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Eleições na Áustria apontam para o fortalecimento da oposição

Após a apuração dos votos para o “Parlamento da Áustria” (Nationalrat), que ocorreu no sábado passado, dia 29 de setembro, o Partido Social Democrata” (SPÖ – “Sozialdemokratische Partei Österreichs”), liderado pelo atual Chanceler do país, Werner Faymann, obteve 27,1% dos votos[1], garantindo, assim, o direito de iniciativa para formar um governo de coalizão.

A primeira opção do SPÖ reside na renovação da coligação que governa o país desde 2008, com o Partido Popular” (ÖVP – “Österreichische Volkspartei”), liderado pelo atual Ministro das Relações Exteriores, Michael Spindelegger, que adquiriu 23,8% dos assentos no Parlamento.

De acordo com alguns analistas, o problema consiste no fato de a coalizão entre o SPÖ e o ÖVP não ter conquistado uma maioria significativa e necessária para manter um governo estável, apenas 50,9%. O resultado destas eleições foram os menores da história de ambos os partidos, desde o término da “II Guerra Mundial”.

O envolvimento com casos de corrupções e o apoio do país à recuperação de países da zona do euro foram creditados como as principais causas desta perda de eleitores e a consequente ascensão da oposição. Com isso, Spindelegger declarou que uma coligação com o SPÖ não será automática, uma vez que as eleições foram “um grito de alerta”. Ademais, afirmou: “Os eleitores nos deram uma nota de aviso. Não podemos continuar como antes[2].

Na oposição, o Partido da Liberdade” (FPÖ – “Freiheitliche Partei Österreichs”), defensores de políticas nacionalistas, liderado por Heinz-Christian Strache, foi o mais vitorioso, obtendo 21,4% dos votos, melhor resultado na história do partido. As propostas eurocéticas e anti-imigrantes do partido obtiveram respaldo no partido recém-criado por Frank Stronach, o TSÖ (“Team Stronach für Österreich”), que adquiriu 5,8%. Stronach é um empresário com dupla cidadania, austríaca e canadense, contrário à moeda comum europeia.

Além disso, o partido liberal Nova Áustria” (NEOS – “Das Neue Österreich”), pró União Europeia, alcançou pela primeira vez a porcentagem mínima necessária para adentrar ao Parlamento (4%), atingindo a marca de 4,8% dos votos.

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Imagem Werner Faymann, atual Chanceler da Áustria” (Fonte):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Werner_Faymann_Wien08-2008a.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.dw.de/austrian-coalition-retains-wafer-thin-majority-following-general-election/a-17122493

[2] Ver:

http://euobserver.com/political/121601

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About author

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.
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