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Copa do Mundo e Desenvolvimento Sustentável no Brasil

Desde a última década do século passado, com a mudança de paradigma ocorrida no seio das Relações Internacionais, algumas temáticas tornaram-se de preocupação global, suscitando medidas concertadas entre os países no intuito de melhor lidar com os chamados novos temas. De forma sucinta, é assim que a temática ambiental e as questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável vêm se tornando cada vez mais presentes na arena mundial, se inserindo nos mais diversos aspectos da sociedade humana. Desta maneira, preocupações ambientais também figuram dentre os fatores obrigatoriamente presentes na organização de uma competição da magnitude de uma Copa do Mundo FIFA, fato este que se repetirá no Brasil, na Copa 2014, a qual, na visão das autoridades brasileiras, será ambientalmente sustentável.

Tendo em vista a necessidade de garantir a sustentabilidade ambiental do megaevento e baseado em estratégia adotada quando da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável / Rio+20; o Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou, em 15 de abril do ano corrente, no Diário Oficial da União, uma chamada pública para empresas privadas para doação de reduções certificadas de emissão (RCEs) para compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), iniciativa esta que faz parte da agenda de sustentabilidade do Governo brasileiro para a Copa 2014, e que também inclui a reciclagem de resíduos, a promoção de produtos sustentáveis, a inclusão social catadores de rua e a construção de estádios sustentáveis.

Assim, visando compensar as emissões de GEE provenientes dos preparativos e da realização da Copa do Mundo de 2014, o MMA busca empresas que desejem efetuar a doação de RCEs (doação de créditos de carbono) provenientes de projetos brasileiros do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), de acordo com o previamente especificado pelo Protocolo de Kyoto, mecanismo este que tem por objetivo garantir que a Copa 2014 seja ambientalmente sustentável. Não havendo qualquer remuneração financeira para as empresas que se dispuserem a  doar RCEs, a contrapartida recebida por estas será o direito de utilizar o Selo Sustentabilidade – Baixo Carbono, emitido pelo MMA, bem como terão seus respectivos nomes divulgados no site do MMA e no Diário Oficial da União.

Em adição, cabe ressaltar o acordo de cooperação celebrado entre o MMA e o Ministério do Esporte, no intuito de unir esforços para incorporar a esfera ambiental ao megaevento. Outrossim, a Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade, órgão do MMA criado em função da Copa do Mundo, vem discutindo inúmeros aspectos ligados à Copa 2014, especialmente no que diz respeito à gestão das emissões de GEE.

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ImagemSustentabilidade e Copa do Mundo” (Fonte):

http://liviagilberti.blogspot.com.br/2012/11/copa-do-mundo-sustentavel.html

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/mma-chama-empresas-interessadas-na-doacao-de-creditos-de-carbono-para-copa

Ver:

http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80077/Compensacao_chamada_pub_final_150414.pdf

About author

Mestre em Relações Internacionais pela UERJ, Especialista em História das Relações Internacionais e Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRJ. Possui experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Política Internacional e Formação Econômica Brasileira. Foi bolsista de FAPERJ por um ano e Bolsista de Vocação para Diplomacia do Instituto Rio Branco (IRBr) por 4 (quatro) anos. Áreas de interesse: Esporte e Relações Internacionais; Diplomacia Futebolística; e Soft Power e Política Externa.
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