NOTAS ANALÍTICAS

“Coreia do Sul”: Kaesong pode ser fechado definitivamente

Tensão na Península CoreanaO clima tenso na “Península da Coreia”, causado pelas ameaças norte-coreanas, levou ao fechamento do “Parque Industrial de Kaesong”, área especial administrada pelos governos de ambas as Coréias. Como consequência importante desse novo contencioso, o Complexo poderá ser fechado em definitivo, mesmo que não haja combate na região.

O Governo da “República Democrática da Coreia” (RPDC) comunicou por meio de suas agências de noticias oficiais que, caso as atividades militares sul-coreanas conjuntas com estadunidenses continuem, os portões do Complexo serão isoladas permanentemente. Atualmente, os trabalhadores do parque industrial, tanto os cidadãos da “Coreia do Sul”, quanto os da “Coreia do Norte”, estão fora das instalações, por isso ela está paralisada e a ameaça é de que ela continuará permanentemente.

Como apontam os observadores internacionais, este é um dos poucos complexos industriais que agregam ao PIB norte-coreano e seu encerramento prejudicará apenas Pyongyang e sua fraca economia, uma vez que Seul não necessita dele para manter o seu desempenho e desenvolvimento.  Nesta semana, a presidente sul-coreana Park Geun-hye, está em viagem para se encontrar com o “Presidente dos Estados Unidos”, Barack Obama, quando discutirão temas de interesses comuns e a questão da “Coreia do Norte”.

Os especialistas confluem para a conclusão de que, neste jogo de intimidações na Península, nenhuma mobilização militar por parte dos norte-coreanos apresentou ameaça real para a segurança regional, embora eles mantenham o discurso de que desejam começar uma batalha com armas nucleares.

Todo cenário, com ultimatos, isolamento de zonas industriais, testes de armamentos etc. ainda é visto por alguns analistas como desprovido de elementos suficientes para levar ao reinício da guerra, pois concordam que a situação se configura como sendo mais uma grande jogada das lideranças norte-coreanas para barganhar com as grandes potências mundiais, em especial com as ocidentais.

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Fonte consultadas:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

Ver:

http://portuguese.cri.cn/561/2013/05/05/1s166280.htm

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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