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NOTAS ANALÍTICAS

Cuba: estratégias para diálogo e cooperação existiam antes da ação da OEA

Na semana passada, as análises apresentadas em periódicos na América Latina sobre o fim das restrições feitas pela OEA à ilha de Cuba não tiveram oportunidade de apontar questões acerca da distensão em relação ao isolamento cubano. O mais importante são os passos que têm sido dados por vários países, vários deles europeus, desde o fim da Guerra Fria.

Cuba mantém relacionamentos e até mesmo projetos de cooperação com vários países da América Latina, destacando-se o Brasil e o México.

 Os Europeus distenderam sua política em relação aos cubanos, no sentido de voltar a ter possibilidades de cooperação para o desenvolvimento e o estabelecimento de um diálogo sobre Direitos Humanos, objetivando que deste diálogo se dê a regularização das relações entre os países europeus e Cuba. 

Na Europa, os líderes nesse processo são a Espanha, e os governos da República Tcheca e da Polônia que têm postura crítica sobre a questão do isolamento cubano. A maioria dos países Europeus, no entanto, posicionam-se numa situação intermediária: vêem oportunidades de cooperação, porém, agem de forma tradicional, exigindo sinais concretos de que Cuba siga os parâmetros da Democracia.

Os EUA adotam a estratégia da maioria dos países Europeus: também esperam as mudanças, mas seu planejamento não se pauta por uma expectativa de curto prazo. A impressão que transmitem é de que desejam desmanchar, cuidadosamente, um novelo de lã. Em abril deste ano, por exemplo, o presidente dos EUA, Barak Obama, declarou o fim de algumas restrições a Cuba, como a liberação de visitas de cubanos que moram nos EUA aos seus familiares na ilha e o envio de dinheiro a parentes.

O Ato da OEA revogando a resolução de 62, que excluía Cuba do Organismo, é mais um passo neste processo. O foco, em si, não é o Organismo, e tudo leva a crer que a recusa do governo não ocorreu por seu desprezo político com relação ao Organismo, mas porque percebe a movimentação que está se dando e, neste momento, está preocupado em controlar a situação. Se não o fizer perderá o controle da sociedade.

Em síntese, as ações estão inseridas num contexto de estratégias políticas dos atores na sociedade internacional. Entre esses não podemos descartar as corporações que pensam em fazer investimentos no futuro.

About author

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).
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