NOTAS ANALÍTICAS

Investimento Estrangeiro Direto cresce no Brasil

Segundo o Banco Central, houve record no Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil, com 2,483 bilhões de dólares. O IED é definido basicamente como o investimento que envolve uma relação de longo prazo e reflete um interesse duradouro, controlado e organizado pelo investidor estrangeiro ou empresa matriz localizado fora do país, neste caso, fora do Brasil, onde se encontram a sede e os principais responsáveis pelas tomadas de decisões.

Os fluxos de IEDs, bem como os de comércio e tecnologia, cresceram em proporção mais elevada que as taxas de variação do PIB, indicando que a internacionalização foi mais rápida que o desempenho local.

O crescimento do IED no Brasil poderia ser melhor aproveitado se o mercado interno viabilizasse estratégias eficazes para atrair este capital em expansão no país, acompanhando a tendência dos países que lideram este tipo de investimento no Brasil  e levando em conta as mudanças conjunturais.

A título de exemplo, nota-se que, com a crise financeira internacional, a configuração do IED por países no setor produtivo brasileiro tem mudado. Segundo dados do Banco Central, de janeiro a maio deste ano, os Países Baixos (Comumente denominado Holanda, mas na realidade esse nome se aplica a duas de suas doze províncias: Holanda do norte e Holanda do Sul) foram os que mais investiram no Brasil (24,7%), seguidos por Alemanha (18,7%) e Estados Unidos (13,4%). Nos cinco primeiros meses do ano passado, quando a crise financeira internacional ainda não havia se agravado, o cenário era diferente: os Estados Unidos ocupavam o primeiro lugar com 15,9%, seguidos pelo Luxemburgo (13,4%) e Países Baixos (10,4%). Nos cinco meses deste ano, Luxemburgo está respondendo por 2,1%.

About author

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).
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