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[:pt]Cúpula de Bratislava e o “Fim” da União Europeia[:]

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Líderes da União Europeia se reuniram no dia 16 de setembro, em Bratislava (Eslováquia), para avaliar em conjunto a situação do Bloco e buscar possíveis soluções diante dos vários desafios que a região enfrenta. Esta é a primeira Cúpula sem a presença da primeira-ministra britânica Thereza May, evidenciando uma nova etapa e um momento crucial para a União. A crise existencial que enfrenta o Bloco foi anunciada pelo Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, além de outros importantes líderes, tais como François Hollande e Angela Merkel.

O discurso de integração nunca foi tão importante quanto neste momento, pois a Europa não somente enfrenta os efeitos das diversas crises que assolam o continente (Crise dos Países do Mediterrâneo, Crise da Crimeia e relações com a Rússia, Crise dos Refugiados, Crise de Governabilidade em Estados membros) como também o questionamento do projeto europeu e de sua viabilidade perante um crescente eurocepticismo e maior resistência às decisões tomadas pela União.

As tensões sociais, políticas e econômicas estão aumentando e já afetam o consenso necessário para a continuidade dos projetos do Bloco. O fracasso nas negociações com os Estados Unidos e as tensões em áreas de fronteira são reflexos da dificuldade que a União Europeia encara para alcançar um equilíbrio dos interesses. O atraso em outros projetos, tais como a criação de um espaço único para o uso de celular e do telefone também é sintomático.

O futuro da União Europeia é incerto. Se por um lado o consenso é cada vez mais difícil de ser obtido, inviabilizando a evolução do Bloco econômico, por outro o projeto está muito avançando para não haver efeitos catastróficos em uma possível decomposição. Outro fator importante a ser considerado é o próprio realinhamento da economia internacional, que continua migrando para o Oriente e redesenhando o mapa da economia, embora sejam muitas as incertezas que geram essa movimentação.

O choque de interesses internos e externos no espaço europeu ressaltam o papel que a Europa, e neste caso a União Europeia, possui na geopolítica internacional e como a mesma pode afetar o panorama mundial nos próximos anos. A crise existencial na Europa, embora seja hoje uma preocupação exclusiva dos países membros, pode alastrar consequências para todo o globo e afetar a balança de poder de uma forma desconhecida.

Neste momento, a União Europeia enfrenta sua prova de fogo, sendo este um ponto de vital importância, seja para sua restruturação e fortalecimento, seja, para marcar o princípio do seu declínio.

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Imagem (Fonte):

http://www.dhakatribune.com/assets/uploads/2016/09/Bratislava-690×450.jpg

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About author

Pesquisador de Paradiplomacia do IGADI - Instituto Galego de Análise e Documentação Internacional e do OGALUS - Observatório Galego da Lusofonia. Atuou como consultor internacional na área de Paradiplomacia para o Escritório Exterior de Comércio e Investimentos do Governo da Catalunha (ACCIÓ). Formado em Negociações e Marketing Internacional pelo Centro de Promoção Econômica de Barcelona, Bacharel em Administração pela Universidade Católica de Brasília, especialista pós-graduado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP, MBA em Novas Parcerias Globais pelo Instituto Latino-americano para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura e Mestrando em Políticas Sociais com especialidade em Migrações na Universidad de La Coruña (España), Mestrado em Gestão e Desenvolvimento de Cidades Inteligentes (Smartcities) da Universitat Carlemany do Principado de Andorra e doutorando em Sociologia e Mudanças da Sociedade Global. Fundador do thinktank CERES – Centro de Estudos das Relações Internacionais. Membro da Associação Internacional IAPSS para Estudantes de Ciências Políticas, do Smartcity Council, da aliança Eurolatina para Cooperação de Cidades, ECPR Consório Europeo de Pesquisa Política e da rede Bee Smartcities. Especialista em paradiplomacia, acordos de cooperação e transferência acadêmica e tecnológica, smartcities e desenvolvimento econômico e social. Morou na Espanha, Itália, França e Suíça e atualmente reside na região da Galícia (Espanha).
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