A “Guerra Civil na Síria”, de acordo com relatórios da “Organização das Nações Unidas” (ONU), já produziu 150 mil vítimas, 2,5 milhões de refugiados e continua sem perspectivas de retroceder no curto, ou médio prazo devido a complexidade geopolítica do conflito e as dificuldades em proceder com uma política humanitária que amenize as atrocidades promovidas por rebeldes, bem como pelo próprio regime de “Bashar Al Assad”.

Aliada a conjuntura geoestratégica, uma nova preocupação tem dominado a cena política em países europeus e nos “Estados Unidos”. O recrutamento de jovens para lutar na frente rebelde do conflito sírio.

Segundo o Diretor do “Federal Bureau of Investigation” (FBI), James Comery, nos últimos meses o número de combatentes norte-americanos e principalmente europeus cresceu na zona de conflito. Nesse sentido, as “Agências de Inteligência”, assim como o próprio FBI e outros órgãos de segurança interna já monitoram possíveis retornos desses cidadãos, numa espécie de “Diáspora” pós-guerra, como radicais formados e treinados pela “Al-Qaeda” de modo que passem a ser ferramentas para eventos terroristas tal como os atentados de “11 de Setembro de 2001”.

Os órgãos de inteligência dos “Estados Unidos” não informam com exatidão o número de cidadãos norte-americanos que viajaram para a Síria, porém estima-se que 50 se juntaram a grupos extremistas que lutam contra o governo de Bashar Al Assad. A preocupação se torna latente, à medida que “John Brennan”, Diretor da “Central Intelligence Agency” (CIA) afirma que a Al-Qaeda tem utilizado campos de treinamentos na Síria e no Iraque com o propósito de posteriormente lançar os combatentes em ações no Ocidente, modelo semelhante usado pela própria CIA na guerra entre URSS e Afeganistão em meados dos anos 80, que produziu inúmeros radicais islâmicos treinados pela própria agência estadunidense, os quais depois se voltaram contra o governo de Washington gerando parte dos principais imbróglios vividos atualmente na esfera internacional.

De acordo com as redes de notícias dos “Estados Unidos”, muitos desses jovens são inspirados pelos discursos inflamados encontrados em páginas do Facebook e Twitter de um clérigo norte-americano, de nome “Ahmad Musa Jibril”. Nascido em Michigan e formado em estudos islâmicos, com mestrado em Direito, Jibril atrai as mentes com um discurso em inglês, de fácil compreensão e com muita segurança no trato das palavras.

Para tanto, acredita-se que com a facilidade em encontrar material referente ao conflito no “Oriente Médio” esse modelo de propaganda tem ajudado a recrutar cidadãos ocidentais que oriundos da falta de perspectiva na esfera socioeconômica acabam encontrando nas palavras de radicais islâmicos uma forma de conduzir suas vidas.

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Imagem (Fonte):

http://assets.vice.com/content-images/contentimage/130425/Be3806u.jpg

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.aljazeera.com/news/americas/2014/05/fbi-chief-more-americans-joining-syrian-war-20145221539486269.html

Ver:

http://www.cbsnews.com/videos/radical-us-cleric-inspires-westerners-to-join-syrias-civil-war/

Ver:

http://articles.latimes.com/2014/feb/04/world/la-fg-wn-american-fighters-in-syria-20140204

Ver:

http://www.teapartycrusaders.com/u-s-politics/unreal-22-jihad-terror-training-centers-discovered-america-fbi-hands-tied-obama-refuses-declare-group-foreign-terrorist-organization/

Ver:

http://www.vice.com/en_uk/read/how-to-make-western-foreign-policy-less-disastrous-in-2014

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) pela Faculdades de Campinas (FACAMP), Especialista em Direito Internacional pela Escola Paulista de Direito (EPD) e Especialista em Política Internacional pelo CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais). Atuou em duas grandes multinacionais do setor de tecnologia e na área de Cooperação Internacional na Prefeitura Municipal de Campinas com captação de recursos externos, desenvolvimento de projetos na área econômica e comercial e buscando oportunidades de negócios para o município. Foi Consultor de Novos Negócios na Avanth International em Campinas/SP e atualmente é Analista de Foreign Trade e Customer Care na Novus International Inc. Escreve sobre América do Norte com foco nos Estados Unidos.
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