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Tecnologia

Cibercrime como pauta da CPLP

Sendo um fenômeno que atinge a todos em nível mundial, o cibercrime, perpetrado além das fronteiras tradicionais, altera consequentemente as dinâmicas de segurança dos países e suas redes de informática. Como resposta aos ataques destes grupos exógenos, a busca por soluções compartilhadas no ambiente Internacional se apresenta como uma alternativa durável no combate da atuação ilícita no ciberespaço.

O cibercrime, como modalidade de crime transnacional, se tornou mais complexo e diversificado com o aperfeiçoamento das tecnologias. Neste quadro, apesar das dificuldades em se delimitar conceitualmente, são considerados crimes cibernéticos quaisquer ações ofensivas à confidencialidade, integridade e disponibilidade de dados. De modo complementar, violações como fraude, extorsão, lavagem de dinheiro, diversas modalidades de tráfico e exploração sexual infanto-juvenil são facilitadas pela utilização das tecnologias informacionais usadas para a sua operacionalização.

Bandeira da União Europeia

Observada as dimensões extraterritoriais que o crime cibernético pode alcançar, o Conselho Europeu encorajou os países que compõem a Comunidade lusófona (Angola, Brasil, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste) a integrarem a Convenção de Budapeste de 2001 sobre cibercrime. A sugestão foi apresentada durante o segundo Fórum em matéria de Cibercrime da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Cabo Verde no mês de abril de 2019.

Em linhas gerais, a Convenção de Budapeste busca articular meios de resposta eficaz às ameaças no espaço informacional, utilizando-se da Cooperação Internacional penal e do desenvolvimento comum de práticas para a proteção da sociedade. Igualmente, são destacados, no documento, métodos a serem adotados no espaço nacional para distinção entre infrações, como, por exemplo, regulamentação penal interna envolvendo acesso de informações e disponibilização de conteúdo e salvaguarda dos direitos autorais. Na esfera da CPLP, Portugal, como membro da União Europeia, ratificou a Convenção em 2010, enquanto Cabo Verde é o único país lusófono no continente africano que ratificou o acordo, no ano de 2018. 

Imagem ilustrativa, ciberespaço

É importante destacar os dados do Índice de Segurança Cibernética Global de 2018 desenvolvido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Houve o crescimento de 6,4% no custo gerado na violação de dados na internet. Igualmente, o relatório da UIT aponta que até o final de 2019 o cibercrime custará aos países e empresas o valor estimado de 2 trilhões de dólares (aproximadamente, 7,85 trilhões de reais, de acordo com a cotação de 18 de abril de 2019).

A construção de uma agenda de segurança cibernética e de uma estratégia conjunta no espaço global contra o cibercrime ocorre concomitante ao aumento do acesso da população mundial as tecnologias informacionais e de comunicação. Neste sentido, a utilização de Fóruns e Instituições Internacionais representa um passo para o desenvolvimento de uma atuação articulada em uma matéria de interesse comum no Cenário Internacional. No caso da CPLP, como apenas dois países são signatários da Conferência de Budapeste, o debate sobre a participação dos Estados-membros pode tornar-se um fator de aprofundamento das relações dentro da Comunidade.

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Imagem 1 Imagem ilustrativa do ciberespaço” (Fonte): https://www.unodc.org/images/lpo-brazil//frontpage/2018/04/Backlit_keyboard-e1525117170191_Inside.jpg

Imagem 2 Bandeira da União Europeia” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b7/Flag_of_Europe.svg/800px-Flag_of_Europe.svg.png

Imagem 3Imagem ilustrativa, ciberespaço” (Fonte): https://itforum365.com.br/wp-content/uploads/sites/6/2018/08/cibercrime-5.jpg

About author

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Dentre as áreas de interesse encontram-se Cooperação Técnica Internacional e Segurança Internacional. Como colaboradora do CEIRI Newspaper escreve sobre o continente africano, mas especificamente os países de língua portuguesa.
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