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Comissária Europeia propõe a criação de um serviço europeu de inteligência

Em entrevista a um jornal grego, a Comissária Europeia de Justiça”, Viviane Reding, propôs a criação de um serviço europeu de inteligência em resposta aos desafios impostos pela Agência Nacional de Segurança” (NSA, na sigla inglesa), sediada nos “Estados Unidos da América”. A ideia de uma “Agência Europeia de Inteligência” fora feita pela primeira vez em meados de 2004, quando Áustria e Bélgica encabeçaram um projeto após os atentados terroristas em Madrid. A proposta que não fora levada adiante devido ao desinteresse de países como “Reino Unido”, França e Alemanha.

Nas palavras da Comissária, “O que precisamos é fortalecer a Europa neste domínio [serviço de inteligência], para que possamos nivelar o campo de jogo com os nossos parceiros dos EUA. Por isso, gostaria de aproveitar esta ocasião para negociar um acordo sobre o fortalecimento da cooperação do serviço secreto entre os Estados-membros da União Europeia (UE) – para que possamos falar com uma voz forte e comum […]. A NSA precisa de um contrapeso. Portanto, minha proposta, de longo prazo, seria a criação de um Serviço de Inteligência Europeu em 2020[1].

Para Paul Schulte, ex-oficial de defesa do Governo britânico, o estabelecimento de uma agência de inteligência da Europa aumentaria exponencialmente os riscos inerentes a uma organização deste tipo, como a fiscalização parlamentar e a ameaça de vazamento de informações sigilosas. De acordo com Schulte, “temos que pensar nos problemas de credibilidade em manter a confidencialidade [de informações] entre os 28 Estados-membros [da UE], alguns dos quais não podem ter os mesmos altos padrões de contraespionagem e segurança interna[2].

A criação de uma Central Europeia de Inteligência demandaria modificações consideráveis no tratado vigente da UE, uma vez que o Tratado de Lisboa” (2009) estabelece que questões relativas à segurança devem ser de preocupação nacional, apenas[2]. Alguns observadores apontam que um organismo como este, só poderia ser pensado, após as eleições para o “Parlamento Europeu”, que ocorrerão no próximo ano (2014).

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Imagem: Viviane Reding, Comissária de Justiça (Fonte):

http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cms_data/docs/pressData/Pics/photoGallery/%7B414a0e3a-4c6d-4a28-b5af-cde122287ca7%7D.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://euobserver.com/justice/121979

[2] Ver:

http://www.dw.de/does-the-eu-need-its-own-spies/a-17207051

About author

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.
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