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NOTAS ANALÍTICAS

China: novo índice de carvão

O maior produtor de carvão do mundo, a China, lançará novo índice alternativo para a mercadoria a granel. O “Centro de Transação de Carvão de Taiyuan da China” (CTCTC, na sigla em inglês) e a “China Finance Corp.”, companhia da “Agência de Notícias Xinhua”, divulgaram que o novo índice será um resultado com base em informações de 144 pontos monitorados na província de Shanxi, maior ponto de produção do país.

Mao Jinming, especialista da indústria, afirmou para a Xinhua: “Um índice autoritário de preço de carvão desempenha um papel referencial importante para decidir os preços do produto no comércio, e prestará um impacto grande sobre a flutuação dos preços da mercadoria no mercado internacional[1].

A proposta chinesa é conferir todos os dados monitorados em seu território e nas “Zonas Autônomas” que produzem carvão para poder ter um índice mais influente. Atualmente, o país detém 40% da produção mundial e também é o maior importador do produto no mundo. O país demanda mais importações e melhoria na produção interna para atender as necessidades energéticas do país.

Embora haja planos e objetivos já definidos para os produtores dessa matriz energética, observadores apontam ser importante que eles, tanto quanto os analistas econômicos, atentem para a produção de energia eólica, pois é a que está recebendo mais investimentos e crescendo no país.

A produção chinesa cresceu em 26 terawatts-hora, mais que o dobro dos 12TWh de energia térmica (que tem o carvão como a principal fonte), ressaltando-se que um Terawatt pode aquecer mais de 400.000 lares durante três meses de inverno e a energia eólica é uma matriz energética menos poluente, que pode substituir a produção do carvão.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://portuguese.cri.cn/561/2013/05/26/1s167371.htm

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Ver:

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/producao-de-energia-eolica-cresce-mais-que-a-carvao-na-china/

 

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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