformar a cidade em um grande ponto turístico cultural e de entretenimento em todos os campos possíveis.

Hoje, não é difícil encontrar apresentações culturais, escolas de idiomas populares e exposições temáticas sobre países estrangeiros dentro da região metropolitana de São Paulo. O município está cada vez mais internacional, abrindo mais espaço para as relações internacionais.

Observadores apontam em análises e outros tipos de artigos que são publicados que ainda há deficiências e muitas das portas que vem sendo abertas estão distantes do que é discutido nos ambientes de debates sobre as Relações Internacionais. Mas tratam também sobre como a cidade poderia se tornar um exemplo se ela conseguir aplicar de forma mais ampla as suas políticas municipais, explorando o seu potencial turístico, promovendo o intercâmbio cultural e atraindo novos investimentos estrangeiros, servindo assim de modelo para que tais práticas possam ser adotadas em outras cidades do país.

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Fontes Consultadas:

Fotos, reportagem e entrevista de Fabricio Bomjardim

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, anuncia o Festival Internacional de Circo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 2 Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 3 Holi Festival das Cores” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

CNP In LocoNOTAS ANALÍTICASTecnologia

Campus Party 2018: Startup e tecnologia no Brasil*

Campus Party Brasil 2018 contou com uma programação voltada para palestras com convidados especiais. São especialistas e empreendedores atuando em áreas que vão do setor de empresas de varejo até a mais alta tecnologia.”

A Campus 2018 está focando no empreendedorismo, contando com uma área voltada para Startups (empresas emergentes), jovens empreendedores e academias para criadores. Dentro de sua estrutura, seja na área aberta ao público de forma gratuita, seja na área fechada aos campuseiros**, pequenos espaços tratam da educação na área de robótica e tecnologia. Há a academia para gamers; há a liga para desenvolvedores e também a academia para criação de cyborgs.

Neste segundo dia ocorreram palestras com nomes como Caito Maia, Fundador da Chilli Beans, e Mitch Altman, um famoso Hacker que foi um dos pioneiros no trabalho com Realidade Virtual. O CEIRI NEWSPAPER (CNP) aproveitou o tempo das palestras e apresentações e levantou questões importantes sobre suas respectivas áreas de atuação, e como eles veem o atual momento do empreendedorismo e da tecnologia no mundo.

Caito Maia, Fundador da Chilli Beans

Caito apresentou diversas experiências pessoais ao longo de sua trajetória, desde quando teve a ideia de criar a Chilli Beans até a obtenção do grande resultado de hoje. Para ele, o povo brasileiro é rico em ideias criativas, porém com pouca estrutura e recursos para pô-las em prática e, em muitos casos, sem muita orientação para fazer as iniciativas darem certo. Quando questionado sobre o que pensa sobre os jovens que não obtém sucesso ao iniciar uma startup, ele respondeu ao CEIRI NEWSPAPER: “O que falta no jovem é acreditar em seus sonhos, desenvolvê-los e não desistir. Hoje, existem muitas pessoas que iniciam uma startup e, quando não dá certo, ele inicia uma nova e acaba acumulando um conjunto de ideias que não deram certo. E isso foi por que não acreditou e desenvolveu aquele sonho, e aquelas ideias que teve no início”.

O fundador da Chilli Beans também fez comentário sobre a atuação do Governo brasileiro. Para ele, não há estrutura e incentivos por parte das administrações municipais, estaduais e federal para que os jovens iniciem seus empreendimentos. Declarou, respondendo ao público da Campus: “A carga tributária e a burocracia no país faz com que muitos desistam de seus sonhos antes mesmo de iniciá-los”.

Mitch Altman

Em uma descontraída palestra e apresentação de seu histórico no mundo da tecnologia, Mitch Altman mostrou que vê o mundo sem vida e cada dia mais rotineiro. O grande hacker que contribuiu para diversas tecnologias remotas, inclusive para bloqueios de sinais de TV e projetos de Realidade Virtual, comentou que a educação básica dentro da atual sociedade não ensina ninguém a viver a vida que cada um deseja, o que dificulta alguns grupos de pessoas a trabalharem coletivamente.

Respondendo a diversos jovens presente em sua palestra, Altman deu ênfase ao estilo de vida de cada um, focando no tempo em que as pessoas gastam em rotinas cotidianas de trabalho e o pouco tempo que gastam para o próprio lazer. Para ele, o ser humano passou a viver em função de um sistema rotineiro e não vive mais. Segundo declarou, suas invenções, como seu mecanismo de bloqueio de sinal de TV, foi uma forma de fazer com que as pessoas parassem de dedicar o próprio tempo a objetos de entretenimento que não educam, mas apenas alienam.

O mundo da realidade virtual seria um ponto de fuga para as pessoas viverem como desejam ou sonharam viver; para terem a liberdade de ser quem elas desejam ser. Essa realidade, porém, não é física, mas, quando for popularizada, poderá ser um novo tipo de entretenimento com condições de ajudar as pessoas a terem um pouco mais de paz e a se livrarem do stress cotidiano.

A Campus Party está reunindo profissionais, estudantes e diversos amantes de tecnologia, buscando unir o melhor do desenvolvimento tecnológico e realizar encontros que possam resultar na mais adequada maneira de juntar a tecnologia com o aprimoramento do bem-estar individual e coletivo, e possibilitando a criação de um mundo com pessoas que tenham condições de economizar tempo para se dedicarem aos seus interesses pessoais e as suas famílias.

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Nota:

* Reportagem e entrevista de Fabrício Bomjardim.

** Campuseiros é o nome dado aos participantes da Campus Party.

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Fontes das Imagens:                                                                                                                

Imagem 1 Entrada da Campus Party 2018 ” (Fonte – Fabrício Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER):

Fotografia realizadas pelo autor no local

Imagem 2 Caito Maia” (Fonte – Fabrício Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER):

Fotografia realizadas pelo autor no local

Imagem 3 Mitch Altman” (Fonte – Fabrício Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER):

Fotografia realizadas pelo autor no local