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Confirmados nas Américas 8.091 casos de Sarampo

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) confirma o crescimento de casos de Sarampo nas Américas em 22%. Com os dados fechados no último dia 24 de outubro, os números apresentados no relatório epidemiológico salientam a necessidade de atividades de resposta na região.

Ao todo, onze países das Américas notificaram 8.091 casos confirmados da doença em 2018: Antígua e Barbuda (1), Argentina (14), Brasil (2.192, incluindo 12 mortes), Canadá (25), Colômbia (129), Equador (19), Estados Unidos (142), Guatemala (1), México (5), Peru (38) e Venezuela (5.525, incluindo 73 óbitos).

Criança com mancha na pele característica do sarampo, quatro dias após o início dos sintomas

Desde a atualização epidemiológica publicada em 21 de setembro de 2018 foram notificados 1.462 novos casos de sarampo e 13 mortes adicionais em sete países da região: Argentina (03); Brasil (457 e 02 mortes); Canadá (03); Colômbia (44); Estados Unidos (18); Peru (17) e Venezuela (920 e 11 mortes). Especificamente no Brasil, o sarampo foi identificado em sete estados (Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe) e, recentemente, no Distrito Federal, sendo que na maior parte desses locais o genótipo do vírus (D8) é idêntico à linhagem identificada na Venezuela entre 2017 e 2018.

O sarampo é uma doença grave causada por um vírus que pode ser transmitido por tosse e espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções nasais ou da garganta. Este vírus permanece ativo e contagioso no ar ou em superfícies infectadas por até duas horas.

Também, pode ser disseminado entre quatro a seis dias antes do aparecimento de erupções cutâneas (vermelhidão na pele) ou ainda durante os quatro dias após este sinal patológico.

Destacam-se como sintomas febre, nariz escorrendo, olhos vermelhos e tosse. Já as complicações mais graves são descritas como cegueira, encefalite (infecção acompanhada de edema cerebral), diarreia severa (que pode provocar desidratação), infecções no ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia.

Em relação ao controle da propagação dessa enfermidade nas Américas, a OPAS recomenda aos países que mantenham a cobertura vacinal em ao menos 95%. Além disso, orienta que, durante surtos, seja estabelecido um fluxo adequado de pacientes para salas de isolamento, assim como a vacinação dos profissionais de saúde.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Campanha de vacinação contra o sarampo no Paraguai. Foto: OPAS” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/opas-sobe-para-8-mil-numero-de-casos-confirmados-de-sarampo-nas-americas/

Imagem 2 Criança com mancha na pele característica do sarampo, quatro dias após o início dos sintomas” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarampo

About author

Pós-graduanda em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2018-2019). Graduada em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, 2015), pela I Turma de Relações Internacionais – Turma Nelson Mandela. Ao longo da graduação, implementou o Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) da UNISINOS. Possui interesse na área de Segurança Internacional, Organizações Internacionais e Direito Internacional, especificamente, no Direito Internacional dos Refugiados e Migrações. Tem como experiência profissional assessoria técnica para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, na Secretaria do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG, RS). Como articulista do CEIRI trabalha temas correlatos à América Latina.
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