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NOTAS ANALÍTICAS

Crise em Honduras: Haverá retaliação Internacional?

Cuba e Honduras firmaram em maio deste ano um convênio intergovernamental de cooperação conjunta para fortalecer as áreas de agricultura, educação, saúde, turismo, desenvolvimento social, gestão de riscos social e ambiental, desenvolvendo-se o “Programa de Cooperação para o Desenvolvimento Honduras – Cuba 2009 – 2010”.

As ações são estimuladas utilizando-se dos fundos da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) e PETROCARIBE e, segundo a Secretaria Técnica e de Cooperação Internacional, é o grande estímulo da Cooperação Sul-Sul.

No entanto, pode-se dizer que Honduras não continuará tendo apoio da ALBA caso o presidente Manuel Zelaya não seja restituído ao seu cargo. Ademais, as amistosas relações de cooperação poderão se reverter em conflito. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, deixou claro, durante uma edição especial do programa “Aló, presidente” que a Força Armada Nacional (FAN) venezuelana está alerta e a ALBA tratará de pressionar para restabelecer a ordem com a volta de Zelaya a seu cargo presidencial.
 

As medidas relacionadas à crise em Honduras já são claras nos discursos da ALBA, no entanto, as medidas práticas da Comunidade Internacional serão decididas amanhã em um período extraordinário de sessões da Assembléia Geral da OEA que deverá aprovar as decisões que julgue adequadas para aplicar no caso de Honduras.

About author

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).
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