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NOTAS ANALÍTICAS

“Vamos ajudar Portugal contra a crise”, afirmou Hu Jintao

O presidente da China, Hu Jintao se comprometeu em ajudar Portugal a sair de sua atual crise. Para tanto, ele pretende aumentar os laços comerciais com os lusitanos e tem pretensões de dobrar o comércio até o ano de 2015. Em suas palavras, durante sua visita a Lisboa no início desta semana, “Vamos fazer tudo para que as trocas comerciais entre a China e Portugal possam duplicar até 2015”.

O presidente chinês se encontrou com o primeiro-ministro português, José Sócrates, que agradeceu ao Presidente da China por seu comprometimento “pessoal” em colaborar para o crescimento dos laços comerciais e econômicos com seu país.

Acordos institucionais foram celebrados, tendo sido criada uma “Comissão Mista” para o setor do Turismo e intensificada a cooperação para promover o investimento mútuo na indústria, infra-estrutura, biofármacos, tecnologias da informação e para a criação de uma plataforma luso-chinesa, visando o desenvolvimento de parcerias empresariais e cientificas na área de energias renováveis.

Além destas medidas institucionais, foi anunciada a histórica assinatura de um memorando entre o “Banco Comercial Português” (BCP) e o maior banco chinês, o “Bank Of China”, junto com a companhia elétrica chinesa para entrar no capital da EDP portuguesa. Também foi feito um Acordo com a “Portugal Telecom” que desenvolverá o emprego, com mais de 150 postos de trabalho. Ainda se estuda a participação do “Bank Of China” em 10% nas áreas industriais e comerciais operadas pelo BCP.

Este acordo entre portugueses e chineses demonstra algumas estratégias de ambos os lados, Portugal tenta atrair cada vez mais os investimentos chineses para sair da Crise e os chineses buscam aumentar suas relações com os portugueses, para ter penetração maior na Europa, em médio e longo prazos.

De fato, a China é um dos países que mais se relacionam com os países de língua portuguesa, tanto com os que tem recursos que interessam ao seu desenvolvimento, como com os que podem ser parceiros diplomáticos, frente às questões globais.

Em plano geral, as relações entre China e países lusófonos vêm crescendo de forma acelerada, atendendo aos interesses de ambas as partes. Portugal também mantém suas relações fortes com os países lusófonos e o dragão chinês está se apresentando com o objetivo de ser um mediador dessas relações.

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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